Cidade de MG

Canápolis

Sede de comarca no Pontal do Triângulo, Canápolis reunia 10.608 moradores no Censo de 2022, distribuídos por 843 km², e está a 663 km da capital mineira — mais perto da divisa goiana que de Belo Horizonte. O fórum é o Coronel José de Paula Gouveia, na Praça 19 de Março, e nele funciona uma Vara Única que responde por absolutamente tudo o que é estadual: o cível, o criminal, a infância, o plenário do Júri e a execução da pena. A comarca é de primeira entrância, foi criada pela Lei estadual nº 1.039/1953 e instalada em 13 de março de 1955, com dois municípios em sua jurisdição — a sede e Centralina — e nenhum distrito. Existe presídio dentro da cidade, no Centro, o que fixa nesta vara a execução penal de quem está recolhido ali, pela regra da Portaria Conjunta nº 344/2014. Já as cautelares de inquérito são decididas fora: o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 monta uma cadeia de três em que o juiz de Monte Alegre de Minas funciona como garantias de Canápolis, e o juiz de Canápolis como garantias de Ituiutaba — cadeia que não alcança homicídio, porque crime doloso contra a vida está excluído do rodízio. Justiça Federal e Justiça do Trabalho ficam em Ituiutaba, e a ação previdenciária passou a ser ajuizada lá desde que a comarca perdeu a competência federal delegada.

UF
MG
Porte
micro
População
10.608 hab.

Para questões judiciais em Canápolis (MG), o juízo competente é da Comarca de Canápolis — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Canápolis/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Canápolis/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Canápolis: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Canápolis começa com uma doação de terra e um nome de fazenda. Em 1934, o proprietário da Fazenda Córrego do Cerrado, na zona rural de Monte Alegre de Minas, doou cinco hectares à prefeitura de lá para que se fundasse um novo distrito, e promoveu ele mesmo o loteamento e a venda das áreas em volta — o que atraiu forasteiros depressa. Quatro anos depois, o povoado já era distrito, batizado pelas plantações de cana que o cercavam. O nome do doador é o nome do fórum de hoje: Coronel José de Paula Gouveia. A sequência seguinte é um enredo de trocas de nome e de tutela que só Minas produz: pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943 — o mesmo ato que rebatizou dezenas de municípios mineiros de uma só vez —, Monte Alegre passou a chamar-se Toribatê, e o distrito de Canápolis passou a figurar num município com nome novo. A emancipação veio pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembrando Canápolis de Toribaté, com instalação em 1º de janeiro de 1949 e dois distritos: a sede e Centralina. Cinco anos mais tarde, a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, fez duas coisas na mesma penada — desmembrou Centralina, que virou município, e criou a comarca de Canápolis com esses dois municípios dentro. O que o município perdeu em território, o foro recuperou em jurisdição. Desde a divisão territorial de 1960 Canápolis tem só o distrito-sede, e a comarca instalada em 13 de março de 1955 tem hoje a composição que a lei de 1953 lhe deu.

Economia

Aqui a economia se lê no nome da cidade, e a conta fecha. O Produto Interno Bruto municipal de 2023 foi de R$ 937.761 mil — R$ 938 milhões para 10.608 habitantes, o que dá cerca de R$ 88 mil por pessoa, número de município industrial ou de capital regional, não de cidade de dez mil. A explicação está na lavoura: a Produção Agrícola Municipal de 2023 atribui a Canápolis R$ 532.772 mil de valor de produção, e a cana-de-açúcar sozinha responde por R$ 220 milhões desse total, seguida pela soja em grão (R$ 185 milhões) e pelo abacaxi (R$ 62,7 milhões). Depois vêm sorgo, milho e banana, na casa dos dezenove, dezoito e dezessete milhões. Mais da metade do PIB municipal, portanto, cabe no valor da própria safra — sem contar o que a moagem e o transporte agregam. O que isso significa juridicamente é bastante concreto: o vínculo de trabalho rural e de transporte de cana, o contrato de arrendamento, a questão ambiental de outorga e de queimada e o passivo tributário de produtor rural são o tecido dos conflitos locais — e a reclamação trabalhista desse tecido não se protocola aqui, e sim no Foro de Ituiutaba, que reúne os nove municípios da faixa.

Panorama jurídico

O mapa jurídico de Canápolis tem uma simetria incomum: quase tudo que é estadual fica dentro da cidade e quase tudo que é federal fica em Ituiutaba, a 50 quilômetros. Dentro da cidade: uma Vara Única que é, ao mesmo tempo, vara cível, vara criminal, juízo do Júri, juízo da infância e juízo da execução penal, com quatro serventias extrajudiciais no mesmo Centro e um presídio a poucas quadras. Fora da cidade: a Justiça Federal, a Justiça do Trabalho e o Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais, todos em Ituiutaba. E, desde 2026, também o previdenciário: como a comarca deixou de ter competência federal delegada, a ação contra o INSS atravessou a fronteira municipal e passou a ser ajuizada na subseção. A peça mais curiosa do conjunto é o juiz das garantias, que em Minas não é vara e sim rodízio. No caso de Canápolis o rodízio é uma cadeia de três que gira numa só direção e cruza tamanhos: o juiz desta comarca de dez mil habitantes decide as cautelares dos inquéritos de Ituiutaba, e quem decide as cautelares dos inquéritos daqui é o juiz de Monte Alegre de Minas. Para o cliente, isso tem tradução prática imediata — o pedido de liberdade de um flagrante ocorrido em Canápolis é despachado por um juízo que fica a 51 quilômetros, mas os autos, a secretaria e o balcão continuam sendo os da Praça 19 de Março. Já o homicídio, com inquérito e Júri, não sai do lugar em nenhum momento: a exclusão dos crimes dolosos contra a vida do rodízio deixa tudo com a Vara Única, do primeiro flagrante ao Conselho de Sentença.

Patrimônio

O patrimônio institucional visível de Canápolis é o próprio conjunto da Praça 19 de Março: o Fórum Coronel José de Paula Gouveia, que empresta o nome do fundador ao prédio onde se julga, e no mesmo endereço a sala da OAB e o CEJUSC. O traçado urbano guarda outra marca: as serventias extrajudiciais da cidade estão todas em ruas identificadas por número — Rua Três, Rua Seis, Rua Sete —, e o presídio na Rua Nove: desenho de cidade planejada em loteamento, que é exatamente o que a história registra para o povoado nascido do loteamento de 1934. Esta ficha não afirma tombamento nem atribuição arquitetônica de nenhuma edificação do município: não foi lida nenhuma fonte oficial de patrimônio para Canápolis.

Curiosidades

Três curiosidades documentadas, todas com efeito prático. A primeira é de nome: o município de que Canápolis se desmembrou não existe mais com o nome que tinha — Monte Alegre virou Toribatê em 1943, e é como Toribaté que a emancipação de 1948 está redigida; hoje o vizinho chama-se Monte Alegre de Minas outra vez, e é dele que vem o juiz das garantias de Canápolis. A segunda é de endereço eletrônico: os e-mails institucionais desta comarca começam por "coi", prefixo que não se deduz do nome da cidade — em Minas o prefixo do e-mail do fórum não se adivinha, e quem chuta erra o destinatário. A terceira é de distância: Canápolis está a 663 quilômetros de Belo Horizonte e a 50 de Ituiutaba, com a divisa de Goiás logo além do Paranaíba. Toda a vida judiciária federal e trabalhista do município acontece dentro de um raio de 50 quilômetros, e a capital do estado, para efeito prático, é destino de recurso, não de balcão.

Educação e cidadania

Quem precisa da Justiça em Canápolis tem três endereços a memorizar, e só três. O primeiro é a Praça 19 de Março, 409: ali, no Fórum Coronel José de Paula Gouveia, resolve-se tudo o que é estadual — divórcio, inventário, usucapião, dívida, guarda, crime, Júri e execução penal —, e ali funciona também o CEJUSC, porta de conciliação que não exige processo aberto. O segundo é Ituiutaba, a 50 quilômetros: Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Juizado Especial do grupo jurisdicional e, desde 2026, a ação contra o INSS, que deixou de correr no fórum local. O terceiro é o telefone: 135 para o INSS, 180 para a Central de Atendimento à Mulher, 190 e 192 para urgência. Duas advertências honestas fecham o mapa. A primeira: esta ficha não publica endereço de delegacia, de unidade da Defensoria Pública, de promotoria nem de zona eleitoral de Canápolis — não porque esses serviços faltem, mas porque nenhuma fonte oficial lida confirmou o dado para este município, e publicar endereço errado manda a pessoa ao lugar errado num dia em que ela não pode perder o dia. Quem precisa de defensor deve perguntar no próprio balcão do fórum. A segunda: quem tem parente preso precisa checar a unidade antes de qualquer pedido, porque em Minas o juízo da execução muda junto com a transferência, sem aviso. Este é um site de advocacia particular, e nada aqui substitui a consulta ao processo.

Segurança e fronteira

O dado que organiza a segurança pública local não é a estatística — é a existência do Presídio de Canápolis, na Rua Nove, no Centro. Em Minas a execução da pena segue o corpo do preso, por força do artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e não a comarca da condenação. Isso produz uma assimetria que a família quase sempre descobre tarde: quem é condenado em Uberlândia e transferido para cá passa a ter progressão, remição e livramento decididos pelo juiz de Canápolis; e quem é preso aqui e transferido para Uberlândia perde o juízo local no mesmo instante, porque o artigo 3º manda declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente". Ninguém comunica isso a quem faz a visita. Por isso a primeira pergunta prática em execução penal, no Pontal, não é "onde ele foi condenado", é "onde ele está hoje" — e a segunda é "para onde ele foi", cada vez que a unidade muda. A 9ª Região Integrada de Segurança Pública, que é a de Uberlândia, reúne as unidades de Araguari, Canápolis, Ituiutaba, Prata, Santa Vitória e Tupaciguara, além das de Uberlândia: é dentro dessa malha que as transferências acontecem, e é dela que se pode estimar para qual comarca um processo de execução vai migrar.

Dados do município

Gentílico
canapolino
Mesorregião
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Microrregião
Uberlândia
Região intermediária (IBGE)
Uberlândia
Área (km²)
843.599
População (Censo 2022)
10.608
Densidade demográfica (hab/km²)
12.57

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Canápolis como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Canápolis/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Canápolis
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
Comarca instalada e em funcionamento — não é caso de comarca criada por lei e por instalar. O Guia Judiciário do TJMG dá 13 de março de 1955 como data de instalação, e a criação está na Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a Divisão Administrativa e Judiciária de Minas para o quinquênio de 1954 a 1958: lá a comarca de Canápolis é a nº 53, formada pelos municípios nº 112, Canápolis, e nº 113, Centralina. A mesma lei, no mesmo anexo, fez de Centralina município autônomo — até então ela era distrito de Canápolis. Quer dizer que o vizinho saiu do município e entrou no foro na mesma penada: a comarca nasceu de uma subtração administrativa, e a composição de 1953 é exatamente a de hoje, setenta e um anos depois.
Classificação
Primeira entrância — e convém dizer de onde sai esse rótulo, porque não sai do tamanho da cidade. O artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001 define entrância por aritmética de estrutura: uma vara instalada equivale a primeira entrância, cinco ou mais somadas a 130 mil habitantes equivalem a entrância especial, e o resto é a faixa intermediária. Canápolis está no primeiro degrau, e é o que o cabeçalho do Guia Judiciário declara. O Anexo I da mesma lei complementar registra a comarca no item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte —, na posição 36, com um Juiz de Direito e o cargo identificado como JPE-36. Uma ressalva de leitura que vale para Minas inteira: aquele anexo enumera cargos previstos, e cargo previsto não é vara funcionando. A coincidência entre os dois números, nesta comarca, foi checada de outro jeito — pedindo ao Guia a segunda página da consulta de órgãos, que veio sem nenhum bloco, apenas com o cabeçalho do fórum repetido. Não há vara oculta na página 2.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única (coi1secretaria@tjmg.jus.br), no Fórum Coronel José de Paula Gouveia, na Praça 19 de Março, 409, no Centro, telefone (34) 3266-1175. No mesmo prédio funcionam a Administração do Fórum, com a Direção do Foro e a Distribuição de Feitos (coiadm@tjmg.jus.br), a Contadoria/Tesouraria (coicontadoria@tjmg.jus.br) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.coi@tjmg.jus.br). São quatro blocos, e o Guia Judiciário não registra neste fórum nem Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral — em comarca pequena de Minas a lista costuma parar aí, e a ausência no Guia não é prova de que os órgãos não atendam no município. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal. Note-se que o prefixo dos e-mails institucionais desta comarca é "coi", que não se deduz do nome da cidade: em Minas o prefixo do e-mail do fórum não se adivinha, copia-se.
Endereço
Fórum Coronel José de Paula Gouveia — Praça 19 de Março, 409, Centro, Canápolis - MG, CEP 38380-000
Telefone
Jurisdição
Dois municípios respondem a este fórum e nenhum distrito: o item 60 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Canápolis e Centralina, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente isso, com Centralina a 24 quilômetros da sede e sem nenhuma linha de distrito. O município de Canápolis, pela API de localidades do IBGE, também tem só o distrito-sede. Quem mora em Centralina é processado, julgado e defendido aqui, na Praça 19 de Março — e só precisa vir até Canápolis para o que é judicial, porque a serventia de registro civil de Centralina fica no próprio município, com atribuição notarial.
Substituição comarca vaga
Vacância de vara é problema real onde há um juiz só, e o Guia publica a ordem oficial de substituição em duas tabelas que não coincidem. Na que diz quem substitui Canápolis: Ituiutaba em 1º, a 50 km; Monte Alegre de Minas em 2º, a 51 km; Santa Vitória em 3º, a 122 km. Na tabela inversa, em que Canápolis é a substituta: Ituiutaba em 2º, a 49 km; Monte Alegre de Minas também em 2º, a 55 km; Santa Vitória em 3º, a 122 km. São várias divergências de uma vez — um quilômetro para o par Canápolis-Ituiutaba, quatro para o par Canápolis-Monte Alegre, um ordinal "2º" repetido na segunda tabela e nenhum "1º" nela. A ficha registra as duas como publicadas e não as reconcilia. E a primeira posição da fila coincide, aqui, com a comarca de que o juiz daqui é juiz das garantias — coincidência, não regra: as duas listas têm finalidades diferentes e não se deduzem uma da outra.
Juizado especial
Perguntado especificamente sobre Juizados Especiais nesta comarca, o Guia Judiciário devolve tela sem resultado — não existe unidade de Juizado instalada em Canápolis. O único dado que a fonte oferece está no cabeçalho da comarca, que a vincula ao Grupo Jurisdicional JESP de Ituiutaba. Essa informação diz a que agrupamento administrativo a comarca pertence e nada além disso: não se pode concluir dela onde se protocola cada causa de pequeno valor, nem em que cidade se reúne a Turma Recursal competente, e esta ficha não avança além do que a fonte publica.
Tribunal juri
Aqui não há a pergunta que atormenta as comarcas de duas ou três varas criminais, onde é preciso ler a resolução de competência para saber qual delas leva o Júri: existindo uma vara só, o juiz que preside o Conselho de Sentença é o titular da Vara Única. A base legal é dupla — o artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 garante Tribunal do Júri em toda comarca mineira, e o artigo 3º, § 1º, veda que essa competência seja delegada a distrito judiciário. Traduzindo para os dois municípios da jurisdição: uma morte violenta ocorrida em Centralina será apurada, denunciada e levada a plenário em Canápolis, com o corpo de jurados formado entre eleitores desta comarca, e o julgamento acontecerá na Praça 19 de Março. Some-se a isso o que diz o bloco seguinte: nem mesmo a fase de investigação desse crime sai do prédio.
Execução penal
Em Minas a pergunta certa sobre execução da pena não é "onde foi o julgamento": é "em que unidade prisional a pessoa está hoje". A Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG fixa no artigo 1º que a guia de recolhimento, seja ela provisória ou definitiva, tramita no juízo de execução da comarca de recolhimento, e no parágrafo único que, estando o condenado em liberdade, o juízo competente é o da comarca de residência. Canápolis tem unidade prisional própria, de modo que os dois caminhos desembocam no mesmo lugar: quem cumpre pena no presídio local e quem responde solto morando aqui ou em Centralina têm os seus incidentes — progressão, remição, livramento condicional, soma e unificação de penas, falta disciplinar, saída temporária — decididos pela Vara Única desta comarca, qualquer que tenha sido o juízo da sentença. Vale para o condenado de Uberlândia, de Ituiutaba ou de fora do estado que venha a ser transferido para cá. A face dolorosa da mesma regra é a mobilidade: pelo artigo 3º, cada transferência de unidade obriga o juízo a declinar e a remeter os autos de imediato à comarca de destino, e o artigo 4º dá trinta dias para os incidentes já instruídos seguirem com eles. A competência acompanha o preso, não a família — que descobre a mudança de fórum quando já não é atendida no balcão de sempre. Uma consequência menos óbvia: como a guia provisória sai logo depois da sentença ou do acórdão, sem esperar trânsito em julgado (artigo 2º), não existe aqui a dualidade de juízos que outros estados conhecem — provisório e definitivo correm no mesmo lugar, desde o começo. O sistema é o SEEU, do CNJ.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025. E o desenho de Canápolis não é o par recíproco da maioria das comarcas: é uma cadeia de três, na 5ª Região, que gira numa só direção. O juiz da Vara Única de Canápolis é o juiz das garantias da Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Precatórias de Ituiutaba; o juiz de Ituiutaba é o das garantias da Vara Única de Monte Alegre de Minas; e o juiz da Vara Única de Monte Alegre de Minas é o das garantias de Canápolis. Não há reciprocidade em nenhum dos três elos — e o efeito prático merece ser dito com clareza, porque inverte a hierarquia que se espera: quem decide a prisão preventiva, a busca e apreensão, a quebra de sigilo, a produção antecipada de prova, o arquivamento, a homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia dos flagrantes de Canápolis é o juiz de uma comarca ainda menor, Monte Alegre de Minas, a 51 quilômetros; e o juiz daqui, de uma comarca de dez mil habitantes, é quem decide essas mesmas coisas nos inquéritos de Ituiutaba, o polo regional do Pontal. Os autos e a secretaria continuam sendo os da Vara Única de Canápolis, por força do artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025 — o juiz muda, o cartório não —, e a função cessa quando a denúncia é oferecida (artigo 2º, parágrafo único). Para o caso de impedimento justificado do plantonista, o Anexo II da PC nº 1.709/2025 põe Canápolis na Microrregião XXII, com Capinópolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Santa Vitória, e pareia essa microrregião reciprocamente com a Microrregião XVI — Campina Verde, Frutal, Itapagipe, Iturama e Prata.
Juiz das garantias exclusoes
O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 tira do rodízio justamente o que mais importa a quem procura advogado criminal: os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e a competência originária de tribunal. Logo, o inquérito de homicídio de Canápolis não vai a Monte Alegre de Minas: fica com o juízo do Júri da própria comarca, que é a Vara Única. A medida protetiva de urgência da Lei Maria da Penha, igualmente, é pedida e decidida aqui. E o rodízio não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (PC nº 1.709, artigo 3º), nem inquérito ou feito criminal distribuído antes da implantação, que permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026, artigo 9º, § 2º).
Ressalva
A coluna de entrância do par, na Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, está errada nesta linha: ela atribui "Segunda" entrância à Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Precatórias de Ituiutaba, enquanto a linha própria de Ituiutaba, na mesma tabela, registra "Primeira". A ficha adota a entrância que cada comarca declara na sua própria linha e no Guia Judiciário, e não a que a tabela atribui ao par.

OAB — Subseção

Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG traz uma linha para Canápolis: uma sala no fórum, com telefone próprio, atendimento das 12h às 18h. O endereço publicado é "Praça 19 de Março, 409 — Fórum Cel. José de Paula Gouveia", o mesmo endereço que o Guia Judiciário dá ao fórum, e o telefone tem o prefixo local — os três dados fecham entre si, o que nesta fonte é condição necessária de confiança, não suficiente. Para comparação, a subseção de Ituiutaba tem nove espaços listados, entre eles sede, sala no fórum, sala na Justiça Federal, sala na Justiça do Trabalho e parlatório no presídio.
Ressalva
Duas observações de fonte. A primeira: o documento é de 18 de fevereiro de 2021, de modo que o que ele diz sobre horário e telefone pode ter mudado. A segunda, que é a razão de esta ficha não afirmar que Canápolis seja subseção autônoma da OAB/MG: a relação lista para Canápolis apenas a linha do fórum, sem linha de sede, enquanto Ituiutaba aparece com sede própria. O e-mail que o documento publica para Canápolis é de provedor comercial e não é reproduzido aqui. A relação não registra parlatório em Canápolis, embora exista unidade prisional no município — ausência no documento não é prova de que o advogado não tenha atendimento no presídio.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Ituiutaba (SJMG/TRF6), a 50 km — não há vara federal em Canápolis, e a comarca deixou de ter competência federal delegada.
Justica trabalho
Foro de Ituiutaba (TRT-3) — foro.ituiutaba@trt3.jus.br, (34) 98424-9744. Centralina, o outro município da comarca, vai ao mesmo foro.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Há unidade prisional no município: o Presídio de Canápolis, de sigla PRCNP, na Rua Nove, nº 38, Centro, telefone (34) 3266-2603. Na relação do Depen-MG/Sejusp ele está na 9ª Região Integrada de Segurança Pública, a de Uberlândia, ao lado dos presídios de Araguari, Ituiutaba, Prata, Santa Vitória e Tupaciguara e das unidades da própria Uberlândia. É "presídio", e a palavra tem efeito de estrutura, não só de nome: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 só obriga a instalar vara de execução penal por circunscrição onde houver penitenciária, de modo que uma comarca com presídio executa pela vara que tem — aqui, a Vara Única. A consequência prática está no bloco da comarca: quem está recolhido no PRCNP executa a pena nesta comarca, e quem sai daqui leva o processo consigo. Vale notar que a unidade fica no Centro, a poucas quadras do fórum e das quatro serventias — a geografia processual da execução penal, nesta cidade, cabe num quarteirão.
Ressalva
Duas cautelas sobre esta fonte. A primeira é de data: a relação oficial do Depen-MG saiu do ar com a vedação eleitoral de 2026, e o que se pôde ler foi um retrato guardado, cujo próprio conteúdo se declara atualizado em março de 2025 — se a unidade mudou de endereço ou de telefone desde então, a relação não sabe. A segunda é de método: em Minas o nome da unidade não localiza a unidade, porque há presídio que carrega no nome a cidade vizinha. A conferência tem de ser feita pela linha de endereço. Para Canápolis ela fecha em três pontos independentes — o logradouro é do próprio município, o prefixo telefônico é o local e a cidade escrita no endereço é esta.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Ituiutaba — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Os dois municípios da comarca figuram na relação da subseção de Ituiutaba, e a informação foi conferida em duas publicações distintas que coincidem: a listagem de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais e o Anexo II da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, com a redação que lhe deu a Portaria PRESI nº 170/2026. Vara federal em Canápolis não existe. Assim, delito de competência da União, discussão de FGTS, execução fiscal federal e demanda contra autarquia federal são protocolados em Ituiutaba — cinquenta quilômetros pela régua do Guia Judiciário, distância modesta para o padrão de um estado em que a subseção pode ficar a duzentos.
Competência delegada
Esta é a resposta que mudou, e ela decide onde se ajuíza a ação contra o INSS. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, com a redação da Portaria PRESI nº 170/2026, divide as comarcas estaduais de cada subseção em duas colunas, e na linha de Ituiutaba Canápolis está na segunda: a das comarcas que deixaram de possuir competência federal delegada. Na mesma coluna estão Ituiutaba e Capinópolis; na coluna das que conservam a delegação, nesta subseção, estão Campina Verde, Iturama, Prata e Santa Vitória. Quer dizer que a aposentadoria por incapacidade, o benefício de prestação continuada e a revisão de benefício do segurado de Canápolis ou de Centralina não se ajuízam mais na Vara Única desta comarca: vão para a Justiça Federal em Ituiutaba. É uma assimetria que merece ser notada por quem litiga na região — Santa Vitória, a 122 quilômetros daqui e também de vara única, continua com a delegação, e Canápolis, a 50 quilômetros da subseção, não. O critério declarado no cabeçalho do anexo é o da distância do artigo 15, inciso III e § 2º, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705/2021. Ler a tabela de subseções em lugar do Anexo III é o erro clássico aqui: a subseção diz onde fica a Justiça Federal, não onde o juiz estadual pode julgar por ela.
Acervo anterior
Perder a delegação para o futuro e mover o que já está em andamento são coisas diferentes, e esta ficha só afirma a parte de que tem o texto na mão. Há uma trava antiga e certa: pelo artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019, o que foi proposto antes de 2020 continua onde está, no juízo estadual — segurado de Canápolis com processo dessa safra não muda de fórum. Sobre o acervo formado depois disso e até a cessação, a atribuição corrente aponta para o artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, e o inteiro teor desse parágrafo não apareceu em nenhuma das fontes que esta ficha leu. Sem o texto, não há afirmação: quem tem ação previdenciária em curso confere a movimentação no próprio autos antes de peticionar, porque a resposta pode ser remessa e pode ser permanência.
Contexto
Um detalhe tipográfico com efeito prático: na listagem da SJMG o nome de Canápolis vem seguido de asterisco, e naquela publicação o sinal identifica os municípios em que atuam os Oficiais de Justiça da subseção. Isso significa que a diligência federal — citação, intimação, penhora — pode ser cumprida por oficial vindo de Ituiutaba, sem depender exclusivamente de carta com aviso de recebimento ou de precatória devolvida ao fórum estadual. Cuidado, porém, com o mesmo símbolo em outro documento: dentro do PDF da Portaria PRESI nº 170/2026 o asterisco não fala de oficial nenhum, e sim da Decisão PRESI nº 241/2026, que suspendeu a eficácia da norma para Poço Fundo e Carandaí. São dois asteriscos com dois significados, e Canápolis não está na segunda hipótese: a perda da delegação, no seu caso, não tem eficácia suspensa.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Ituiutaba — 1ª e 2ª Varas do Trabalho de Ituiutaba
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Cachoeira Dourada, Canápolis, Capinópolis, Centralina, Gurinhatã, Ipiaçu, Ituiutaba, Prata e Santa Vitória
Contexto
A reclamação trabalhista do empregado de Canápolis é ajuizada em Ituiutaba, onde funcionam duas Varas do Trabalho sob um Foro comum — a 1ª criada pela Lei federal nº 7.471, de 30 de abril de 1986, e a 2ª pela Lei federal nº 12.616, de 30 de abril de 2012. As duas têm a mesma abrangência de nove municípios. Aqui a Justiça do Trabalho não parte a comarca: Canápolis e Centralina estão as duas na mesma lista, o que em Minas é sorte e não regra, porque o TRT-3 desenha a sua jurisdição sem seguir a divisão judiciária estadual e há comarca mineira repartida entre três foros trabalhistas. A pauta da região é de agronegócio — corte e transporte de cana, usinas, soja e abacaxi.

Segurança Pública

Panorama
Há uma desproporção estrutural aqui que não aparece em nenhuma estatística de criminalidade. Canápolis é território extenso e pouco povoado — 843 quilômetros quadrados, um único distrito, dez mil habitantes — e ao mesmo tempo abriga uma unidade prisional e opera com um juiz apenas. O resultado é que a carga criminal do magistrado não se limita ao que acontece no município: além de instruir e julgar o furto, o tráfico e o crime contra a vida cometidos na jurisdição, ele responde pela vida processual de todos os internos recolhidos no presídio local, muitos deles condenados em comarcas bem maiores. Contar habitantes, portanto, subestima o volume: a régua correta, numa comarca assim, é a lotação da unidade prisional somada ao movimento de transferências da região.
Atendimento mulher
Quem sofre violência doméstica em Canápolis ou em Centralina tem uma vantagem processual que o desenho do rodízio criminal não lhe tira: o inciso II do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 mantém esses feitos inteiramente fora do juiz das garantias. Na prática, isso quer dizer que a protetiva de urgência não precisa esperar despacho de juízo de outra cidade — o pedido entra no balcão da Praça 19 de Março e é apreciado pelo juiz que está no prédio. O canal nacional de denúncia é o 180, aberto a qualquer hora.

Cartórios

Estrutura
A comarca tem cinco serventias na relação do Guia Judiciário. Em Canápolis, quatro, todas no Centro e todas em ruas de número: o Registro Civil das Pessoas Naturais (Rua Seis, 618-A, CEP 38380-000, telefone (34) 3266-2768); o Registro de Imóveis (Rua Três, 358, telefone (34) 3266-1200); o Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Rua Três, 156, telefone (34) 3266-1420); e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos (Rua Sete, 134, telefone (34) 3266-1818). Em Centralina, o outro município da comarca, uma só: o Registro Civil com Atribuição Notarial (Praça Alceu Vergílio dos Santos, 20, Centro, CEP 38390-000, telefone (34) 3267-1287) — quer dizer que o centralinense faz certidão de nascimento, casamento e óbito e reconhece firma na própria cidade, e só precisa vir a Canápolis para imóvel e protesto.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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