História
A história de Canápolis começa com uma doação de terra e um nome de fazenda. Em 1934, o proprietário da Fazenda Córrego do Cerrado, na zona rural de Monte Alegre de Minas, doou cinco hectares à prefeitura de lá para que se fundasse um novo distrito, e promoveu ele mesmo o loteamento e a venda das áreas em volta — o que atraiu forasteiros depressa. Quatro anos depois, o povoado já era distrito, batizado pelas plantações de cana que o cercavam. O nome do doador é o nome do fórum de hoje: Coronel José de Paula Gouveia. A sequência seguinte é um enredo de trocas de nome e de tutela que só Minas produz: pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943 — o mesmo ato que rebatizou dezenas de municípios mineiros de uma só vez —, Monte Alegre passou a chamar-se Toribatê, e o distrito de Canápolis passou a figurar num município com nome novo. A emancipação veio pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembrando Canápolis de Toribaté, com instalação em 1º de janeiro de 1949 e dois distritos: a sede e Centralina. Cinco anos mais tarde, a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, fez duas coisas na mesma penada — desmembrou Centralina, que virou município, e criou a comarca de Canápolis com esses dois municípios dentro. O que o município perdeu em território, o foro recuperou em jurisdição. Desde a divisão territorial de 1960 Canápolis tem só o distrito-sede, e a comarca instalada em 13 de março de 1955 tem hoje a composição que a lei de 1953 lhe deu.