História
A história de Monte Alegre de Minas começa numa promessa de beira de estrada. Por volta de 1820 passava pelo lugar uma picada que ligava as terras de São Paulo às de Goiás; segundo o verbete do IBGE, a família de Martins Pereira, em trânsito, viu adoecer um dos seus e prometeu a São Francisco das Chagas uma gleba para erguer-lhe igreja se o doente sarasse. Sarou. Com as famílias Gonçalves da Costa e Martins de Sá, cumpriram a promessa, e do arraial ficou o nome descritivo do sítio: alto de monte, de vista longa. O primeiro degrau oficial é de 1843 — a Lei provincial nº 247, de 20 de julho, no artigo 13, elevou a paróquia a Capela de São Francisco das Chagas do Monte Alegre, desmembrada da freguesia de Morrinhos. Vinte e sete anos depois, a Lei provincial nº 1.664, de 16 de setembro de 1870, elevou a paróquia à categoria de vila e definiu, no artigo 2º, o novo município: as freguesias de Monte Alegre e de Nossa Senhora da Abadia do Bom Sucesso mais o distrito de Santa Maria, este desmembrado do termo do Prata. A Lei provincial nº 2.556, de 3 de janeiro de 1880, cuja ementa é seca — "eleva à cidade as vilas de Monte Alegre e São Gonçalo do Sapucaí" —, fez da vila uma cidade, e o verbete do IBGE registra que no mesmo dia foi criado o TERMO judiciário, degrau anterior à comarca, que viria em 18 de outubro de 1883 e seria instalada em 2 de maio de 1892. O século XX trouxe a única interrupção do topônimo: pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, que redesenhou a divisão territorial mineira para o quinquênio 1944-1948, o município, o distrito-sede e a comarca passaram a se chamar TORIBATÊ, e as tabelas do anexo grafam sempre "Toribatê (ex-Monte Alegre)". Naquele quadro o município de Toribatê tinha dois distritos, ele mesmo e Canápolis, e a comarca tinha um termo só. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desfez a troca — item 33 da sua relação: "Monte Alegre de Minas Ex-Toribatê" — e, na mesma lei, criou no município o distrito de Centralina. Canápolis e Centralina se emancipariam depois e formam hoje, juntas, a comarca de Canápolis. Do território de 1943 sobrou apenas a sede: um município de quase 2.600 km² com um distrito único.