História
Araporã nasceu de uma estrada. O histórico que a Prefeitura publica, e que o IBGE reproduz no verbete do município, começa em 1909, com a Ponte Afonso Pena sobre o rio Paranaíba, ligando Minas a Goiás. Em 1912 o engenheiro Fernando Alexandre Vilela Andrade criou em São Pedro de Uberabinha, hoje Uberlândia, a Companhia Mineira de Autoviação Intermunicipal (CMAVI), e em 1917 a companhia instalou um posto de pedágio no lugar que hoje é o centro da cidade, na rodovia que construía até Santa Rita do Paranaíba, hoje Itumbiara. Com a estrada vieram as primeiras lavouras de cana, um engenho de rapadura, açúcar mascavo e cachaça, e uma olaria que fez os tijolos das primeiras casas do povoado de Alvorada. Em 1930 o lugar serviu de quartel às tropas mineiras que guardavam a ponte diante das goianas, e em 1933 chegou a energia elétrica, vinda de Itumbiara. O Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, criou o distrito de Araporã, com sede no povoado de Alvorada, no município de Tupaciguara — o histórico municipal fala em 17 de março, e o registro administrativo do IBGE, em 17 de dezembro. Nas décadas seguintes vieram a Usina Alvorada, a Cerâmica Vilela, o asfalto da BR-153 e da BR-452 e a Ponte JK, no início dos anos 1960, e a Usina Hidrelétrica de Itumbiara, construída por Furnas entre 1974 e 1980. A emancipação, sonhada desde os anos 1940 pelo tabelião Antônio Rabelo, veio com a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, que criou o município desmembrando-o de Tupaciguara; a instalação foi em 1º de janeiro de 1993. O fórum, porém, continuou em Tupaciguara.