História
A história de São Sebastião do Anta é a de um córrego que virou nome de distrito e de um distrito que esperou três décadas para virar município. As terras entre o rio Caratinga e o rio Preto, no início do século XX, eram chamadas de Sertão do Rio Doce — de difícil acesso e carentes de estrutura, na descrição que a Câmara Municipal publica. A mesma página conta um episódio da Revolução de 1930 que ficou na memória local: depois da execução pública de um fazendeiro e de quatro amigos na vizinha Santana do Imbé, hoje Imbé de Minas, as tropas revolucionárias teriam chegado às terras de um coronel recém-falecido da região; a viúva, sitiada no sobrado da fazenda, teria posto uma espingarda em cada janela e blefado que havia homens dentro, e os revoltosos acabaram numa emboscada no bosque vizinho; para selar a paz com o novo regime, a família casou uma neta com um parente de Carlos Drummond de Andrade, então oficial de gabinete na Secretaria do Interior de Minas. A própria Câmara declara como fonte do relato uma enciclopédia colaborativa, e é como relato que ele vai aqui. O que se prova em lei vem depois: a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou o distrito de São Sebastião da Anta no município de Inhapim, com divisas que começam na foz do córrego da Anta no córrego Parado; e a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, fez dele município, com a grafia nova — "do Anta" —, desmembrado de Inhapim, no mesmo ato que emancipou São Domingos das Dores, Bugre e Imbé de Minas, os vizinhos da mesma geração. A primeira eleição municipal foi em 3 de outubro de 1996, e o município foi instalado em 1º de janeiro de 1997. O vínculo judiciário nunca mudou: a própria lei de 1995 já escrevia "Comarca: Inhapim", e o fórum que julgava o distrito é o que julga o município.