História
A história de Imbé de Minas começa numa mata de umbaúbas. O verbete do IBGE, que reproduz a Cronologia da Região do Caratinga, de Lázaro Denizart do Val, conta que a vila chamada Patrimônio das Umbaúbas foi fundada por Manoel Joaquim Teodoro, Joaquim Valério, Luiz Carvalho Veríssimo, Augusto da Silva e outros, em terras que tinham sido da fazenda de Joaquim Camilo. Em 1889 Manoel Joaquim Teodoro e seus companheiros abriram as matas e deram ao curso d'água o nome de Córrego das Umbaúbas; logo se ergueu um cemitério, depois uma capela dedicada a Nossa Senhora das Graças e, com o crescimento, uma nova igreja, a de Sant'Ana. O fundador contratou professores particulares até construir o prédio escolar que passou ao Estado. Em 1906 o patrimônio foi medido e rebatizado de Santana de Imbé. A Prefeitura acrescenta à história a figura de Joaquim Cândido da Silva, vindo do Rio de Janeiro, genro do fundador, que trouxe uma pequena usina de energia — com material importado da Europa, chegado em carro de boi —, para iluminar a vila e mover uma máquina de beneficiar café, e ajudou a construir teatro, cinema e postos telefônicos; o assassinato dele, com saque ao comércio e aos fazendeiros, é lembrado pela mesma página como um revés no desenvolvimento do lugar. Em 1939 a vila, distrito de Caratinga, passou a se chamar Vila de Imbé, e o verbete registra naquela época eletricidade, grupo escolar, a casa dos vicentinos, o novo cemitério, farmácias e um hospital em construção. A emancipação veio com a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que criou de uma vez dezenas de municípios em Minas — entre eles os vizinhos Piedade de Caratinga, São Domingos das Dores e São Sebastião do Anta. Imbé de Minas é o item 32 do Anexo I, desmembrado de Caratinga, sem outros distritos; os distritos de Manducas e Graçópolis vieram depois, por leis municipais de 2018, segundo o projeto Redescobrindo os Vales. A cidade nunca teve comarca: continuou, na Justiça, onde sempre esteve como distrito — no fórum de Caratinga.