História
A história de Piedade de Caratinga começa num povoado chamado Socapó. O verbete do IBGE, redigido pela Prefeitura em 2002, dá como marco inicial a chegada de quatro famílias — a de José Luiz Soares, fundador em 1874, e as de Manoel Simão, Francisco Bento e José Simões Ferreira — e conta que a estrada de acesso, aberta ligando Caratinga a Ipanema, organizou o lugar: a primeira rua recebeu o nome de Olímpia Rocha de Oliveira, que ainda hoje aparece em endereços da cidade. Os sacerdotes da Ordem dos Carmelitas Descalços construíram perto da estrada o Eremitério São José; havia um campo de futebol, uma igreja e uma pequena escola. A doação de uma imagem de Nossa Senhora da Piedade à igreja deu ao povoado a padroeira e o nome. A escolinha, de 1960, virou em 1995 a Escola Estadual Frei Carlos. Em 1991, segundo o mesmo verbete, o povoado foi elevado a distrito de Caratinga, com a referência a uma norma de número 10.481, de 17 de julho de 1991, que não foi localizada no acervo da Assembleia. O plebiscito da emancipação foi realizado em 22 de outubro de 1995, e a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995 — a mesma que criou de uma vez dezenas de municípios em Minas —, fez de Piedade de Caratinga município, no item 62 do Anexo I, desmembrado de Caratinga, que ficou como município remanescente, e fixou no Anexo II as divisas com Ubaporanga, Imbé de Minas e Caratinga, córrego a córrego. A primeira eleição veio no ano seguinte, e em 1º de janeiro de 1997 tomaram posse o primeiro prefeito e a primeira Câmara, com nove vereadores. Na Justiça, nada mudou: a lei de criação já escreveu "Comarca: Caratinga", e o município continuou no fórum onde sempre esteve como distrito.