História
A história de Iapu é a de um distrito que trocou de nome três vezes e de município duas antes de ganhar o seu. O povoado nasceu em 1822, quando Raimundo José de Souza se fixou à margem de um ribeirão e o batizou pelo santo do dia, Santo Estêvão; em 1844 os posseiros ergueram a primeira capela, depois substituída por outra maior. Em 1901 o lugar virou distrito de Caratinga com o nome de Santo Estevão; em 1923 passou a chamar-se Boachá, pelo ribeirão e por uma tribo indígena da região, e poucos anos depois voltou ao nome do santo. Em 1938, o Decreto-lei estadual nº 148 o tirou de Caratinga e o entregou a Inhapim, recém-emancipada, e em 1943 o Decreto-lei nº 1.058 lhe deu o nome de Iapu. A autonomia veio pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948 — a grande lei de divisão territorial do pós-guerra em Minas —, que fez de Iapu um município com três distritos, Iapu, Bugre e São João do Oriente, instalado em 1º de janeiro de 1949. O território encolheu duas vezes desde então: em 1962 saiu São João do Oriente, e no mesmo ato nasceu o distrito de São Sebastião da Barra; em 1995 saiu Bugre. O vínculo judiciário, porém, nunca se rompeu. A Comarca de Inhapim foi instalada em 15 de novembro de 1948, seis semanas antes da lei que emancipou Iapu, e o Anexo II da Lei Complementar nº 59/2001 ainda hoje põe Iapu, Bugre e São João do Oriente sob o mesmo fórum — o da cidade de que todos saíram. Em junho de 2024, esse fórum mudou do Centro de Inhapim para um prédio novo, com salão próprio do Tribunal do Júri, no Bairro Recanto Verde.