Cidade de MG

Inhapim

Inhapim tem 22.692 habitantes (Censo 2022) em 858 km² no leste de Minas, a 274 km de Belo Horizonte, na BR-116. A comarca do TJMG, instalada em 15 de novembro de 1948, é de segunda entrância desde a redação original da Lei Complementar estadual nº 59/2001 e tem duas varas mistas no Fórum Anastásio Chaves, inaugurado em 18 de junho de 2024 no Loteamento Recanto Verde: a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais e a 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude. Respondem ao fórum sete municípios — Inhapim, Bugre, Dom Cavati, Iapu, São Domingos das Dores, São João do Oriente e São Sebastião do Anta —, com 62.557 habitantes, mais dez distritos judiciários. O Tribunal do Júri é da comarca e nenhuma das duas varas o tem no nome. Há presídio no município (PRINP, 12ª RISP), e por isso a execução penal de quem está recolhido nele corre aqui, na 1ª Vara, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, em processo eletrônico SEEU desde agosto de 2018. O juiz das garantias é o da vara de mesmo número de Ipanema, em dois pares recíprocos paralelos (PC 1.818/PR/2026), e não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal em Ipatinga, sem competência delegada; Justiça do Trabalho em Caratinga, exceto Iapu, que vai a Coronel Fabriciano.

UF
MG
Porte
pequena
População
22.692 hab.

Para questões judiciais em Inhapim (MG), o juízo competente é da Comarca de Inhapim — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Inhapim/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Inhapim/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Inhapim: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história institucional de Inhapim é a de um território que só parou de encolher depois de virar comarca. Começou como passagem: em 1811, tropas de carga cruzavam o lugar no caminho do Degredo de Cuieté, e a confluência do rio Caratinga com o córrego São Silvestre — batizado assim por ter sido encontrado num 31 de dezembro — é hoje o centro da cidade. A ocupação com raiz veio em 1865, na Guerra do Paraguai, quando se plantou o primeiro café na barra do ribeirão Santo Antônio; em 1882 os moradores compraram a gleba e fundaram o Patrimônio de São Sebastião de Inhapim; em 1885 havia catorze casas, três delas de comércio. O Decreto de 21 de dezembro de 1890 elevou o lugar a Distrito de Paz, desmembrando terras da freguesia de Entre Folhas e da vila de Caratinga, e em 1938 Inhapim deixou de ser distrito de Caratinga e se emancipou, instalando no mesmo ano o seu Cartório de Paz. O quadro territorial de 1938 mostra o tamanho do que veio depois: no Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, Inhapim é o município nº 66 e tem quatro distritos — Inhapim, Santo Estevão, Novo Horizonte e Veadinho. Dez anos depois, a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, criou o distrito de Dom Cavate em Inhapim e o município de Iapu com São João do Oriente e Bugre por distritos: três nomes que hoje são municípios autônomos e que, todos os três, continuam respondendo ao fórum de Inhapim. A comarca foi instalada em 15 de novembro de 1948, um mês antes dessa lei, e nunca perdeu território judiciário — o Anexo II da LC 59/2001 lista os mesmos sete municípios no texto original de 2001 e no texto vigente de 2026. Em 18 de junho de 2024, aos 76 anos de instalação, a comarca trocou de casa: saiu do prédio do Centro para o Fórum Anastásio Chaves do Loteamento Recanto Verde, com 2,2 mil metros quadrados, dois pavimentos, salão do Júri e espaço projetado para uma terceira vara que ainda não existe.

Economia

Inhapim é café arábica, e a concentração é quase total. A Produção Agrícola Municipal de 2023 dá ao município R$ 173,473 milhões em valor de lavoura, dos quais R$ 134,760 milhões de café em grão — e todo o café é arábica, sem uma fração de canephora, o que distingue o município da vizinhança de altitude baixa que planta conilon. Depois do café vem uma cultura que raramente aparece no topo de município mineiro deste porte: tomate, com R$ 14,420 milhões, à frente da banana em cacho, com R$ 12,547 milhões, e do milho, com R$ 5,063 milhões. O PIB de 2023 foi de R$ 543,260 milhões, o maior da comarca. Para a advocacia, o mapa contratual se lê sem esforço: parceria agrícola e arrendamento de lavoura de café, contrato de safra e de venda futura de saca, trabalho rural concentrado nos meses de colheita — e conflito concentrado com ele —, acidente com implemento e com defensivo agrícola, intoxicação em cultura de tomate, que é a mais dependente de agroquímico, servidão de passagem e demarcação em zona rural de 858 km², e inventário de propriedade rural. A BR-116 acrescenta a camada do transporte: contrato de frete, avaria de carga e responsabilidade civil em acidente de rodovia federal.

Panorama jurídico

O que faz de Inhapim uma comarca interessante de explicar é uma simetria que quase não existe em Minas: duas varas aqui, duas varas em Ipanema, e o rodízio do juiz das garantias montado vara por vara, não comarca por comarca. São dois circuitos paralelos que nunca se tocam — a 1ª de Inhapim com a 1ª de Ipanema, a 2ª com a 2ª —, de modo que a pergunta sobre quem decide prisão e cautelar na investigação tem duas respostas, dependendo de em qual vara o inquérito caiu. Quatro linhas do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 dizem isso, e as quatro foram lidas nos dois sentidos, porque em Minas "X é garantias de Y" não implica "Y é garantias de X". A exceção que interessa a uma banca de Júri está no artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025: crime doloso contra a vida não vai ao juiz das garantias, e portanto o inquérito de homicídio de Inhapim fica inteiro na comarca, com o mesmo juízo que levará o caso ao Conselho de Sentença. Na execução da pena, o presídio no município faz o que a Portaria Conjunta nº 344/2014 manda: quem está recolhido no PRINP executa aqui, na 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais — e quem é transferido perde esse juízo no mesmo dia, porque o artigo 3º obriga a declinar e remeter os autos imediatamente. Há duas lacunas honestas nesta página, e vale dizê-las de frente. A primeira é o Júri: as duas varas são criminais, nenhuma tem o Júri no nome, e a resolução do Órgão Especial que reparte a competência entre elas não foi localizada — e o motivo do vazio é apurável: Inhapim já operava duas varas em 2002, de modo que não existe resolução recente de instalação de segunda vara a consultar, como há em Ipanema. A segunda é o plantão das garantias: a microrregião de Inhapim é a LIII, com Açucena, Ipatinga e Mesquita (Resolução nº 966/2021), e é uma das quatro que o Anexo II da PC 1.709/2025 deixou sem par recíproco — enquanto Ipanema, que é da Microrregião LXIX, tem o seu. Fora do crime, a comarca perdeu em 2026 a competência federal delegada, e isso muda endereço de processo: a ação previdenciária contra o INSS deixou de poder ser ajuizada no fórum local e passou a Ipatinga, a 67 km — dentro do raio de 70 km que a Lei nº 13.876/2019 fixou como fronteira da delegação.

Curiosidades

O IBGE conta doze distritos administrativos em Inhapim, a sede incluída; o Tribunal de Justiça reconhece oito distritos judiciários fora da sede. A diferença de três não é erro de nenhum dos dois. A API de localidades do IBGE lista, além da sede, Bom Jesus do Rio Preto, Itajutiba, Jerusalém, Macadame, Novo Horizonte de Inhapim, Santo Antônio do Alegre, São Tomé de Minas, Tabajara, Córrego Januário, São José do Peixe de Inhapim e São José do Taquaral. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve os oito primeiros e não os três últimos: distrito administrativo, criado por lei municipal, e distrito judiciário, que é divisão da comarca, são coisas diferentes, e quem procura serventia ou competência pela lista do IBGE erra em três endereços. O nome do município, por sua vez, é o de um pássaro que quase ninguém mais vê: o inhapim é ave de plumagem negra com faixa amarela na asa, e o verbete do IBGE diz que os indígenas o batizaram pelo hábito de cantar em bandos ao amanhecer — "inhapim", em tupi-guarani, é "amanhece".

Educação e cidadania

Os dois portais municipais estão no ar e publicam canal de cidadania: a Prefeitura mantém Portal da Transparência, Ouvidoria e a página do pedido de informação; a Câmara mantém transparência, legislação, Ouvidoria e e-SIC. No Judiciário, o caminho institucional de conciliação e mediação da comarca é o CEJUSC-Inhapim, no fórum (cejusc.inp@tjmg.jus.br). O Ministério Público atende na 1ª Promotoria de Justiça de Inhapim, Rua Coronel Antônio Fernandes, 92, Centro, CEP 35330-000, telefones (33) 3315-1046 e (33) 3315-3106; a Delegacia de Polícia Civil de Inhapim fica na Rua Manoel Silva Araújo, 255, Centro, telefone (33) 3315-1244, delegacia.inhapim@policiacivil.mg.gov.br. Zona eleitoral e unidade da Defensoria com sede no município não têm endereço publicado pelos portais oficiais em consulta direta, e a ausência aqui não significa ausência do serviço. Este site é de advocacia particular e não é canal oficial de nenhum órgão público, tribunal, presídio ou secretaria.

Segurança e fronteira

Uma comarca com presídio e sem Defensoria instalada é um par que define o cotidiano do preso e da família. O Presídio de Inhapim fica no Centro, na Rua Vereador José Viana da Silva, e é o que ancora aqui a execução penal de quem está recolhido — progressão, remição, livramento, falta grave. Só que a relação de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não tem unidade em Inhapim, e as duas unidades vizinhas lidas, Caratinga e Ipatinga, não listam nenhum dos sete municípios da comarca entre os municípios que contemplam. A relação de salas da OAB/MG, por sua vez, registra uma única sala na subseção de Inhapim, no fórum, e nenhum parlatório — enquanto em comarcas com presídio da mesma faixa a Ordem mantém parlatório junto à unidade. Nada disso prova ausência de atendimento; prova que o caminho não está publicado, e é exatamente esse tipo de vazio que faz a família procurar o balcão errado. O que está publicado e serve de orientação é a regra: preso em Inhapim, o processo é daqui; transferido, o processo vai embora com ele, sem aviso.

Dados do município

Gentílico
inhapinhense
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Caratinga
Região intermediária (IBGE)
Ipatinga
Área (km²)
858.024
População (Censo 2022)
22.692
Densidade demográfica (hab/km²)
26.45

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Inhapim como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Inhapim/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Inhapim
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
segunda entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra a instalação da comarca em 15 de novembro de 1948, dez anos depois de o município se desmembrar de Caratinga. A data tem confirmação independente do próprio Tribunal: na solenidade de inauguração do novo fórum, em 18 de junho de 2024, a Presidência do Tribunal afirmou que a comarca "neste ano completa 76 anos de sua instalação" — 2024 menos 76 dá 1948. É comarca instalada e em funcionamento, com duas varas; não é caso de comarca criada por lei e pendente de instalação.
Classificação
Segunda entrância, e aqui a classificação não é novidade de resolução recente. O critério do artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001 é aritmético — uma vara instalada é primeira entrância; cinco ou mais varas com 130 mil habitantes é especial; o resto é segunda. Inhapim já entrou na LC 59 como comarca de segunda entrância: no texto ORIGINAL de 2001, o Anexo I a lista no item II ("Segunda Entrância") sob o número 37, com dois Juízes de Direito, e o artigo 10, alínea "o", a nomeia entre as comarcas de "dois Juízes de Direito" — sem cargo de Juizado Especial. No texto atualizado o número é o mesmo, item I.2.II nº 37, agora com os cargos identificados (JSE-111 e JSE-112). O Guia Judiciário confirma "Entrância: Segunda". Vinte e cinco anos e nenhuma promoção de entrância: a comarca nasceu para a lei do tamanho que tem. E os dois cargos são duas varas de fato, não previsão no papel: o Anexo da Resolução do Órgão Especial nº 405/2002 registra "2" na coluna "Nº de varas Justiça Comum" de Inhapim já em novembro de 2002 — contra "1" em Ipanema —, e o Anexo da Resolução do Órgão Especial nº 864/2018 lhe destina dois cargos de Gerente de Secretaria, um por Secretaria de Juízo instalada, em janeiro de 2018, contra um em Ipanema. Não há, portanto, resolução recente de "instalação da 2ª vara" de Inhapim a procurar: as duas varas são anteriores a tudo isso.
Ressalva
A coluna ENTRÂNCIA do Anexo Único da PC 1.818/PR/2026 também traz "Segunda" nas quatro linhas de Inhapim e Ipanema — registrado como conferência, não como fundamento: essa coluna já foi apanhada errando em outras comarcas, e a entrância publicada aqui sai do Guia e do Anexo I da LC 59/2001.
Estrutura
Duas varas mistas, ambas com competência criminal, no Fórum Anastásio Chaves. A 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais (inp1secretaria@tjmg.jus.br, telefone (33) 3315-3561) carrega a execução penal no próprio nome oficial; a 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude (inp2secretaria@tjmg.jus.br) carrega a infância, e o Guia publica para ela um número de celular, (33) 98454-0791, em vez de fixo. No mesmo prédio funcionam a Administração do Fórum e a Direção do Foro (inpadm@tjmg.jus.br, (33) 3315-3562), a Distribuição de Feitos e a Contadoria/Tesouraria (inpcontadoria@tjmg.jus.br, (33) 3315-3553) e o CEJUSC-Inhapim (cejusc.inp@tjmg.jus.br, (33) 3315-3559). São cinco blocos, e a segunda página da consulta ao fórum vem vazia — é a prova de que não há terceira vara nem unidade escondida na paginação. O prefixo institucional das caixas da comarca é "inp". Não há na relação do Guia Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral, blocos que o Guia publica em comarcas maiores.
Endereço
Fórum Anastásio Chaves — Avenida Pau Brasil, 31, Loteamento Recanto Verde, Inhapim - MG, CEP 35330-000
Telefone
Prédio
O fórum é novo e mudou de bairro. O prédio atual, na Avenida Pau Brasil, 31, Loteamento Recanto Verde, foi inaugurado em 18 de junho de 2024 e substituiu a edificação do Centro, na Rua Coronel Antônio Fernandes: 2,2 mil metros quadrados, dois pavimentos, acessibilidade, estacionamento e capacidade para abrigar até três varas. Quem consulta documento anterior a essa data — inclusive o edital do rol dos jurados de 2023 e a relação de salas da OAB/MG — encontra o endereço do prédio velho. Para o advogado que vem de fora, o efeito prático é direto: o fórum não fica mais no Centro.
Jurisdição
Sete municípios respondem ao Fórum Anastásio Chaves, e esta é uma das poucas comarcas mineiras em que a lei e o tribunal dizem exatamente a mesma coisa. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia devolve a sede Inhapim e, com a distância que o próprio tribunal mede, Santo Antônio do Alegre a 13 km, Macadame a 16 km, São Domingos das Dores a 16 km, Santa Maria do Baixio a 19 km, Dom Cavati a 22 km, São Sebastião do Anta a 23 km, Iapu a 25 km, São João do Oriente a 27 km, Bugre a 30 km, Jerusalém a 30 km, Tabajara a 39 km, Bom Jesus do Rio Preto a 42 km, Itajutiba a 44 km, São Sebastião da Barra a 58 km, São Tomé de Minas a 63 km e Novo Horizonte de Inhapim a 64 km. Desses, sete são municípios — Inhapim, Bugre, Dom Cavati, Iapu, São Domingos das Dores, São João do Oriente e São Sebastião do Anta — e dez são distritos judiciários, oito deles do próprio município de Inhapim, mais São Sebastião da Barra (de Iapu) e Santa Maria do Baixio (de São João do Oriente). O item 126 do Anexo II da LC 59/2001 traz os mesmos sete municípios, na mesma ordem, e o texto ORIGINAL de 2001 já os trazia, sob o número 125: a composição desta comarca não mudou uma linha em vinte e cinco anos de lei. O ponto mais distante da jurisdição está a 64 km da sala de audiências.
Substituição comarca vaga
Se a comarca vagar, a consulta própria do Guia devolve duas tabelas que não são espelho uma da outra. Na primeira, quem substitui Inhapim é Tarumirim (1ª, 42 km), Ipatinga (2ª, 67 km) e Coronel Fabriciano (3ª, 77 km). Na segunda, Inhapim substitui Tarumirim (2ª posição, 43 km), Ipatinga (4ª, 67 km) e Coronel Fabriciano (5ª, 77 km). O mesmo par Inhapim-Tarumirim sai com 42 km numa tabela e 43 km na outra, e as posições ordinais diferem nos dois sentidos. As duas ficam registradas como estão, sem reconciliação. E vale o aviso de método: esta ordem de substituição de comarca vaga NÃO é o par do juiz das garantias, que é outro e está mais abaixo.
Juizado especial
A consulta própria de Juizados do Guia Judiciário não devolve nenhuma unidade em Inhapim, e o Guia inscreve a comarca no Grupo Jurisdicional JESP de Governador Valadares. Com isso, Inhapim distribui-se por quatro cidades diferentes conforme a camada: a Justiça Estadual é aqui, a Federal é em Ipatinga, a do Trabalho é em Caratinga e o grupo de Juizados Especiais é em Governador Valadares. Esta página reproduz o registro e não infere a quem cabe, dentro do fórum, a causa de pequeno valor.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da própria comarca (artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001) e não desce a distrito judiciário (artigo 3º, § 1º). O homicídio ocorrido em Bugre, em Dom Cavati, em Iapu, em São Domingos das Dores, em São João do Oriente, em São Sebastião do Anta ou em qualquer dos dez distritos é julgado por Conselho de Sentença reunido em Inhapim — de até 64 km de distância, para uma comarca de 62.557 habitantes. A sala existe e é nova: o salão do Tribunal do Júri é um dos ambientes da edificação inaugurada em 2024, e o rol anual dos jurados é alistado e publicado por edital da Direção do Foro, não de uma das varas. Qual das duas varas preside a sessão é o que não se sabe por ato: as duas são "Criminal" no nome oficial que o Guia publica, nenhuma das duas tem o Júri no nome, e a resolução do Órgão Especial que reparte a competência entre elas não foi localizada. Não se escolhe por dedução; a quem perguntar é a Distribuição de Feitos do fórum.
Execução penal
Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, e em Inhapim isso trabalha a favor de quem mora aqui. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a de quem está solto à comarca do endereço residencial. Como há unidade prisional no município — o Presídio de Inhapim, na Rua Vereador José Viana da Silva, Centro —, quem está preso nela executa a pena aqui, e aqui quer dizer na 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais: a competência está no nome oficial da vara publicado pelo tribunal, não em suposição sobre ordinal. Progressão, remição, livramento condicional, detração, soma e unificação de penas, falta grave e lei posterior mais benéfica são desta vara, na lista do artigo 61 da LC 59/2001. O outro lado da mesma regra é o que a família precisa ouvir antes de acontecer: transferido o preso para outra unidade, o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" (artigo 3º), e passam a ser decididos em outra comarca, sem que ninguém avise. Ficam aqui, por exceção do mesmo artigo, os incidentes já instruídos sobre benefícios, medidas urgentes de integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas, com trinta dias para a remessa (artigo 4º); se o preso já foi removido e é preciso ouvi-lo, quem ouve e decide é o juízo declinado (artigo 3º, § 2º). Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º).
Sistema execução
A execução penal da comarca tramita no SEEU, o Sistema Eletrônico de Execução Unificado do CNJ, e nesta comarca a data é conhecida: a página de execução penal do TJMG registra que a preparação começou em junho de 2018 e que a semana de implantação, com capacitação de servidores e início do cadastramento dos processos, foi entre 27 e 31 de agosto de 2018. Já os feitos cíveis migraram para o PJe em 25 de fevereiro de 2019 (Aviso Conjunto nº 4/CGJ/2018) e os da infância e juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020) — a página de implantações do PJe já nomeia ali as duas varas atuais. O sistema em que correm os feitos criminais comuns não consta de nenhuma dessas páginas e não é afirmado aqui.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 (Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026). A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da PC nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Inhapim tem uma particularidade aritmética: não é um par, são DOIS pares, montados em paralelo e casados por número de vara. Na 3ª Região, quatro linhas — lidas uma a uma, nos dois sentidos — dizem que o juiz da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Inhapim é garantias da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Ipanema, e o da 1ª de Ipanema é garantias da 1ª de Inhapim; e que o juiz da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Inhapim é garantias da 2ª Vara de Ipanema, e o da 2ª de Ipanema é garantias da 2ª de Inhapim. Não é rodízio interno entre as duas varas da casa, nem par de comarca com comarca tomadas em bloco: são dois circuitos que nunca se cruzam, e a pergunta "quem é o juiz das garantias de Inhapim" tem duas respostas, uma por vara. Conferência: as mesmas quatro linhas, com o mesmo conteúdo, já estavam na tabela substituída — a PC 1.818/2026 não mexeu neste par. Na prática, o inquérito distribuído a uma das varas de Inhapim tem prisão e liberdade, cautelares e assecuratórias, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal, transação, arquivamento e audiência de custódia decididos pelo juiz da vara de mesmo número de Ipanema, a comarca vizinha — e a secretaria que processa continua sendo a da vara de Inhapim em que o procedimento foi distribuído (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025). Oferecida a denúncia, o feito volta ao juízo de Inhapim para instruir e julgar. E a exclusão que decide o caso que mais importa à banca está no artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025: crime doloso contra a vida está fora do juiz das garantias, ao lado da violência doméstica, das infrações de menor potencial ofensivo e dos crimes militares. Logo, o inquérito de homicídio de Inhapim não vai a Ipanema — fica com o juízo natural da comarca, o mesmo que levará o caso ao Conselho de Sentença. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada pela regra (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026, artigo 9º, § 2º).
Plantao
O plantão de fim de semana e feriado — "habeas corpus" e outras medidas de natureza urgente — não é da comarca: é de microrregião, por escala de rodízio. A microrregião de Inhapim é a LIII, e ela reúne quatro comarcas: Açucena, Inhapim, Ipatinga e Mesquita (Resolução do Órgão Especial nº 966/2021, Anexo Único). Quem procura o plantão do sábado, portanto, pode encontrar o juiz de Ipatinga, de Açucena ou de Mesquita, e não o de Inhapim. Desde a Resolução nº 1.151/2026, os oficiais de justiça da mesma microrregião podem cooperar voluntariamente no cumprimento de mandado urgente durante o plantão, com a certidão consignando quem efetivamente cumpriu (artigo 5º-A). A Resolução nº 1.148/2026, que redesenhou o anexo do plantão em abril de 2026, mexeu nas Microrregiões IV, XXI e LVII — não na LIII, que segue como em 2021.
Contexto
E há um vazio no desenho do rodízio das garantias que só aparece quando se cruzam os dois atos. O Anexo II da PC 1.709/2025 resolve o impedimento justificado do juiz das garantias plantonista emparelhando microrregiões — as mesmas microrregiões do plantão, criadas pela Resolução nº 966/2021, na mesma numeração romana. Só que ele emparelha 68 das 72: ficam de fora, sem par nem trio, as Microrregiões VI, XVII, XXXVI e LIII. A LIII é a de Inhapim. Ipanema, a comarca com que Inhapim forma os dois pares de garantias, está emparelhada: é a Microrregião LXIX, com Caratinga, que se substitui reciprocamente com a XXVIII (Aimorés, Conselheiro Pena, Galiléia, Mantena e Resplendor). Quer dizer que, impedido o plantonista das garantias, o par de Inhapim tem para onde ir e Inhapim não tem — pelo menos não por este anexo. Registra-se a lacuna do ato, sem afirmar que não haja solução administrativa para ela.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Inhapim
E-mail
Telefone
Estrutura
Inhapim tem subseção própria da OAB/MG, e isso está provado por duas fontes oficiais independentes uma da outra. A relação de salas da Ordem traz "INHAPIM" na coluna de subseção, com sala no Fórum, atendimento das 12h às 18h, telefone (33) 3315-1447 e e-mail inhapim@oabmg.org.br — rótulo, endereço e e-mail fechando entre si, que é a condição para publicar linha desse documento. E o próprio TJMG, na notícia da inauguração do novo fórum, arrola entre os presentes "a Subseção Inhapim da Ordem dos Advogados do Brasil — Seção Minas Gerais". Uma sala só: não há parlatório nem espaço fora da sede na relação.
Ressalva
O endereço que a relação da OAB/MG dá à sala — Rua Coronel Antônio Fernandes, 246, Centro — é o do fórum ANTIGO. O documento é de fevereiro de 2021 e a mudança para a Avenida Pau Brasil, 31, Loteamento Recanto Verde, aconteceu em 18 de junho de 2024. Prevalece o Guia Judiciário, e esta página não reproduz o endereço vencido como se fosse atual. O telefone acima sai do mesmo documento de 2021 e pode ter a idade do endereço. O número ordinal da subseção não consta da relação.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Ipatinga (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Inhapim, e a comarca não tem competência federal delegada.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Caratinga (TRT-3) — vt.caratinga@trt3.jus.br, (33) 98414-5533. Iapu, da mesma comarca, responde ao Foro de Coronel Fabriciano.
INSS
Agência da Previdência Social de Inhapim — Rua Coronel Antônio Fernandes, 100, Centro, CEP 35330-000, aps11024120@inss.gov.br, atendimento ao público das 8h às 12h, por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS; a ação judicial contra o INSS é ajuizada em Ipatinga.

Estabelecimentos penais

Panorama
Inhapim tem unidade prisional, e é ela que fixa a execução penal na comarca. O Presídio de Inhapim (sigla PRINP) está na Rua Vereador José Viana da Silva, s/nº, Centro, telefones (33) 3315-1629 e 3315-1424, na relação do Depen-MG/Sejusp organizada por Região Integrada de Segurança Pública. Aqui o endereço é que prova, e ele está no próprio município — não é caso de presídio com nome de uma cidade e portão em outra. A unidade integra a 12ª RISP, que reúne catorze estabelecimentos: os presídios de Abre Campo, Açucena, Barão de Cocais, Caratinga, Coronel Fabriciano, Inhapim, João Monlevade, Manhuaçu, Manhumirim, Nova Era e Timóteo, a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, o Complexo Penitenciário de Ponte Nova e o Centro de Remanejamento Provisório de Ipatinga. Os nomes não são decorativos: "penitenciária" e "presídio" distinguem regime, na linha do artigo 87 da Lei de Execução Penal, e não tamanho — e as duas espécies convivem nesta região, o que importa a quem acompanha progressão e transferência.
Ressalva
A relação não publica capacidade, regime nem e-mail — os endereços eletrônicos estão protegidos por script na página e o padrão da sigla não se deduz. Ela também está congelada: o conteúdo é de 26 de março de 2025 e foi lido em snapshot de 22 de janeiro de 2026, porque o portal do órgão está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026. E há um defeito de dado no próprio bloco: o campo de fax repete o telefone da unidade com um dígito do prefixo trocado, e por isso o número de fax não é publicado aqui.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais
Contexto
A relação de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não traz unidade em Inhapim, e as duas unidades vizinhas que foram abertas e lidas não listam nenhum dos sete municípios da comarca entre os "municípios contemplados": a de Caratinga contempla Bom Jesus do Galho, Caratinga, Córrego Novo, Entre Folhas, Imbé de Minas, Piedade de Caratinga, Pingo d'Água, Santa Bárbara do Leste, Santa Rita de Minas, Ubaporanga e Vargem Alegre; a de Ipatinga contempla Ipaba, Ipatinga e Santana do Paraíso. As duas atuam em criminal, e as duas listam execução penal entre as áreas atendidas — o que importa numa comarca com presídio.
Ressalva
A página de unidade com o slug de Inhapim devolve HTTP 404, e 404 não prova que a instituição não atenda o município: prova apenas que não há página de unidade. Por qual núcleo o inhapinhense é atendido, esta página não afirma nem inventa.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Ipatinga — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Inhapim não é sede de subseção federal, e a Justiça Federal é a única das camadas que mantém a comarca inteira sob o mesmo teto: a tabela de jurisdições da SJMG põe os sete municípios — Inhapim, Bugre, Dom Cavati, Iapu, São Domingos das Dores, São João do Oriente e São Sebastião do Anta — sob a Subseção de Ipatinga, ao lado de Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ferros, Guanhães, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba, Sabinópolis, São Domingos do Prata, Timóteo e outras. Tributo federal, FGTS, ação contra autarquia da União e crime de competência federal do inhapinhense correm em Ipatinga — não em Governador Valadares, onde o próprio TJMG situa o grupo de Juizados Especiais da comarca, nem em Caratinga, que é a microrregião do IBGE e o foro trabalhista.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção, e nesta comarca ele cai de um modo que inverte a intuição: têm asterisco Bugre, Dom Cavati e Iapu; não têm Inhapim, São Domingos das Dores, São João do Oriente e São Sebastião do Anta. Ou seja, a SEDE da comarca está fora da área do Oficial federal, e três dos seus termos estão dentro. Onde o Oficial não vai, citação e intimação federais seguem pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória à comarca estadual — isto é, ao fórum da Avenida Pau Brasil.
Competência delegada
Este é o dado que decide onde se ajuíza a ação contra o INSS, e a resposta é negativa: a comarca de Inhapim DEIXOU de ter competência federal delegada. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3, de 31 de março de 2026, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, divide as comarcas da Subseção de Ipatinga em duas colunas: conservam a delegação apenas Ferros, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba e São Domingos do Prata; deixaram de possuí-la Ipatinga, Açucena, Coronel Fabriciano, Guanhães, Inhapim, Mesquita, Sabinópolis e Timóteo. Na prática: benefício previdenciário e assistencial contra o INSS de quem mora em Inhapim ou em qualquer dos seis municípios da comarca se ajuíza na Justiça Federal, em Ipatinga, e não nas varas mistas do Fórum Anastásio Chaves. O critério é o do artigo 15, inciso III, e § 2º, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela nº 705/2021: a delegação só subsiste onde o deslocamento real entre o centro urbano da sede da comarca e o da sede da vara federal mais próxima passa de 70 quilômetros. O que se pode medir bate com o resultado — a própria tabela de substituição de comarcas vagas do TJMG registra 67 km entre Inhapim e Ipatinga, dentro do raio.
Contexto
Vale afastar a explicação mais óbvia, porque ela não é esta. Em várias comarcas mineiras a delegação cessou quando o TRF6 instalou Unidade Avançada de Atendimento na região, e a Subseção de Ipatinga tem uma UAA — mas ela fica em Guanhães (criada pela Resolução Presi nº 25/2026, instalada em 21 de julho de 2026 pela Portaria Presi nº 145/2026), e a página oficial da unidade declara que sua jurisdição alcança as comarcas de Guanhães e Sabinópolis, com os municípios de Senhora do Porto, Dores de Guanhães e Materlândia. Inhapim não está na jurisdição da UAA. Sobre o acervo já formado, a resposta vai em dois degraus: está provado o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019, pelo qual as ações previdenciárias ajuizadas na Justiça Estadual antes de 2020 permanecem nela até o trânsito em julgado; a regra equivalente para a cessação promovida em 2026 é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não está publicado e por isso não é citado aqui como conteúdo.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Caratinga
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Inhapim, Bugre, Dom Cavati, São Domingos das Dores, São João do Oriente e São Sebastião do Anta integram a jurisdição da Vara do Trabalho de Caratinga, ao lado de Bom Jesus do Galho, Caratinga, Córrego Novo, Entre Folhas, Imbé de Minas, Piedade de Caratinga, Pingo d'Água, Raul Soares, Santa Bárbara do Leste, Santa Rita de Minas, São Pedro dos Ferros, Sobrália, Tarumirim, Ubaporanga, Vargem Alegre e Vermelho Novo. Iapu, que é da mesma comarca, está fora dessa lista e responde ao Foro Trabalhista de Coronel Fabriciano (foro.fabriciano@trt3.jus.br, (31) 3841-9704).
Contexto
A Justiça do Trabalho parte a comarca, e o pedaço que ela separa é o segundo maior município do fórum. Seis dos sete municípios reclamam em Caratinga; Iapu, com 12.030 habitantes e 341 km², reclama em Coronel Fabriciano, num foro de quatro varas voltado ao Vale do Aço. O trabalhador rural que responde ao mesmo juiz criminal e ao mesmo registro de imóveis pode ter de ajuizar a reclamação em cidades distintas, a depender de que lado do limite municipal fica a lavoura. A Vara do Trabalho de Caratinga foi criada pela Lei federal nº 7.471, de 30 de abril de 1986, e sua jurisdição atual vem da Resolução Administrativa nº 26, de 4 de fevereiro de 2010; as quatro varas de Coronel Fabriciano vêm das Leis federais nº 6.563/1978, nº 7.729/1989 e nº 8.432/1992. Quem confere é a relação de atermação do TRT-3, município a município — a sede da comarca não serve de atalho.

Segurança Pública

Panorama
Município de 858 km² e doze distritos administrativos, sede a 274 km da capital, cortado pela BR-116, a Rio-Bahia, numa faixa de café, tomate e pasto entre Caratinga e o rio Doce. A pauta criminal tem o perfil de comarca de interior com duas varas mistas e presídio dentro da cidade: patrimônio e entorpecentes na sede, conflito de terra, de servidão e de vizinhança numa zona rural que se estende por 64 km, violência doméstica nas duas varas criminais, e uma carga de execução penal que é local por força da unidade prisional — o preso do PRINP responde aqui, e o que sai daqui deixa de responder aqui. A rodovia federal acrescenta o que toda comarca de BR tem: flagrante de transporte de droga, acidente com vítima e crime de trânsito.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica correm nas varas criminais da comarca e ficam fora do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 — quem decide medida protetiva de urgência em Inhapim é o juiz de Inhapim, não o de Ipanema. Como as duas varas são criminais e nenhuma tem a matéria no nome oficial, a qual delas cabe cada feito é lacuna que não se preenche por dedução.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Inhapim
Endereço
Praça Alaide Quinleta Soares, 115, Inhapim - MG
Telefone
E-mail
Site
www.inhapim.mg.gov.br
Contexto
O portal responde com e sem o prefixo www e o rodapé é próprio, não template: traz endereço, CNPJ 20.905.865/0001-04, telefone com o DDD 33 da região e e-mail em domínio institucional. Publica Portal da Transparência, Ouvidoria e o caminho para pedido de informação.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Inhapim
Endereço
Padre Vigilato, 23, Inhapim - MG, CEP 35330-000
Telefone
Site
cminhapim.mg.gov.br
Ressalva
A Câmara não tem domínio .leg.br: inhapim.mg.leg.br e camarainhapim.mg.gov.br não resolvem, e o endereço vivo é cminhapim.mg.gov.br. Só que ele responde com status HTTP 500 e imprime, ao fim da página, um erro crítico de WordPress — a página inteira é servida, com notícias, transparência e rodapé, mas o código de resposta é de erro. Quem testar só o status conclui que o portal está fora do ar; quem ler o corpo encontra o dado. O rodapé não publica e-mail nem CNPJ, e o endereço vem sem o tipo de via.

Cartórios

Estrutura
Doze serventias na comarca, e a sede tem uma configuração que comarca deste tamanho raramente tem: em Inhapim o protesto de títulos é delegação própria, separada dos dois tabelionatos de notas. Funcionam na sede o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Rua Alberto Azevedo, 554, loja 01, Centro, telefone (33) 3315-1470), o Tabelionato de Protesto de Títulos (Rua Padre Prainhas, 45-B, Centro, telefone (33) 3315-1069), o 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais (Rua Luizinha, 107, Centro, telefone (33) 3315-1264) e o 2º Tabelionato de Notas (Rua Coronel Antônio Fernandes, 217, Centro, telefone (33) 3315-2215). Fora da sede há Registro Civil com Atribuição Notarial em cada um dos seis municípios da comarca — Bugre (Rua Gico Santos, 89), Dom Cavati (Rua Oswaldo Cruz, 135), Iapu (Avenida Prefeito Gradenor F. de Melo, 197, loja 03), São Domingos das Dores (Avenida João Barbosa dos Santos, 570, loja 01), São João do Oriente (Rua Coronel Fabriciano, 150) e São Sebastião do Anta (Avenida José Antonio Santana, 534) — e em quatro distritos: Itajutiba (Rua Castelo Branco, 110), Tabajara (Avenida Lindolfo Barbosa Vieira, 153), São Sebastião da Barra (Rua Altivo Gomes, 10) e Santa Maria do Baixio (Rua Sebastião José Tavares, 98).
Ressalva
Seis dos oito distritos judiciários do próprio município de Inhapim não têm serventia nenhuma: Bom Jesus do Rio Preto, Jerusalém, Macadame, Novo Horizonte de Inhapim, Santo Antônio do Alegre e São Tomé de Minas não constam da relação. Para quem mora em Novo Horizonte de Inhapim ou em São Tomé de Minas, tirar uma certidão de nascimento ou reconhecer uma firma significa 63 ou 64 km de estrada até a sede — a mesma distância que separa o distrito da sala de audiências. As serventias de Iapu e de São Sebastião da Barra constam apenas com telefone celular, sem número fixo, e a célula de fax do 2º Tabelionato de Notas traz um celular sem formatação.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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