História
A história desta cidade é uma história de partilhas, e ela explica o mapa judiciário de hoje. Antes da colonização a região era habitada por índios Croatas e Puris; os primeiros exploradores desceram de Guarapiranga, a atual Piranga, pelo Rio Espera, e subiram o Xopotó atrás de minério. Em 1711 o Alferes Francisco Soares Maciel fundou o arraial de São Caetano do Xopotó. Em 1759 José Alves Maciel recebeu do governador interino José Gomes Freire de Andrade uma sesmaria que chamou de Xopotó Acima, depois fazenda Fundão, depois Sítio São José; a mulher dele, D. Vicência Maria de Oliveira, influiu na construção da primeira capela e na doação das terras onde está a cidade. O povoado de São José do Xopotó foi fundado em 19 de março de 1764, no alto do morro seco. Virou curato em 1830, freguesia em 1832 — com as capelas de Desterro do Melo, Rio Espera, São Caetano e Senhora dos Remédios como filiais — e paróquia em 1833, com o padre Agostinho Cezário de Andrade. A igreja de hoje é a terceira no mesmo lugar: a de 1820 foi demolida em 1882, a de duas torres que a substituiu foi demolida entre 1917 e 1919, e o padre Messias de Senna Batista construiu a atual Matriz de São José. O Decreto estadual nº 26, de 7 de março de 1890, elevou o povoado a vila com o nome novo e o desmembrou de Piranga; a instalação do município foi em 30 de agosto de 1890, e a Lei estadual nº 23, de 25 de maio de 1892, fez dele cidade. Depois o município começou a se desfazer: em 1923, pela Lei estadual nº 843, anexou de Barbacena o distrito de São Domingos de Monte Alegre; em 1938, pelo Decreto-Lei nº 148, perdeu Dores do Turvo, que virou Senador Firmino, e viu São Caetano do Xopotó ser rebatizado Cipotânea e São Domingos encurtar o nome; em 1943 São Domingos passou a chamar-se Missionário; em 1953 perdeu Cipotânea, elevada a município; em 1962 ganhou o distrito de Vitorinos. Duas datas dessa história são feriado municipal até hoje: 19 de março, do padroeiro e da fundação do povoado, e 30 de agosto, da instalação do município.