Cidade de MG

Mesquita

Mesquita tem 5.040 habitantes (Censo 2022) em 274,9 km² no Vale do Rio Doce, a 245 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, criada pela Lei estadual nº 336/1948 e instalada em 7 de setembro de 1950, é de primeira entrância e tem uma vara só — a Vara Única, no Fórum José Lana Duarte Sobrinho —, que acumula cível, criminal, violência doméstica, infância, Tribunal do Júri e execução penal. Respondem a ela Mesquita, Braúnas e Joanésia, mais o distrito de Barra Grande de Mesquita: 13.810 habitantes na comarca inteira. Não há unidade prisional no território, e por isso a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade — Açucena, a 30 km, é a mais próxima —, pela Portaria Conjunta nº 344/2014; o que fica aqui é a execução de quem responde solto. O juiz das garantias não é de comarca vizinha em par recíproco: é o Juiz de Direito Auxiliar Especial da comarca de Timóteo, a 59 km, que responde por cinco varas em quatro comarcas pelo § 2º do artigo 5º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — e o juiz de Mesquita não é garantias de ninguém. O rodízio não alcança os crimes dolosos contra a vida. A Justiça Federal é a Subseção de Ipatinga e a comarca NÃO tem competência federal delegada: a ação previdenciária vai à Justiça Federal. Na Justiça do Trabalho a comarca se divide: Mesquita e Joanésia no Foro de Coronel Fabriciano, Braúnas na Vara do Trabalho de Guanhães. Não há hospital, delegacia identificada em fonte oficial, Defensoria, Procon nem unidade do Detran no município.

UF
MG
Porte
micro
População
5.040 hab.

Para questões judiciais em Mesquita (MG), o juízo competente é da Comarca de Mesquita — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Mesquita/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Mesquita/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Mesquita: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Mesquita é a de um município que encolheu por dentro, três vezes, e ficou com a comarca. O povoado de Santo Antônio do Caratinga virou distrito de Santana dos Ferros pelo Decreto estadual nº 102, de 10 de junho de 1890, confirmado pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. Antes disso o lugar era terra de botocudos às margens dos rios Santo Antônio e Doce, e a ocupação por sesmaria e fazenda começou por volta de 1850, quando chegou o Barão Mesquita — que se retirou uma década depois, deixando a terra a outras famílias e o nome à cidade que ainda não existia.

Em 7 de setembro de 1923, a Lei estadual nº 843 fez do distrito um município com o nome de Mesquita, desmembrado de Santana dos Ferros e formado por dois distritos, o da sede e Santana do Paraíso, ambos tirados de Ferros; a instalação foi em 15 de novembro de 1926. Depois o território cresceu duas vezes: o Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, trouxe de Ferros o distrito de Joanésia, e o Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, criou e anexou o distrito de Belo Oriente. Em 1º de julho de 1950 Mesquita tinha quatro distritos — Mesquita, Belo Oriente, Joanésia e Santana do Paraíso — e era um município grande na escala do vale. Foi nesse ponto exato da curva que ganhou a comarca: criada pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, na lista do "VI GRUPO — COMARCAS CRIADAS", e instalada em 7 de setembro de 1950.

A partir dali a conta passou a andar para trás, e por três atos distintos. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembrou Joanésia; a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Belo Oriente; e a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, desmembrou Santana do Paraíso. As três filhas somam hoje 73.057 habitantes — Santana do Paraíso com 44.800, Belo Oriente com 23.928, Joanésia com 4.329 — contra 5.040 da mãe. Em 1999 o município recriou um distrito, Barra Grande de Mesquita, e voltou a ter dois.

O que a comarca fez, nesse meio século de perdas, foi não perder jurisdição. Joanésia se emancipou e continuou respondendo aqui — a Lei nº 1.039, no mesmo anexo em que a fez município, a listou como município nº 280 da comarca judiciária nº 160, Mesquita. E Braúnas, que em 1954 era da comarca judiciária nº 105, Guanhães, veio depois, por ato que esta ficha não localizou. De modo que a comarca de Mesquita tem hoje três municípios, um deles ex-distrito próprio e outro nascido em outra comarca, e nenhum dos dois maiores desmembramentos: Santana do Paraíso responde a Ipatinga, e Belo Oriente responde a Açucena — porque a Lei Complementar estadual nº 59/2001 criou comarca com o nome de Belo Oriente e nunca a instalou.

Economia

O Produto Interno Bruto de Mesquita em 2023 foi de R$ 73,562 milhões, e o IBGE não publica, para 2023, a repartição desse valor por setor — só o total. Quem quiser saber de onde vem o dinheiro precisa recuar a 2021, último ano com valor adicionado bruto desagregado por município, e o retrato é nítido: dos R$ 57,368 milhões de valor adicionado, R$ 29,898 milhões, ou 52,1%, vêm da administração, defesa, educação e saúde públicas e da seguridade social. Os serviços privados respondem por R$ 18,416 milhões (32,1%), a agropecuária por R$ 7,585 milhões (13,2%) e a indústria por R$ 1,468 milhão — 2,6%, quase nada, numa cidade que fica a menos de uma hora do maior parque siderúrgico de Minas.

Isso significa que o maior empregador e a maior folha de pagamento do município são públicos, e que o litígio típico segue a folha: contrato administrativo, licitação, concurso, servidor municipal e, sobretudo, previdenciário — que desde a Portaria Presi nº 170/2026 deixou de poder ser ajuizado na vara da cidade. Numa cidade cuja população encolheu de 5.489 (estimativa de 2021) para 5.038 (estimativa de 2024), com mais da metade da economia em folha pública, a demanda previdenciária não é periférica: é a mais provável, e é justamente a que passou a exigir deslocamento a Ipatinga.

A agropecuária dos 13,2% é gado. O rebanho bovino somava 12.247 cabeças em 2024, quase dois animais e meio por habitante, com 11.420 galináceos, 851 suínos, 732 equinos, 43 caprinos e 27 ovinos ao lado. A lavoura é pequena em valor — R$ 2,009 milhões em 2024, com milho em grão a R$ 772 mil, banana em cacho a R$ 413 mil, cana-de-açúcar a R$ 211 mil, coco-da-baía a R$ 210 mil, mandioca a R$ 170 mil, feijão em grão a R$ 140 mil, tangerina a R$ 44 mil, amendoim a R$ 30 mil e laranja a R$ 19 mil. E a silvicultura de eucalipto, que é a paisagem dominante deste trecho do vale, aparece com R$ 751 mil, dos quais R$ 459 mil de madeira em tora para papel e celulose, R$ 225 mil de carvão vegetal e R$ 47 mil de lenha. Lavoura e silvicultura juntas não chegam a 4% do PIB.

Os conflitos que isso desenha são de pasto e de empreitada rural: contrato de parceria e arrendamento, gado dado em garantia, disputa de posse e de divisa, acidente de trabalho na roça e na tora, e vínculo de emprego rural discutido fora da cidade — a 50 km, no Foro de Coronel Fabriciano, ou em Guanhães, se o trabalhador mora em Braúnas. E há um efeito de calendário: a colheita e o corte de eucalipto concentram em poucas semanas a circulação de trabalhador de fora, com o que isso traz de ocorrência policial e de reclamação trabalhista meses depois.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Mesquita tem de saber contar três distâncias, porque o caso não fica inteiro em nenhuma delas. A primeira é zero: a Justiça Estadual está aqui. Uma vara única, no Fórum José Lana Duarte Sobrinho, decide o divórcio, o inventário, a guarda, a dívida, a medida protetiva, o furto, o tráfico e o homicídio de quem mora em Mesquita, em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande de Mesquita, e é ela que julga o Júri e executa a pena de quem responde solto. É também ela que recebe as causas dos Juizados Especiais Cíveis, porque não há unidade de Juizado instalada na comarca: a causa de pequeno valor é distribuída no mesmo balcão.

A segunda distância é a que quase ninguém espera, e é a mais específica desta comarca: a fase de investigação criminal saiu da cidade e não foi para a comarca vizinha. Desde 25 de agosto de 2025, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é preso em Mesquita são decididos por um Juiz de Direito Auxiliar Especial sediado em Timóteo, a 59 km — o mesmo magistrado que, na mesma tabela, responde pelas garantias das duas varas criminais de Ipatinga, da vara criminal de Coronel Fabriciano e da vara criminal da própria Timóteo. Não é par recíproco: Mesquita recebe e não devolve, e o juiz daqui não é garantias de vara alguma.

Três consequências práticas seguem disso, e todas mudam o comportamento de quem trabalha no caso. O cartório não muda: a secretaria que processa e cumpre é a da Vara Única de Mesquita, pelo § 1º do artigo 7º da Resolução nº 1.109/2025 — quem for buscar cópia de auto de prisão em flagrante busca aqui. A atuação do juiz das garantias termina com o oferecimento da denúncia, e o feito volta ao juízo da vara única para instrução e julgamento. E a exclusão do artigo 3º devolve para casa o que mais importa num escritório criminal de comarca pequena: crime doloso contra a vida, violência doméstica e familiar, infração de menor potencial ofensivo e crime militar não entram no regime — o inquérito de homicídio de Mesquita continua com o juízo do Júri desta comarca, e a protetiva de urgência é decidida no mesmo prédio em que é pedida.

A terceira distância é previdenciária e são 36 km: a comarca perdeu a competência federal delegada, e a ação contra o INSS de quem mora aqui vai à Subseção Judiciária de Ipatinga. O critério da perda é de distância, não de estrutura, e é isso que explica por que Ferros — de onde Mesquita nasceu — conserva a delegada e Mesquita não. Quem já tem processo em curso na vara estadual deve conferir nos autos antes de presumir qualquer coisa: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 preserva no juízo estadual as ações ajuizadas antes de 2020, e a regra do acervo formado depois disso não tem texto publicado que esta ficha possa citar. Some-se a isso o que a comarca não tem: não há unidade da Defensoria Pública com Mesquita na cobertura declarada, não há Procon, e nem a delegacia que atende a cidade pôde ser localizada em fonte oficial legível — o que faz do próprio fórum, e da Direção do Foro, o primeiro endereço de orientação, como a própria Defensoria recomenda.

Patrimônio

A vida jurídica de Mesquita cabe em duas ruas e uma praça. Na Praça Benedito Valadares, no número 200, está o Fórum José Lana Duarte Sobrinho, e nele funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, a Sala da Administração, o CEJUSC, a Contadoria/Tesouraria e a Distribuição de Feitos — e também a sala da subseção da OAB de Ipatinga, que atende das 12h às 18h no mesmo endereço. Quarenta e seis números adiante, na mesma praça, está o 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais.

Na Rua Getúlio Vargas ficam os outros dois tabelionatos, um no 71 e outro no 65, e a Câmara Municipal, no 145. Na Rua São José, no 87, o Registro de Imóveis, e no 208, a Unidade de Vigilância em Saúde. Na Rua Filipinas está a Secretaria Municipal de Saúde, no 267, e a unidade básica de saúde da sede. Para registrar terra, protestar título, tirar certidão de nascimento, ajuizar ação, marcar consulta e assistir a uma sessão da Câmara, o morador da comarca anda menos de três quadras — e é essa concentração, mais do que qualquer monumento, o traço urbano da cidade.

Quem foi José Lana Duarte Sobrinho, o homenageado no nome do fórum, nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha informa, e a ficha não arrisca a atribuição. O outro traço de patrimônio é o topônimo antigo e ainda visível na devoção: o padroeiro Santo Antônio, que deu nome ao povoado de Santo Antônio do Caratinga e cujo terreno saiu, segundo o verbete do IBGE, de uma doação de Pedro Martins de Carvalho. A cidade mudou de nome em 1923 para homenagear um barão que havia partido sessenta anos antes, e manteve o santo.

Curiosidades

A curiosidade central de Mesquita é aritmética. As três cidades que saíram dela — Santana do Paraíso, Belo Oriente e Joanésia — somam hoje 73.057 habitantes, quase quinze vezes os 5.040 da mãe, e mais de cinco vezes os 13.810 da comarca inteira. Mesquita é, nesse sentido, uma sede de comarca que se tornou menor que quase tudo o que gerou, e que ainda assim guardou o fórum: Santana do Paraíso responde a Ipatinga, Belo Oriente a Açucena, e apenas Joanésia continuou na comarca da mãe.

A segunda curiosidade é de parentesco judiciário: a comarca de Mesquita e a de Açucena nasceram no mesmo parágrafo — itens 14 e 1 do "VI GRUPO — COMARCAS CRIADAS" do anexo da Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948 — e hoje se substituem mutuamente, com uma particularidade rara no Guia Judiciário: as duas tabelas de substituição, que quase sempre divergem na quilometragem, registram os mesmos 30 km nas duas direções, e a leitura fecha também contra o resultado da consulta feita pelo lado de Açucena.

A terceira é de proporção institucional: o juiz das garantias de uma comarca de cinco mil habitantes é um juiz auxiliar de comarca de entrância especial que responde, na mesma tabela, pelas duas varas criminais de Ipatinga e pela vara criminal de Coronel Fabriciano — cidades que somam centenas de milhares de habitantes. E a ordem de preferência para substituir a comarca vaga contradiz a geografia: a vizinha mais próxima, Açucena, a 30 km, é a última da fila; a primeira é Ipatinga, a 36 km.

A quarta é de numeração e serve de aviso de método: o único distrito do município, Barra Grande de Mesquita, foi criado em 1999 por uma "Lei nº 1.672" que o verbete do IBGE não qualifica; a legislação estadual mineira já passava dos treze mil naquele ano, o que indica lei municipal — e é a razão pela qual esta ficha não afirma a esfera do ato em vez de copiá-lo. A quinta é homônima e vale registrar para quem pesquisa: existe um município de Mesquita no Rio de Janeiro, com quase duzentos mil habitantes, que não tem relação alguma com esta comarca nem com o TJMG — e existe, dentro desta mesma comarca, a localidade de Barra Grande de Mesquita, que o Guia Judiciário lista como código próprio no mesmo seletor da sede.

Educação e cidadania

Um mapa em quatro endereços e três cidades, para quem mora em Mesquita, em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande de Mesquita.

Endereço 1, Praça Benedito Valadares, 200, nesta cidade: Vara Única, no Fórum José Lana Duarte Sobrinho. É onde correm ação de família, inventário, cobrança, causa de Juizado Especial Cível, medida protetiva de urgência, processo criminal, Tribunal do Júri e a execução penal de quem responde solto; é também onde fica a secretaria de todo procedimento investigatório, ainda que a decisão venha de fora, mais o CEJUSC para acordo, a Contadoria para custas e a sala da OAB, das 12h às 18h. Quem não tem advogado e não tem Defensoria na comarca começa aqui — é o que a própria Defensoria Pública recomenda para município sem unidade.

Endereço 2, Timóteo, a 59 km: o Juiz de Direito Auxiliar Especial daquela comarca decide as medidas da fase de investigação — preventiva, busca e apreensão, custódia, quebra de sigilo, acordo de não persecução —, mas o processo continua fisicamente na secretaria daqui, e nada disso se aplica a homicídio, a violência doméstica ou a infração de menor potencial ofensivo.

Endereço 3, Ipatinga, a 36 km: Justiça Federal, Subseção de Ipatinga, para aposentadoria, auxílio por incapacidade e benefício de prestação continuada contra o INSS, porque a competência delegada cessou; é ali também a subseção da OAB, o Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais e o hospital de referência da região.

Endereço 4, Coronel Fabriciano, a 50 km: reclamação trabalhista de quem mora em Mesquita ou em Joanésia, no Foro de Coronel Fabriciano do TRT da 3ª Região — com a ressalva de que quem mora em Braúnas vai para a Vara do Trabalho de Guanhães, e não para lá.

Na própria cidade, fora do fórum: certidão, escritura, procuração, protesto e registro de imóvel nas quatro serventias da sede (Praça Benedito Valadares, 246; Rua Getúlio Vargas, 71 e 65; Rua São José, 87), e registro civil com atribuição notarial em Braúnas e em Joanésia. Saúde: unidade básica na sede, no distrito de Barra Grande e no povoado do Burrinho, CAPS I na Rua Capitão Ilídio, 262, e Farmácia de Minas na Rua Monsenhor Alípio para medicação do componente especializado. Câmara Municipal na Rua Getúlio Vargas, 145. E quando o preso é transferido: o processo de execução muda de cidade junto com ele, começando por Açucena.

O que esta página não diz, e por quê. Não foi possível ler, em fonte oficial, o endereço da delegacia que atende a comarca (a consulta de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais responde sem devolver nenhuma unidade), o endereço e o telefone da Prefeitura (o portal municipal responde com bloqueio antirrobô), a unidade do Detran de referência (a relação estadual responde com erro), a zona eleitoral (o portal do TRE-MG bloqueia leitura), a promotoria de justiça (o portal do MPMG não devolve diretório) nem a existência de CRAS, CREAS, Conselho Tutelar ou Procon no município. Cada uma dessas ausências está registrada no rodapé técnico desta ficha com a fonte que falhou, porque não afirmar não é o mesmo que negar: os serviços podem existir e a informação pública é que não está legível. Pergunte na Direção do Foro, no endereço 1.

Dois avisos finais. Os dados mais sujeitos a mudança silenciosa são justamente os que mais pesam aqui: a competência federal delegada e o juiz das garantias mudam por portaria, com vigência na data da publicação e sem aviso a quem mora na comarca — confira a data de verificação no pé de cada bloco antes de agir. E o que este site é: página de escritório de advocacia particular, não órgão público e não canal oficial de atendimento. Para dado vinculante, vá à fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

A pergunta que mais chega a um escritório criminal de comarca sem presídio não é sobre a pena: é sobre onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e não há unidade prisional em nenhum dos três municípios desta comarca. Por isso a pessoa condenada aqui e recolhida passa a ter progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar decididos pelo juízo da comarca onde a unidade fica — e a mais próxima é o Presídio de Açucena, a 30 km, seguido do Centro de Remanejamento Provisório de Ipatinga, a 36 km, do Presídio de Coronel Fabriciano, a 50 km, e do Presídio de Timóteo, a 59 km. A única penitenciária da região está em Ipaba, e é lá que a OAB/MG mantém posto aberto 24 horas.

Há uma ironia institucional nesse arranjo: Açucena, que recebe os presos de Mesquita e passa a decidir a execução deles, é a comarca que Mesquita substitui em primeiro lugar quando aquela vaga, e as duas comarcas foram criadas na mesma lista da mesma lei de 1948 — itens 1 e 14 do mesmo grupo. Duas comarcas irmãs de origem, uma com presídio e outra sem, e é a que não tem que perde o processo.

O artigo 3º da portaria manda o juízo declinar da competência e remeter os autos a cada nova transferência, sem que ninguém avise a família — é a razão pela qual um pedido de progressão pode parecer parado quando está, na verdade, em outro fórum, em outra cidade. A portaria prevê exceções em que os autos ficam mesmo depois da transferência, e elas são úteis de conhecer: informações em habeas corpus e, desde que instruídos, pedidos de benefício, medidas urgentes de integridade física ou de saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas; e, se for preciso ouvir o preso já transferido, quem ouve e decide é o juízo que recebeu a declinação.

O caminho inverso também é verdade, e é alívio quando se aplica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está solto no juízo da comarca da residência, de modo que pena restritiva de direitos, regime aberto, sursis e livramento de quem mora nesta comarca ficam na Vara Única de Mesquita, que trabalha com o SEEU desde a semana de 14 a 18 de maio de 2018. E há um terceiro caminho que a relação prisional do Estado não mostra, porque ela não lista APAC: as mais próximas em funcionamento, pela relação do próprio TJMG, são as de Timóteo e de Guanhães, ambas masculinas — e vaga em APAC muda a comarca da execução pela mesma regra que a muda a cada transferência de presídio.

Dados do município

Gentílico
mesquitense
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Ipatinga
Região intermediária (IBGE)
Ipatinga
Área (km²)
274.938
População (Censo 2022)
5.040
Densidade demográfica (hab/km²)
18.33

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Mesquita

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Mesquita tem indústria — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Mesquita como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Mesquita/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Mesquita
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
A comarca tem data e tem lei, e as duas ficam a dois anos de distância uma da outra. A criação está na Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que fixou a divisão administrativa e judiciária do Estado para o quinquênio 1949-1953: no Anexo nº 1, sob o título "VI GRUPO — COMARCAS CRIADAS", Mesquita é o item 14 de uma lista de vinte e um nomes, e o item 1 dessa mesma lista é Açucena — as duas comarcas vizinhas nasceram no mesmo parágrafo. A instalação, pelo Guia Judiciário do TJMG, foi em 7 de setembro de 1950. Cinco anos depois de criada, a comarca aparece já formada no Anexo nº 1 da Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou o quinquênio 1954-1958: comarca judiciária nº 160, Mesquita, com dois municípios, o nº 279 (Mesquita) e o nº 280 (Joanésia). É comarca instalada e em funcionamento — não é caso de comarca criada por lei e por instalar, hipótese que em Minas atinge vinte e uma comarcas e que, nesta mesma vizinhança, atinge Belo Oriente, ex-distrito de Mesquita.
Classificação
Primeira entrância. Em Minas isso é conta, não impressão: o artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, classifica como de primeira entrância a comarca com apenas uma vara instalada, e o Anexo I dessa lei põe Mesquita no item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o número 100, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-100. A Primeira Parte é justamente a lista das comarcas em funcionamento; a Segunda Parte é a das criadas e por instalar, e Mesquita não está nela. O Guia Judiciário confirma no cabeçalho: "Entrância: Primeira". Vale em Mesquita a cautela que vale em todo o estado — o Anexo I relaciona cargos, não varas instaladas —, e aqui os dois números coincidem: um cargo, uma vara.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única (mqi1secretaria@tjmg.jus.br), no Fórum José Lana Duarte Sobrinho. O Guia devolve quatro blocos de órgão, todos no mesmo endereço e sob o mesmo telefone: a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro e a Sala da Administração (mqiadm@tjmg.jus.br); o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC (cejusc.mqi@tjmg.jus.br); a Contadoria/Tesouraria, que abriga a Distribuição de Feitos (mqicontadoria@tjmg.jus.br); e a Vara Única. Quatro blocos é bem abaixo do corte de dez que o Guia aplica por página, de modo que a lista acabou — e o que prova a vara única não é a contagem, é o nome oficial do órgão. A lista não registra neste fórum Sala do Ministério Público, Cartório Eleitoral nem sala da Ordem dos Advogados do Brasil, embora a relação da própria OAB/MG registre uma sala dela neste endereço. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, a violência doméstica, o Tribunal do Júri e a execução penal — e isso não é lacuna a conferir: o § 1º do artigo 10 da LC 59/2001, na redação da Lei Complementar nº 174, de 7 de junho de 2024, só manda distribuir competência por resolução do Órgão Especial "nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito". A página de implantações do PJe da comarca confirma a estrutura pelo nome: o único órgão listado é "Vara Única", com 18 de fevereiro de 2019 para as classes cíveis da Justiça comum e dos Juizados Especiais (Aviso Conjunto nº 4/CGJ/2018) e 15 de maio de 2020 para as classes do Estatuto da Criança e do Adolescente (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020).
Endereço
Fórum José Lana Duarte Sobrinho — Praça Benedito Valadares, 200, Centro, Mesquita - MG, CEP 35116-000
Telefone
Telefones alternativos
Email direção foro
Email vara única
Email cejusc
Email contadoria
Feriados forenses
Além dos feriados nacionais e dos recessos previstos em lei, o Guia Judiciário publica como feriados municipais desta comarca, para 2026, os dias 4 e 5 de junho, 13 de junho e 15 de agosto. Feriado municipal suspende prazo processual na comarca, e é dado que não aparece em nenhuma agenda estadual: quem conta prazo de fora da cidade precisa consultá-lo.
Jurisdição
Três municípios e um distrito respondem a este fórum. O item 186 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Mesquita, Braúnas e Joanésia, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente isso, sem atraso e sem divergência — o que em Minas não é regra. Lida pelo atributo colspan de cada linha, que é o único critério confiável para separar município de distrito nessa tabela, a consulta traz Braúnas e Joanésia como MUNICÍPIOS, a 41 km e a 16 km da sede, e Barra Grande de Mesquita como DISTRITO, a 17 km — o distrito sai na mesma linha da sede, armadilha clássica de quem lê o texto corrido. Barra Grande de Mesquita é o único distrito da comarca, criado em 1999. Quem mora em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande é investigado, processado e julgado aqui, na Praça Benedito Valadares — e, em matéria de Júri e de execução penal, nem poderia ser de outro modo: o § 1º do artigo 3º da LC 59/2001 dá competência plena ao distrito judiciário "excetuadas as competências do Tribunal do Júri e de Execuções Penais".
Contexto
Os dois jurisdicionados chegaram por caminhos opostos, e um deles saiu de dentro da própria sede. Joanésia era distrito de Ferros, passou a Mesquita pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, e se emancipou pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953 — sem sair da comarca, que a lista como município nº 280 no mesmo ato que a emancipou. Braúnas veio de fora: a mesma Lei nº 1.039 a emancipou de Guanhães, e o quadro daquela lei a mantém na comarca judiciária nº 105, Guanhães, como município nº 195. Isto é, em 1954 Braúnas não era de Mesquita. Quando e por qual ato ela passou a ser, a ficha não afirma — mas a Justiça do Trabalho, que nunca acompanhou a mudança, ainda hoje manda Braúnas para a Vara do Trabalho de Guanhães.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a ordem oficial de substituição começa por Ipatinga, a 36 km, seguida de Coronel Fabriciano (2ª, 50 km), Timóteo (3ª, 59 km) e Açucena (4ª, 30 km). A ordem, portanto, não é a da distância: a comarca mais próxima de Mesquita é a última da fila. Na segunda tabela, que responde a outra pergunta — em que posição Mesquita figura na fila de cada vizinha —, Mesquita é a 1ª de Açucena (30 km), a 3ª de Coronel Fabriciano (50 km) e a 3ª de Timóteo (59 km), e Ipatinga não aparece. Duas posições "3ª" na mesma tabela não são defeito: são posições em filas de comarcas diferentes. E a leitura se confirma por fora: a ficha da comarca de Açucena registra Mesquita como 1ª na fila de quem a substitui, à mesma distância de 30 km — as duas consultas fecham entre si nas duas pontas, o que nem sempre acontece no Guia. Registre-se que a primeira posição da substituição não é o par do juiz das garantias: são listas feitas por atos diferentes, e aqui elas de fato divergem — quem substitui a comarca vaga é Ipatinga, quem responde pelas garantias é Timóteo.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Ipatinga, e a consulta de Juizados Especiais da comarca devolve "Atenção: Sua consulta não retornou nenhum resultado" — não há unidade de Juizado instalada aqui. A página de implantações do PJe esclarece o que isso significa na prática: desde 18 de fevereiro de 2019 a Vara Única recebe, em PJe, "todas as classes processuais de natureza cível que tramitam na Justiça comum e no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e suas respectivas Turmas Recursais". Quer dizer: a causa de pequeno valor de quem mora na comarca é distribuída aqui, na vara única, e não em Ipatinga. A ficha não deduz da menção ao Grupo Jurisdicional onde se reúne a Turma Recursal, que é dado distinto e não foi conferido.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e, em comarca de vara única, não há a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Mesquita. O § 3º do artigo 9º da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 74 da mesma lei fixa o ritmo: fora de Belo Horizonte o Júri se reúne em sessão ordinária bimestralmente, na sede da comarca — e o § 2º do artigo 76 dispensa a convocação quando não há processo a julgar, caso em que a convocação já feita se declara sem efeito por edital. Numa comarca de 13.810 habitantes essa hipótese não é teórica, e é informação de defesa: a data de uma sessão pode depender de haver processo pronto, e o intervalo entre sessões é de dois meses, não de semanas. Na prática, o homicídio ocorrido em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande de Mesquita é julgado na Praça Benedito Valadares, por jurados sorteados nesta comarca. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui — a razão está dois blocos adiante.
Execução penal
Não há unidade prisional em Mesquita, em Braúnas nem em Joanésia, e essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como a comarca não tem unidade, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca e o processo de execução vai com ele. Pelo endereço, a unidade mais próxima é o Presídio de Açucena (sigla PRAÇN), na Rua Pedro Gonçalves de Magalhães, s/nº, Centro, em Açucena, a 30 km; depois vêm o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional de Ipatinga (CERESP-Ipatinga), na Estrada do Ceresp, s/nº, Cidade Nova, a 36 km; o Presídio de Coronel Fabriciano (PRCFB), na Rua Três Grotas, 319, Bairro Todos Santos, a 50 km; e o Presídio de Timóteo (PRTIM), na Rua Narciso, 25, Bairro Primavera, a 59 km. A única penitenciária da vizinhança é a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), na Rua dos Esportes, s/nº, Centro, em Ipaba. Todas estão na 12ª Região Integrada de Segurança Pública. Progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Mesquita, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). Há exceções em que os autos ficam mesmo depois da transferência: informações em habeas corpus e, desde que instruídos, pedidos de benefício, medidas urgentes de integridade física ou de saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas — e, se for preciso ouvir o preso já transferido, quem ouve e decide é o juízo declinado (§ 2º do artigo 3º). O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º: estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Mesquita, em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A distinção entre presídio e penitenciária é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura: o § 3º do artigo 10 e o artigo 311 da LC 59/2001 acionam a instalação de vara de execução penal por PENITENCIÁRIA — comarca com presídio executa pela vara que tem, e Mesquita não tem nem uma coisa nem outra. A competência do juiz de execução está no artigo 61 da LC 59/2001: lei posterior mais benéfica, extinção da punibilidade, soma e unificação de penas, progressão e regressão de regime, detração, remição, sursis, livramento condicional e incidentes. A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data: a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores e cadastramento dos processos, foi de 14 a 18 de maio de 2018.
Juiz das garantias
Aqui está o dado mais inesperado desta ficha. No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é substituição predefinida entre juízos, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026, e a tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025. O desenho esperado para uma comarca de vara única é o do inciso I do artigo 5º — composição com outra comarca da mesma região, em par recíproco. Não é o caso de Mesquita. Lida pela grade da tabela, a 3ª Região tem cinco linhas em que a coluna COMARCA diz "Timóteo" e a coluna VARA/JUIZ AUXILIAR ESPECIAL diz "Juiz de Direito Auxiliar Especial da comarca de Timóteo"; a coluna "JUIZ DAS GARANTIAS DE" dessas cinco linhas traz a Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Timóteo, a 1ª Vara Criminal de Ipatinga, a 2ª Vara Criminal de Ipatinga, a Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Coronel Fabriciano e, na última, a Vara Única de Mesquita. O fundamento é o § 2º do artigo 5º da Resolução nº 1.109/2025: "Os juízes de direito auxiliares das comarcas de entrância especial poderão atuar como Juiz das Garantias da comarca respectiva e de comarcas da mesma região". Quer dizer: um único juiz auxiliar, sediado numa comarca de entrância especial, responde pelas garantias de cinco varas em quatro comarcas, e Mesquita é a única de primeira entrância e de vara única do grupo. O arranjo é de mão única — não existe, em toda a tabela, uma linha cuja coluna COMARCA seja Mesquita, de modo que o juiz de Mesquita não é juiz das garantias de ninguém. Para o investigado em Mesquita isso significa que prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia são decididos por um juiz de Timóteo, a 59 km — e não pelo juiz de Ipatinga, que está a 36 km e é o primeiro substituto da comarca vaga. A secretaria que processa continua sendo a daqui (§ 1º do artigo 7º da Resolução nº 1.109/2025), e a atuação cessa quando a denúncia é oferecida (inciso III do artigo 7º). O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do regime os crimes dolosos contra a vida, a competência originária de tribunal, a violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e as varas colegiadas da Lei nº 12.694/2012: o inquérito de homicídio de Mesquita não vai a Timóteo, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (artigo 3º da PC 1.709/2025); inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (§ 2º do artigo 9º da Resolução nº 1.155/2026); ato decisório praticado antes da implantação não gera impedimento nem suspeição (§ 3º); e o artigo 4º da Resolução nº 1.109/2025 permite ao TJMG, no futuro, instalar cargos, varas ou centrais de garantias no interior, inclusive com competência regional — o que, até a data de verificação desta ficha, não se deu.
Plantao microrregiao
Para o plantão de habeas corpus e de outras medidas urgentes, e para o caso de impedimento justificado do juiz das garantias, o que vale é a microrregião — criatura da Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021, e não da Portaria Conjunta. Mesquita está na Microrregião LIII, com Açucena, Inhapim e Ipatinga. A Resolução nº 1.148/2026 redesenhou apenas as Microrregiões IV, XXI e LVII, e a Resolução nº 1.151/2026 acrescentou o artigo 5º-A, sobre cooperação voluntária entre oficiais de justiça da mesma microrregião no plantão: nenhuma das duas mexeu na LIII. E aqui há uma resposta que costuma ser confundida com lacuna: o Anexo II da PC 1.709/2025, que empareilha microrregiões para a substituição recíproca, cobre 68 das 72 — e a LIII é uma das quatro que ficam sem par nem trio, ao lado da VI, da XVII e da XXXVI. Não é dado que falte na fonte: é o desenho que a fonte tem. A base legal do plantão são os artigos 123 e 313, § 1º, da LC 59/2001, que exigem juiz de plantão nas comarcas do interior em fins de semana, feriados e fora do expediente forense, conforme recita a própria Resolução nº 1.148/2026.
Sistema processual
A comarca opera em PJe nas classes cíveis desde 18 de fevereiro de 2019 e nas de infância e juventude desde 15 de maio de 2020, e em SEEU na execução penal desde maio de 2018. Em Minas o processo eletrônico é um mosaico — PJe, o legado SISCOM, o SEEU e, desde 2024, o eProc cedido pelo TRF4 —, e a migração se faz por lotes de unidades: por isso esta ficha não afirma em que sistema tramita a classe criminal desta vara, dado que nenhuma das páginas lidas informa.
Ressalva
Divergem a data de instalação da comarca. O Guia Judiciário do TJMG, que é a fonte autoritativa para este dado, dá 7 de setembro de 1950. O verbete do IBGE afirma que Mesquita "é comarca de primeira entrância, desde 7 de setembro de 1949, quando foi instalada". Coincidem o dia e o mês, divergem o ano, e a lei de criação — de 27 de dezembro de 1948, para o quinquênio que começava em 1º de janeiro de 1949 — torna as duas datas plausíveis. A ficha adota o Guia e registra a divergência sem reconciliá-la.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Ipatinga
E-mail
Horário de funcionamento
12h às 18h
Estrutura
Mesquita não é sede de subseção: pertence à subseção de Ipatinga, que mantém aqui uma sala própria dentro do Fórum. A relação oficial de setores, unidades e subseções da OAB/MG registra a linha "Ipatinga — Comarca de Mesquita — Praça Benedito Valadares, 200 - Mesquita/MG", com horário de funcionamento das 12h às 18h e o e-mail da subseção. O endereço é o mesmo do Fórum José Lana Duarte Sobrinho, letra por letra, o que faz da linha um espaço de atendimento dentro do prédio, e não apenas um endereço nominal.
Outras salas
A mesma subseção mantém, pela mesma relação: a SEDE, na Rua Edgar Boy Rossi, 180, Centro, Ipatinga, telefone (31) 3822-2523, das 9h às 18h; uma sala na Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga, na Avenida João Valentim Pascoal, 309, Centro, aberta 24 horas; uma sala no Fórum de Ipatinga, na Praça dos Três Poderes, Avenida Maria Jorge Selim de Sales, 170, Centro, telefone (31) 3822-6670, das 12h às 18h; uma sala no Juizado Especial, na Rua Edgar Boy Rossi, 38, Centro, CEP 35160-015, telefone (31) 3822-1228, registrada como "atualmente fechada"; uma sala na Justiça Federal, na Rua Vila Lobos, 311, Cidade Nobre, telefone (31) 3826-9657, também "atualmente fechada"; e um posto na Penitenciária Dênio Moreira, aberto 24 horas. Para quem defende preso da comarca de Mesquita, a última linha é a operacional: é a estrutura de apoio da OAB junto à única penitenciária da região.
Ressalva
Três observações de fonte. A primeira: a linha de Mesquita não traz telefone, e a ficha não empresta o da sede da subseção nem o do fórum. A segunda: a relação não registra parlatório em Mesquita, o que aqui é coerente, porque não há unidade prisional no município — a ausência de parlatório é indício independente da ausência de presídio. A terceira é um defeito conhecido deste documento, e Mesquita ajuda a demonstrá-lo: a linha do posto da "Penitenciária Dênio Moreira" grafa o endereço como "Rua dos Esportes, s/n - Centro - Ipatinga/MG", enquanto a relação de unidades prisionais do Estado situa a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho no mesmo logradouro, mas em Ipaba. O município escrito dentro do endereço é que está errado, com rótulo e e-mail certos — e o PDF é de 18 de fevereiro de 2021, de modo que "atualmente fechada" também é informação de 2021, não de hoje.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Ipatinga (SJMG/TRF6) — não há vara federal na comarca, e Mesquita deixou de ter competência federal delegada pelo Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, red. Portaria Presi nº 170/2026.
Justica trabalho
Foro de Coronel Fabriciano (TRT-3), com quatro Varas do Trabalho de jurisdição idêntica, para Mesquita e Joanésia; Vara do Trabalho de Guanhães para Braúnas.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS; a ação previdenciária contra o INSS vai à Justiça Federal em Ipatinga, e não à vara estadual desta comarca.
Policia federal
Não foi identificada unidade da Polícia Federal na comarca; passaporte e demais serviços exigem deslocamento, e esta ficha não afirma para onde.
Receita federal
A unidade de atendimento da Receita Federal de referência para a comarca não consta de fonte oficial lida, e esta ficha não a indica.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Mesquita, em Braúnas nem em Joanésia. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo endereço de cada unidade, que é o método correto: em Minas há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade alguma e rua com nome de município vizinho, de modo que buscar pelo nome da unidade produz resposta errada nos dois sentidos. A varredura cobriu os três municípios da comarca, não só a sede, porque presídio na comarca — ainda que fora da sede — fixa a execução penal aqui. Não há.
Unidades que recebem
As unidades mais próximas, pelo endereço, estão todas na 12ª Região Integrada de Segurança Pública. Presídio de Açucena, sigla PRAÇN, na Rua Pedro Gonçalves de Magalhães, s/nº, Centro, em Açucena, a 30 km da sede pela medida de distância entre comarcas do Guia Judiciário — é a unidade mais próxima e a que fixa a execução na Vara Única de Açucena. Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional de Ipatinga, CERESP-Ipatinga, na Estrada do Ceresp, s/nº, Cidade Nova, zona rural de Ipatinga, a 36 km — a tipologia de "remanejamento provisório" indica trânsito e custódia provisória, e não cumprimento definitivo. Presídio de Coronel Fabriciano, PRCFB, na Rua Três Grotas, 319, Bairro Todos Santos, a 50 km. Presídio de Timóteo, PRTIM, na Rua Narciso, 25, Bairro Primavera, a 59 km — a mesma cidade do juiz das garantias. Presídio de João Monlevade, PRJMO, na Avenida Getúlio Vargas, 2.389, Bairro Baú. E a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, PDMC, na Rua dos Esportes, s/nº, Centro, em Ipaba — a única penitenciária do grupo, onde a OAB/MG mantém posto aberto 24 horas. Já o Presídio de Guanhães, PRGNH, na Rua Belo Horizonte, s/nº, Bairro Novo Cruzeiro, em Guanhães, está na 8ª Região Integrada, e não na 12ª: a comarca que faz fronteira com esta em Braúnas pertence a outro recorte de segurança pública.
Regime e visita
A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e aqui ela tem consequência dupla: define o tipo de vaga que o preso da comarca vai ocupar e aciona, no caso da penitenciária, o § 3º do artigo 10 e o artigo 311 da LC 59/2001, que mandam instalar vara de execução penal — obrigação que, na região, se refere a Ipaba, não a Mesquita. Dia, horário e regra de visita não são publicados pela relação estadual de unidades, que traz apenas nome, sigla, endereço, telefone e fax, e por isso esta ficha não os afirma: são dados que variam por unidade e por período e devem ser confirmados na própria unidade ou pelo defensor ou advogado constituído.
Apac
A relação do Depen não inclui APAC, de modo que a ausência de Mesquita naquela lista não autoriza dizer que não haja alternativa de cumprimento na região. Na relação de APACs em funcionamento publicada pelo TJMG, as mais próximas de Mesquita são a APAC de Timóteo, masculina, e a APAC de Guanhães, masculina. Não há APAC em Mesquita, em Braúnas nem em Joanésia. A metodologia APAC é do Programa Novos Rumos do TJMG e importa aqui porque o preso da comarca que obtiver vaga numa delas passa a cumprir pena na comarca da APAC — e a execução acompanha, pela mesma regra da Portaria Conjunta nº 344/2014.
Ressalva
A fonte prisional está congelada. O portal do Depen-MG está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia do texto integral usada por esta leva, com conteúdo de março de 2025. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto inteiro, município por município e endereço por endereço, para Mesquita, Braúnas e Joanésia. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. E a região da unidade é citada como a fonte a escreve — "12ª Região Integrada de Segurança Pública" —, sem atribuir a ela um município-sede, que a relação não nomeia.

Ministério Público Estadual

Atuação
Há promotoria de justiça na comarca — é o que a estrutura do Ministério Público estadual pressupõe em toda comarca instalada —, mas esta ficha não publica endereço, telefone nem denominação oficial da unidade, porque não conseguiu lê-los em fonte primária. O Guia Judiciário do TJMG, que em várias comarcas mineiras publica "Sala do Ministério Público" entre os blocos do fórum, com endereço e telefone, não a registra em Mesquita: a lista desta comarca tem quatro blocos e nenhum deles é do MP. Isso não nega a existência da promotoria; apenas não a confirma com dados de contato.
Contexto
Duas notas de direito que valem para o caso desta comarca, e que não dependem de contato. A primeira: o juiz das garantias exerce controle sobre a investigação conduzida pela polícia e sobre atos do Ministério Público na fase investigatória, incluindo habeas corpus e mandado de segurança contra autoridade policial ou contra o MP, e homologa acordo de não persecução penal e colaboração premiada nessa fase — e em Mesquita esse juiz está em Timóteo. A segunda: a promotoria que oferece a denúncia é a da comarca, e é com o oferecimento da denúncia que a atuação do juiz das garantias cessa e o feito volta ao juízo da Vara Única.

Defensoria Pública Estadual

Situação
A comarca de Mesquita não aparece na cobertura declarada de nenhuma unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais das duas regiões vizinhas, e isso foi verificado de forma direta, não por ausência numa busca. A página própria de unidade em Mesquita responde 404. A unidade de Ipatinga, que é a da subseção federal e da comarca de entrância especial mais próxima, publica sob o título "Municípios contemplados por esta unidade / comarca" a lista Ipaba, Ipatinga e Santana do Paraíso — não inclui Mesquita, Braúnas nem Joanésia. A unidade de Guanhães, para onde vai Braúnas na Justiça do Trabalho, publica Dores de Guanhães, Guanhães e Senhora do Porto — também não inclui Braúnas. As páginas de Coronel Fabriciano, Timóteo e Açucena respondem 404.
Orientação oficial
A própria Defensoria publica o que fazer nesse caso, e a ficha reproduz a orientação como ela está escrita: "Para municípios ainda sem Defensoria, recomendamos procurar o fórum de sua localidade para obter orientações". Na prática, isso aponta para a Direção do Foro, no Fórum José Lana Duarte Sobrinho, na Praça Benedito Valadares, 200.
Unidades proximas
Duas unidades da região, com contato publicado, para quem precise procurá-las mesmo sem constar da lista de municípios contemplados: em Ipatinga, na Rua Poços de Caldas, 69, 2º andar, Centro, telefone de informações gerais (31) 3825-1378; em Guanhães, na Rua Barão do Rio Branco, 78, sala 01, Centro, telefone (33) 3421-1329.
Ressalva
Ausência na cobertura declarada não é o mesmo que ausência de atendimento: a única prova cabal seria varrer as cerca de cento e trinta páginas de unidade da DPMG pela lista de municípios contemplados, e esta ficha leu as cinco da região. Registre-se também um modo de falha conhecido desse site: o endereço /unidade/<slug>/ pode redirecionar por prefixo e entregar a página de outra cidade com HTTP 200, de modo que as leituras acima foram conferidas pelo título de cada página.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Ipatinga (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Os três municípios da comarca integram a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Ipatinga, da Seção Judiciária de Minas Gerais do Tribunal Regional Federal da 6ª Região — criado pela Lei federal nº 14.226/2021, que tirou Minas do TRF1. Não há vara federal em Mesquita, em Braúnas nem em Joanésia. Na tabela de jurisdições da SJMG, atualizada em 27 de maio de 2026, Mesquita e Joanésia saem grafados com asterisco e Braúnas sem, e o asterisco ali significa área de atuação dos Oficiais de Justiça da Subseção, não competência jurisdicional — a mesma página avisa que, onde o Oficial não alcança, a comunicação vai por Correios com aviso de recebimento ou por carta precatória à comarca estadual. O asterisco tem outro significado no PDF da portaria que trata da competência delegada, e confundir os dois é erro de leitura de fonte, não de direito.
Competência delegada
Mesquita NÃO tem competência federal delegada. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6, lista as comarcas estaduais em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e, na linha da Subseção de Ipatinga, Mesquita está na segunda, ao lado de Ipatinga, Açucena, Coronel Fabriciano, Guanhães, Inhapim, Sabinópolis e Timóteo. Conservam a delegada, na mesma subseção, Ferros, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba e São Domingos do Prata. O critério está declarado no cabeçalho do anexo e é de distância, não de estrutura: inciso III e § 2º do artigo 15 da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021 — a delegação só existe onde a comarca fica a mais de setenta quilômetros do município sede de vara federal, medidos de centro urbano a centro urbano e por deslocamento real. Mesquita está a 36 km de Ipatinga pela medida do próprio TJMG, e a régua explica o resultado. A consequência prática é direta e é a pergunta que mais chega: a ação contra o INSS de quem mora aqui — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural — não se ajuíza na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, em Ipatinga. Note-se que a delegada não se deduz de vizinhança: Ferros, de onde Mesquita nasceu, conserva; Açucena, a 30 km, perdeu junto.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 1º de janeiro de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a cessação é atribuída ao § 2º do artigo 13 da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento deve conferir nos autos, não presumir. O artigo 3º, § 2º, da Resolução CJF nº 603/2019 ainda obriga a comarca que perdeu a delegação e o Tribunal a afixar aviso sobre a vara federal competente em local de acesso ao público e aos advogados: vale procurar esse aviso na entrada do Fórum.
Contexto
A tabela de subseções judiciárias e a tabela da competência delegada respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra aqui. Estar na Subseção de Ipatinga diz onde fica a Justiça Federal de Mesquita; o Anexo III diz se o juiz estadual de Mesquita pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é "Ipatinga"; a segunda é "não". Há uma consequência de agenda que se costuma esquecer: na Subseção de Ipatinga a própria sede aparece entre as que perderam a delegada — necessidade lógica da régua de distância, porque a sede está a zero quilômetro de si mesma —, de modo que a lista dos que perderam não é uma lista de comarcas distantes, e sim de comarcas próximas.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Coronel Fabriciano e Vara do Trabalho de Guanhães (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Esta é a camada em que a comarca se parte em duas. Mesquita e Joanésia vão ao Foro de Coronel Fabriciano, que tem quatro Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de doze municípios — Antônio Dias, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Iapu, Ipaba, Ipatinga, Jaguaraçu, Joanésia, Marliéria, Mesquita, Santana do Paraíso e Timóteo: a 1ª Vara, criada pela Lei nº 6.563, de 19 de setembro de 1978; a 2ª, pela Lei nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989; e a 3ª e a 4ª, ambas pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992. Braúnas não está nessa lista: responde à Vara do Trabalho de Guanhães, criada pela mesma Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992, com jurisdição fixada pela Resolução Administrativa nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, ao lado de Açucena, Ferros, Guanhães, Peçanha, Sabinópolis e mais duas dezenas de municípios.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e Mesquita é um caso desses: dois de seus três municípios vão para um lado e o terceiro para outro, a partir de fóruns que ficam em direções opostas. A fratura não é arbitrária — ela reproduz a geografia do IBGE, que põe Mesquita e Joanésia na microrregião de Ipatinga e Braúnas na de Guanhães, e reproduz também a divisão judiciária de 1954, quando Braúnas ainda era da comarca de Guanhães. Quer dizer: para a reclamação trabalhista de quem mora em Braúnas, a pergunta "qual é a minha comarca" e a pergunta "qual é o meu foro do trabalho" têm respostas diferentes, e a segunda ficou congelada no arranjo de setenta anos atrás. Há ainda uma inversão que chama atenção na mesma lista: Ipatinga, que é a maior cidade da região e sede de subseção federal, não tem Vara do Trabalho própria — vai também a Coronel Fabriciano.

Justiça Eleitoral

Situação
Não foi possível determinar o número da zona eleitoral de Mesquita nem o endereço do cartório eleitoral que atende o município. O Guia Judiciário não registra Cartório Eleitoral entre os quatro blocos do Fórum José Lana Duarte Sobrinho — em comarcas mineiras onde ele registra, sai com endereço e telefone, e a instrução correta é procurar, não presumir. O bloco de contato fica omitido.

Segurança Pública

Panorama
Município de 274,9 km² e pouco mais de cinco mil habitantes, a 245 km da capital, com uma vara só para tudo, sem unidade prisional no território, sem hospital e sem Juizado Especial instalado. O desenho produz um efeito específico e incomum: nesta comarca a fase de investigação e a fase de execução da pena saem as duas da cidade, em direções diferentes — a investigação vai a Timóteo, a 59 km, pelo regime do juiz das garantias; a execução de quem está preso vai para onde estiver a unidade, a começar por Açucena, a 30 km. O que fica integralmente aqui é o miolo: a instrução, o julgamento, o Júri, a violência doméstica e a execução de quem responde solto. Para a família, a consequência prática é quilometragem em dois momentos distintos do mesmo caso, e em cidades que não são a mesma.
Fluxo do flagrante
O caminho de um flagrante ocorrido na comarca, na medida em que as fontes permitem descrevê-lo: a prisão é comunicada e o auto é distribuído a uma unidade judiciária com competência criminal da comarca — que aqui é a Vara Única —, a audiência de custódia é presidida pelo juiz das garantias, que nesta comarca é o Juiz de Direito Auxiliar Especial da comarca de Timóteo, e a secretaria que processa e cumpre o que ele determinar é a da Vara Única de Mesquita. Se a prisão preventiva é mantida, o recolhimento se dá em unidade de outra comarca, porque aqui não há nenhuma, e é a partir daí que o juízo da execução passa a ser o da comarca da unidade. Se o crime é doloso contra a vida, nada disso muda de mãos: a exclusão do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 mantém tudo no juízo do Júri desta comarca.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente fora do regime do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, que cita as Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022 — quer dizer que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Mesquita, e não em Timóteo. Esta ficha não localizou Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na comarca e não afirma onde fica a mais próxima.

Polícia Militar

Telefone emergência
190
Situação
Não foi possível determinar em fonte oficial o batalhão ou a companhia da Polícia Militar de Minas Gerais responsável por Mesquita, nem o endereço do destacamento local. O que a fonte estadual disponível informa, e a ficha registra, é o recorte de segurança pública ao qual pertencem as unidades prisionais da região: a 12ª Região Integrada de Segurança Pública abrange Açucena, Coronel Fabriciano, Ipaba, Ipatinga, João Monlevade e Timóteo, enquanto Guanhães está na 8ª. A Região Integrada agrupa unidades prisionais na relação lida, e dela não se deduz automaticamente a circunscrição de batalhão.
Contexto
Vale o registro de que a exigência de "destacamento policial" na sede é um dos requisitos legais para a instalação de comarca em Minas — alínea "a" do inciso II do artigo 5º da LC 59/2001 exige prédio público estadual com condições para fórum, delegacia, cadeia pública e destacamento policial. A comarca foi instalada em 1950; a cadeia pública então exigida não consta hoje de nenhuma relação prisional vigente.

Polícia Civil

Situação
Esta ficha não publica endereço nem telefone de delegacia, porque não conseguiu lê-los em fonte primária da Polícia Civil de Minas Gerais. A consulta oficial de unidades por município não devolve conteúdo a leitura direta: a página responde HTTP 200 e o corpo não contém nenhuma unidade, nem de Mesquita nem de Ipatinga. O Guia Judiciário do TJMG, que em algumas comarcas registra endereços de órgãos externos ao fórum, não traz nenhum aqui. Não há, portanto, como afirmar se a delegacia de Mesquita é uma delegacia de polícia comum, um posto ou uma unidade de plantão regional, nem onde ela fica.
Telefone emergência
197
Site
www.policiacivil.mg.gov.br
Contexto
Duas informações de procedimento que não dependem do endereço. A primeira: a audiência de custódia de quem é preso em flagrante em Mesquita, em Braúnas, em Joanésia ou em Barra Grande é de competência do juiz das garantias — e, nesta comarca, isso significa o Juiz de Direito Auxiliar Especial da comarca de Timóteo, conforme a Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. A segunda: o inquérito é distribuído a uma unidade judiciária com competência criminal da comarca, e é a secretaria dessa unidade — a da Vara Única de Mesquita — que processa e cumpre os atos determinados pelo juiz das garantias, pelos incisos I e II e pelo § 1º do artigo 7º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025. Quem procura o flagrante procura, portanto, na secretaria daqui, mesmo que a decisão tenha saído de Timóteo.

Corpo de Bombeiros

Telefone emergência
193
Situação
Não foi identificada unidade do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em Mesquita. O 190 e o 193 atendem em todo o estado, e a referência de resgate e de atendimento de trauma da região é Ipatinga, a 36 km, onde estão os hospitais de maior porte.

INSS

Atendimento
Agendamento pelo telefone 135 ou pelo aplicativo e site Meu INSS.
Situação
Não foi identificada agência da Previdência Social em Mesquita, e esta ficha não afirma qual agência atende a comarca porque não leu essa informação em fonte oficial. O que está estabelecido, e é a informação jurídica que importa, é o foro: a ação previdenciária de quem mora na comarca não tramita mais na Vara Única, porque a competência federal delegada cessou — vai à Justiça Federal, na Subseção de Ipatinga.

DETRAN

Situação
Não foi identificada unidade do Detran-MG nem Ciretran em Mesquita. Para habilitação, transferência e licenciamento, a referência regional é Ipatinga, a 36 km, mas esta ficha não afirma o endereço da unidade porque não conseguiu lê-lo em fonte oficial.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Mesquita
Site
mesquita.mg.gov.br
Situação
O portal oficial do município não pôde ser lido: responde HTTP 403 com a página de desafio de um serviço de proteção, tanto com www quanto sem, e tanto com user-agent padrão quanto de navegador. Endereço, telefone e e-mail institucionais da Prefeitura, por isso, não constam desta ficha. O domínio existe e é o oficial; o que falhou foi a leitura.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Mesquita
Endereço
Rua Getúlio Vargas, nº 145, Centro, Mesquita - MG, CEP 35116-000
Telefone
Site
www.camaramesquita.mg.gov.br
Contexto
A Câmara fica na mesma Rua Getúlio Vargas dos dois tabelionatos de notas, a poucos números deles, e o CEP publicado — 35116-000 — é o mesmo do Fórum. O prefixo telefônico, 3251, é o mesmo das serventias da sede, o que confirma que o número é local e não herdado de outra cidade.
Ressalva
O portal da Câmara responde 200 e tem título próprio ("Câmara Municipal de Mesquita - Principal"), sem os marcadores de portal-modelo não preenchido que aparecem em várias câmaras mineiras — não há CNPJ zerado, não há CEP 12345-678, não há "Município de Demonstração". Ainda assim, o nome da cidade aparece só duas vezes no corpo renderizado da página inicial, e o e-mail institucional está ofuscado ou ausente; endereço e telefone acima saem do próprio HTML da página.

PROCON

Situação
Não foi localizado Procon municipal em Mesquita nem unidade regional do Procon estadual que a atenda, em fonte oficial legível. O caminho com fonte para a demanda de consumo é a própria Vara Única, que recebe em PJe, desde 18 de fevereiro de 2019, as classes processuais do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis.

Cartórios

Estrutura
Seis serventias na relação do Guia Judiciário, quatro delas na sede — o que é muito para uma comarca deste tamanho e indica desdobramento, não acumulação. Em Mesquita: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Rua São José, 87, Centro, CEP 35166-000, telefone (33) 3251-1331); o Tabelionato de Protesto de Títulos (Rua Getúlio Vargas, 71, sala 101, Centro, CEP 35166-000, telefone (33) 3251-1320); o 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais (Praça Benedito Valadares, 246, sala 02, Centro, CEP 35166-000, telefone (33) 3251-1506); e o 2º Tabelionato de Notas (Rua Getúlio Vargas, 65, Centro, telefone (33) 3251-1320). Nos outros dois municípios da comarca, um em cada: o Registro Civil com Atribuição Notarial de Braúnas (Rua Mariana Andrade, 140, Centro, CEP 35189-000) e o Registro Civil com Atribuição Notarial de Joanésia (Rua Major Hemétrio, 83, Centro, CEP 35194-000, telefone (33) 3252-1346). A possibilidade de uma serventia acumular atribuições, que explica por que comarca pequena costuma aparecer com duas e não com seis, está nos §§ 5º e 6º do artigo 6º da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022 — e é justamente o que aqui não aconteceu: notas e protesto estão separados, e as notas estão divididas em dois tabelionatos.
Onde tirar cada coisa
Na prática, para quem chega de fora: certidão de nascimento, casamento e óbito e escritura pública, no 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais, na Praça Benedito Valadares, 246 — a quarenta e seis números do Fórum. Procuração e ata notarial, nos dois tabelionatos de notas, na Praça Benedito Valadares, 246, e na Rua Getúlio Vargas, 65. Protesto e certidão de protesto, no Tabelionato de Protesto, na Rua Getúlio Vargas, 71, sala 101. Matrícula e registro de imóvel, penhora, usucapião e registro de título, no Registro de Imóveis, na Rua São José, 87 — que acumula Títulos e Documentos e Registro Civil das Pessoas Jurídicas, de modo que ata de associação e contrato social de sociedade simples também saem ali. Quem mora em Braúnas ou em Joanésia tem registro civil com atribuição notarial na própria cidade e não precisa vir à sede para certidão nem para reconhecimento de firma; para protesto e para imóvel, sim.
Ressalva
Quatro cuidados com o que a fonte publica. O CEP divide a mesma rua: o Tabelionato de Protesto, na Rua Getúlio Vargas, 71, sai com CEP 35166-000, e o 2º Tabelionato de Notas, na mesma rua, no número 65, sai com 35116-000, que é o CEP do Fórum. A ficha reproduz os dois como publicados e não escolhe. O campo "Fax" do Tabelionato de Protesto traz (33) 3521-1320, número que é o telefone da mesma serventia com dois dígitos trocados de lugar — não foi reproduzido como fax. O campo "Fax" do 2º Tabelionato de Notas traz um número de celular, e por isso também não foi reproduzido como fax. E o único número publicado para a serventia de Braúnas é um celular, razão pela qual a ficha não o apresenta como telefone fixo de atendimento.

Saúde Pública

Panorama
Não há hospital em Mesquita. O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde registra dez estabelecimentos no município, e nenhum deles é hospital geral: são três unidades básicas de saúde, um centro de atenção psicossocial, uma unidade de vigilância em saúde, um serviço de fisioterapia, a Secretaria Municipal de Saúde, uma farmácia do programa estadual e dois estabelecimentos privados de apoio diagnóstico e consulta. Para quem trabalha com processo criminal isso tem duas consequências imediatas: o exame de corpo de delito e a internação de urgência saem da cidade, e o acompanhamento em saúde mental fica no CAPS local.
Unidades basicas
Três unidades básicas de saúde cobrem o município, e a distribuição delas desenha a geografia rural da comarca: a Unidade Básica de Saúde José dos Santos Braga, na Rua Filipinas, s/nº, Centro, telefone (33) 3251-1359; a Unidade Básica de Saúde Juvenal Brás Pereira, no distrito de Barra Grande, zona rural; e a Unidade Básica de Saúde Josafá da Silva, no povoado do Burrinho, zona rural. As três atendem nos turnos da manhã e da tarde e fazem atendimento ambulatorial pelo SUS.
Saude mental
O CAPS I Antônio Pereira de Souza, na Rua Capitão Ilídio, 262, Bairro Campo Real, é o único serviço de saúde mental do município, e é peça relevante em matéria criminal: é a estrutura local a que se recorre em caso de dependência química, de medida socioeducativa com componente de saúde, de tratamento ambulatorial em substituição a internação e de medida de segurança convertida em tratamento ambulatorial. CAPS tipo I é o porte previsto para municípios pequenos; internação psiquiátrica e leito de retaguarda não ficam aqui.
Outros serviços
Completam a rede pública municipal a Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Filipinas, 267, Centro; a Unidade de Vigilância em Saúde, na Rua São José, 208, Centro; o Serviço de Fisioterapia, na Rua Filipinas, s/nº, Centro; e a Farmácia de Minas de Mesquita, na Rua Monsenhor Alípio, Centro — que é o ponto de dispensação do componente especializado da assistência farmacêutica do Estado, e por isso o endereço a que se recorre quando a medicação é de alto custo e há decisão judicial a cumprir.
Ressalva
Dois dados do cadastro federal não foram reproduzidos porque estão malformados na fonte: o telefone da Secretaria Municipal de Saúde sai com nove dígitos, sem separação de DDD, e o de uma clínica privada da cidade sai com DDD 31 — que não é o de Mesquita, cujo DDD é 33 — seguido de oito dígitos iniciados por 7. A ficha publica apenas os números internamente coerentes, e registra os outros como defeito de cadastro. Os dois estabelecimentos privados do município (uma clínica médica e um laboratório de análises clínicas) não são listados nominalmente aqui porque não são serviço público de referência.
Hospitais publicos referência
· Hospital Márcio Cunha · Endereço
Rua Kiyoshi Tsunawaki, 41 — Bairro Águas, Ipatinga/MG
· Hospital Márcio Cunha · CEP
35160-158
· Hospital Márcio Cunha · Telefone
· Hospital Márcio Cunha · Tipo
Hospital geral — referência regional do Vale do Aço, a 36 km de Mesquita
· Hospital Municipal Eliane Martins · Endereço
Avenida Felipe dos Santos, 123 — Bairro Cidade Nobre, Ipatinga/MG
· Hospital Municipal Eliane Martins · CEP
35162-369
· Hospital Municipal Eliane Martins · Telefone
· Hospital Municipal Eliane Martins · Tipo
Hospital geral municipal, a 36 km de Mesquita
· IMS — Instituto Mineiro de Saúde · Endereço
Rua Maraque, 190 — Bairro Iguaçu, Ipatinga/MG
· IMS — Instituto Mineiro de Saúde · CEP
35162-091
· IMS — Instituto Mineiro de Saúde · Tipo
Hospital geral, a 36 km de Mesquita

Cidadania

Onde reclamar
Para o consumidor, a ficha não localizou Procon municipal nem unidade do Procon estadual em Mesquita. A causa de consumo de pequeno valor de quem mora na comarca é distribuída na própria Vara Única, que desde 18 de fevereiro de 2019 recebe em PJe as classes do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis — esse é o caminho com fonte. Para conflito de família, de vizinhança e de dívida, o CEJUSC funciona no mesmo prédio do fórum.
Serviços oferecidos
Serviços oferecidos
Unidades básicas de saúde na sede, no distrito de Barra Grande e no povoado do Burrinho (SUS), CAPS I Antônio Pereira de Souza — saúde mental, Farmácia de Minas de Mesquita — assistência farmacêutica do Estado, CEJUSC da comarca, no Fórum José Lana Duarte Sobrinho — conciliação e mediação, Sala da subseção da OAB/MG de Ipatinga, no Fórum, das 12h às 18h, Registro civil com atribuição notarial em cada um dos três municípios da comarca

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Direitos humanos
100

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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