História
Caetanópolis nasceu de uma fábrica. O verbete do IBGE conta que, em 1864, os irmãos Bernardo e Caetano, filhos do Major Antônio Gonçalves da Silva Mascarenhas, foram procurar o irmão mais velho, Antônio Cândido, que morava perto de Taboleiro Grande — hoje Paraopeba —, e o convidaram para sócio de uma fábrica de tecidos a ser montada na Fazenda da Ponte. Bernardo foi aos Estados Unidos comprar os teares, e no começo de 1868 a fábrica começou a funcionar com 18 teares: a primeira fábrica de tecidos de Minas e, pelo verbete, a terceira do Brasil. O lugar passou a chamar-se Cedro. Vieram depois, em 1901, a primeira estamparia de tecidos de Minas e uma usina termelétrica para iluminação pública, e, em 1906, uma linha telefônica de 24 km ligando Cedro à estação de Tabocas, da Estrada de Ferro Central do Brasil, que o verbete aponta como a primeira de longa extensão do estado. Por quase um século a localidade pertenceu a Paraopeba — em 1940, o Decreto-lei nº 6 chegou a incorporá-la à zona suburbana da cidade vizinha. A emancipação veio com a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a divisão territorial, administrativa e judiciária de Minas para o quinquênio 1954-1958: o novo município aparece ali como "Caetanópolis (ex-Cedro)", já com a categoria de cidade e já dentro da comarca de Paraopeba. A instalação foi em 1º de janeiro de 1954. O nome homenageia o Coronel Caetano Mascarenhas, "idealizador da 1ª fábrica de tecidos localizada em Minas Gerais". Desde então o município tem um só distrito, o da sede, e continua respondendo ao mesmo fórum de onde saiu.