História
A história de Inimutaba começa com uma decisão de negócio. Em 1874, conta o verbete do IBGE, os irmãos Vitor, Francisco de Paula e Pacífico Gonçalves da Silva Mascarenhas juntaram-se ao cunhado Luiz Augusto Viana Barbosa para instalar, às margens do Ribeirão Santo Antônio, uma fábrica de tecidos de algodão. A fábrica começou a funcionar em 1877, e em volta dela formou-se um povoado, chamado primeiro de Cachoeira. A Prefeitura acrescenta um nome ainda anterior, "Fábrica de Santo Antônio do Curvelo", que diz de quem era o território. Em 1883 a Fábrica da Cachoeira fundiu-se com a do Cedro, do atual município de Caetanópolis, e as duas deram origem à Companhia de Fiação e Tecelagem Cedro e Cachoeira. A República trouxe a primeira forma administrativa: o distrito de Ipiranga, criado pelo Decreto estadual nº 111, de 17 de junho de 1890, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Curvelo. Ipiranga atravessou as divisões territoriais de 1933, 1936 e 1937 sempre dentro de Curvelo, até que o Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, lhe deu o nome indígena que conserva. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, ainda registra Inimutaba como vila — sede de distrito — do município de Curvelo. A autonomia veio com a grande lei de divisão administrativa do governo Magalhães Pinto, a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que criou o município "desmembrado de Curvelo", com sede no antigo distrito, e desenhou as suas divisas pelo Rio das Velhas e pelos ribeirões Maquiné e Picão. O município foi instalado em 1º de março de 1963, pelo verbete do IBGE, e a Prefeitura adota 30 de dezembro de 1962 como data da emancipação política. O mesmo verbete traz, no parágrafo narrativo, a data de 31 de março de 1962 para a emancipação — diferente da data da lei que ele próprio cita —, e a página registra as duas como publicadas. Até 2007, ainda pelo IBGE, o município era formado só pelo distrito-sede.