História
Central de Minas é cidade de madeira. Segundo o verbete histórico do IBGE, um dos primeiros moradores foi Manoel Martins, que chegou com a família por volta de 1940, vindo de Jequeri, posseou a terra e começou a atividade que sustentou a região por muito tempo: a extração de madeira de uma floresta natural imensa. Cada árvore derrubada abria lugar para uma casa, e por volta de 1942 chegaram os primeiros comerciantes. A Capela São Geraldo deu ao povoado o primeiro nome, São Geraldo do Central. Em 1951 abriu-se uma estrada para Galiléia, para escoar a madeira — o caminho natural era o vale do Rio Doce, não Mantena. A organização administrativa veio em duas leis de divisão do Estado. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou o município de Mendes Pimentel e relacionou entre as suas vilas "Central de Minas (ex-Central)"; o verbete diz que isso se deu numa época em que Minas Gerais e o Espírito Santo disputavam boa parte do território da região, e é dessa disputa que vem o sobrenome "de Minas". A emancipação veio com a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que relaciona Central de Minas entre os municípios novos, com um único distrito. O segundo distrito, Floresta, foi criado pela Lei estadual nº 6.769, de 1976, e o nome guarda a memória da mata que deu origem a tudo: dela restam, segundo o verbete, cerca de duzentos hectares na fazenda Floresta, com macacos, pacas e capivaras, e uma reserva particular de 31 hectares a 20 km da sede, que o verbete aponta como a maior atração do município.