Cidade de MG

Galiléia

Galiléia tem 6.222 habitantes (Censo 2022) em 720,3 km² no Vale do Rio Doce, a 377 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG aparece na divisão judiciária de 1954-1958, pela Lei estadual nº 1.039/1953, sob o nº 102, e foi instalada em 9 de fevereiro de 1958; é de primeira entrância e tem uma vara só — a Vara Única, no Fórum Alcebíades Freitas Pinto —, que acumula cível, criminal, infância, Tribunal do Júri e execução penal. Respondem a ela três municípios, Galiléia, Divino das Laranjeiras e São Geraldo do Baixio, mais os distritos de Sapucaia do Norte e Central de Santa Helena: é, ponto por ponto, o território do município de Galiléia de 1953, que se fatiou em três sem sair do mesmo foro. Não há unidade prisional em nenhum dos três, e por isso a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade — Conselheiro Pena, a 24 km, ou Governador Valadares, a 63 km —, pela Portaria Conjunta nº 344/2014; o que fica aqui é a execução de quem responde solto. O juiz das garantias é o da Vara Única de Itanhomi, em par recíproco fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. E a comarca NÃO tem competência federal delegada: a ação contra o INSS vai à Subseção Judiciária de Governador Valadares, embora Conselheiro Pena, a 24 km, tenha conservado a sua.

UF
MG
Porte
micro
População
6.222 hab.

Para questões judiciais em Galiléia (MG), o juízo competente é da Comarca de Galiléia — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Galiléia/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Galiléia/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Galiléia: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A cidade teve três nomes em vinte e dois anos, e cada troca conta um pedaço da história do Vale do Rio Doce. Os primeiros moradores chegaram à foz do córrego São Tomé, no lugar hoje chamado Arizona, e a data em que o povoado se firma é 1925-1926, quando José Pereira Sete e Antônio Alves da Rocha tomaram posse de terras ali — o primeiro na barra do córrego, o segundo cerca de doze quilômetros adiante. Em 1926 José Pereira Sete doou o terreno para a formação do patrimônio, e o povoado recebeu o nome do córrego: São Tomé. Naquele momento ele não era nem distrito: pertencia ao distrito de Igreja Nova, no município de Itambacuri. O primeiro salto vem com o Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que elevou São Tomé a distrito e o vinculou ao município de Conselheiro Pena, então recém-criado. Cinco anos depois o distrito virou Moscovita, em referência à mica muscovita que se extraía na região — um nome de geologia para um lugar de lavoura, e os moradores não o quiseram. A emancipação veio pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, o quadro da divisão territorial para o quinquênio 1949-1953: o item 30 da lista de municípios criados é Galiléia, e o item 25 da lista de topônimos alterados diz "Galiléia Ex-Moscovita". A mesma lei criou, dentro do novo município, os distritos de São Geraldo do Baixio e de Sapucaia do Norte. A comarca é mais nova que isso: não está no grupo de comarcas criadas pela lei de 1948 e aparece pela primeira vez no Anexo nº 1 da Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a divisão judiciária do quinquênio 1954-1958 — ali Galiléia é a comarca nº 102 e tem um município só, o nº 191. Nesse mesmo quadro o município já aparecia com cinco distritos: a sede, elevada a cidade, mais as vilas de Central de Santa Helena, Divino das Laranjeiras, São Geraldo do Baixio e Sapucaia do Norte. A instalação do fórum levou mais quatro anos e dois meses: 9 de fevereiro de 1958, quando o quinquênio para o qual a comarca havia sido desenhada estava quase no fim. Depois disso, dois dos cinco distritos se emanciparam e viraram municípios — Divino das Laranjeiras e São Geraldo do Baixio — e nenhum deles saiu do foro. É por isso que a comarca de Galiléia, nascida com um município em 1953, tem três hoje sem nunca ter sido ampliada: os outros dois saíram de dentro do primeiro.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 126,8 milhões, e a lavoura responde por uma fatia pequena disso em valor — R$ 2,37 milhões na Produção Agrícola Municipal do mesmo ano, cerca de 1,9% — mas por quase toda a paisagem de um território de 720 km². O perfil dessa lavoura diz onde Galiléia fica de verdade. Não há monocultura: o milho em grão é o primeiro item, com R$ 788 mil, e só depois vem o café, com R$ 661 mil. E o café daqui não é o arábica das montanhas mineiras — é inteiramente canephora, o conilon das terras baixas e quentes do rio Doce, o mesmo que se planta do outro lado da divisa, no Espírito Santo. Na sequência aparecem a cana-de-açúcar com R$ 500 mil e, num item que quase não se vê em ficha de município mineiro, a pimenta-do-reino, com R$ 318 mil — cultura típica do corredor capixaba que sobe o vale. Fecham a lista a mandioca com R$ 50 mil, a banana em cacho com R$ 31 mil e o feijão com R$ 20 mil. Lavoura diversificada e de baixo valor por hectare, em território grande e vazio, com pecuária ocupando o resto: é o retrato de onde nascem os conflitos que chegam a um fórum assim. Contrato de parceria e arrendamento rural, posse e divisa de terra, financiamento de safra, acidente de trabalho na colheita, furto de gado e de cabo, vínculo de emprego rural discutido a 63 km em Governador Valadares, e — porque é município de gente idosa em área rural rarefeita — muita aposentadoria rural e benefício por incapacidade, exatamente a matéria que deixou de poder ser ajuizada na vara da cidade.

Panorama jurídico

Em Galiléia três perguntas jurídicas têm três respostas geográficas diferentes, e nenhuma delas é intuitiva. A primeira é a fácil: a Justiça Estadual está na cidade. Uma vara única, no Fórum Alcebíades Freitas Pinto, decide divórcio, inventário, guarda, cobrança, usucapião, furto, tráfico e homicídio de quem mora em Galiléia, em Divino das Laranjeiras, em São Geraldo do Baixio, em Sapucaia do Norte ou em Central de Santa Helena. A segunda é criminal e é a que mais surpreende, porque mudou há pouco: desde 25 de agosto de 2025 a fase de investigação saiu da cidade. Prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário ou telefônico, produção antecipada de prova, acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é preso aqui são decididos pelo juiz da Vara Única de Itanhomi, no rodízio do juiz das garantias — salvo quando o crime é doloso contra a vida, quando é violência doméstica, quando é de menor potencial ofensivo e quando é militar, hipóteses em que tudo permanece com o juiz daqui. Duas notas práticas: o cartório não muda, porque a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Galiléia, e o juiz das garantias para de atuar no instante em que a denúncia é oferecida. A terceira resposta é previdenciária e é um "não" com agravante. A comarca perdeu a competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026, e a ação contra o INSS não se ajuíza mais na vara desta cidade: vai à Subseção Judiciária de Governador Valadares, a 63 km. O agravante é a vizinhança — Conselheiro Pena, a 24 km, conservou a delegada. Quem mora em Galiléia e tem parente em Conselheiro Pena convive com duas comarcas de vara única, uma nascida da outra, em que a mesma aposentadoria rural se pede em lugares diferentes. Quem já tem processo em curso na vara estadual deve conferir nos autos antes de presumir: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 preserva no juízo estadual as ações ajuizadas antes de 2020, e a regra do acervo formado depois disso não tem texto publicado que esta ficha possa citar.

Patrimônio

O prédio que concentra a vida jurídica da cidade é o Fórum Alcebíades Freitas Pinto, na Avenida 8 de Dezembro, 849, no Centro, e nele funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, a Sala da Administração, a Sala do Serviço Social, o CEJUSC e a Contadoria com a Distribuição de Feitos. A Sala do Serviço Social vale menção: em comarca de vara única ela é a estrutura que atende a infância e juventude e os estudos sociais de guarda e de medida socioeducativa, e não é bloco que o Guia Judiciário publique em toda comarca desse porte. Os endereços das serventias desenham a cidade antiga: o Tabelionato de Notas e Protesto está na Praça São Pedro, e São Pedro é a praça da matriz de um povoado que se chamou São Tomé — dois apóstolos num mesmo largo. O Registro de Imóveis, onde se resolve a papelada das terras de milho, café conilon e pasto, fica na Rua Berilo, cujo nome é o da pedra preciosa que sai dos pegmatitos da região, a mesma geologia que rendeu ao distrito o nome de Moscovita em 1943. Quanto a quem foi Alcebíades Freitas Pinto, nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha o identifica, e a ficha não arrisca a atribuição.

Curiosidades

A coincidência mais improvável de Galiléia é com Itanhomi, a comarca que hoje é o seu juiz das garantias — e ela não foi arranjada por ninguém. Os dois destinos foram escritos pelos mesmos dois atos. O Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que transformou o povoado de São Tomé em distrito e o entregou ao recém-criado município de Conselheiro Pena, foi o mesmo diploma que naquele dia EXTINGUIU o município de Itanhomi e o rebaixou a distrito de Tarumirim. Dez anos depois, a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, emancipou o distrito de Moscovita com o nome de Galiléia — item 30 da lista de municípios criados — e, na mesma lista, no item 35, recriou Itanhomi. Uma nasceu e a outra ressuscitou no mesmo quadro. Setenta e oito anos mais tarde, a Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 do TJMG pôs as duas em par recíproco de juiz das garantias, cada uma decidindo a fase de investigação da outra. A segunda curiosidade é de nome e vem em duas camadas: o povoado se chamou São Tomé por causa de um córrego, virou Moscovita por causa de uma mica e acabou Galiléia por causa da terra natal do santo do primeiro nome — de modo que a cidade homenageia hoje, por via oblíqua, exatamente aquilo que a mica havia apagado. A terceira é de geografia judiciária: a comarca é o município de 1953 inteiro, nem um quilômetro mais. Os dois municípios que se somaram a ela desde então já estavam dentro dela como distritos, o que faz de Galiléia uma comarca que cresceu em número de municípios sem nunca ter crescido em território.

Educação e cidadania

Para que serve esta lista: ela diz o endereço de cada pergunta, e em Galiléia os endereços não coincidem. Divórcio, inventário, guarda, cobrança, usucapião, processo criminal, Júri e execução penal de quem responde solto: Vara Única, Fórum Alcebíades Freitas Pinto, Avenida 8 de Dezembro, 849, Centro, telefone (33) 3244-2700. Medida da fase de investigação — preventiva, busca e apreensão, custódia, acordo de não persecução penal: decisão do juiz das garantias, na Vara Única de Itanhomi, com o processo fisicamente na secretaria daqui. Medida protetiva de urgência e qualquer coisa de violência doméstica: aqui, nesta comarca, sem rodízio. Execução penal de quem está recolhido: na comarca da unidade prisional, Conselheiro Pena a 24 km ou Governador Valadares a 63 km, nunca nesta. Aposentadoria rural, auxílio por incapacidade e BPC contra o INSS: Justiça Federal, Subseção de Governador Valadares, porque a competência delegada desta comarca cessou. Reclamação trabalhista: Foro de Governador Valadares, TRT da 3ª Região. Parlatório para conversar com preso recolhido em Conselheiro Pena: Avenida João Siqueira, 45, mediante agendamento, pela subseção da OAB/MG dali. Certidão, escritura, protesto e registro de imóvel: as três serventias da sede, mais as de Divino das Laranjeiras, São Geraldo do Baixio, Central de Santa Helena e Sapucaia do Norte. Atendimento de saúde, que é onde começa a prova de metade dos processos: Hospital Imaculada Conceição, Rua Berilo, 153, Centro, telefone (33) 3244-1205, único com centro cirúrgico no município; UBS 24 Horas e Secretaria Municipal de Saúde no mesmo endereço, telefone (33) 3244-1723; CAPS Galiléia, Rua Ary Machado, 599, para saúde mental e dependência química; três equipes de Saúde da Família, uma delas — a ESF José Delones Soares — dentro do distrito de Sapucaia do Norte, a 22 km daqui. INSS, para aposentadoria, auxílio e BPC: não há agência no município; o requerimento administrativo é pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS, e a ação judicial vai à Justiça Federal em Governador Valadares. E uma lista do que esta ficha procurou e NÃO encontrou publicado, porque saber onde a informação falta vale tanto quanto saber onde ela está: delegacia de polícia do município (a página de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais monta a lista por script e não respondeu por requisição direta, embora traga Galiléia no seletor sob o id 1287); unidade da Defensoria Pública que atende a comarca; promotoria de Justiça, com endereço e telefone; zona eleitoral e cartório eleitoral; subseção da OAB/MG a que a comarca pertence; unidade do Detran-MG ou Ciretran (a página de unidades de atendimento responde 200 sem trazer o município, porque também é montada por script); Procon municipal; Conselho Tutelar; CRAS e CREAS; e a linha de transporte intermunicipal até o fórum, inclusive a que serve Divino das Laranjeiras, a 61 km. Nenhum desses serviços é negado por esta ficha — a maioria deles com certeza existe. O que a ficha diz é que não achou fonte oficial publicada com endereço e telefone. E três ressalvas, que mudam o valor da lista inteira. A primeira: ela vale para a data de verificação, e tanto a competência delegada como o par de garantias mudam por portaria do tribunal, sem aviso nenhum a quem mora aqui — duas portarias de 2026 já mexeram nas duas coisas. A segunda: o que esta ficha não afirma não é o mesmo que não existir. Não foi possível determinar a qual subseção da OAB/MG a comarca pertence, qual unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais a atende, se há sala do Ministério Público ou cartório eleitoral no fórum, nem qual é a zona eleitoral — e ausência numa relação oficial não é prova de ausência do serviço; pergunte na Direção do Foro, que fica no mesmo balcão. A terceira: este site é página de escritório de advocacia particular, não é órgão público e não é canal oficial de atendimento. Para dado vinculante, procure a fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

A pergunta que mais chega a um escritório criminal, numa comarca sem presídio, não é sobre a pena: é sobre onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e não há unidade prisional em nenhum dos três municípios desta comarca. A consequência é que a pessoa condenada aqui e recolhida passa a ter progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar decididos pelo juízo da comarca onde a unidade fica — e a unidade mais próxima é o Presídio de Conselheiro Pena, a 24 km, seguido pelas duas de Governador Valadares, a 63 km, e, mais longe, Aimorés e Mantena. O artigo 3º da mesma portaria manda o juízo declinar da competência e remeter os autos a cada nova transferência, sem que ninguém avise a família — é a razão pela qual um pedido de progressão parece parado quando na verdade está em outro fórum, em outra cidade. Para quem vai acompanhar de perto, há um dado útil e pouco divulgado: a subseção da OAB/MG de Conselheiro Pena mantém parlatório no próprio endereço do presídio, na Avenida João Siqueira, 45, com atendimento conforme agendamento. O caminho inverso também é verdade e é alívio quando se aplica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está solto no juízo da comarca da residência. Pena restritiva de direitos, regime aberto, sursis e livramento de quem mora nesta comarca ficam na Vara Única de Galiléia, que trabalha com o SEEU desde a semana de 7 a 11 de maio de 2018.

Dados do município

Gentílico
galileense
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Governador Valadares
Área (km²)
720.303
População (Censo 2022)
6.222
Densidade demográfica (hab/km²)
8.64

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Galiléia como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Galiléia/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Galiléia
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 9 de fevereiro de 1958 como data de instalação da comarca. A criação é de cinco anos antes e está no Anexo nº 1 da Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953 — o quadro da divisão territorial, administrativa e judiciária do Estado para o quinquênio de 1954 a 1958 —, onde Galiléia aparece como comarca sob o nº 102, com um único município, o de nº 191, Galiléia. Que a comarca é criação de 1953, e não anterior, tem prova negativa: a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que fez o quadro do quinquênio anterior e criou o próprio município, traz um grupo expresso de "COMARCAS CRIADAS" com vinte e uma entradas, e Galiléia não está em nenhuma delas. Comarca instalada e em funcionamento; não é caso de comarca criada por lei e por instalar. Entre a lei e a instalação passaram quatro anos e dois meses, prazo que consumiu quase todo o quinquênio para o qual a comarca havia sido desenhada.
Classificação
Primeira entrância. A classificação em Minas não mede a cidade, mede a quantidade de varas, e o Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, põe Galiléia na Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o nº 66, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-66. O Guia Judiciário confirma "Entrancia: Primeira" no cabeçalho da comarca. Vale a cautela que o Anexo I impõe em todo o estado, porque ele arrola cargos e não varas instaladas: aqui os dois números coincidem, e há três provas disso no bloco seguinte.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única, com secretaria no Fórum Alcebíades Freitas Pinto, na Avenida 8 de Dezembro, 849, no Centro. O Guia Judiciário devolve quatro blocos de órgão, todos no mesmo endereço e sob o mesmo telefone: a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro, a Sala da Administração e a Sala do Serviço Social (glladm@tjmg.jus.br); o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC; a Contadoria/Tesouraria, que abriga a Distribuição de Feitos (gllcontadoria@tjmg.jus.br); e a Vara Única. O CEJUSC e a Vara Única saem publicados com o mesmo endereço eletrônico, gllsecretaria@tjmg.jus.br — o que é coerente com uma estrutura em que a secretaria da vara é a secretaria de tudo, mas convém saber antes de escrever para um e esperar resposta do outro. Que a vara é única, e não que a segunda ficou de fora da consulta, prova-se por três caminhos independentes: o nome do órgão publicado é "Vara Única"; o bloco paginador do resultado vem vazio, sem segunda página; e a página de implantação do PJe da comarca lista um único órgão, "Vara Única". Sendo única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal do que fica aqui. O Guia não registra neste fórum sala do Ministério Público, cartório eleitoral, unidade da Defensoria Pública nem sala da Ordem dos Advogados do Brasil, e a consulta que reúne todos os dados numa só página também não devolve nenhum desses blocos.
Endereço
Fórum Alcebíades Freitas Pinto — Avenida 8 de Dezembro, 849, Centro, Galiléia - MG, CEP 35250-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios e dois distritos respondem a este fórum, e a lista é a mesma em duas fontes independentes. O item 113 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Galiléia, Divino das Laranjeiras e São Geraldo do Baixio; a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente esses três, lidos pelo atributo de coluna que distingue município de distrito, mais os distritos de Sapucaia do Norte, que é de Galiléia, e Central de Santa Helena, que é de Divino das Laranjeiras. As distâncias à sede da comarca, pelo Guia: São Geraldo do Baixio a 21 km, Sapucaia do Norte a 22 km, Divino das Laranjeiras a 61 km e Central de Santa Helena a 17 km. O território desta comarca tem uma explicação histórica exata: é o município de Galiléia de 1953. Naquele ano os cinco nomes eram distritos de um município só — Galiléia, São Geraldo do Baixio, Sapucaia do Norte, Central de Santa Helena e Divino das Laranjeiras —, e os dois que se emanciparam continuaram no mesmo foro. Quem mora em qualquer um dos cinco é investigado, processado e julgado aqui, na Avenida 8 de Dezembro; e quando se trata de Júri ou de execução penal nem poderia ser de outro modo, porque o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Governador Valadares. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas divergem em três pontos, o que aqui pesa mais que em outras comarcas porque a lista é longa. Na tabela de quem substitui Galiléia: Governador Valadares em 1º, a 63 km; Conselheiro Pena em 2º, a 24 km; Resplendor em 3º, a 70 km; Mantena em 4º, a 131 km; Aimorés em 5º, a 98 km. Na tabela de quem Galiléia substitui: Conselheiro Pena em 1º, a 24 km; Mantena também em 1º, a 132 km; Aimorés em 3º, a 98 km; Resplendor também em 3º, a 55 km. Ou seja: a segunda tabela traz dois primeiros lugares e dois terceiros, não traz segundo nem quarto nem quinto, não menciona Governador Valadares, dá Resplendor a 15 km menos que a outra e Mantena a um quilômetro mais. A ficha registra as duas como estão publicadas e não as reconcilia. Registre-se também o que essas listas NÃO dizem: Itanhomi, que é a comarca do juiz das garantias de Galiléia, não aparece em nenhuma das duas. Substituição de comarca vaga e rodízio do juiz das garantias são listas diferentes, feitas por atos diferentes, e uma não se deduz da outra.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Governador Valadares. A consulta específica de Juizados da Comarca responde, com essas palavras, que "não retornou nenhum resultado" — não há unidade de Juizado Especial instalada em Galiléia. A ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, e o artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um em cada uma delas. Em comarca de vara única não há a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Galiléia. O homicídio ocorrido em São Geraldo do Baixio, em Divino das Laranjeiras, em Sapucaia do Norte ou em Central de Santa Helena é julgado no Fórum Alcebíades Freitas Pinto, por jurados sorteados na comarca. Esse inquérito de homicídio também não sai daqui, e a razão está dois blocos abaixo.
Execução penal
Não há unidade prisional em Galiléia, em Divino das Laranjeiras nem em São Geraldo do Baixio, e essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como não há presídio no território, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca e o processo de execução vai com ele. A unidade mais próxima é o Presídio de Conselheiro Pena, na Avenida João Siqueira, 45, Bairro São Luís, a 24 km — e é a mesma Conselheiro Pena de onde Galiléia se desmembrou em 1948 e que figura em primeiro e em segundo lugar nas duas tabelas de substituição. Depois dela, a 63 km, estão as duas unidades de Governador Valadares: a Penitenciária Francisco Floriano de Paula e o Presídio de Governador Valadares. Progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Galiléia, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). É a parte que pega a família de surpresa: o processo viaja atrás do corpo, sem aviso a ninguém. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º: estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Galiléia, em Divino das Laranjeiras, em São Geraldo do Baixio, em Sapucaia do Norte ou em Central de Santa Helena correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ: a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação de servidores e cadastramento de processos, foi de 7 a 11 de maio de 2018.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Galiléia é o mais simples que o estado conhece: par recíproco de mão dupla com Itanhomi, na 6ª Região. A tabela se lê em duas linhas seguidas, e a coluna que importa é a quinta, intitulada "JUIZ DAS GARANTIAS DE" — ela diz de quem a comarca da linha é juiz das garantias, não quem é o dela. A linha de Galiléia informa que a Vara Única de Galiléia é juiz das garantias da Vara Única de Itanhomi; a linha seguinte, que a Vara Única de Itanhomi é juiz das garantias da Vara Única de Galiléia. Por ser recíproco, o par dá a mesma resposta lido nos dois sentidos — e é exatamente por isso que ele não serve de modelo para o resto do estado: em ciclo de três, ler a própria linha como se fosse a resposta troca as pontas. As duas comarcas são de primeira entrância e as duas são de vara única. Para quem é investigado em Galiléia isso significa que prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário ou telefônico, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Itanhomi — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui, por força do artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025, e a atuação do juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares: o inquérito de homicídio de Galiléia não vai a Itanhomi, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026).

OAB — Subseção

Nome
Galiléia não é sede de subseção da OAB/MG
Estrutura
Galiléia não é sede de subseção da OAB/MG e não tem sala da Ordem registrada. A relação oficial de setores, unidades e subseções da OAB/MG tem 240 rótulos de subseção e nenhuma linha com o nome de Galiléia — nem como subseção, nem como sala em fórum de outra subseção, que é a forma como comarca pequena costuma aparecer ali. O Guia Judiciário, por sua vez, não devolve bloco "Ordem dos Advogados do Brasil" para esta comarca, nem na consulta de órgãos nem na que reúne todos os dados. As duas subseções mais próximas com sede publicada são Conselheiro Pena, a 24 km (Avenida Getúlio Vargas, 2024, Centro, telefone (33) 3261-1277, conselheiropena@oabmg.org.br), e Governador Valadares, a 63 km (Rua Marechal Floriano, 716, Centro, telefone (33) 3271-7805, governadorvaladares@oabmg.org.br). Qual das duas atende a comarca de Galiléia é pergunta que esta ficha não responde: a relação de salas não traz a jurisdição de cada subseção e a página institucional de subseções da OAB/MG recusa leitura automatizada.
Ressalva
Um dado prático que a mesma relação entrega e que interessa a quem tem parente preso: a subseção de Conselheiro Pena mantém parlatório na Avenida João Siqueira, 45, Bairro São Luís — que é o endereço do Presídio de Conselheiro Pena, a unidade mais próxima de Galiléia. O atendimento ali é "de acordo com demanda de agendamentos", e não em horário fixo. A subseção de Governador Valadares mantém unidades na Penitenciária Francisco Floriano de Paula e no Presídio de Governador Valadares, das 12h às 18h.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6), a 63 km — não há vara federal em Galiléia, e a comarca deixou de ter competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026.
Justica trabalho
Foro de Governador Valadares (TRT-3) — três Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre os três municípios da comarca, mais o Posto Avançado de Aimorés.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Galiléia, em Divino das Laranjeiras nem em São Geraldo do Baixio. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo endereço de cada unidade, que é o método correto — em Minas há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho, de modo que buscar pelo nome da unidade erra nos dois sentidos. Pela varredura de endereços, as unidades mais próximas estão todas na 8ª Região Integrada de Segurança Pública: o Presídio de Conselheiro Pena (sigla PRCPE), na Avenida João Siqueira, 45, Bairro São Luís, em Conselheiro Pena, a 24 km, com telefones (33) 3261-1511 e 98454-2099; a Penitenciária Francisco Floriano de Paula (PFFP), na Avenida Principal, s/nº, Bairro Vila Nova Floresta, e o Presídio de Governador Valadares (PRGVR), na Rua Soldado Edson Veloso, s/nº, Bairro Santos Dumont II, os dois em Governador Valadares, a 63 km; o Presídio de Aimorés (PRAMR), na Rua do Camilão, 82, Centro, a 98 km; e o Presídio de Mantena (PRMTN), na Rua dos Operários, 249, Bairro Santo Antônio, a 131 km. A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura judiciária: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição onde houver penitenciária. Na região inteira a única penitenciária é a de Governador Valadares — de modo que a obrigação se aciona lá, e nem Galiléia nem Conselheiro Pena, que tem presídio, ganham vara especializada por isso.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada por esta leva. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de busca por nome sem resultado: vem de varredura do texto integral da relação estadual, município por município e endereço por endereço, para os três municípios da comarca. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje.

Defensoria Pública Estadual

Panorama
Não há unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais em Galiléia, e o Guia Judiciário não registra sala da Defensoria no Fórum Alcebíades Freitas Pinto — nem na consulta de órgãos da comarca nem na que reúne todos os dados numa página só. Para o acusado sem advogado em processo criminal, a consequência prática é que a defesa vem por nomeação do juízo (defensor dativo, art. 263 do Código de Processo Penal) ou por atendimento remoto da unidade regional, e não por um plantão instalado na cidade.
Ressalva
A unidade que atende esta comarca NÃO foi determinada. A relação oficial de unidades da Defensoria (defensoria.mg.def.br/unidades/) responde 200 depois de um redirecionamento e não menciona Galiléia em lugar nenhum: a única unidade da região que a página nomeia é a de Governador Valadares, e o documento não publica a lista de municípios que cada unidade atende. Isso é ausência de dado publicado, não ausência de atendimento — a ficha não afirma que a comarca é atendida por Governador Valadares, ainda que seja a hipótese geograficamente óbvia, porque em Minas há comarca atendida por unidade que não é a da capital regional. Quem precisa de defensor deve perguntar na Direção do Foro, que funciona no mesmo balcão da Vara Única, ou ligar para a central da Defensoria.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Galiléia integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Governador Valadares, que é a maior lista da 6ª Região em número de municípios — mais de cinquenta, de Aimorés a Virgolândia. Não há vara federal em Galiléia, e os três municípios da comarca estão na mesma subseção. Na tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais o município sai grafado "Galiléia*": nessa publicação o asterisco marca área de atuação dos Oficiais de Justiça, e não competência jurisdicional. O mesmo sinal, no PDF da portaria que trata da competência delegada, quer dizer outra coisa — confundir os dois é erro de leitura de fonte, não de direito. Vale notar que a mesma tabela publica "São Geraldo do Baixo", sem o i, repetindo uma grafia que já estava errada na lei estadual de 1953.
Competência delegada
Galiléia NÃO tem competência federal delegada. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 arrola as comarcas estaduais em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e Galiléia está na segunda, na linha da Subseção de Governador Valadares, ao lado de Governador Valadares, Itanhomi, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí. Na mesma subseção conservam a delegada Aimorés, Conselheiro Pena, Mantena, Resplendor, Rio Vermelho, São João Evangelista, Tarumirim e Virginópolis. A consequência prática é direta e é a pergunta que mais chega: a ação contra o INSS de quem mora em Galiléia — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural — não se ajuíza mais na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, na Subseção de Governador Valadares, a 63 km. E aqui está a armadilha mais cruel do quadro: a comarca vizinha mais próxima, Conselheiro Pena, a 24 km, CONSERVA a delegada. Duas comarcas de primeira entrância e vara única, uma nascida da outra, separadas por vinte e quatro quilômetros, com respostas opostas à mesma pergunta. A delegada não se deduz da vizinhança, nem do tamanho, nem do par de garantias — Itanhomi, que faz par recíproco com Galiléia, perdeu junto; Conselheiro Pena, que é onde está o presídio, não.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a cessação é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento deve conferir nos autos, não presumir.
Contexto
A tabela de subseções judiciárias e a tabela da competência delegada respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra aqui. Estar na Subseção de Governador Valadares diz onde fica a Justiça Federal de Galiléia; a Portaria Presi nº 170/2026 diz se o juiz estadual de Galiléia pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é "Governador Valadares"; a segunda é "não".

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Governador Valadares (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Os três municípios da comarca — Galiléia, Divino das Laranjeiras e São Geraldo do Baixio — vão ao Foro de Governador Valadares, que tem três Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de mais de quarenta municípios: a 1ª Vara, criada pela Lei nº 3.492, de 18 de dezembro de 1958; a 2ª, pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992; e a 3ª, pela Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003 — todas com a jurisdição fixada pelas Resoluções Administrativas nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, e nº 85, de 12 de maio de 2011. O foro mantém ainda o Posto Avançado de Aimorés, com a mesma abrangência.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca repartida entre três foros diferentes. Galiléia não é um desses casos: a comarca vai inteira para Governador Valadares, os três municípios juntos. A coincidência é útil de explicar — para a reclamação trabalhista, a pergunta "qual é a minha comarca" e a pergunta "qual é o meu foro do trabalho" apontam para a mesma região, por caminhos jurídicos que nada têm em comum. Vale a advertência de distância: o trabalhador rural de São Geraldo do Baixio, que está a 21 km do fórum estadual, tem de ir a Governador Valadares para a reclamação trabalhista.

Segurança Pública

Panorama
Um território de 720 km² com 8,64 habitantes por quilômetro quadrado, uma vara só, sem presídio e sem unidade de Juizado Especial instalada, a 377 km da capital. O desenho produz um efeito específico e mensurável: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica aqui, mas nem a fase de investigação nem a execução de quem está preso ficam. A investigação sai por ato do Tribunal, para Itanhomi. A execução sai pelo lugar onde o preso foi recolhido: Conselheiro Pena a 24 km, Governador Valadares a 63 km, Aimorés a 98 km, Mantena a 131 km. É o oposto do que acontece em comarca pequena com presídio, onde a população sob jurisdição do juiz não se mede pela população da cidade. Aqui a conta é inversa, e o custo cai sobre a família: deslocamento para visitar, deslocamento para acompanhar o processo e, no caso previdenciário, deslocamento a Governador Valadares porque a competência delegada cessou.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente fora do rodízio do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — o que na prática significa que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui, no Fórum Alcebíades Freitas Pinto, e não em Itanhomi. Para as mulheres de Sapucaia do Norte, de Central de Santa Helena, de São Geraldo do Baixio e de Divino das Laranjeiras vale o mesmo: o pedido é nesta comarca.
Ressalva
A delegacia de polícia que atende Galiléia NÃO foi determinada em fonte oficial. A página de unidades da Polícia Civil de Minas Gerais (policiacivil.mg.gov.br/pagina/unidades) traz Galiléia no seletor de municípios, com o identificador interno 1287, mas a lista de unidades é montada por script no navegador e não se lê por requisição direta: as tentativas em /api/unidades e em /unidades/municipio/1287 devolveram HTTP 404, e a própria página com o parâmetro de município devolve o mesmo conteúdo genérico. Que exista atendimento de polícia judiciária na cidade é quase certo — a comarca é sede e a cidade tem fórum, hospital e cartórios —, mas endereço, telefone e natureza da unidade (delegacia própria, posto ou atendimento por delegacia regional de Conselheiro Pena ou Governador Valadares) não foram confirmados, e a ficha não os inventa. Para registro de ocorrência sem urgência, a Delegacia Virtual da Polícia Civil de Minas Gerais funciona por internet em todo o estado; para urgência, o 190 e o 197.
Contexto
Duas coisas que a comarca não tem e que mudam a rotina de um processo criminal aqui. A primeira é instituto médico-legal: não há IML no município, e o único estabelecimento de saúde da cidade com atendimento hospitalar e centro cirúrgico é o Hospital Imaculada Conceição, na Rua Berilo, 153, no Centro — é para lá que vai a vítima de lesão corporal, e é do prontuário dele que costuma sair a base do exame de corpo de delito quando a perícia direta não é possível no prazo. A segunda é unidade prisional: não havendo presídio, não há carceragem para custódia prolongada na cidade, o que faz do deslocamento a Conselheiro Pena, a 24 km, parte da rotina da prisão em flagrante — a audiência de custódia, note-se, é decidida pelo juiz das garantias de Itanhomi, e não pelo juiz da comarca onde a prisão aconteceu. Nenhuma das duas afirmações sobre perícia é conclusão de fonte pericial: o que está provado é a inexistência de IML na relação de estabelecimentos de saúde do município e a existência do hospital, com o seu código no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Cartórios

Estrutura
Sete serventias na relação do Guia Judiciário, distribuídas pelos cinco lugares da comarca, e a sede concentra três delas — o que para uma comarca com 6 mil habitantes na sede é mais desagregado que a média mineira, onde a acumulação de atribuições numa mesma serventia é a regra. Em Galiléia estão o Registro de Imóveis de Galiléia (Rua Berilo, 235, Centro, CEP 35250-000, telefone (33) 99988-0735), o Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Galiléia (Rua Ary Machado, 588, Centro, CEP 35250-000, telefone (33) 99179-7365) e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Galiléia (Praça São Pedro, 08-A, Centro, CEP 35250-000, telefone (33) 99822-2186). Nos outros dois municípios, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Divino das Laranjeiras (Praça Anacleto Falci, 290, Centro, CEP 35265-000, telefones (33) 98702-0537 e 99852-7557) e o Registro Civil com Atribuição Notarial de São Geraldo do Baixio (Avenida Messias Gonçalves, 698, Centro, CEP 35258-000, telefone (33) 99953-5804). Nos distritos, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Central de Santa Helena e o Registro Civil com Atribuição Notarial de Sapucaia do Norte. A possibilidade de acumular atribuições numa mesma serventia vem do artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022.
Ressalva
Três observações de fonte, e nenhuma delas é conclusão. A serventia do distrito de Central de Santa Helena sai publicada com o mesmo endereço, o mesmo CEP e um telefone em comum com a do município de Divino das Laranjeiras — Praça Anacleto Falci, 290, CEP 35265-000, celular (33) 99852-7557 —, embora o distrito esteja a 17 km da sede da comarca e o município a 61 km. A serventia do distrito de Sapucaia do Norte sai com o mesmo endereço e o mesmo telefone do Tabelionato da sede, na Praça São Pedro, 08-A. E o Registro de Títulos e Documentos da sede traz no campo "Fax" o mesmo número de celular que publica como telefone, razão pela qual ele não é reproduzido aqui como fax. A ficha registra o que a fonte publica e não conclui daí que essas serventias funcionem no mesmo balcão nem que não funcionem: confirme antes de mandar alguém a Central de Santa Helena ou a Sapucaia do Norte.

Saúde Pública

Panorama
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde registra doze estabelecimentos em Galiléia, e a lista interessa a esta ficha por três razões: é onde se faz o atendimento da vítima de lesão corporal, é onde se documenta a incapacidade que vira ação previdenciária e é onde se acompanha o dependente químico cuja internação ou cujo tratamento aparece em processo criminal. O único com atendimento hospitalar e centro cirúrgico é o Hospital Imaculada Conceição (CNES 2102714), de esfera estadual, na Rua Berilo, 153, Centro, CEP 35250-000, telefone (33) 3244-1205 — fica na mesma rua do Registro de Imóveis e a dois passos do Fórum. No mesmo endereço funcionam a Secretaria Municipal de Saúde (CNES 6814573) e uma UBS 24 Horas (CNES 9007296), as duas com o telefone (33) 3244-1723. A saúde mental tem porta própria: o CAPS Galiléia (CNES 8304351), na Rua Ary Machado, 599, Centro — endereço da mesma rua do Registro de Títulos e Documentos. A atenção básica é feita por três equipes de Saúde da Família e um Centro de Especialidades: a ESF João Lopes de Mello (CNES 5497124), na Rua Doutor Cid Lopes Teixeira, 347, Centro; a ESF João Teixeira Cotta (CNES 5497795), na Avenida Oito de Dezembro, 877, Centro; o Centro de Especialidades (CNES 2102560), na Avenida Oito de Dezembro, 863, Centro; e — o dado que mais importa para a jurisdição — a ESF José Delones Soares (CNES 2102277), na Rua Tiradentes, no DISTRITO de Sapucaia do Norte, que é a única unidade de saúde fora da sede e atende os 22 km de estrada que separam o distrito do fórum. Completam a relação a Farmácia de Minas (CNES 2940787), na Avenida Oito de Dezembro, 837, dois laboratórios de análises clínicas — o Cedilab (CNES 5994918), na Rua Coronel Faria, 446, e o Laboratório Galiléia (CNES 7057474), na Rua Berilo, 153 — e uma clínica médica privada na Rua Coronel Farias, 446.
Contexto
Quatro leituras jurídicas desta lista. A primeira: não há instituto médico-legal nem serviço de perícia oficial no município, e não há estabelecimento de tipo médico-legal na relação — o exame de corpo de delito de uma lesão ocorrida aqui depende de perícia deslocada ou de prova documental do atendimento hospitalar. A segunda: o laudo e o prontuário do Hospital Imaculada Conceição e das três equipes de Saúde da Família são a base documental mais comum da ação de auxílio por incapacidade e da aposentadoria por invalidez — e essa ação, desde a Portaria Presi nº 170/2026, não se ajuíza mais na Vara Única desta comarca, mas na Subseção Judiciária de Governador Valadares, a 63 km. A terceira: o CAPS é a referência para o laudo que instrui pedido de internação involuntária, medida de segurança e substituição de pena por tratamento, matéria que em comarca de vara única cai na mesma vara que julga o crime. A quarta: nenhuma unidade prisional fica no município, de modo que o atendimento de saúde do preso desta comarca acontece na estrutura da comarca onde ele está recolhido — Conselheiro Pena ou Governador Valadares —, e não nesta rede.
Ressalva
A relação foi lida na API de dados abertos do Ministério da Saúde pelo código de município, não por nome, e os doze registros vieram todos com endereço em Galiléia. Os campos de telefone do cadastro saem em formatos diferentes entre si (com e sem parênteses, com e sem espaço) e dois estabelecimentos não publicam telefone nenhum; os números foram reproduzidos como estão. O cadastro não é fonte de horário de funcionamento, de disponibilidade de leito nem de especialidade médica em serviço, e a ficha não afirma nada disso. Endereço de cadastro de saúde muda sem aviso: confirme antes de deslocar alguém.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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