Cidade de MG

Itanhomi

Itanhomi tem 11.128 habitantes (Censo 2022) em 488,8 km² no Vale do Rio Doce, a 312 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, criada pela Lei estadual nº 1.039/1953 e instalada em 15 de maio de 1955, é de primeira entrância e tem uma vara só — a Vara Única, no Fórum Laudelino Brás —, que acumula cível, criminal, infância, Tribunal do Júri e execução penal. Respondem a ela Itanhomi e Capitão Andrade, mais os distritos de Edgard Melo e São Francisco do Jataí. Não há unidade prisional no território: por isso a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade — Tarumirim, a 23 km, ou Governador Valadares, a 55 km —, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e o que fica aqui é a execução de quem responde solto. O juiz das garantias é o da Vara Única de Galiléia, em par recíproco fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e o rodízio não alcança os crimes dolosos contra a vida. A Justiça Federal é a Subseção de Governador Valadares e a comarca NÃO tem competência federal delegada: a ação previdenciária vai à Justiça Federal.

UF
MG
Porte
micro
População
11.128 hab.

Para questões judiciais em Itanhomi (MG), o juízo competente é da Comarca de Itanhomi — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Itanhomi/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Itanhomi/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Itanhomi: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história institucional de Itanhomi tem uma inversão que quase nenhuma cidade de Minas repete: ela foi mãe de vizinhos que depois a engoliram. O povoado de Queiroga surgiu por volta de 1890, quando a descoberta de terras férteis puxou gente para a margem do rio Doce, e a primeira capela ficou de pé em 1906. Dois anos depois chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas, e em torno das estações nasceram os núcleos que se tornariam outros municípios. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, elevou Queiroga a distrito com o nome de Itanhomi e, no mesmo ato, criou o município — cinco distritos desmembrados de Caratinga: Itanhomi, Floresta, Cuieté, Tarumirim e Lajão. A instalação foi em 14 de março de 1926. Desses cinco nomes saíram, com o tempo, Alvarenga (a antiga Floresta), Conselheiro Pena (o antigo Lajão), Tumiritinga (a antiga Cachoeirinha), Sobrália (a antiga Itaúba) e Tarumirim. E foi Tarumirim que virou o jogo: pelo Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o município de Itanhomi foi EXTINTO e seu território anexado a Tarumirim como simples distrito, enquanto Cuieté, Floresta e Lajão foram para Conselheiro Pena. Itanhomi passou dez anos sem existir como município, figurando nos quadros territoriais de 1939 a 1948 como distrito da filha. A Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, o recriou, desmembrado de Tarumirim, e a instalação foi no primeiro dia de 1949. Só então vem a comarca: a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, a criou sob o número 125 na Divisão Administrativa e Judiciária do quinquênio 1954-1958, e o Guia Judiciário dá a instalação em 15 de maio de 1955. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou os distritos de Capitão Andrade, que era o povoado do Café, e de Edgard Melo, que herdou o nome velho de Queiroga. Em 27 de abril de 1992, pela Lei estadual nº 10.704, Capitão Andrade se desmembrou e virou município — e continuou na comarca. É por isso que a comarca de Itanhomi, nascida com um município em 1953, tem dois hoje sem nunca ter sido ampliada: o segundo saiu de dentro do primeiro.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 178,8 milhões, e a lavoura responde por uma fração pequena dele em valor — R$ 5,9 milhões na Produção Agrícola Municipal do mesmo ano — mas por uma fração grande da paisagem e do emprego informal. Dentro dessa lavoura a concentração é quase total: o café em grão arábica soma R$ 4,9 milhões, ou 83% de tudo o que se colhe no município. Depois dele, a distância é enorme — milho com R$ 502 mil, banana em cacho com R$ 237 mil, feijão com R$ 99 mil, laranja com R$ 78 mil, mandioca com R$ 58 mil e cana-de-açúcar com R$ 18 mil. Uma monocultura de valor num território de 488 km² com 22,76 habitantes por quilômetro quadrado desenha o tipo de conflito que chega ao fórum de uma comarca assim: contrato de parceria e arrendamento rural, safra dada em garantia, disputa de posse e de divisa, acidente de trabalho na colheita e vínculo de emprego rural discutido a 55 km, no Foro de Governador Valadares. E desenha também o calendário: o pico da colheita do café concentra em poucas semanas a circulação de dinheiro e de trabalhador de fora, com o que isso traz de ocorrência policial e de reclamação trabalhista meses depois.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Itanhomi precisa de três respostas, e elas ficam em três cidades diferentes. A primeira é a mais simples: a Justiça Estadual está aqui. Uma vara única, no Fórum Laudelino Brás, decide o divórcio, o inventário, a guarda, a dívida, o furto, o tráfico e o homicídio de quem mora em Itanhomi, em Capitão Andrade, em Edgard Melo ou em São Francisco do Jataí. A segunda resposta é a que mais surpreende, e é criminal: a fase de investigação saiu da cidade. Desde 25 de agosto de 2025, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário ou telefônico, acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é preso em Itanhomi são decididos pelo juiz da Vara Única de Galiléia, no rodízio do juiz das garantias — exceto quando o crime é doloso contra a vida, quando é violência doméstica ou quando é de menor potencial ofensivo, hipóteses em que tudo permanece com o juiz daqui. O cartório, note-se, não muda: a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Itanhomi, e o juiz das garantias para de atuar no instante em que a denúncia é oferecida. A terceira resposta é previdenciária e é um "não": a comarca perdeu a competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026, e a ação contra o INSS não se ajuíza mais na vara desta cidade — vai à Subseção Judiciária de Governador Valadares. Quem já tem processo em curso na vara estadual deve conferir nos autos antes de presumir qualquer coisa: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 preserva no juízo estadual as ações ajuizadas antes de 2020, e a regra do acervo formado depois disso não está com texto publicado que esta ficha possa citar.

Patrimônio

O prédio que concentra a vida jurídica da cidade é o Fórum Laudelino Brás, na Rua Francisco de Abreu Mafra, 80, no Centro, e nele funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, a Central de Conciliação, o CEJUSC e a Contadoria. A dois passos, na Praça da Matriz, nº 30, está o Tabelionato de Notas e Protesto e Registro Civil das Pessoas Naturais — o endereço informa a geografia antiga da cidade, porque a matriz é herdeira da capela de 1906 que oficializou o povoado de Queiroga. Na Praça Vanessa Gomes de Carvalho, no bairro Cidade Nova, está o Registro de Imóveis, que é onde se resolve a papelada das terras de café. Quanto a quem foi Laudelino Brás, nenhuma das fontes oficiais consultadas para esta ficha o identifica, e a ficha não arrisca a atribuição. O outro traço de patrimônio é ferroviário e não é edifício: a Estrada de Ferro Vitória a Minas passou por aqui em 1908 e foi a razão de existirem, hoje, meia dúzia de municípios em volta.

Curiosidades

Itanhomi guarda um caso raro de município que foi apagado do mapa pela própria filha. Tarumirim nasceu distrito de Itanhomi em 1923 e, quinze anos depois, pelo Decreto-lei estadual nº 148 de 1938, recebeu o território da mãe inteiro, que passou a ser um distrito seu. Foram dez anos de inversão, até a Lei nº 336 de 1948 desmembrar Itanhomi de Tarumirim e devolver-lhe a autonomia. A coincidência institucional fecha o círculo de um modo que ninguém planejou: hoje Tarumirim é a terceira da lista oficial de comarcas que Itanhomi substitui quando aquela vaga, a 23 km; é lá que está a unidade prisional mais próxima, onde corre a execução penal de boa parte dos presos da comarca; e a comarca de Tarumirim conserva a competência federal delegada que Itanhomi perdeu. A outra curiosidade é de nome: o povoado original se chamava Queiroga e perdeu o nome em 1923, quando virou Itanhomi — mas o nome não morreu, foi transferido em 1962 ao distrito de Edgard Melo, que a Lei nº 2.764 registra num lugar como "ex-Queiroga" e, páginas depois, como "ex-Alto Queiroga". Dois nomes antigos para o mesmo distrito, na mesma lei.

Educação e cidadania

Onde ir, em Itanhomi e fora dela. Ação de família, inventário, cobrança, processo criminal, Júri e execução de quem responde solto: Vara Única, Fórum Laudelino Brás, Rua Francisco de Abreu Mafra, 80, Centro. Medida da fase de investigação — prisão preventiva, busca e apreensão, custódia, acordo de não persecução: juiz das garantias na Vara Única de Galiléia, com o processo fisicamente na secretaria daqui. Execução penal de quem está recolhido: na comarca da unidade prisional, Tarumirim ou Governador Valadares, e não nesta. Aposentadoria, auxílio por incapacidade e BPC contra o INSS: Justiça Federal, Subseção de Governador Valadares, porque a competência delegada cessou. Reclamação trabalhista: Foro de Governador Valadares, TRT da 3ª Região. Advogado de plantão e estrutura de apoio: sala da subseção de Governador Valadares dentro do próprio Fórum de Itanhomi, das 12h às 18h. Certidão, escritura, protesto e registro de imóvel: as duas serventias da sede, mais as de Capitão Andrade, Edgard Melo e São Francisco do Jataí. Três advertências sobre esta lista. A primeira é que ela vale para a data de verificação, e competência delegada e par de garantias mudam por portaria, sem aviso a quem mora aqui. A segunda é que o que esta ficha não afirma não é o mesmo que não existir: não foi possível determinar qual unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais atende a comarca, nem localizar Sala do Ministério Público ou Cartório Eleitoral no fórum pela fonte consultada, e ausência numa relação oficial não é prova de ausência do serviço — pergunte na Direção do Foro. A terceira é o que este site é: página de escritório de advocacia particular, não órgão público e não canal oficial de atendimento. Para dado vinculante, procure a fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

A pergunta que mais chega a um escritório criminal de uma comarca sem presídio não é sobre a pena: é sobre onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e Itanhomi não tem unidade prisional. Isso significa que a pessoa condenada nesta comarca e recolhida passa a ter a progressão de regime, a remição, o livramento condicional, a unificação de penas e a falta disciplinar decididos pelo juízo da comarca onde a unidade fica — o Presídio de Tarumirim, a 23 km, ou as unidades de Governador Valadares, a 55 km. E o artigo 3º da mesma portaria manda o juízo declinar da competência e remeter os autos a cada nova transferência, sem que ninguém avise a família. É a razão pela qual um pedido de progressão pode aparecer parado: ele está em outro fórum, em outra cidade, e quem foi procurar no fórum de Itanhomi não o encontra. O caminho inverso também é verdade e é alívio quando se aplica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está solto no juízo da comarca da residência. Pena restritiva de direitos, regime aberto, sursis e livramento de quem mora aqui ficam na Vara Única de Itanhomi, que trabalha com o SEEU desde a semana de 7 a 11 de maio de 2018.

Dados do município

Gentílico
itanhomense
Mesorregião
Vale do Rio Doce
Microrregião
Governador Valadares
Área (km²)
488.843
População (Censo 2022)
11.128
Densidade demográfica (hab/km²)
22.76

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Itanhomi como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Itanhomi/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Itanhomi
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 15 de maio de 1955 como data de instalação da comarca, e a criação tem endereço legal: a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a Divisão Administrativa e Judiciária de Minas para o quinquênio de 1954 a 1958, traz a comarca de Itanhomi sob o número 125, formada por um único município — o de número 224, Itanhomi, então listado como cidade. Capitão Andrade, que hoje é o segundo município da comarca, ainda não existia: era terra do próprio Itanhomi e só se tornaria distrito em 1962 e município em 1992. Isto é, a comarca nasceu com um município e ganhou o segundo por dentro, sem nunca mudar de foro. Comarca instalada e em funcionamento; não é caso de comarca criada por lei e por instalar.
Classificação
Primeira entrância. Em Minas isso não é juízo sobre o tamanho da cidade, e sim conta de varas: o Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, põe Itanhomi entre as comarcas de primeira entrância sob o número 79, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-79, e o Guia Judiciário confirma "Entrância: Primeira" no cabeçalho da comarca. Vale a cautela que o Anexo I impõe em todo o estado — ele lista cargos, não varas instaladas —, e aqui os dois números coincidem: o Guia devolve cinco blocos de órgão e um só deles é vara.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única (inh1secretaria@tjmg.jus.br), no Fórum Laudelino Brás. Nos mesmos endereço e telefone funcionam a Administração do Fórum e a Direção do Foro (inhadm@tjmg.jus.br), a Central de Conciliação, o CEJUSC (cejusc.inh@tjmg.jus.br) e a Contadoria/Tesouraria, que abriga também a Distribuição de Feitos (inhcontadoria@tjmg.jus.br). São cinco blocos — abaixo do corte de dez que o Guia aplica —, e a lista não registra neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal. A página de implantações do PJe da comarca confirma a estrutura pelo nome: o único órgão listado é "Vara Única". Três fontes independentes dizem a mesma coisa — o nome do órgão no Guia, a contagem de blocos e a página do PJe.
Endereço
Fórum Laudelino Brás — Rua Francisco de Abreu Mafra, 80, Centro, Itanhomi - MG, CEP 35120-000
Telefone
Jurisdição
Dois municípios e dois distritos respondem a este fórum. O item 139 do Anexo II da LC 59/2001 dá a comarca como Itanhomi e Capitão Andrade, e a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve exatamente isso — sem atraso e sem divergência, o que em Minas não é regra. Capitão Andrade, município autônomo desde 1992, está a 16 km da sede. Os distritos de Itanhomi são dois: Edgard Melo, a 10 km, e São Francisco do Jataí, a 16 km. Quem mora em Capitão Andrade, em Edgard Melo ou em São Francisco do Jataí é investigado, processado e julgado aqui, na Rua Francisco de Abreu Mafra — e, em se tratando de Júri ou de execução penal, nem poderia ser de outro modo: o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que essas duas competências desçam ao nível de distrito judiciário.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Governador Valadares. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não coincidem: na que diz quem substitui Itanhomi, Governador Valadares é a 1ª, a 57 km; na que diz quem Itanhomi substitui, Governador Valadares é a 1ª a 55 km e Tarumirim é a 3ª, a 23 km — sem 2ª nenhuma. São dois quilômetros de diferença para o mesmo par e um ordinal que falta. A ficha registra as duas como estão publicadas e não as reconcilia. Registre-se também que a primeira posição da substituição não é o par do juiz das garantias: são listas diferentes, feitas por atos diferentes, e coincidência entre elas é coincidência.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Governador Valadares, e é só isso que a fonte diz. A ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e, em comarca de vara única, não há a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Itanhomi. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca. Na prática, o homicídio ocorrido em Capitão Andrade, em Edgard Melo ou em São Francisco do Jataí é julgado no Fórum Laudelino Brás, por jurados sorteados na comarca. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui — a razão está no bloco seguinte.
Execução penal
Não há unidade prisional em Itanhomi nem em Capitão Andrade, e essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como a comarca não tem presídio, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca, e o processo de execução vai com ele: a unidade mais próxima é o Presídio de Tarumirim, a 23 km, e em Governador Valadares, a cerca de 55 km, há a Penitenciária Francisco Floriano de Paula e o Presídio de Governador Valadares. Progressão, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Itanhomi, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). É a parte que costuma pegar a família de surpresa: o processo viaja atrás do corpo, sem aviso a ninguém, e quem foi preso a vinte minutos de casa pode ter o benefício decidido em outro fórum. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º: estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Itanhomi, em Capitão Andrade, em Edgard Melo ou em São Francisco do Jataí correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data: a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores e cadastramento dos processos, foi de 7 a 11 de maio de 2018.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Itanhomi é o mais simples dos que existem no estado: par recíproco de mão dupla com Galiléia, na 6ª Região. Lê-se em duas linhas seguidas — a Vara Única de Itanhomi é juiz das garantias da Vara Única de Galiléia, e a Vara Única de Galiléia é juiz das garantias da Vara Única de Itanhomi. As duas comarcas são de primeira entrância e as duas são de vara única. Para o investigado em Itanhomi isso significa que prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Galiléia — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e o juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares: o inquérito de homicídio de Itanhomi não vai a Galiléia, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026).

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Governador Valadares
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h
Estrutura
Itanhomi não é sede de subseção: pertence à subseção de Governador Valadares, que mantém aqui uma sala própria dentro do Fórum. A relação oficial de salas da OAB/MG registra a linha "Governador Valadares — Comarca de Itanhomi", com telefone direto e horário de funcionamento distintos dos da sede da subseção, o que faz dela um espaço de atendimento e não apenas um endereço nominal. A mesma subseção mantém sala na Delegacia de Polícia Civil em Governador Valadares.
Ressalva
Duas observações de fonte. A primeira: o documento da OAB/MG grafa o endereço da sala como "Rua Francisco de Abreu, 80 - Centro - Itanhomi/MG", e o Guia Judiciário situa o Fórum Laudelino Brás na Rua Francisco de Abreu Mafra, 80, mesmo bairro e mesmo número. O logradouro está truncado no PDF, que é de 18 de fevereiro de 2021; a ficha adota o Guia. Fora disso as três colunas fecham entre si — rótulo, município do endereço e e-mail da subseção —, e o telefone tem o mesmo prefixo local do fórum. A segunda: a relação não registra parlatório em Itanhomi, o que aqui é coerente, porque não há unidade prisional no município.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Itanhomi, e a comarca deixou de ter competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026.
Justica trabalho
Foro de Governador Valadares (TRT-3) — três Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre Itanhomi e Capitão Andrade.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Itanhomi nem em Capitão Andrade. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo endereço de cada unidade, que é o método correto — em Minas há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho, de modo que buscar pelo nome da unidade produz resposta errada nos dois sentidos. As unidades mais próximas, pelo endereço, são o Presídio de Tarumirim (sigla PRTMM), na Avenida São José, 521, Centro, em Tarumirim, a 23 km, e duas em Governador Valadares, a cerca de 55 km: a Penitenciária Francisco Floriano de Paula (PFFP), na Avenida Principal, s/n, Bairro Vila Nova Floresta, e o Presídio de Governador Valadares (PRGVR), na Rua Soldado Edson Veloso, s/n, Bairro Santos Dumont II. A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura: o artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária — obrigação que se aciona por penitenciária, e a da região é a de Governador Valadares, não Itanhomi.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada usada pela leva. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto integral da relação estadual, município por município e endereço por endereço, para Itanhomi e para Capitão Andrade. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Governador Valadares (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Itanhomi integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Governador Valadares, a maior lista da 6ª Região em número de municípios — são mais de cinquenta, de Aimorés a Virgolândia. Não há vara federal em Itanhomi. Na tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais o município sai grafado com asterisco, marca que ali significa área de atuação dos Oficiais de Justiça e não competência jurisdicional — o mesmo asterisco, no PDF da portaria que trata da competência delegada, tem outro significado, e confundir os dois é erro de leitura de fonte, não de direito.
Competência delegada
Itanhomi NÃO tem competência federal delegada. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 lista as comarcas estaduais em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e Itanhomi está na segunda, na linha da Subseção de Governador Valadares, ao lado de Governador Valadares, Galiléia, Peçanha e Santa Maria do Suaçuí. Conservam a delegada, na mesma subseção, Aimorés, Conselheiro Pena, Mantena, Resplendor, Rio Vermelho, São João Evangelista, Tarumirim e Virginópolis. A consequência prática é direta e é a pergunta que mais chega: a ação contra o INSS de quem mora em Itanhomi — aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural — não se ajuíza mais na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, na Subseção de Governador Valadares. Note que a delegada não se deduz da vizinhança nem do par de garantias: Tarumirim, a 23 km, conserva; Galiléia, que faz par de garantias com Itanhomi, perdeu junto.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a cessação por instalação de unidade de apoio do TRF6 é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento deve conferir nos autos, não presumir.
Contexto
A tabela de subseções judiciárias e a tabela da competência delegada respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra aqui. Estar na Subseção de Governador Valadares diz onde fica a Justiça Federal de Itanhomi; a Portaria Presi nº 170/2026 diz se o juiz estadual de Itanhomi pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é "Governador Valadares"; a segunda é "não".

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Governador Valadares (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
Itanhomi e Capitão Andrade vão os dois ao Foro de Governador Valadares, que tem três Varas do Trabalho com jurisdição idêntica sobre a mesma lista de mais de quarenta municípios: a 1ª Vara, criada pela Lei nº 3.492, de 18 de dezembro de 1958; a 2ª, pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992; e a 3ª, pela Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003 — todas com a jurisdição fixada pelas Resoluções Administrativas nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, e nº 85, de 12 de maio de 2011. O foro mantém ainda o Posto Avançado de Aimorés, com a mesma abrangência.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca partida entre três foros diferentes. Itanhomi não é um desses casos: a comarca vai inteira para Governador Valadares, os dois municípios juntos. É uma coincidência útil — significa que, para a reclamação trabalhista, a pergunta "qual é a minha comarca" e a pergunta "qual é o meu foro do trabalho" têm a mesma resposta geográfica, ainda que por caminhos jurídicos distintos.

Segurança Pública

Panorama
Município de 488 km², dois distritos e pouco mais de onze mil habitantes, a 312 km da capital, com uma vara só para tudo e sem presídio dentro do território. O desenho produz um efeito específico: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica, mas a carga de execução penal se dispersa. Quem é condenado aqui e preso cumpre pena em Tarumirim ou em Governador Valadares, e passa a ter os benefícios decididos lá; quem responde solto fica sob o juiz daqui. É o inverso do que se vê em comarca pequena com presídio, onde a população carcerária sob jurisdição não se mede pela população da cidade. Aqui a conta é a oposta, e a consequência prática para a família é o deslocamento: a 23 km em um caso, a 55 km no outro, e o processo de execução no fórum de destino.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente fora do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — quer dizer que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Itanhomi, e não em Galiléia.

Cartórios

Estrutura
Cinco serventias na relação do Guia Judiciário, distribuídas pela comarca inteira. Na sede, duas: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Itanhomi (Praça Vanessa Gomes de Carvalho, 2, Cidade Nova, CEP 35120-000, telefone (33) 3231-2919) e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Itanhomi (Praça da Matriz, 30, Centro, CEP 35120-000). No outro município da comarca, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Capitão Andrade (Rua Fernando Rosa de Farias, 434, São Geraldo, CEP 35123-000, telefone (33) 3231-9148). Nos distritos, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Edgard Melo (Praça Oscar Antônio da Silva, s/n, Centro, CEP 35122-000, telefone (33) 3231-1217) e o Registro Civil com Atribuição Notarial de São Francisco do Jataí. A acumulação de atribuições numa mesma serventia da sede é autorizada pelo artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, e explica por que uma comarca deste tamanho aparece com duas serventias e não com seis.
Ressalva
O Registro Civil com Atribuição Notarial de São Francisco do Jataí sai na relação oficial com o mesmo endereço, o mesmo CEP e o mesmo telefone do Tabelionato da sede — Praça da Matriz, 30, Centro. A ficha reproduz o que a fonte publica e não conclui daí que a serventia do distrito funcione na sede nem que não funcione: confirme antes de mandar alguém a São Francisco do Jataí. E o Guia publica um número de celular no campo "Fax" do Registro de Imóveis da sede, que por isso não é reproduzido aqui como fax.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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