História
Dores de Campos nasceu tarde para o padrão do Campo das Vertentes. O verbete do IBGE, adaptado de texto da Prefeitura, conta que os bandeirantes dos séculos XVII e XVIII passaram pela região fundando Prados, Tiradentes e São João del-Rei, mas não pararam no território dorense, onde não havia o ouro de aluvião que aflorava nas vizinhas. O núcleo de povoamento só apareceu no século XIX, quando Bernardo Francisco da Silva comprou terras para a agropecuária e se tornou o fundador do lugar. Em 1856 eram cinco casas: a dele e as de quatro filhos. O nome veio de um rancheiro português dos anos de 1830, dono de uma fazenda à beira de uma estrada de tropas perto da confluência do Ribeirão do Patusca com o Rio das Mortes — os tropeiros o apelidaram de "Patusca" pelo gênio folgazão, e o apelido passou ao ribeirão e ao povoado, que se chamou Povoado do Patusca e, depois da capela de Nossa Senhora das Dores, Dores de Patusca. O terreno da cidade era o Pasto do Corredor; em 1899 a viúva do proprietário doou à paróquia o que restava vago, e a paróquia passou a vender e aforar os lotes. Na formação administrativa, o Decreto estadual nº 41, de 15 de abril de 1890, tirou o distrito de Tiradentes e o passou a Prados, e foi então que recebeu o nome de Dores de Campos. O município foi criado pelo Decreto-Lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938. A emancipação política não trouxe foro próprio: Dores de Campos saiu de Prados como município e continuou em Prados como jurisdição, e assim está até hoje — a comarca tem exatamente dois municípios, a antiga sede e o antigo distrito.