História
A história de Lagoa Dourada começa com uma imagem literal, não com uma metáfora. O verbete do IBGE conta que o grupo de bandeirantes chefiado por Oliveira Leitão — o mesmo que se descambou para Tiradentes e São João del-Rei — chegou à região por volta de 1652 e batizou o lugar de Alagoas; o nome mudou depois "por haver nesta localidade uma lagoa que tinha grande quantidade de ouro e o ouro refletia na superfície da água, em formato de uma nata". O arraial foi fundado em 1715, por garimpeiros, e nessa época pertencia ao município de São José del Rei, depois chamado Tiradentes, na Comarca do Rio das Mortes. Em 1750 tornou-se Distrito de Paz, condição confirmada pelo decreto de 14 de julho de 1832 e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. Há aqui um detalhe de nascimento que a ficha da vizinha Prados registra e vale repetir: sob a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Prados foi criada, em 1738, a capela de Santo Antônio de Lagoa Dourada — quer dizer, no papel, Lagoa Dourada nasceu dependente de Prados, e o padroeiro de hoje é o santo daquela capela de 1738. Em 1892 Lagoa Dourada passou de fato a pertencer ao município de Prados. A emancipação veio na virada dos anos 1910, e é o ponto em que a fonte se contradiz: o verbete diz "Somente em 1912, em virtude da Lei Estadual nº 556, foi elevada à categoria de município, pelo decreto de 30 de agosto de 1911, desmembrando-se do município de Prados" — uma lei de 1912 executada por decreto de 1911, o que não fecha. A ficha registra as duas datas como a fonte as publica. Depois disso o território se moveu duas vezes: pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, Lagoa Dourada ADQUIRIU o distrito de Casa Grande, transferido de Conselheiro Lafaiete; e pela Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, Casa Grande foi elevada à categoria de cidade e desmembrou-se de Lagoa Dourada. Hoje o município tem um único distrito, o da sede.