Cidade de MG

Guarani

Guarani tem 7.714 habitantes (Censo 2022) em 264,2 km² na Zona da Mata mineira, a 273 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG foi instalada em 15 de novembro de 1948 — antes disso a cidade era termo da comarca de Pomba — e é de primeira entrância, com uma vara só: a Vara Única, no Fórum Governador José Francisco Bias Fortes, que acumula cível, criminal, infância, Tribunal do Júri e execução penal. Respondem a ela Guarani e Piraúba, sem nenhum distrito judiciário. Não há unidade prisional no território: a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade — Rio Pomba, Ubá ou Juiz de Fora —, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e a de quem responde solto fica aqui. O juiz das garantias é o da Vara Única de Rio Novo, a cerca de 20 km, em par recíproco fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. A Justiça Federal é a Subseção de Juiz de Fora e a comarca NÃO tem mais competência federal delegada, de modo que a ação contra o INSS sai daqui. A Justiça do Trabalho é a Vara do Trabalho de Ubá e a subseção da OAB/MG é a de São João Nepomuceno. Nenhuma unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais declara atender este município.

UF
MG
Porte
micro
População
7.714 hab.

Para questões judiciais em Guarani (MG), o juízo competente é da Comarca de Guarani — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Guarani/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Guarani/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Guarani: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Guarani é a história de um nome que demorou a assentar e de uma jurisdição que demorou a chegar. Entre 1830 e 1840 sertanistas se fixaram nas montanhas em torno do rio Pomba; por volta de 1849 os fazendeiros ergueram uma capela dedicada ao Divino Espírito Santo na colina onde hoje está a igreja matriz, e o lugar virou arraial. Chamou-se Cemitério, chamou-se Espírito Santo do Rio Pomba, chamou-se Espírito Santo. Só em 25 de outubro de 1881 a Lei Provincial nº 2.848 fixou o nome atual, mudando a denominação do distrito — que existia desde a Lei Provincial nº 969, de 3 de junho de 1859, subordinado ao município de Pomba — para Guarani. A emancipação veio em 30 de agosto de 1911, pela Lei estadual nº 556, cujo inciso XXXVIII criou o município "formado do distrito do mesmo nome, com as mesmas divisas, desmembrado do município do Pomba". A instalação foi em 25 de março de 1914, e é essa data que o calendário forense da comarca ainda reconhece como feriado municipal. O IBGE registra a elevação à condição de cidade pela Lei estadual nº 893, de 10 de setembro de 1925 — informação que esta ficha não conseguiu conferir no texto primário. A jurisdição chegou depois, e por degraus. No quadro da divisão territorial para 1944-1948, fixado pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, Guarani aparece no anexo das "circunscrições exclusivamente judiciárias" não como comarca, mas como TERMO — o termo nº 149, da comarca nº 116, Pomba. Termo era o degrau intermediário da organização judiciária antiga: tinha juiz, não tinha autonomia. A promoção veio em 15 de novembro de 1948, data que o Guia Judiciário registra como instalação da comarca, e em 1953 a Lei estadual nº 1.039 já trazia a comarca nº 108, Guarani — com um município só, o próprio Guarani. O segundo município da comarca veio de fora. Piraúba nasceu distrito de Pomba, criado pela lei estadual nº 89, de 4 de junho de 1890, e foi elevado a município pela mesma Lei nº 1.039 de 1953 — que o pôs na comarca de Rio Pomba, não na de Guarani. Quando e por qual ato Piraúba passou para cá é a lacuna que esta ficha declara: o que se sabe é que o Anexo II da LC 59/2001 já a traz no item 119, ao lado de Guarani. E há uma coincidência que explica meio século de confusão de nomes na região: a mesma Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que reorganizou a divisão judiciária logo depois da instalação desta comarca, foi a que mudou o nome do município de Pomba para Rio Pomba.

Economia

O Produto Interno Bruto de Guarani em 2023 foi de R$ 226.180 mil, pelo IBGE. Para 7.714 habitantes isso dá algo perto de vinte e nove mil reais por pessoa ao ano — número que, num município sem indústria de porte, diz mais sobre a folha do setor público e sobre a agropecuária do que sobre riqueza circulante. A lavoura tem um perfil que foge do lugar-comum da Zona da Mata. O valor total da produção agrícola municipal de 2023, pela Produção Agrícola Municipal do IBGE, foi de R$ 3.687 mil, e o produto mais valioso não é o café: é o FUMO em folha, com R$ 784 mil. O café arábica vem logo atrás, com R$ 775 mil, quase empatado. Depois vêm frutas, e em quantidade: tangerina (R$ 530 mil), manga (R$ 446 mil), mandioca (R$ 312 mil), milho em grão (R$ 182 mil), feijão (R$ 169 mil), cana-de-açúcar (R$ 125 mil), maracujá (R$ 116 mil), tomate (R$ 89 mil), goiaba (R$ 69 mil), banana em cacho (R$ 50 mil) e abacate (R$ 40 mil). São catorze culturas com valor declarado num município de 264 km² — economia rural pulverizada, de propriedade pequena e de mão de obra familiar, e não de monocultura. Isso tem consequência jurídica direta e é, na prática, o tipo de caso que mais chega de cidade assim: segurado especial, aposentadoria rural por idade, salário-maternidade da trabalhadora rural, auxílio por incapacidade de quem trabalha na roça. E é justamente esse conjunto de ações que deixou de poder ser ajuizado no fórum da cidade, porque a competência federal delegada de Guarani cessou. Quem vive da lavoura aqui passou a ter de ajuizar contra o INSS em Juiz de Fora. Fora da lavoura, a economia formal tem duas portas locais: o Setor de Tributos e Cadastros da Prefeitura, na Praça Antônio Carlos, 10, para IPTU, ISS e certidão negativa municipal, e a Sala Mineira do Empreendedor, parceria com o Sebrae Minas e a Jucemg, para abertura, alteração e baixa de empresa e para alvará — o que evita, para o microempreendedor, a viagem a Ubá ou a Juiz de Fora. A água e o esgoto são de autarquia municipal, o SAEG, e não de concessionária estadual, o que muda o regime de cobrança da conta de água.

Panorama jurídico

Quem mora em Guarani ou em Piraúba tem um fórum na esquina e cinco respostas diferentes para cinco perguntas diferentes, e é essa dispersão que define a vida jurídica daqui. O que fica na cidade: toda a jurisdição estadual. A Vara Única do Fórum Governador José Francisco Bias Fortes instrui e julga o cível, o criminal, a infância e juventude, preside o Tribunal do Júri e executa a pena de quem responde solto. Medida protetiva de urgência da Lei Maria da Penha é pedida e decidida aqui, porque a violência doméstica está fora do rodízio do juiz das garantias. Inquérito de homicídio também fica, pelo mesmo artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025. O que sai da cidade na fase de investigação: tudo o mais. Prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, acordo de não persecução penal e audiência de custódia são decididos pelo juiz da Vara Única de Rio Novo, a cerca de 20 km, num par recíproco de mão dupla que a Portaria Conjunta nº 1.818/2026 confirmou sem alterar. A secretaria, porém, continua sendo a daqui: o processo não muda de prédio, muda de juiz — e a competência do juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O que sai da cidade depois da condenação: a execução de quem está preso. Sem unidade prisional no território, a guia de recolhimento vai ao juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 — Rio Pomba, Ubá ou Juiz de Fora —, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar a cada transferência. Progressão, remição e livramento passam a ser decididos lá. O parágrafo único do mesmo artigo 1º devolve para cá a execução de quem está solto. O que nunca foi da cidade: o trabalhista, que é da Vara do Trabalho de Ubá desde a Lei nº 7.471 de 1986, e o federal, que é da Subseção de Juiz de Fora. E o que deixou de ser da cidade: o previdenciário contra o INSS, que era julgado aqui pela competência federal delegada e não é mais, por força da Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6. Essa é a mudança recente mais concreta para quem vive aqui, e ela não foi comunicada de porta em porta: veio por portaria. Some-se a isso o que não há: nenhuma unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais declara atender este município, e a subseção da OAB é a de São João Nepomuceno, a 32 km, com sala mantida na cidade. Numa comarca assim, a defesa de quem não pode contratar advogado depende de nomeação pelo juízo.

Patrimônio

O patrimônio visível de Guarani é o da sua própria formação. A igreja matriz está na colina próxima ao rio Pomba, no lugar onde os fazendeiros ergueram por volta de 1849 a primeira capela, dedicada ao Divino Espírito Santo — a devoção que deu à povoação dois dos seus quatro nomes, Espírito Santo do Rio Pomba e Espírito Santo. A malha urbana antiga é a da ferrovia: o arraial se espalhou ao longo dos trilhos que margeavam o rio Pomba, e a Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurada na região em 1886, é o marco que os verbetes dos dois municípios da comarca compartilham. O município mantém hino próprio, publicado pela Prefeitura, e um calendário de festas com duas âncoras: o Arraiá Municipal e a Fusqueata de Guarani, encontro de fuscas que em 2026 chegou à décima segunda edição — evento raro num município deste porte e que a Prefeitura divulga como atração regional. Esta ficha não afirma tombamento nem proteção legal de nenhum desses bens: não foi consultada a relação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais nem a do Iphan, e ausência de consulta não é ausência de tombamento.

Curiosidades

Três coisas de Guarani que parecem erro e não são — e uma que é erro mesmo. A primeira: a cidade teve quatro nomes e o atual é o mais recente, de 1881. Cemitério foi um deles, e por mais fúnebre que soe, é topônimo comum no interior mineiro do século XIX, ligado ao primeiro campo santo do arraial. A segunda: a comarca é mais nova que o município em trinta e quatro anos. O município é de 1911; a comarca, de 1948. Entre uma data e outra, Guarani foi TERMO da comarca de Pomba — um degrau que não existe mais na organização judiciária mineira e que, lido como se fosse comarca, produz jurisdição histórica errada. A terceira: o município que hoje divide a comarca com Guarani já foi de outra comarca. Piraúba entrou na divisão de 1953 como município da comarca de Rio Pomba — e Rio Pomba, por sua vez, só passou a se chamar assim em 1948; antes era Pomba, a mesma comarca de que Guarani era termo. E o erro: o verbete do IBGE deste município afirma que a estrada de ferro chegou "em 1833" — uma data anterior ao distrito, anterior ao nome e anterior à primeira ferrovia do Brasil. O verbete de Piraúba, o vizinho, data a chegada da Leopoldina na região em 1886. Provavelmente um algarismo trocado; certamente não é fonte para nenhuma das duas datas. Some-se que o próprio IBGE declara, como fonte desse histórico, um sítio comercial de turismo.

Educação e cidadania

O mapa prático de Guarani, endereço por endereço. Ação de família, inventário, cobrança, processo criminal, Júri e execução penal de quem responde solto: Vara Única, Fórum Governador José Francisco Bias Fortes, Avenida Vereador Jésus Ladeira, 880, Nova Guarani, telefone (32) 3575-3901. Boletim de ocorrência e flagrante: Delegacia de Polícia Civil de Guarani, Rua Dr. José Augusto, 99, Centro, telefone (32) 3575-1201. Emergência: 190. Medida da fase de investigação — prisão preventiva, busca e apreensão, custódia, acordo de não persecução: juiz das garantias na Vara Única de Rio Novo, com o processo fisicamente na secretaria daqui. Execução penal de quem está recolhido: na comarca da unidade prisional — Rio Pomba, Ubá ou Juiz de Fora —, e não nesta. Aposentadoria, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade e BPC contra o INSS: Justiça Federal, Subseção de Juiz de Fora, porque a competência delegada cessou. Atendimento administrativo do INSS: 135 ou Meu INSS. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Ubá, TRT da 3ª Região. Advogado e estrutura de apoio: sala da subseção da OAB/MG de São João Nepomuceno na comarca de Guarani, Rua Vinte e Cinco de Março, 142, Centro, das 12h às 18h; sede da subseção em São João Nepomuceno, telefone (32) 3261-2494. Certidão, escritura, protesto e registro de imóvel: Registro de Imóveis na Avenida Avelino Sarmento, 59; Tabelionato de Notas e Registro Civil na Rua Getúlio Vargas, 110; Tabelionato de Protesto na Rua Getúlio Vargas, 18; e, em Piraúba, o Registro Civil com Atribuição Notarial na Rua Opemá, 77. CadÚnico, BPC e acompanhamento social: CRAS, Praça Antônio Carlos, 10, telefone (32) 3575-1694, de segunda a sexta das 8h às 17h. Tributos municipais e certidão negativa: Setor de Tributos e Cadastros, mesma praça. Saúde 24 horas: Pronto Atendimento Municipal, Rua Dr. José Ladeira Pinto, s/n, Sossego. Três advertências sobre este mapa, e elas não são formalidade. A primeira: ele vale para a data de verificação, e as duas coisas que mais mudam — competência federal delegada e par do juiz das garantias — mudam por portaria, sem aviso a quem mora aqui; confira antes de contar prazo ou de viajar. A segunda: o que esta ficha não afirma não é o mesmo que não existir. Nenhuma unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais declara atender este município, e ainda assim isso não significa que não haja assistência jurídica gratuita: significa que ela não está declarada, e que na prática mineira ela costuma vir por advogado nomeado pelo juízo. Do mesmo modo, não foi possível confirmar a promotoria de justiça com endereço, o cartório eleitoral, o Conselho Tutelar nem a unidade da Polícia Militar — pergunte na Direção do Foro ou na Prefeitura. A terceira: este site é página de escritório de advocacia particular, não é órgão público e não é canal oficial de atendimento. Para dado vinculante, procure a fonte primária citada em cada bloco.

Segurança e fronteira

Guarani tem uma delegacia de polícia civil, na Rua Dr. José Augusto, 99, Centro, e nenhuma unidade prisional. Não há delegacia especializada — nem de mulheres, nem de homicídios, nem de tóxicos — e o município vizinho da comarca, Piraúba, não tem delegacia nenhuma pela consulta oficial da PCMG. O efeito disso sobre uma prisão em flagrante é uma sequência de três comarcas. O auto é lavrado na delegacia da cidade; a audiência de custódia é decidida pelo juiz das garantias de Rio Novo; e, se o preso for recolhido, ele sai do município — o presídio mais próximo é o de Rio Pomba, na Rua Messias Pereira Bahia, 63, a menos de trinta quilômetros, e depois vêm o de Ubá e o complexo de Juiz de Fora, onde ficam as penitenciárias da região e o CERESP. A partir do recolhimento, é o juízo da comarca da unidade que decide progressão, remição e livramento, e o processo de execução viaja a cada transferência. Para a família, isso significa que a visita e o acompanhamento do processo passam a ser feitos em outra cidade, sem aviso e sem transporte público organizado para esse fim. É o oposto do que acontece em comarca pequena com presídio, onde a população sob jurisdição não se mede pela população da cidade. Aqui a conta é inversa: a carga que a Vara Única instrui e julga fica, a carga de execução se dispersa por três comarcas. E há uma assimetria cruel embutida: quem responde em liberdade resolve tudo a pé, no fórum da Avenida Vereador Jésus Ladeira; quem é preso passa a depender de deslocamento para tudo — inclusive para falar com advogado, já que o parlatório da OAB mais próximo fica dentro do Presídio de Ubá e é por agendamento.

Dados do município

Gentílico
guaraniense
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Ubá
Região intermediária (IBGE)
Juiz de Fora
Área (km²)
264.194
População (Censo 2022)
7.714
Densidade demográfica (hab/km²)
29.2

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Guarani como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Guarani/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Guarani
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 15 de novembro de 1948 como data de instalação da comarca, e essa data marca uma promoção, não um nascimento: antes dela Guarani já tinha juízo, mas não tinha comarca. O Anexo nº 1 do Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943 — o quadro da divisão territorial para o quinquênio de 1944 a 1948, sob o título "CIRCUNSCRIÇÕES EXCLUSIVAMENTE JUDICIÁRIAS", com as colunas Comarcas e Termos — registra a comarca nº 116, Pomba, formada por dois termos: o nº 148, Pomba, e o nº 149, Guarani. Termo é degrau intermediário da organização judiciária antiga, com juiz próprio e sem autonomia de comarca, e ler "termo" como "comarca" produz jurisdição histórica errada. Cinco anos depois o degrau foi vencido: a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou a divisão para o quinquênio de 1954 a 1958, já traz no quadro das circunscrições judiciárias a comarca nº 108, Guarani, e nela um único município, o nº 198, Guarani. É comarca instalada e em funcionamento; não é caso de comarca criada por lei e por instalar.
Classificação
Primeira entrância, e em Minas isso é conta de varas, não juízo sobre o tamanho da cidade: o artigo 8º, II, da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, classifica como de primeira entrância a comarca que tem apenas uma vara instalada. O Anexo I dessa lei, no item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, que é a lista das comarcas já instaladas e fecha em 171, põe Guarani sob o número 70, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-70. O Guia Judiciário confirma no cabeçalho: "Entrância: Primeira". Valem aqui as duas cautelas que o estado impõe. A primeira é que o Anexo I lista CARGOS, não varas instaladas — e neste caso os dois números coincidem, porque o Guia devolve cinco blocos de órgão e só um deles é vara. A segunda é que o antigo artigo 10 da LC 59, que distribuía juízes comarca por comarca, está inteiramente revogado pelo artigo 13, I, "a", da Lei Complementar nº 166, de 2022: lê-lo como vigente já fez comarca de vara única aparecer com o dobro de juízes. Hoje o quantitativo é matéria de resolução do Tribunal, pelo artigo 10, § 1º, na redação da LC nº 174, de 2024.
Estrutura
Uma vara para tudo. O órgão judicante da comarca é a Vara Única (gni1secretaria@tjmg.jus.br), instalada no Fórum Governador José Francisco Bias Fortes. No mesmo endereço e no mesmo telefone funcionam a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro e a Sala da Administração (gniadm@tjmg.jus.br); o Arquivo Judicial, que o Guia arrola como bloco próprio e para o qual não publica e-mail; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC (cejusc.gni@tjmg.jus.br); e a Contadoria/Tesouraria, que abriga também a Distribuição de Feitos (gnicontadoria@tjmg.jus.br). São cinco blocos, abaixo do corte de dez que o Guia aplica por página — e a prova de que não há sexto bloco escondido não é a página 2, que devolve o mesmo conteúdo da página 1, e sim o bloco PAGINADOR do HTML, que aqui volta vazio. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, o Tribunal do Júri e a execução penal. Note-se que o prefixo dos e-mails institucionais é "gni", que não se deduz do nome da cidade: em Minas o prefixo é atribuído e tem de ser copiado verbatim da fonte.
Endereço
Fórum Governador José Francisco Bias Fortes — Avenida Vereador Jésus Ladeira, 880, Nova Guarani, Guarani - MG, CEP 36160-000
Telefone
Telefone alternativo
Feriados forenses
O Guia publica quatro feriados municipais para 2026 nesta comarca: 25 de março, 25 de maio, 4 de junho e 5 de junho. O primeiro é o aniversário da instalação do município, em 25 de março de 1914. Feriado municipal suspende prazo processual na comarca, e é por isso que a data entra nesta ficha: quem conta prazo de fora do município erra aqui quatro vezes por ano.
Jurisdição
Dois municípios respondem a este fórum e nenhum distrito judiciário. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia devolve duas linhas, e as duas saem com o atributo colspan="2" — que é o único critério confiável para distinguir município de distrito nessa tabela, porque pelo texto é impossível: Guarani, como sede, e Piraúba, a 11 km. O item 119 do Anexo II da LC 59/2001 diz o mesmo, "Guarani, Piraúba", sem atraso e sem divergência, o que em Minas não é regra. Quem mora em Piraúba é investigado, processado e julgado aqui, na Avenida Vereador Jésus Ladeira. A história desse par é o contrário do que a geografia sugere: Piraúba nasceu distrito de Pomba, criado pela lei estadual nº 89, de 4 de junho de 1890, e reconhecido pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891; foi elevado a município pela mesma Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que consolidou a comarca de Guarani — e nessa lei Piraúba foi para a comarca de Rio Pomba, sob o nº 397, não para a de Guarani. Isto é: a comarca começou com um município só e recebeu o segundo de outra comarca, em data que esta ficha não afirma porque não a encontrou em ato.
Ressalva distâncias
A coluna "Distância Capital" desta consulta não é confiável aqui e não foi usada: Piraúba, que está a 11 km da sede, sai com 262 km até Belo Horizonte, onze quilômetros MENOS que os 273 km da própria sede. O defeito é conhecido no Guia e aparece em outras comarcas do estado. A ficha usa só a coluna "Distância Comarca".
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por Rio Novo. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não coincidem em nada além da primeira posição. Na tabela de quem substitui Guarani: Rio Novo, 1ª, a 20 km; Rio Pomba, 2ª, a 32 km; São João Nepomuceno, 3ª, a 32 km; Mercês, 4ª, a 55 km; Matias Barbosa, 5ª, a 102 km. Na tabela de quem Guarani substitui: Rio Novo, 1ª, a 23 km; Rio Pomba, também 1ª, a 27 km; Mercês, 2ª, a 58 km; Matias Barbosa, 3ª, a 90 km; São João Nepomuceno, também 3ª, a 32 km. São duas comarcas com o ordinal 1º, duas com o ordinal 3º, e divergências de 3 km para Rio Novo, 5 km para Rio Pomba, 3 km para Mercês e 12 km para Matias Barbosa no mesmo par. A ficha registra as duas como estão publicadas e não as reconcilia. Registre-se ainda que a primeira posição da substituição coincidir com o par do juiz das garantias, como aqui coincide, é coincidência: são listas feitas por atos diferentes, e uma não se deduz da outra.
Juizado especial
O cabeçalho da comarca informa Grupo Jurisdicional JESP: Ubá — e a consulta específica de Juizados da comarca responde "sua consulta não retornou nenhum resultado", isto é, o Guia não registra unidade de Juizado Especial instalada em Guarani. O que a fonte diz é só isso, e a ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal. Na prática do foro, em comarca de vara única as causas do Juizado correm na própria Vara Única, mas essa é afirmação de rotina e não de fonte, e por isso fica fora do bloco.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, e em comarca de vara única não existe a dúvida que existe nas de duas ou três varas: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz de direito da Vara Única de Guarani. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, proíbe que o Júri e a execução penal desçam ao nível de distrito judiciário — aqui a proibição é abstrata, porque a comarca não tem distrito judiciário nenhum. Na prática: o homicídio ocorrido em Piraúba é julgado no Fórum Governador José Francisco Bias Fortes, por jurados sorteados entre os dois municípios da comarca, que somam pouco mais de quinze mil habitantes. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui, por razão que o bloco do juiz das garantias explica.
Execução penal
Não há unidade prisional em Guarani nem em Piraúba, e é essa ausência que desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como a comarca não tem presídio, quem é preso aqui cumpre pena em outra comarca e o processo de execução vai com ele: a unidade mais próxima, pelo endereço, é o Presídio de Rio Pomba, na comarca vizinha, a 27 ou a 32 km conforme a tabela do Guia que se leia; há também o Presídio de Ubá, na cidade que é polo da região imediata; e o complexo de Juiz de Fora, onde estão as duas penitenciárias da região, o centro de remanejamento provisório e a casa do albergado. Progressão, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Guarani, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). É a parte que costuma pegar a família de surpresa: o processo viaja atrás do corpo, sem aviso a ninguém, e quem foi preso a vinte minutos de casa pode ter o benefício decidido em outro fórum. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º: estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Guarani ou em Piraúba correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data: a preparação estava prevista para maio de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores, cadastramento dos processos e lançamento dos atos processuais, foi de 4 a 8 de junho de 2018.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Guarani é o mais simples dos sete catalogados no estado: par recíproco de mão dupla com Rio Novo, na 3ª Região. Lê-se em duas linhas seguidas da tabela, lida pela grade do PDF — a Vara Única de Guarani é juiz das garantias da Vara Única de Rio Novo, e a Vara Única de Rio Novo é juiz das garantias da Vara Única de Guarani. As duas comarcas são de vara única e as duas são de primeira entrância: Rio Novo é o item 142 do Anexo I da LC 59, com o cargo JPE-142. Isso importa porque a coluna que declara a entrância do par nessa tabela já foi pega errando de forma recíproca em outro par do estado; aqui ela acerta, e a ficha conferiu pelo Anexo I, não pela coluna. Para o investigado em Guarani, o efeito é concreto: prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia são decididos pelo juiz de Rio Novo, a cerca de 20 km — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui, pelo artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025, e a competência do juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares: o inquérito de homicídio de Guarani não vai a Rio Novo, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026).
Pares de garantias nao mudaram
Uma conferência que costuma sair errada e aqui foi feita direito: para saber se o par mudou, compara-se a portaria alteradora com o TEXTO ORIGINAL da PC 1.709, nunca com o consolidado — o consolidado reproduz a tabela vigente duas vezes, e quem compara uma seção com a outra conclui sempre "não mudou". No original da PC 1.709, publicado no Diário do Judiciário eletrônico de 26 de agosto de 2025, a 3ª Região já trazia as mesmas duas linhas recíprocas de Guarani e Rio Novo. Portanto a PC 1.818/2026 não alterou este par — e isto está dito com a fonte certa, não com a fonte cômoda.
Escala de impedimento
Há uma segunda tabela, menos lida, que responde outra pergunta: quem cobre quando o próprio juiz das garantias está impedido. É o Anexo II da PC 1.709, que agrupa as comarcas em microrregiões e pareia as microrregiões duas a duas. Guarani está na MICRORREGIÃO XLIV, ao lado de Bicas, Mar de Espanha, Matias Barbosa, Rio Novo e São João Nepomuceno, e essa microrregião é pareada com a MICRORREGIÃO XXV, que tem uma comarca só: Juiz de Fora. Note-se que o par de garantias, Rio Novo, está dentro da mesma microrregião — o rodízio e a escala de impedimento apontam para o mesmo vizinho em primeiro grau, e a saída em segundo grau é a capital regional, onde ficam também a Justiça Federal e as penitenciárias.
Sistemas processuais
A página de implantações do PJe do TJMG lista para esta comarca um único órgão, "Vara Única", e duas datas por competência: 18 de março de 2019 para todas as classes de natureza cível que tramitam na Justiça comum e no sistema dos Juizados Especiais Cíveis e suas Turmas Recursais, pelo Aviso Conjunto nº 2/CGJ/2018; e 15 de maio de 2020 para as classes cíveis regidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020. A classe criminal não figura nessa página, e a ficha não afirma em que sistema tramita o processo criminal desta comarca — diz apenas que a execução penal está no SEEU desde junho de 2018 e que o PJe, na página oficial, está declarado para o cível e para a infância.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de São João Nepomuceno
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h na sala da comarca de Guarani
Estrutura
Guarani não é sede de subseção da OAB/MG, e a subseção a que pertence não é nenhuma das cidades que respondem as outras perguntas desta ficha: é São João Nepomuceno, a 32 km. A relação oficial de salas da OAB/MG registra a linha "São João Nepomuceno — Comarca de Guarani", com endereço na Rua Vinte e Cinco de Março, 142, Centro, em Guarani, horário de funcionamento das 12h às 18h e o e-mail da subseção. A sede da subseção fica na Rua Barão de São João, 200, Centro, em São João Nepomuceno, com telefone (32) 3261-2494, e a mesma subseção mantém sala na Delegacia de Polícia Civil de São João Nepomuceno, na Rua Capitão Braz, 109, das 14h às 16h, e sala no Fórum da sede, na Praça dos Expedicionários, 35.
Ressalva
Duas observações de fonte, e a primeira é importante para quem vai presencialmente. O endereço que a OAB/MG dá para a sala de Guarani — Rua Vinte e Cinco de Março, 142, Centro — NÃO é o endereço do Fórum, que o Guia Judiciário situa na Avenida Vereador Jésus Ladeira, 880, no bairro Nova Guarani. As duas coisas podem conviver (sala fora do fórum é comum em subseção que atende comarca vizinha), mas a ficha não conclui que a sala funcione dentro do fórum nem que tenha mudado de lugar: o documento da OAB/MG é de 18 de fevereiro de 2021 e a coerência interna de uma linha desse PDF é condição necessária e não suficiente — já se provou linha coerente consigo mesma e com endereço vencido. A linha de Guarani, de resto, fecha entre si: rótulo com o nome da comarca, município do endereço igual ao da comarca, e-mail da subseção declarada e DDD 32, o mesmo do fórum. A segunda observação: a relação não registra parlatório em Guarani, o que aqui é coerente, porque não há unidade prisional no município. Registra parlatório em Ubá, na Rua Antenor Machado, 316, Centro — que é exatamente o endereço do Presídio de Ubá na relação do Depen-MG, e isso serve de segunda fonte independente para o endereço da unidade.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Juiz de Fora (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Guarani, e a comarca deixou de ter competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026, de modo que a ação previdenciária vai a Juiz de Fora.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Ubá (TRT-3), com jurisdição sobre dezenove municípios, entre eles Guarani e Piraúba.
INSS
Não há agência da Previdência Social no município pelas fontes consultadas; o atendimento é por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.
Receita federal
A ficha não afirma qual unidade de atendimento da Receita Federal jurisdiciona o município; a rota de unidades de atendimento de Minas Gerais no portal gov.br respondeu HTTP 404.
Detran
A página de unidades de atendimento do Detran-MG não nomeia Guarani, e a ficha não afirma a qual Ciretran o município responde.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Guarani nem em Piraúba. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida no texto integral e pelo ENDEREÇO de cada unidade, que é o método correto em Minas: aqui há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho, de modo que buscar pelo nome da unidade produz resposta errada nos dois sentidos. Buscando por endereço, nenhuma unidade tem sede em Guarani ou em Piraúba.
Unidades mais proximas
A mais próxima é o Presídio de Rio Pomba, sigla PRRPB, na Rua Messias Pereira Bahia, 63, Bairro São José, em Rio Pomba, telefones (32) 3571-2083 e 3571-1279 — comarca vizinha, a 27 ou 32 km de Guarani conforme a tabela do Guia que se leia. Depois vem o Presídio de Ubá, sigla PRUBA, na Rua Antenor Machado, 316, Centro, em Ubá, telefone (32) 3532-1209, cujo endereço é confirmado de forma independente pela relação de parlatórios da OAB/MG. E há o complexo de Juiz de Fora, todo no Bairro Linhares: a Penitenciária José Edson Cavalieri, sigla PJEC, na Rua Diva Garcia, 3351, telefone (32) 3218-5301, com Anexo Masculino Semiaberto e Anexo Feminino Eliane Betti no mesmo endereço; a Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, sigla PPACP, também na Rua Diva Garcia, 3351; o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional de Juiz de Fora, o CERESP, na Rua da Passagem, s/n, telefone (32) 3214-7723; e a Casa do Albergado José Alencar Rogedo, na Rua Leopoldo Schimitz, 148, Centro, telefone (32) 3215-7793, que é a unidade de regime aberto da região.
Efeito de estrutura
A distinção entre "presídio" e "penitenciária" não é de tamanho: é de regime e destinação, pela Lei de Execução Penal, e tem efeito de estrutura judiciária. O artigo 10, § 3º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 174, de 7 de junho de 2024, obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver PENITENCIÁRIA — obrigação acionada por penitenciária, não por presídio. As penitenciárias da região estão em Juiz de Fora; Rio Pomba e Ubá têm presídio. Comarca com presídio executa pela vara que tem, sem direito a vara especializada; comarca sem unidade nenhuma, como esta, não executa a pena de quem está recolhido.
Visita e parlatório
A relação do Depen-MG não publica dia nem regra de visita das unidades, e a ficha não inventa horário — quem vai visitar deve confirmar por telefone na própria unidade. O que está publicado em fonte oficial independente é onde fica o parlatório da OAB: em Ubá, dentro do Presídio de Ubá, na Rua Antenor Machado, 316, atendendo "de acordo com demanda de agendamentos"; e em Juiz de Fora, em três pontos — no CERESP, na Rua da Passagem, s/n; na Penitenciária Ariosvaldo de Campos Pires e na Penitenciária José Edson Cavalieri, as duas na Rua Diva Garcia, s/n, Linhares —, todos por agendamento. Em Guarani não há parlatório registrado, o que é coerente com a ausência de unidade prisional.
Ressalva
A fonte está congelada. O portal do Depen-MG está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026, e o que se leu foi a cópia arquivada do texto integral da relação estadual. "Sem unidade no município" é uma frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela aqui não vem de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto inteiro, endereço por endereço, para Guarani e para Piraúba. Ainda assim, ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. A relação também protege os e-mails das unidades por script, de modo que nenhum e-mail prisional é publicado aqui.

Ministério Público Estadual

Panorama
O Guia Judiciário do TJMG é a fonte que, em muitas comarcas de Minas, fura a lacuna e publica a Sala do Ministério Público dentro do fórum, com endereço e telefone. Nesta comarca ele não a publica: os cinco blocos devolvidos são Administração do Fórum, Arquivo Judicial, CEJUSC, Contadoria/Tesouraria e Vara Única, e nenhum deles é do Ministério Público. Isso não nega a existência de promotoria de justiça na comarca de Guarani — comarca instalada tem promotoria —, apenas não a confirma com endereço, telefone e e-mail. A ficha registra a lacuna em vez de preenchê-la: o portal do Ministério Público de Minas Gerais respondeu erro de servidor na rota de comarcas durante esta verificação.
Contexto
Para a rotina criminal desta comarca, o que importa saber é que o promotor natural do Júri é o da própria comarca, e que a denúncia é oferecida aqui mesmo, ainda quando a fase de investigação tenha corrido sob o juiz das garantias de Rio Novo — a competência do juiz das garantias cessa com o oferecimento da denúncia, e nada disso desloca a atribuição do Ministério Público.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Nenhuma unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais declara atender Guarani
Panorama
Este é o achado mais duro desta ficha e o mais consequente para família de preso. A Defensoria Pública de Minas Gerais publica, na página de cada unidade, um campo chamado "Municípios contemplados por esta unidade / comarca". Não é lista genérica: é nominal. Foram lidas as páginas das 129 unidades publicadas no índice oficial — todas as 128 que trazem o campo — e Guarani não aparece em nenhuma delas. A unidade de São João Nepomuceno, que é a subseção da OAB desta comarca e fica a 32 km, contempla Descoberto, Rochedo de Minas e São João Nepomuceno, e nada mais. A de Ubá, que é o foro do trabalho e o grupo do Juizado, contempla Divinésia, Guidoval, Rodeiro, Tocantins e Ubá. A de Juiz de Fora, que é a subseção federal, contempla Chácara, Coronel Pacheco e Juiz de Fora. A de Matias Barbosa contempla Belmiro Braga, Matias Barbosa, Santana do Deserto e Simão Pereira. E assim nas de Santos Dumont, Rio Preto, Palma, Pirapetinga, Leopoldina, Visconde do Rio Branco, Viçosa e Ervália. Nenhuma nomeia Guarani nem Piraúba.
Efeito pratico
Ausência em lista oficial não é prova de ausência do serviço, e a ficha não diz que não há assistência jurídica gratuita nesta comarca — diz o que a fonte diz, que nenhuma unidade se declara responsável por ela. Na prática mineira, comarca sem unidade da DPMG designada é comarca em que a defesa de quem não pode contratar advogado costuma ser feita por advogado nomeado pelo juízo, o dativo, com honorários pagos pelo Estado. Quem procura a Defensoria deve confirmar na unidade mais próxima antes de se deslocar 32 km: a de São João Nepomuceno funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, na Praça Dr. Augusto Glória, 327, Aliança Shopping, sala 317, 3º andar, Centro, telefone (32) 3261-1660, e as áreas que ela declara atender incluem justamente Criminal, Execução Penal, Juizado Criminal e direitos de crianças e adolescentes.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Juiz de Fora (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Guarani e Piraúba integram, os dois, a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Juiz de Fora, que reúne quarenta municípios da Zona da Mata, de Além Paraíba a Volta Grande. Não há vara federal em Guarani nem em Piraúba. Na tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais os dois saem sem asterisco: nessa publicação o asterisco marca área de atuação dos Oficiais de Justiça, e nesta subseção ele aparece em Juiz de Fora, em Chácara e em Coronel Pacheco, não aqui. Vale o aviso de leitura de fonte: o mesmo asterisco, no PDF da portaria que trata da competência delegada, tem outro significado — lá é nota de suspensão de eficácia —, e confundir os dois é erro de fonte, não de direito. A coluna de alterações da tabela da SJMG registra, para a Subseção de Juiz de Fora, "Sem alterações".
Competência delegada
Guarani NÃO tem competência federal delegada. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6, que alterou os Anexos II e III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, lista as comarcas estaduais em duas colunas — as que conservam a competência federal delegada e as que deixaram de possuí-la — e Guarani está na segunda, na linha da Subseção de Juiz de Fora, ao lado de Juiz de Fora, Bicas, Lima Duarte, Mar de Espanha, Matias Barbosa, Mercês, Rio Pomba, Rio Novo, Santos Dumont e São João Nepomuceno. Na mesma subseção conservam a delegada apenas duas comarcas: Além Paraíba e Rio Preto. A linha foi lida pela grade da tabela do PDF oficial, não por texto corrido, porque a leitura por texto corrido cisalha as colunas desse anexo e já produziu dezesseis classificações erradas em outra leva. A consequência prática é direta e é a pergunta que mais chega: a ação contra o INSS de quem mora em Guarani ou em Piraúba — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, auxílio por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural — não se ajuíza mais na Vara Única desta comarca; vai à Justiça Federal, na Subseção de Juiz de Fora. E note-se que a delegada não se deduz de nada: Rio Novo, que faz par de garantias com Guarani, perdeu junto; Rio Preto, que está na mesma subseção e é igualmente comarca de vara única e de primeira entrância, conserva.
Criterio legal
O critério não é discricionário e está declarado no próprio Anexo III: é o artigo 15, inciso III, e o § 2º da Lei nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021. A ficha reproduz a classificação publicada e não refaz a aferição de distância que a sustenta: quem julga essa aferição é o Tribunal, nos autos administrativos do PAe-SEI 0001175-08.2025.4.06.8000, decididos pela Corte Especial Administrativa.
Acervo anterior
O que já está em curso não muda de lugar por causa disso, e a ficha diz isso em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a cessação é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — a ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em andamento deve conferir nos autos, não presumir.
Suspensao nao alcanca guarani
O asterisco do Anexo III tem dono e não é esta comarca: a Decisão PRESI nº 241/2026 suspendeu a eficácia da Resolução Conjunta nº 3/2026 apenas quanto a Poço Fundo e Carandaí, mantendo-as respectivamente nas jurisdições de Pouso Alegre e de Belo Horizonte até a instalação das unidades de apoio de Machado e Barbacena. Guarani não tem asterisco, e portanto a cessação da delegada aqui está em vigor.
Contexto
A tabela de subseções judiciárias e a tabela da competência delegada respondem perguntas diferentes, e é por confundi-las que se erra aqui. Estar na Subseção de Juiz de Fora diz onde fica a Justiça Federal de Guarani; a Portaria Presi nº 170/2026 diz se o juiz estadual de Guarani pode julgar causa previdenciária em nome da União. A primeira resposta é "Juiz de Fora"; a segunda é "não".

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Ubá (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
A reclamação trabalhista de quem trabalha em Guarani ou em Piraúba é ajuizada na Vara do Trabalho de Ubá, criada pela Lei nº 7.471, de 30 de abril de 1986. A jurisdição publicada pelo TRT-3 para essa vara reúne dezenove municípios: Brás Pires, Divinésia, Dores do Turvo, Ervália, Guarani, Guidoval, Guiricema, Mercês, Piraúba, Presidente Bernardes, Rio Pomba, Rodeiro, São Geraldo, Senador Firmino, Silveirânia, Tabuleiro, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco. É uma vara só para os dezenove — a tabela do TRT-3 não arrola segunda vara em Ubá.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca do estado partida entre três foros do trabalho diferentes. Guarani não é um desses casos: os dois municípios da comarca vão juntos para Ubá. Mas a coincidência para por aí, e vale dizer com clareza, porque é fonte de erro de quem mora aqui: o foro do trabalho é Ubá, a subseção federal é Juiz de Fora e a subseção da OAB é São João Nepomuceno. Três cidades, três respostas. Note-se ainda que a lista trabalhista de Ubá inclui Rio Pomba e Mercês, que são comarcas distintas da de Guarani — a jurisdição do trabalho atravessa a divisão judiciária estadual sem pedir licença.
Ressalva
A tabela do TRT-3 publica, para a Vara do Trabalho de Ubá, apenas a lei de criação, sem Resolução Administrativa de fixação de jurisdição — ao contrário de outras varas do mesmo tribunal, cuja linha traz também a resolução. A ficha reproduz o que a tabela publica e não supõe qual ato fixou a lista de dezenove municípios.

Justiça Eleitoral

Panorama
O Guia Judiciário também não registra Cartório Eleitoral no Fórum Governador José Francisco Bias Fortes, e o sítio do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais recusou a leitura automatizada nesta verificação, devolvendo "Access Denied" tanto na página inicial quanto na rota de zonas eleitorais. A ficha, portanto, não afirma o número da zona eleitoral de Guarani nem onde fica o cartório. Quem precisa de título, justificativa ou certidão de quitação eleitoral deve procurar o atendimento do TRE-MG pelos canais oficiais, e quem precisa de certidão de crimes eleitorais para instrução de processo criminal deve pedi-la ao cartório da zona a que o município pertence, cujo número esta ficha não afirma.

Segurança Pública

Panorama
O desenho da segurança pública aqui é simples de descrever e tem uma consequência que a família descobre tarde: tudo o que é apuração fica na cidade e tudo o que é custódia sai dela. Há uma delegacia de polícia civil e uma vara que instrui e julga; não há unidade prisional, não há delegacia especializada, não há sede de batalhão. Quem é preso em flagrante em Guarani tem a prisão apresentada na delegacia da Rua Dr. José Augusto, a custódia decidida pelo juiz de Rio Novo e, se for recolhido, a pena executada pelo juízo de Rio Pomba, de Ubá ou de Juiz de Fora, conforme a unidade de destino. São três comarcas e três etapas para um fato ocorrido a uma quadra do fórum. Quem responde solto, ao contrário, resolve tudo aqui: instrução, julgamento e execução na Vara Única.
Policia militar
A Polícia Militar de Minas Gerais atende o município, mas o número que a ficha publica é o de emergência, 190, e o telefone útil publicado pela própria Prefeitura para a Polícia Militar é também o 190 — não o de um destacamento local. O portal da PMMG não devolveu, nesta verificação, a unidade responsável pelo município nem o endereço do destacamento, e a ficha não afirma qual companhia ou batalhão responde por Guarani.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente FORA do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — o que significa, em termos práticos, que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Guarani, e não em Rio Novo. Não há Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na comarca: o registro é feito na Delegacia de Polícia Civil de Guarani, e o acolhimento social pelo CRAS municipal.
Risco de leitura
Uma cautela de método que vale para quem lê relações de segurança pública em Minas: a relação do Depen-MG agrupa UNIDADES, não municípios, de modo que ela não diz a que Região Integrada de Segurança Pública Guarani pertence. As unidades prisionais de Rio Pomba, de Ubá e de Juiz de Fora citadas nesta ficha estão todas no bloco da 4ª Região Integrada, mas isso é a região DELAS, não necessariamente a do município — e por isso a ficha não afirma a RISP de Guarani.

Polícia Civil

Nome
Delegacia de Polícia Civil de Guarani
Endereço
Rua Dr. José Augusto, 99, Centro, Guarani - MG, CEP 36160-000
Telefone
E-mail
Estrutura
Há delegacia na cidade, e ela é uma só: a Delegacia de Polícia Civil de Guarani, na Rua Dr. José Augusto, 99, Centro, telefone (32) 3575-1201. É delegacia de município pequeno, sem divisão por especialidade — não há Delegacia de Mulheres, de homicídios, de tóxicos nem de idoso nesta comarca, e a busca oficial por município não devolve nenhuma outra unidade aqui. O flagrante lavrado em Guarani é apresentado nessa delegacia, e a audiência de custódia que dele decorre é decidida pelo juiz das garantias de Rio Novo, não pelo juízo daqui.
Pirauba
Em Piraúba, o outro município da comarca, a busca oficial da Polícia Civil por município responde que a cidade não possui delegacia da PCMG. Na prática, a ocorrência de Piraúba é registrada fora do município — em Guarani, a 11 km, ou em Rio Pomba, onde há a Delegacia de Polícia Civil de Rio Pomba, na Rua Severino Costa Vieira, 54, Jardim América —, mas qual das duas recebe o quê não está publicado e a ficha não afirma. Há também, na comarca do par de garantias, a Delegacia de Polícia Civil de Rio Novo, na Rua Arthur Bernardes, 191, Centro, telefone (32) 2104-6066.
Nota de metodo
Registre-se como se chegou a essa resposta, porque a fonte tem uma armadilha que produz falso negativo. A busca de delegacias do portal da PCMG só responde por código interno de município: pedida pelo NOME da cidade, ela devolve "esta cidade não possui delegacias da PCMG" até para Juiz de Fora, que tem várias. Quem consultar pelo nome e publicar o resultado escreve que a cidade não tem delegacia — e estará errado. A consulta desta ficha foi feita pelo código, extraído da própria lista de 853 municípios que o portal embute na página.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Guarani
Endereço
Praça Antônio Carlos, 10, Centro, Guarani - MG
Telefone
E-mail
Site
guarani.mg.gov.br
Estrutura
O Executivo municipal funciona na Praça Antônio Carlos, 10, no Centro, e é dali que saem quase todos os serviços de que o processo precisa fora do fórum: Assessoria Jurídica (juridico@guarani.mg.gov.br, telefone (32) 3575-1622, ramal 202, das 9h às 17h), Secretaria de Administração, Setor de Tributos e Cadastros — que é a porta da certidão negativa municipal e do lançamento de IPTU e ISS, e portanto o primeiro lugar a procurar em matéria tributária municipal —, Secretaria de Fazenda, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Saúde, Secretaria de Infraestrutura Urbana, Secretaria de Agropecuária, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Cultura e Turismo, Controladoria Municipal e o Guaraniprevi, que é o regime próprio de previdência dos servidores do município. O portal publica Diário Oficial eletrônico, Portal da Transparência, e-SIC e Ouvidoria.
Ressalva
O telefone institucional publicado pela Prefeitura, (32) 3112-1687, usa prefixo diferente do 3575 e do 3512 que aparecem em todos os outros equipamentos públicos da cidade, fórum e hospital incluídos. Está publicado assim na página inicial, na página de contato, na página de estrutura organizacional e na de Telefones Úteis do próprio município, e o domínio é oficial (guarani.mg.gov.br), o DDD é o 32 e o endereço confere com a praça central — mas a divergência de prefixo fica anotada, porque portal municipal já foi pego publicando dado de outro município e o cruzamento de prefixo é parte da conferência.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Guarani
Telefone
Estrutura
O Legislativo municipal aparece na estrutura organizacional publicada pelo Executivo e tem telefone próprio na página de Telefones Úteis do município, (32) 3575-1853, com o prefixo local. A Câmara não tem sítio próprio no ar sob nenhum dos três padrões de domínio que Minas usa — nem camaraguarani.mg.gov.br, nem guarani.cam.mg.gov.br, nem www.camaraguarani.mg.gov.br respondem —, e por isso esta ficha não publica endereço nem e-mail institucional da Câmara.

Cartórios

Estrutura
Quatro serventias na relação do Guia Judiciário, três na sede e uma no outro município da comarca. Em Guarani: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Guarani, na Avenida Avelino Sarmento, 59, Centro, CEP 36160-000, telefone (32) 3575-1154; o Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Guarani, na Rua Getúlio Vargas, 110, Centro, CEP 36160-000, telefone (32) 3575-1216; e o Tabelionato de Protesto de Títulos de Guarani, na Rua Getúlio Vargas, 18, Centro, CEP 36160-000, telefone (32) 3575-2589 e fax (32) 3575-2807. Em Piraúba: o Registro Civil com Atribuição Notarial de Piraúba, na Rua Opemá, 77, Centro, CEP 36170-000, telefone (32) 99974-1501.
Observação sobre acumulação
Há aqui uma diferença de desenho que vale notar, porque foge ao padrão da comarca pequena mineira. O artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, autoriza a acumulação de atribuições numa mesma serventia, e é por isso que comarca deste porte normalmente aparece com duas serventias na sede, uma acumulando notas, protesto e registro civil. Em Guarani a divisão é mais fina: o protesto tem tabelionato próprio, separado do tabelionato de notas, e o registro civil está com o de notas. São três portas diferentes na sede para três coisas que em muitas comarcas vizinhas se fazem numa só. Quem vem de fora resolver escritura, protesto e certidão de nascimento no mesmo dia precisa contar com dois endereços na Rua Getúlio Vargas e um na Avenida Avelino Sarmento.
Registro civil
Nascimento, casamento e óbito de Guarani se registram no Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais, na Rua Getúlio Vargas, 110; os de Piraúba, no Registro Civil com Atribuição Notarial de Piraúba, na Rua Opemá, 77. Como o município tem um único distrito, não há registro civil de distrito a procurar — o que em outras comarcas mineiras é a principal fonte de viagem perdida.
Ressalva
Duas notas de leitura da fonte. A primeira: o campo "Fax" do Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais de Guarani traz um número de celular, (32) 99953-1241, e por isso ele não é reproduzido nesta ficha como fax — o Guia publica no campo de fax, em várias comarcas, número que não é de fax. A segunda: o único número publicado para a serventia de Piraúba também é de celular, (32) 99974-1501, sem telefone fixo na relação.

Saúde Pública

Panorama
A rede pública de saúde do município está toda cadastrada no CNES e é razoavelmente completa para o porte, o que importa a esta ficha por dois motivos concretos: exame de corpo de delito e internação de urgência de quem está sob custódia começam em algum desses endereços. O município tem hospital próprio — o Hospital Dr. Armando Xavier Vieira, na Rua Luiz de Abreu Moreira, 42, Bairro Sossego, telefone (32) 3575-1210, com atendimento nos turnos da manhã, tarde e noite — e um Pronto Atendimento Municipal de Guarani, na Rua Dr. José Ladeira Pinto, s/n, Sossego, com atendimento contínuo de 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
Atenção basica
Na atenção básica há duas unidades básicas de saúde e um centro municipal: a UBS Irene Dias de Abreu, na Rua Luiz de Abreu Moreira, s/n, Sossego, telefone (32) 3512-3056; a UBS Dr. Maurício Alvim Dusi, na Praça Prefeito José Carvalho Ornellas, s/n, Nova Guarani — o mesmo bairro do fórum —, telefone (32) 3512-1839; e o Centro Municipal de Saúde de Guarani, na Rua Luiz de Abreu Moreira, 142, Sossego, telefone (32) 3575-1833, no mesmo endereço da Secretaria Municipal de Saúde, cujo telefone cadastrado é (32) 3575-1625.
Zona rural
A zona rural tem dois postos de saúde cadastrados, e é por eles que se conhecem pelo nome as localidades rurais do município: o Posto de Saúde Barcas e o Posto de Saúde de Passa Cinco do Samuel, os dois com endereço declarado como zona rural, CEP 36160-000, atendimento somente pela manhã e sem telefone publicado. Passa Cinco é topônimo antigo da região, citado nas divisas do município na Lei estadual nº 1.039, de 1953.
Apoio diagnostico
Há dois serviços de apoio diagnóstico cadastrados no município: o Laboratório Louis Pasteur, no mesmo endereço do hospital, na Rua Luiz de Abreu Moreira, 42, telefone (32) 3575-1210; e um posto de coleta laboratorial na Rua José Ladeira Pinto, 70, Sossego, telefone (32) 3571-2261, os dois com atendimento somente pela manhã. Não há serviço de medicina legal no município: exame de corpo de delito e necropsia dependem de posto médico-legal fora daqui, e a ficha não afirma qual, porque a fonte consultada não o publica.
Ressalva
Há divergência de telefone entre duas fontes oficiais, e as duas ficam registradas sem reconciliação. O CNES publica (32) 3575-1210 para o Pronto Atendimento Municipal e (32) 3575-1625 para a Secretaria Municipal de Saúde; a página de Telefones Úteis da Prefeitura de Guarani publica (32) 3512-3036 para o Pronto Atendimento e (32) 3512-4728 para a Secretaria de Saúde. Os dois prefixos, 3575 e 3512, são locais e aparecem em outros equipamentos da cidade. Antes de ligar, tente os dois. Registre-se também que esta ficha não publica os consultórios e as farmácias privados que constam do mesmo cadastro, porque identificam profissionais por nome.

Cidadania

Cras
O Centro de Referência de Assistência Social de Guarani atende de segunda a sexta, das 8h às 17h, com telefone (32) 3575-1694 e celular (32) 99906-4421, e dois e-mails publicados: cras@guarani.mg.gov.br e coordenacaocras@guarani.mg.gov.br. O endereço que o município publica para o CRAS é o da própria sede administrativa, Praça Antônio Carlos, 10, Centro. O CRAS é a porta do CadÚnico, do Benefício de Prestação Continuada e do acompanhamento de família em situação de vulnerabilidade — e, numa comarca sem unidade da Defensoria designada, é também onde a família de preso costuma bater primeiro.
Conselho tutelar
Há Conselho Tutelar no município: o próprio portal publica, entre as categorias de documentos oficiais, o "Processo Escolha Unificado - Conselho Tutelar", que é o processo de eleição dos conselheiros. Endereço, telefone e plantão, porém, não estão publicados em nenhuma das páginas consultadas, e a ficha não os inventa.
Defesa civil
A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil funciona na Praça Antônio Carlos, 10, Centro, de segunda a sexta das 8h às 16h, com telefone (32) 3512-0202, celular (32) 99903-4023 e e-mail defesacivil@guarani.mg.gov.br.
Saneamento
A água e o esgoto são de serviço autônomo municipal, o SAEG, na Rua Benedito Valadares, 233, Centro, de segunda a sexta das 8h às 16h, telefone (32) 3575-2330, plantão por WhatsApp no (32) 99941-1583 e e-mail saeg@guarani.mg.gov.br. Serviço de saneamento municipalizado importa a esta ficha porque conta de água emitida por autarquia municipal é dívida municipal, com regime de cobrança e de prescrição diferente do da concessionária estadual.
Sala do empreendedor
A Sala Mineira do Empreendedor, parceria do município com o Sebrae Minas e a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, atende de segunda a sexta das 8h às 16h, com telefone (32) 99907-7968, e responde por abertura, alteração e baixa de empresa, alvará de funcionamento e apoio ao microempreendedor individual. É a porta local para registro empresarial sem viagem a Ubá ou a Juiz de Fora.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Defesa civil municipal
(32) 3512-0202
Pronto atendimento
(32) 3575-1210

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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