História
A história de Rodeiro começa no vale do rio Pomba, na segunda metade do século XVIII. O verbete do IBGE conta que as expedições do ciclo do ouro abriram picadas na região e esbarraram na reação dos índios Coroados e Coropós, e que a colonização só avançou depois que o padre Manoel de Jesus Maria passou a tratar os indígenas "humanamente", com o apoio do governador Luís Diogo Lobo da Silva e do capitão Francisco Pires Farinho, nomeado diretor dos Índios, e de seu irmão Manoel Pires Farinho. Apaziguada a região, lavouras e fazendas subiram o Pomba e seus afluentes — o Ubá, o São Geraldo, o Rio Novo —, e no município de Ubá surgiu, nos últimos anos do século XIX, o povoado de São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro. O nome era o de um morador, fabricante de rodas de carro de boi. O arraial cresceu em torno de uma capela, virou distrito de Ubá pela Lei nº 556, de 30 de agosto de 1911, teve o nome confirmado pela Lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, e ganhou paróquia em 1941. A emancipação veio com a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que criou o município desmembrado de Ubá, com um único distrito e divisas traçadas pelo rio Chopotó, pelo ribeirão de Ubá e pelo córrego do Diamante. A bandeira e o escudo de armas foram instituídos pela Lei Municipal nº 180/1980. O vínculo judiciário com Ubá é o mesmo desde o começo: Rodeiro sempre foi julgada no fórum da cidade de onde saiu.