História
A história que o verbete do IBGE conta começa longe dali, em São José do Rio Preto, no interior paulista, na casa atacadista de secos e molhados de um comerciante português, Joaquim Gomes Ribeiro, onde os fazendeiros da região se abasteciam. Um deles, sem dinheiro para pagar a conta, entregou em troca a escritura de 400 alqueires de terra no Pontal mineiro. Foi assim que o português se tornou dono do território onde hoje está Limeira do Oeste. O filho, Joamário, veio conhecer as terras, viu que eram muitas e, com a ajuda de um engenheiro agrônomo, dividiu-as em pequenos sítios — e as pessoas começaram a chegar. O mesmo nome aparece hoje num bairro da cidade: o cadastro de saúde registra unidades no bairro Joamário. Por volta de 1968 chegou a família de José Cândido de Lima, que comprou parte das terras e passou a lotear; ergueu-se uma capela dedicada a São Pedro, e em 14 de maio de 1969 o padre João Vale rezou a primeira missa. O crescimento foi rápido: o verbete registra que, em junho de 1977, o bispo de Uberaba crismou 1.176 pessoas num lugar que oito anos antes não tinha morador. A organização administrativa acompanhou. A Lei estadual nº 6.769, de 13 de maio de 1976, criou o distrito de "Limeira D'Oeste" no município de Iturama e descreveu as suas divisas com a sede, com Alexandrita, com Carneirinho e com União. Dezesseis anos depois, a Lei nº 10.704, de 27 de abril de 1992, emancipou Limeira do Oeste — item 16 do Anexo I, sem outros distritos e com Iturama como município remanescente — no mesmo ato que criou Carneirinho. A primeira eleição municipal, em 3 de outubro de 1992, foi apurada pela 142ª Zona Eleitoral de Iturama. No Judiciário, a separação nunca aconteceu: a LC 59/2001 chegou a pôr Limeira do Oeste numa comarca nova, a de Carneirinho, mas ela não foi instalada, e o município segue, trinta anos depois da emancipação, respondendo ao fórum da cidade de onde saiu.