História
A história de Antônio Dias é a de um município que deu à luz o próprio fórum. O núcleo remonta a 1706, fundado pelo colonizador paulista Antônio Dias de Oliveira — que morreu em 1736, aos 90 anos, e foi sepultado no adro da Matriz —, numa ocupação movida pela faiscação de ouro, com lavoura e gado para a subsistência; o verbete do IBGE anota até notícias de que Borba Gato passou por ali em 1703. Em 1832 nasceu a freguesia de Nossa Senhora de Nazaré de Antônio Dias Abaixo, então parte de Itabira. A Lei estadual nº 556, de 1911, fez dela vila autônoma, instalada em 1º de junho de 1912, e em 1918 o nome foi simplificado para Antônio Dias. Em 1923 a Lei estadual nº 843 criou dentro do município os distritos de Hematita e de Melo Viana; em 1938, Melo Viana passou a chamar-se Coronel Fabriciano, e um novo distrito, Timóteo, foi anexado ao território antônio-diense. Por alguns anos, portanto, o chão onde hoje estão as duas cidades metropolitanas do Vale do Aço era Antônio Dias. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, separou Coronel Fabriciano e Timóteo e fez delas um novo município; Timóteo seguiria depois o seu próprio caminho. A Comarca de Coronel Fabriciano foi instalada em 3 de abril de 1955, e desde então Antônio Dias — que ficou com a sede e Hematita — responde ao fórum da cidade que nasceu do seu antigo distrito.