História
A origem de Durandé tem nome e sobrenome estrangeiros. O verbete do IBGE, apoiado na história de Manhumirim escrita pelo padre Demerval Alves Botelho, e a página oficial da Prefeitura contam que, em meados do século XIX, um francês chamado Durand chegou à região seguindo o Rio José Pedro e se fixou junto a um córrego, onde ergueu algumas casas. O córrego ganhou o nome dele, e a pronúncia do povo transformou Durand em Durandé.
Um povoado cresceu depois nas cabeceiras daquele ribeirão, puxado pela abertura de caminhos e pela lavoura. A região pertencia a Manhumirim e estava ligada ao distrito de Dores do Rio José Pedro; o crescimento do novo núcleo fez com que a sede distrital fosse transferida para Durandé. O antigo nome não desapareceu: o cadastro nacional de saúde ainda registra uma UBS Dores José Pedro na zona rural do município. No quadro da divisão territorial e judiciária de Minas para o quinquênio 1954-1958, anexo à Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, Durandé já aparece como vila — sede de distrito — do município de Manhumirim, ao lado de Martins Soares.
A emancipação veio com a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, que criou de uma vez 33 municípios em Minas. No Anexo I da lei, Durandé é o item 7, formado só pelo distrito-sede e tendo Manhumirim como município remanescente; o Anexo II descreve os limites com Manhuaçu, Santana do Manhuaçu, São José do Mantimento, Chalé, Lajinha, o Espírito Santo e Manhumirim, na maior parte pelo divisor de águas dos rios José Pedro e Manhuaçu e pelo leito do José Pedro. A divisão atual do IBGE soma à sede os distritos de São João da Figueira e São José da Figueira.
A Justiça não mudou com a emancipação. Distrito de Manhumirim por décadas, Durandé continua julgado pela Comarca de Manhumirim, no mesmo Fórum Joaquim Cabral; o registro civil é o único cartório do município, e imóvel, protesto e escritura de maior porte ainda se resolvem na antiga sede.