História
A história de Santana do Manhuaçu é a de um caminho de rio. O verbete do IBGE conta que os desbravadores que desceram o Rio Manhuaçu até a foz no Rio Doce, na região de Aimorés e Resplendor, foram abrindo povoados pelo caminho, e um deles, nascido na Freguesia de São Simão, deu origem à cidade; por volta de 1870, com a decadência do ciclo do ouro, as primeiras famílias se fixaram ali. A página institucional da Câmara Municipal acrescenta o nome antigo do lugar — Marajuba — e a sequência de atos: a construção de uma capela em honra a Santa Ana, a elevação a distrito de paz pelo Decreto nº 78, de 22 de maio de 1890, com o nome simples de Santana, pertencente ao município de Manhuaçu, e a adoção definitiva do nome Santana do Manhuaçu pela Lei nº 556, de 30 de agosto de 1911. O verbete do IBGE registra que, nesse mesmo ano, o distrito passou a Simonésia. A emancipação veio com a grande lei de divisão administrativa de Minas, a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962: no item 591 do Anexo nº 1, Santana do Manhuaçu aparece com os distritos de Santana do Manhuaçu e Santa Filomena e com a marca que a lei reserva aos municípios criados por ela. O Anexo nº 2 da mesma lei traçou os limites com Simonésia, Conceição de Ipanema, São José do Mantimento, Manhumirim e Manhuaçu, e a divisa entre os dois distritos pelo Rio Manhuaçu e pelo ribeirão Japu. A Prefeitura, na sua página de história, dá a emancipação como desmembramento de Manhuaçu, enquanto o verbete do IBGE situa o distrito em Simonésia desde 1911; a lei de 1962 não diz, no item do município, de qual território ele saiu, e a divergência fica registrada como está. A malha municipal atual do IBGE mostra que os confrontantes de hoje incluem Durandé e Reduto, que em 1962 não eram municípios — pela mesma lei, Reduto era distrito de Manhuaçu e Durandé, de Manhumirim.