História
A história de Lajinha é a de um nome que encurtou e de um município que se partiu em três sem que a comarca se partisse. O núcleo foi a fazenda São Domingos, do Comendador Francisco Tomás de Aquino Leite Ribeiro, que em 1882 abriu ali o patrimônio legado aos herdeiros. Morto o comendador e abolida a escravidão, a fazenda ficou ao abandono, com um cafezal sem tratos. Em 1910 Antônio Pedro Garcia, genro do comendador, doou um alqueire a Francisco Mateus Laranja e a José Lucas de Barros, e nele se ergueu a capela de Nossa Senhora de Nazaré. Em 1916 a sede do distrito de Santana do José Pedro, hoje Santana do Manhuaçu, foi transferida para a povoação de Lajinha do Chalé, e o distrito nasceu com esse nome pela lei estadual nº 665, de 23 de agosto, subordinado ao município de Rio José Pedro — que em 1923 passou a José Pedro, pela lei estadual nº 843, e em 1928 a Ipanema, pela lei estadual nº 1.035. Em 1929 a lei estadual nº 1.128 deixou o nome em Lajinha. A emancipação veio com o decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que desmembrou o município de Ipanema e o constituiu de dois distritos, Lajinha e Chalé. A lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, fez duas coisas no mesmo ato: criou os distritos de Professor Sperber e de São José do Mantimento, com terras de Chalé, e instituiu a comarca de Lajinha no quadro judiciário do quinquênio 1954-1958 — instalada em 1º de julho de 1954. Nove anos depois vem o corte que explica o mapa de hoje: a lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Chalé e Professor Sperber para formar o município de Chalé e elevou São José do Mantimento à mesma categoria. O município perdeu três quartos da sua divisão interna e ficou só com a sede. A comarca não perdeu nada: continuou julgando os três. Depois disso só houve acréscimo — a lei nº 757 criou o distrito de Prata de Lajinha, que aparece na divisão territorial de 2001.