Cidade de MG

Lajinha

Lajinha tem 20.835 habitantes (Censo 2022) em 431,920 km² no extremo leste da Zona da Mata mineira, a 337 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 1º de julho de 1954, é de primeira entrância e tem uma Vara Única no Fórum Ernesto Von Rondow, com competência plena — cível, criminal, família, infância, execução penal e Tribunal do Júri no mesmo juízo. A ela respondem três municípios: Lajinha, Chalé e São José do Mantimento, que eram um só município até 1962. Não há unidade prisional em nenhum dos três, e por isso a execução penal de quem está preso corre na comarca onde fica a unidade (Portaria Conjunta nº 344/2014, artigo 1º), enquanto a de quem responde solto fica aqui. O juiz das garantias é o da Vara Única de Mutum, em par recíproco confirmado nas duas linhas do Anexo Único da PC 1.818/PR/2026, e não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal e Justiça do Trabalho em Manhuaçu.

UF
MG
Porte
pequena
População
20.835 hab.

Para questões judiciais em Lajinha (MG), o juízo competente é da Comarca de Lajinha — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Lajinha/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Lajinha/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Lajinha: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Lajinha é a de um nome que encurtou e de um município que se partiu em três sem que a comarca se partisse. O núcleo foi a fazenda São Domingos, do Comendador Francisco Tomás de Aquino Leite Ribeiro, que em 1882 abriu ali o patrimônio legado aos herdeiros. Morto o comendador e abolida a escravidão, a fazenda ficou ao abandono, com um cafezal sem tratos. Em 1910 Antônio Pedro Garcia, genro do comendador, doou um alqueire a Francisco Mateus Laranja e a José Lucas de Barros, e nele se ergueu a capela de Nossa Senhora de Nazaré. Em 1916 a sede do distrito de Santana do José Pedro, hoje Santana do Manhuaçu, foi transferida para a povoação de Lajinha do Chalé, e o distrito nasceu com esse nome pela lei estadual nº 665, de 23 de agosto, subordinado ao município de Rio José Pedro — que em 1923 passou a José Pedro, pela lei estadual nº 843, e em 1928 a Ipanema, pela lei estadual nº 1.035. Em 1929 a lei estadual nº 1.128 deixou o nome em Lajinha. A emancipação veio com o decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que desmembrou o município de Ipanema e o constituiu de dois distritos, Lajinha e Chalé. A lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, fez duas coisas no mesmo ato: criou os distritos de Professor Sperber e de São José do Mantimento, com terras de Chalé, e instituiu a comarca de Lajinha no quadro judiciário do quinquênio 1954-1958 — instalada em 1º de julho de 1954. Nove anos depois vem o corte que explica o mapa de hoje: a lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Chalé e Professor Sperber para formar o município de Chalé e elevou São José do Mantimento à mesma categoria. O município perdeu três quartos da sua divisão interna e ficou só com a sede. A comarca não perdeu nada: continuou julgando os três. Depois disso só houve acréscimo — a lei nº 757 criou o distrito de Prata de Lajinha, que aparece na divisão territorial de 2001.

Economia

Lajinha é café arábica de encosta, em grau de concentração que beira a monocultura estatística. A Produção Agrícola Municipal de 2023 registra 9.418 hectares plantados no município, dos quais 8.635 são de café em grão arábica — nove de cada dez hectares —, e R$ 172,418 milhões de valor de produção num total de R$ 175,701 milhões, ou 98,1% de tudo o que a lavoura rende. O resto é quase testemunhal: 380 hectares de milho (R$ 1,197 milhão), 335 de feijão (R$ 1,101 milhão), 46 de banana (R$ 776 mil) e frações de cana, mandioca, laranja, coco e amendoim. Posta ao lado do PIB municipal de 2023, R$ 508,139 milhões, a lavoura sozinha responde por mais de um terço da economia declarada — e ela cabe num só produto e numa só safra. É o que define a pauta jurídica do lugar. Contrato de parceria e arrendamento de lavoura de café, compra e venda a preço futuro, financiamento de custeio com garantia da safra, penhor agrícola e cédula de produto rural; do lado do trabalho, a contratação sazonal da colheita, que se comprime em poucos meses e produz vínculo, hora extra, transporte de trabalhador e acidente com máquina e agrotóxico; do lado penal, o que acompanha lavoura de valor alto e mão de obra temporária — furto de saca e de insumo, receptação, conflito de posse em divisa de gleba e as discussões sobre condição de trabalho. Município denso e de pouca terra por habitante também produz o contencioso de vizinhança, de servidão de passagem e de inventário de imóvel rural fracionado entre muitos herdeiros.

Panorama jurídico

O fato jurídico decisivo de Lajinha é que a comarca é maior que o município, e por um motivo histórico preciso: ela foi desenhada em 1953 sobre um município que em 1962 se partiu em três, e nunca se redesenhou. A Vara Única do Fórum Ernesto Von Rondow julga hoje Lajinha, Chalé e São José do Mantimento — o que significa que o júri de um homicídio de Chalé se reúne aqui, que o inventário de uma fazenda de São José do Mantimento corre aqui, e que o registro civil de Penha do Coco se busca em Chalé, não no distrito. O segundo fato é uma divergência que vale advertir: o Anexo II da LC 59/2001, no texto vigente da ALMG, ainda mantém São José do Mantimento sob a comarca de Ipanema, e é o Guia Judiciário do TJMG que responde Lajinha. Quem lê a lei e não consulta o Guia protocola no lugar errado. O terceiro é o mapa penal, que se decide em dois pontos fora desta vara. Na investigação, quem aprecia flagrante, custódia, preventiva, busca e quebra de sigilo do inquérito lajinhense é o juiz da Vara Única de Mutum, par recíproco de Lajinha no Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — com a ressalva que mais interessa a uma banca de Júri: crime doloso contra a vida está fora do rodízio pelo artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025, e o inquérito de homicídio não sai daqui. Na execução da pena, quem está preso executa fora, porque não há unidade prisional na comarca e a Portaria Conjunta nº 344/2014 fixa a competência onde o condenado estiver recolhido, com declínio a cada transferência; quem responde solto executa aqui. Some-se a convergência incomum das outras justiças — Federal e do Trabalho as duas em Manhuaçu — e o mapa fica curto de cidades e longo de nuances. Manhuaçu é também onde corre a ação contra o INSS, porque o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, põe Lajinha entre as comarcas que deixaram de ter competência federal delegada, enquanto a vizinha Mutum, a mesma do par de garantias, a conserva. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Lajinha está na toponímia e num calendário. O nome foi Lajinha do Chalé até 1929, e o Chalé que saiu do nome virou município vizinho em 1962 — mas continua sendo julgado no mesmo fórum, de modo que a comarca guarda a integralidade que o topônimo perdeu. Nossa Senhora de Nazaré, da capela de 1910 erguida no alqueire doado pelo genro do Comendador Leite, é a invocação fundadora; o distrito de Prata de Lajinha e o de Professor Sperber, este hoje em Chalé, são camadas posteriores da mesma divisão. O calendário de feriados municipais que o TJMG publica para a comarca conserva três datas próprias — 22 de junho, 21 de agosto e 21 de outubro de 2026 —, marcos locais que o Judiciário registra porque suspendem prazo. E há um patrimônio urbano de leitura imediata: Fórum, Prefeitura e Câmara estão na mesma via, a Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, nos números 104, 69 e 31. Os três poderes do município cabem em uma quadra, o que em cidade de vinte mil habitantes não é detalhe pitoresco — é o desenho institucional visível do lugar.

Curiosidades

Quatro coisas que enganam quem procura Lajinha nas fontes oficiais. A primeira é a lei contra o Guia: o Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59/2001, no texto atualizado que a ALMG publica, lista sob Lajinha apenas Lajinha e Chalé, e deixa São José do Mantimento na comarca de Ipanema — só que o Guia Judiciário, perguntado pelo município, responde que São José do Mantimento pertence à Comarca de Lajinha, e o inclui na composição a 29 km da sede. Duas fontes oficiais, duas comarcas para o mesmo município. A segunda é a ordem de substituição da comarca vaga, que o Guia publica e que não segue a distância: Mutum é a primeira substituta a 48 km, Manhumirim a segunda a 54 km, Manhuaçu a terceira a 56 km e Ipanema a quarta a 50 km — a quarta está mais perto que a segunda e a terceira. A mesma tabela mostra algo menos óbvio: nas quatro comarcas em que Lajinha figura como substituta — Ipanema, Manhuaçu, Manhumirim e Mutum —, ela é sempre a segunda da fila, nunca a primeira. A terceira é a contagem de distritos: o Guia Judiciário lista Palmeiras e Prata de Lajinha como distritos da sede, e a API de Localidades do IBGE reconhece no município apenas Lajinha e Prata de Lajinha — Palmeiras tem serventia própria de registro civil no Guia e não existe na divisão do IBGE. A quarta é o endereço do fórum: a relação de salas da OAB/MG o situa na Rua Cap. Nestor Vieira de Gouveia, 104, e o Guia na Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 104 — mesmo número, nomes diferentes, sinal de via renomeada e de documento que ficou com a grafia antiga.

Educação e cidadania

Mapa prático para quem precisa da Justiça em Lajinha, em Chalé ou em São José do Mantimento. Processo estadual de qualquer matéria, Tribunal do Júri, medida protetiva e execução de pena de quem responde solto: Vara Única, Fórum Ernesto Von Rondow, Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 104, Centro, CEP 36980-000, telefones (33) 3344-2900, 3344-2901 e 3344-2902, secretaria em lja1secretaria@tjmg.jus.br. Acordo antes ou dentro do processo: CEJUSC da comarca, cejusc.lja@tjmg.jus.br. Custas, cálculo e depósito: ljacontadoria@tjmg.jus.br. Direção do Foro e administração: ljaadm@tjmg.jus.br. Inquérito policial, audiência de custódia e cautelares: decididos pelo juízo da Vara Única de Mutum, salvo crime doloso contra a vida, violência doméstica e infração de menor potencial ofensivo, que ficam aqui. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Manhuaçu, vt.manhuacu@trt3.jus.br, (33) 98455-1510. Benefício do INSS e crime federal: Subseção Judiciária de Manhuaçu. Certidão de nascimento, casamento e óbito: Registro Civil das Pessoas Naturais de Lajinha, Avenida Antônio Florêncio Alvim, 308 — e, para os distritos de Penha do Coco e Professor Sperber, a Rua Raimundo Carvalho, 69, em Chalé. Escritura e procuração: Tabelionato de Notas, Avenida Natal Rodrigues Pereira, 41, sala 35 A, (33) 98403-5562. Registro de imóvel: Avenida Natal Rodrigues Pereira, 213, (33) 3344-1478. Protesto de título: Avenida Antônio Florêncio Alvim, 334, (33) 99900-7705. Advogado: sala da OAB/MG no próprio fórum, das 12h às 18h, lajinha@oabmg.org.br. Prefeitura: Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 69, (33) 3344-2006, contato@lajinha.mg.gov.br. Câmara: mesma rua, número 31, (33) 3344-1558. Três advertências honestas. Esta ficha não publica Ministério Público, zona eleitoral nem delegacia de Polícia Civil de Lajinha, porque as fontes oficiais desses órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 19 de setembro de 2026 — e a ausência aqui não é ausência do serviço. Não indica a unidade prisional de destino do preso da comarca, porque nenhum ato oficial a fixa. E este site é de advocacia particular: não é canal oficial de tribunal, presídio, prefeitura, secretaria ou qualquer órgão público.

Segurança e fronteira

Para quem tem parente preso, o que a família de Lajinha precisa saber é onde o processo vai estar — e a resposta é: não aqui. A relação do Depen-MG/Sejusp não registra estabelecimento penal em nenhum dos três municípios da comarca, nem em Ipanema, nem em Mutum. As unidades que a relação traz para esta faixa do leste mineiro são os presídios de Manhuaçu e de Manhumirim, na 12ª Região Integrada de Segurança Pública, com Abre Campo, Caratinga e as demais da mesma Região. Como em Minas a competência da execução é do juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido (Portaria Conjunta nº 344/2014, artigo 1º), progressão, remição, livramento condicional e falta grave são decididos pelo juiz do município da unidade, e voltam a mudar de juiz a cada transferência, sem que nada disso seja comunicado a quem espera em casa. Três consequências práticas. A primeira: procurar o processo de execução no Fórum Ernesto Von Rondow costuma não dar resposta, porque o juízo é outro — o rastro são a guia de recolhimento e o SEEU. A segunda: a qual unidade o preso desta comarca é levado não está fixado em ato nenhum localizado, e por isso não se afirma. A terceira, do outro lado da mesma regra: quem cumpre pena em liberdade — aberto, restritiva de direitos, sursis, livramento — tem tudo decidido na Vara Única daqui, e essa é a maior parte dos casos. Capacidade, regime e endereço eletrônico de unidade prisional não constam da fonte oficial e não são publicados nesta ficha.

Dados do município

Gentílico
lajinhense
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Manhuaçu
Região intermediária (IBGE)
Juiz de Fora
Área (km²)
431.92
População (Censo 2022)
20.835
Densidade demográfica (hab/km²)
48.24

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Lajinha como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Lajinha/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Lajinha
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
Instalada em 1º de julho de 1954, segundo o registro do Guia Judiciário do TJMG. A criação está no Anexo nº 1 da Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, o quadro da divisão territorial, administrativa e judiciária para o quinquênio 1954-1958, onde Lajinha é a circunscrição judiciária de número 142. Comarca instalada e em atividade sob o código 0377 — perguntado por ela, o Guia responde normalmente, sem a advertência de "não é uma Comarca" que devolve para as localidades da lista de criadas a instalar.
Classificação
Primeira entrância, pelo critério numérico do artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001: uma vara instalada é primeira entrância; cinco ou mais varas somadas a 130 mil habitantes é especial; o restante é segunda. O Guia Judiciário escreve "Entrancia: Primeira", e o Anexo I da LC 59/2001, item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte —, traz Lajinha no número 90, com um cargo de Juiz de Direito, o JPE-90. Convém dizer de onde este dado NÃO saiu: a coluna de entrância do anexo da portaria do juiz das garantias é fonte reconhecidamente instável e não foi usada aqui.
Estrutura
Uma Vara Única no Fórum Ernesto Von Rondow, com secretaria em lja1secretaria@tjmg.jus.br. Competência plena e indivisa: cível, criminal, família, infância e juventude, fazenda pública, execução penal e Tribunal do Júri no mesmo juízo. No prédio funcionam também a Administração do Fórum com a Direção do Foro (ljaadm@tjmg.jus.br), a Distribuição de Feitos, a Contadoria/Tesouraria (ljacontadoria@tjmg.jus.br) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.lja@tjmg.jus.br). O Guia não registra Juizado Especial instalado na comarca e a inclui no Grupo Jurisdicional JESP de Governador Valadares. No PJe, a Vara Única recebeu todas as classes cíveis da Justiça comum e dos Juizados Especiais Cíveis em 25 de fevereiro de 2019, pelo Aviso Conjunto nº 4/CGJ/2018, e as da Infância e Juventude em 15 de maio de 2020, pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020. Sobre o sistema em que correm os feitos criminais a página de implantações silencia, e esta ficha também.
Endereço
Fórum Ernesto Von Rondow — Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 104, Centro, Lajinha - MG, CEP 36980-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios respondem ao Fórum Ernesto Von Rondow, e os três foram um só até 1962. A consulta de municípios e distritos do Guia Judiciário lista Lajinha (sede, com os distritos de Palmeiras a 15 km e Prata de Lajinha a 17 km), Chalé, a 15 km, com os distritos de Professor Sperber a 24 km e Penha do Coco a 25 km, e São José do Mantimento, a 29 km. Perguntado por Chalé, por São José do Mantimento ou por Prata de Lajinha, o Guia responde que a localidade "não é uma Comarca" e "pertence à Comarca de Lajinha" — é a prova viva da composição, e ela importa porque o texto da lei diverge.
Tribunal juri
O Júri é da comarca e não se reparte. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 institui um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, ao dar competência plena aos distritos judiciários, ressalva justamente o Júri e as execuções penais — as duas matérias que a lei mineira proíbe de descer abaixo do nível da comarca. Em Lajinha isso significa que o homicídio praticado em Chalé, em São José do Mantimento, em Penha do Coco, em Professor Sperber ou em Prata de Lajinha é instruído, pronunciado e levado a plenário pelo juiz da Vara Única, no Fórum Ernesto Von Rondow — e o Conselho de Sentença se forma com jurados dos três municípios da comarca. Não há vara criminal especializada, não há divisão de acervo e nenhum ato do TJMG regionaliza o Júri em Minas Gerais.
Execução penal
Em Minas a execução penal acompanha o corpo do preso, e não a comarca da condenação. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramitar no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único do mesmo artigo manda a guia do condenado solto ao juízo com competência para execuções penais da comarca do seu endereço residencial. A relação do Depen-MG/Sejusp não registra unidade prisional em Lajinha, e daí decorrem dois caminhos opostos. Condenado da comarca que fique preso cumpre pena em unidade de outro município, e é o juiz de lá que decide progressão, regressão, remição, livramento condicional, falta grave, soma e unificação de penas — e decide de novo outro juiz a cada transferência, porque o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente", ressalvados os incidentes já instruídos, com trinta dias de prazo para a remessa (artigo 4º). Condenado que responda solto fica aqui: regime aberto, pena restritiva de direitos, prestação de serviços, sursis e livramento de quem mora em Lajinha, em Chalé ou em São José do Mantimento correm na Vara Única desta comarca, mesmo que a sentença tenha vindo de centenas de quilômetros. Guia provisória e definitiva tramitam no mesmo juízo, e a provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, o sistema de execução unificado do CNJ.
Juiz das garantias
No interior mineiro o juiz das garantias não é vara nem cargo criado: é substituição predefinida entre juízos de comarcas distintas, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que deu nova redação ao Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 — e nela Lajinha ocupa duas linhas da 3ª Região, que foram lidas separadamente porque uma não prova a outra. Na primeira, a Vara Única de Lajinha é o juiz das garantias da Vara Única de Mutum; na segunda, a Vara Única de Mutum é o juiz das garantias da Vara Única de Lajinha. As duas juntas fecham um par recíproco, o mais simples dos quatro desenhos que existem em Minas — e a portaria não traz nenhuma terceira menção a Lajinha. O efeito é concreto: flagrante, audiência de custódia, preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e arquivamento do inquérito lajinhense são decididos pelo juiz de Mutum, a 48 km; a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Lajinha (artigo 7º, § 1º, da Resolução), e oferecida a denúncia o feito volta para cá, para instrução e julgamento. Duas exclusões pesam mais que o desenho. A primeira é material: o artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 retira do juiz das garantias os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e as infrações de menor potencial ofensivo — logo o inquérito de homicídio de Lajinha não vai a Mutum, e permanece com o juízo do Júri desta comarca, que é a própria Vara Única. A segunda é temporal: a Portaria Conjunta nº 1.709/2025, artigo 3º, não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025, e a Resolução nº 1.155/2026 manteve no juízo original os inquéritos e feitos criminais distribuídos antes da implantação, sem que ato decisório anterior gere impedimento ou suspeição. Para impedimento justificado do plantonista, o Anexo II da PC nº 1.709/2025 põe Lajinha na Microrregião X, ao lado de Manhuaçu, Manhumirim e Mutum, pareada com a Microrregião IX (Carangola, Divino, Espera Feliz, Miradouro e Tombos). O pareamento é de fato recíproco, e isso foi conferido no artigo 6º, § 3º, da portaria, que substitui a reciprocidade por cadeia de três em quatro conjuntos de microrregiões — LXI/XXIX/LXXII, XXXVII/LXXI/L, LI/XV/LV e IV/XXXIV/LXIV. Nenhum deles inclui a X ou a IX.
Ressalva
Divergência entre duas fontes oficiais sobre a composição da comarca, e ela não é pequena. O Anexo II da LC 59/2001, no texto atualizado publicado pela ALMG, lista sob o item 164 — Lajinha — apenas Lajinha e Chalé, e mantém São José do Mantimento no item 127, sob a Comarca de Ipanema. O Guia Judiciário do TJMG, consultado município a município, responde que São José do Mantimento "pertence à Comarca de Lajinha", e o lista na composição da comarca a 29 km da sede. Esta ficha adota o Guia, que é a fonte viva e a que responde pela comarca instalada, e registra a divergência sem resolvê-la. Segunda divergência, menor: o Guia lista Palmeiras como distrito de Lajinha, e a API de Localidades do IBGE reconhece no município apenas Lajinha e Prata de Lajinha.

OAB — Subseção

Nome
OAB/MG — sala no Fórum de Lajinha
E-mail
Estrutura
A relação oficial de setores, unidades e subseções da OAB/MG registra em Lajinha uma sala no Fórum, com atendimento de 12h às 18h e o endereço eletrônico lajinha@oabmg.org.br. Nenhuma outra dependência da Ordem no município consta do documento, e o número ordinal da subseção a que a sala pertence não está publicado nele.
Ressalva
O documento da OAB/MG dá para a sala do Fórum o endereço "Rua Cap. Nestor Vieira de Gouveia, 104", enquanto o Guia Judiciário situa o Fórum Ernesto Von Rondow na Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 104. O número do imóvel é o mesmo nas duas fontes — indício de que a via foi renomeada e que o documento da Ordem guarda a denominação anterior. Esta ficha adota o Guia. A fonte não publica telefone para a sala.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Manhuaçu (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Lajinha.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Manhuaçu (TRT-3) — vt.manhuacu@trt3.jus.br, (33) 98455-1510.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há estabelecimento penal em Lajinha, e também não há em Chalé nem em São José do Mantimento — a relação do Depen-MG/Sejusp, organizada por Região Integrada de Segurança Pública, não traz nenhuma unidade nos três municípios da comarca. As unidades mais próximas que a relação registra estão na 12ª RISP: Presídio de Manhuaçu (PRMÇU), na Avenida Melo Viana, 222, Bairro Bom Pastor, e Presídio de Manhumirim (PRMMR), na Rua Teófilo Tostes, 143, Centro; na mesma Região aparecem ainda os presídios de Abre Campo, Caratinga, Inhapim, Coronel Fabriciano, João Monlevade, Nova Era, Timóteo, Açucena e Barão de Cocais, a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, e o CERESP de Ipatinga. Nem Ipanema nem Mutum, as duas comarcas limítrofes, têm unidade. O efeito jurídico está no bloco da comarca: como a competência da execução é do juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido (Portaria Conjunta nº 344/2014, artigo 1º), quem é preso aqui cumpre pena sob juiz de outra cidade, e o juízo muda outra vez a cada transferência.
Ressalva
A relação foi lida no snapshot de 22 de janeiro de 2026 do Arquivo da Internet, cujo conteúdo a própria página data de 26 de março de 2025, porque o portal depen.seguranca.mg.gov.br está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026. Ela não publica capacidade nem regime das unidades, e os endereços eletrônicos estão protegidos por script — não foram lidos nem são reproduzidos. Município ausente dessa relação é dado congelado em março de 2025, não prova de inexistência atual de unidade. A leitura foi feita pelo campo Endereço de cada bloco, e não pelo nome da unidade, porque nome de presídio não prova município.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais
Contexto
A relação de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não nomeia Lajinha, e a página de unidade com o slug do município devolve HTTP 404. A unidade da região que foi aberta e lida, a de Manhumirim, publica como municípios contemplados Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Durandé, Manhumirim e Martins Soares — nenhum deles da comarca de Lajinha. Fica registrado o que a fonte diz, e nada além.
Ressalva
HTTP 404 na página de unidade não significa que a instituição deixe de atender o município — significa apenas que não existe página de unidade própria. Por qual núcleo o lajinhense é atendido, a ficha não afirma. A página da unidade de Manhuaçu responde no ar, mas não entrega em leitura direta o bloco de municípios contemplados.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Manhuaçu — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe os três municípios da comarca — Lajinha, Chalé e São José do Mantimento — sob a Subseção de Manhuaçu, ao lado de Abre Campo, Alto Caparaó, Caparaó, Caputira, Carangola, Caratinga, Divino, Espera Feliz, Ipanema, Manhumirim, Matipó, Mutum, Pedra Bonita, Pocrane, Santa Margarida, Simonésia e outras. Benefício previdenciário, FGTS, tributo federal, ação contra autarquia da União e crime de competência federal do lajinhense correm em Manhuaçu — não em Juiz de Fora, embora a região intermediária do IBGE seja a juizforana, a mais de trezentos quilômetros.
Competência delegada
A tabela de jurisdições responde a qual subseção o município pertence, e só isso. Onde se ajuíza a ação contra o INSS quem responde é o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF da 6ª Região, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026 — e nele Lajinha está nominalmente na coluna das comarcas que DEIXARAM de possuir competência federal delegada, com Caratinga, Carangola, Manhuaçu, Abre Campo, Divino, Espera Feliz e Manhumirim. Na Subseção de Manhuaçu conservam a delegação apenas duas comarcas: Ipanema e Mutum. O contraste tem nome conhecido nesta ficha — Mutum é a mesma comarca cujo juiz é o juiz das garantias de Lajinha. O magistrado que decide a prisão do lajinhense julga, na comarca dele, a ação previdenciária do mutumense; o lajinhense tem de ir a Manhuaçu para a sua. Consequência prática para quem mora em Lajinha, Chalé ou São José do Mantimento: a ação previdenciária ou assistencial — aposentadoria rural, benefício por incapacidade, salário-maternidade, BPC/LOAS — não se ajuíza no Fórum Ernesto Von Rondow, e sim perante a Justiça Federal em Manhuaçu, com recurso ao TRF da 6ª Região. O que a perda não alcança é o processo já existente: o acervo já formado permanece no juízo estadual, pelo artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta — quem já litiga aqui contra o INSS não é mandado para Manhuaçu no meio do caminho. O critério é o do artigo 15, inciso III, e § 2º da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021: deslocamento real de até 70 quilômetros entre a sede da comarca e a da vara federal mais próxima. E o que encerra a delegação é a instalação de Unidade Avançada de Atendimento do TRF6 na sede da comarca, não a distância por si.
Observação competência
O asterisco da tabela marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção, e varia dentro da mesma faixa. Lajinha, Chalé e São José do Mantimento estão sem asterisco; têm asterisco Manhuaçu, Luisburgo, Manhumirim, Martim Soares, Reduto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu e Simonésia. Onde o Oficial federal não vai, citação e intimação seguem pelos Correios com aviso de recebimento ou por carta precatória à comarca estadual — isto é, ao Fórum Ernesto Von Rondow.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Manhuaçu
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caparaó, Caputira, Chalé, Conceição de Ipanema, Durandé, Ipanema, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Matipó, Reduto, Santa Margarida, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, São José do Mantimento, Sericita, Simonésia e Taparuba
Contexto
A relação de atermação virtual do TRT-3 põe Lajinha, Chalé e São José do Mantimento na abrangência da Vara do Trabalho de Manhuaçu, a mesma cidade da subseção federal. É uma coincidência que não se pode presumir: o TRT-3 não segue a comarca nem a subseção, e na mesma microrregião há município cuja reclamação trabalhista é ajuizada em Governador Valadares. Aqui os três recortes — comarca em Lajinha, Justiça Federal em Manhuaçu, Justiça do Trabalho em Manhuaçu — convergem em duas cidades apenas, o que é raro no interior mineiro e poupa viagem ao trabalhador rural do café.

Segurança Pública

Panorama
Município compacto para os padrões da região — 431,920 km² e 48,24 habitantes por quilômetro quadrado —, com dois distritos e sede a 337 km da capital. A comarca, porém, é maior que o município: a Vara Única responde também por Chalé e São José do Mantimento e pelos distritos de Penha do Coco e Professor Sperber, o mais distante a 25 km do fórum. O desenho institucional é o de juízo único com jurisdição intermunicipal: o mesmo magistrado que decide um alimento decide a preventiva, preside o Júri e conduz a execução de quem cumpre pena em liberdade, para três municípios. A lavoura de café, que ocupa 8.635 dos 9.418 hectares plantados, concentra em poucos meses a contratação de mão de obra temporária — e com ela a pauta que costuma acompanhá-la, do conflito de trabalho ao furto de saca.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os feitos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e estão fora do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — de modo que medida protetiva de urgência pedida em Lajinha, em Chalé ou em São José do Mantimento é decidida pelo juízo desta comarca, e não pelo de Mutum.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Lajinha
Endereço
Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 69, Centro, Lajinha - MG, CEP 36980-000
Telefone
E-mail
Site
www.lajinha.mg.gov.br
Contexto
A sede do Executivo fica na mesma via do fórum, no número 69 contra o 104 do Fórum Ernesto Von Rondow. O portal publica também canal de ouvidoria em ouvidoria@lajinha.mg.gov.br e horário de atendimento de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Lajinha
Endereço
Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, 31, Centro, Lajinha - MG, CEP 36980-000
Telefone
E-mail
Site
www.lajinha.mg.leg.br
Contexto
O Legislativo fecha o conjunto na mesma rua, no número 31 — Câmara, Prefeitura e Fórum, os três, na Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, em três endereços de dois dígitos separados por poucos metros.
Ressalva
O portal da Câmara roda em plataforma de Portal Modelo, do tipo que em outros municípios mineiros publica conteúdo de exemplo — endereço, telefone e endereço eletrônico institucional foram lidos no rodapé e conferem com o logradouro do fórum e da prefeitura. A mesma página publica um segundo endereço eletrônico em provedor comercial, que não é reproduzido nesta ficha.

Cartórios

Estrutura
Nove serventias na comarca, distribuídas de modo revelador. Na sede há quatro, cada uma em endereço próprio e com atribuição desmembrada, o que é incomum em comarca de primeira entrância: Registro Civil das Pessoas Naturais de Lajinha, na Avenida Antônio Florêncio Alvim, 308, Centro; Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Lajinha, na Avenida Natal Rodrigues Pereira, 213, Centro, telefone (33) 3344-1478; Tabelionato de Notas de Lajinha, na Avenida Natal Rodrigues Pereira, 41, sala 35 A, Centro, telefone (33) 98403-5562; e Tabelionato de Protesto de Títulos de Lajinha, na Avenida Antônio Florêncio Alvim, 334, Centro, telefone (33) 99900-7705. Nos distritos da sede, os Registros Civis com Atribuição Notarial de Palmeiras (Avenida Presidente Vargas, 308, Centro, telefone (33) 3344-1339) e de Prata de Lajinha (Rua JK, 279, Centro, telefone (33) 99849-1626). Em São José do Mantimento, o Registro Civil com Atribuição Notarial do município, na Rua Manoel Teixeira Pinto, 117, Centro, CEP 36990-000, telefone (33) 99900-8300. E em Chalé, as três serventias do município — Chalé, Penha do Coco e Professor Sperber — figuram todas no mesmo endereço, Rua Raimundo Carvalho, 69, centro, CEP 36985-000, com o telefone (33) 3345-1216 para duas delas. Quem procura o livro de Penha do Coco ou de Professor Sperber atende-se em Chalé, não no distrito.
Ressalva
O telefone que o Guia publica para o Registro Civil das Pessoas Naturais de Lajinha sai malformado na própria fonte, com o código de área repetido dentro do número, e por isso não é reproduzido aqui. O Guia grafa o logradouro do Tabelionato de Protesto como "Antônio Florênco Alvim", e o do Registro Civil das Pessoas Naturais como "Antônio Florêncio Alvim" — mesma via, duas grafias na mesma página; adotada a segunda. Para o Registro Civil de Palmeiras a fonte traz um segundo número na coluna de fax, também com dígitos fora de formato, não reproduzido.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Singularidades institucionais

A comarca é a fotografia do município de 1954

A comarca foi criada pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, e instalada em 1º de julho de 1954, quando Lajinha era um município só, formado pelos distritos de Lajinha, Chalé, Professor Sperber e São José do Mantimento. Em 30 de dezembro de 1962 a Lei estadual nº 2.764 partiu esse município em três — Lajinha, Chalé e São José do Mantimento. A divisão judiciária não acompanhou a divisão administrativa, e por isso a comarca de hoje tem exatamente o território do município de 1954.

Duas fontes oficiais dão comarcas diferentes ao mesmo município

O Anexo II da LC 59/2001, no texto atualizado da ALMG, mantém São José do Mantimento na comarca de Ipanema (item 127) e lista sob Lajinha (item 164) apenas Lajinha e Chalé. O Guia Judiciário do TJMG, consultado pelo município, responde que São José do Mantimento pertence à Comarca de Lajinha e o inclui na composição, a 29 km da sede. Divergência registrada e não resolvida — a ficha adota o Guia, que é a fonte viva.

Fórum, Prefeitura e Câmara na mesma rua, em três números de dois dígitos

O Fórum Ernesto Von Rondow está no 104, a Prefeitura no 69 e a Câmara Municipal no 31, todos na Rua Dr. Sidney Hubner França Camargo, no Centro. Os três poderes do município ocupam a mesma via em poucas centenas de metros.

Sempre segunda na fila, nunca primeira

A consulta de substituição de comarcas vagas do Guia Judiciário mostra Lajinha como substituta de Ipanema, Manhuaçu, Manhumirim e Mutum — e nas quatro em segundo lugar de preferência. Quando é Lajinha que vaga, a primeira substituta é Mutum, a 48 km, seguida de Manhumirim (54 km), Manhuaçu (56 km) e Ipanema (50 km), ordem que não é a da distância.

Quatro serventias separadas na sede e três num só endereço em Chalé

Comarca de primeira entrância com atribuição notarial e registral desmembrada na sede em quatro serventias e quatro endereços — registro civil, registro de imóveis, tabelionato de notas e tabelionato de protesto. Em Chalé, ao contrário, as três serventias do município (Chalé, Penha do Coco e Professor Sperber) figuram no mesmo endereço, na Rua Raimundo Carvalho, 69. O livro do distrito não está no distrito.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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