História
Manhumirim nasceu de uma estrada e de um desertor. Em 1808, recém-chegado ao Brasil, D. João VI mandou abrir caminho ligando Vitória, no Espírito Santo, à então capital mineira Vila Rica, e ao longo dele se plantaram pontos de apoio chamados quartéis, onde as diligências que levavam notícia e suprimento paravam para dormir. Um desses quartéis ficava exatamente onde hoje está a cidade. O povoamento só começou em 1865, com Manoel Francisco de Paula Cunha, português que desertou da Guerra do Paraguai e se refugiou nessas terras desabitadas; devoto, doou o terreno da igreja, e o lugar passou a se chamar Bom Jesus do Pirapetinga. O nome atual veio com o município: a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, em seu artigo 2º, inciso XXII, criou o município de MANHUMIRIM, "constituído dos distritos de Manhumirim, Dores do José Pedro e Presidente Soares (desmembrados do município de Manhuaçu), e com sede em Manhumirim" — sede com categoria de vila. A mesma lei, no inciso LXXI da relação de distritos, criou o distrito de Presidente Soares "com sede na povoação do Jequitibá, no município de Manhumirim". O verbete do IBGE dá a emancipação em 16 de março de 1924 e não cita lei nenhuma: a data é a da instalação, a lei é a de 1923, e as duas coisas convivem — 16 de março segue no calendário de feriados municipais que o TJMG publica para a comarca em 2026. A comarca é bem mais nova que o município: instalada em 5 de abril de 1936, segundo o Guia Judiciário. Antes disso, o manhumiriense litigava em Manhuaçu.