Cidade de MG

Nova Ponte

Nova Ponte tem 14.598 habitantes (Censo 2022) em 1.111 km² no Triângulo Mineiro, a 482 km de Belo Horizonte, e é a cidade mineira que foi construída duas vezes: a área urbana inteira ficou sob o reservatório da usina hidrelétrica de Nova Ponte, cujo enchimento durou de outubro de 1993 a outubro de 1994, e a população foi realocada numa cidade nova. A comarca do TJMG é de primeira entrância, tem Vara Única e foi instalada em 15 de agosto de 2005, autorizada pela Resolução nº 476/2005 da Corte Superior. Respondem a ela Nova Ponte e Santa Juliana, esta com o distrito de Zelândia — e Santa Juliana tem mais habitantes que a sede. Não há unidade prisional no município: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 a execução penal segue o corpo do preso, e aqui ficam a execução de quem está solto e mora na comarca. O juiz das garantias é o da Vara Única de Estrela do Sul, em par recíproco (PC nº 1.818/PR/2026). O Júri é da Vara Única. Justiça Federal na Subseção de Uberlândia, que já não admite a competência delegada em previdenciário; Justiça do Trabalho em Uberlândia para Nova Ponte e em Araxá para Santa Juliana.

UF
MG
Porte
micro
População
14.598 hab.

Para questões judiciais em Nova Ponte (MG), o juízo competente é da Comarca de Nova Ponte — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Nova Ponte/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Nova Ponte/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Nova Ponte: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Nova Ponte é a de um lugar que perdeu o próprio sítio. Começou com a bandeira de Castanho Taques procurando atalho para Paracatu e com uma sesmaria cortada em duas pelo rio Araguari, então chamado rio das Velhas, como o Decreto-Lei nº 148/1938 ainda registra entre parênteses. Nas duas margens nasceram dois povoados em torno de duas igrejas, São Miguel e São Sebastião, e o detalhe que explica o resto é administrativo: cada arraial ficou num município diferente. O texto original da Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, mostra a divisão em preto no branco — entre os distritos de Sacramento está "Nova Ponte", que a mesma lei acabava de rebatizar a partir de São Miguel da Ponte Nova; entre os de Monte Carmelo está "São Sebastião da Ponte Nova". Uma ponte de madeira paga por particular em 1858, com pedágio autorizado por trinta anos, ligou os dois lados; ruiu em 1904 e foi substituída em 1908 pela estrutura metálica que virou o nome da cidade. O município veio com o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938 — o Quadro Territorial Administrativo e Judiciário que o Estado fez valer em ato solene no dia 1º de janeiro de 1939, e que dividia as cidades mineiras entre sede de comarca, sede de termo e sede de município sem foro —, com o número 231 e território tirado de Sacramento e de Monte Carmelo, as duas margens finalmente no mesmo mapa. O corte seguinte foi de outra ordem. Em 28 de abril de 1988 o Decreto federal nº 95.983 declarou de utilidade pública, para desapropriação, 500 km² de terra com benfeitorias em oito municípios — Nova Ponte, Santa Juliana, Sacramento, Pedrinópolis, Iraí de Minas, Perdizes, Patrocínio e Serra do Salitre —, autorizou a concessionária a desapropriar com recursos próprios e a invocar urgência para imissão na posse. A descrição do perímetro, marco a marco, ainda menciona uma estrada "no sentido da cidade de Nova Ponte": a cidade que deixou de existir. O enchimento do reservatório correu de outubro de 1993 a outubro de 1994, e o relatório ambiental que a concessionária apresentou ao Estado em 2011 diz a frase decisiva sem rodeio — toda a área urbana do município foi afetada, e foi necessário realocar os moradores construindo uma cidade nova. As indenizações foram pagas aos proprietários das casas antigas e o valor investido em moradias novas na área destinada à cidade nova; a concessionária também construiu os prédios de infraestrutura, entre eles a prefeitura, igrejas, museus e ginásios, e as praças. O foro chegou por último: município em 1938, comarca em 2005, sessenta e sete anos depois — e já na cidade nova, porque em 2005 a antiga fazia onze anos de submersa.

Economia

A economia de Nova Ponte é água virando três coisas: energia, grão e tubérculo. A usina hidrelétrica instalada no município tem 510 MW em três unidades geradoras com turbinas Francis de 170 MW cada, barragem de 142 metros de altura por 1.620 metros de crista e reservatório de 13.115 hectômetros cúbicos, com obra iniciada em 1987 e operação desde 1994, segundo a página oficial da concessionária; o relatório técnico do órgão estadual de gestão de águas dá a área inundada máxima em 443 km², volume de 12.792 hm³ e queda bruta de 119 metros. Isso ajuda a explicar um PIB de R$ 1.581.648 mil em 2023 — 8,02% do produto de toda a microrregião de Araxá — num município de menos de 15 mil habitantes. A segunda metade da explicação está na lavoura, e é impressionante em proporção: a Produção Agrícola Municipal de 2023 registra 58.218 hectares colhidos, mais da metade dos 111 mil hectares do território. Soja em 28.200 hectares (118.440 toneladas, R$ 300,2 milhões), milho em 13.000 (100.680 toneladas), cana-de-açúcar em 11.000 (1.012.000 toneladas, R$ 137,7 milhões) e, ao lado dos grãos, a agricultura irrigada de alto valor que o lago viabiliza: 950 hectares de batata-inglesa com 36.100 toneladas e R$ 61,1 milhões, 250 hectares de cebola com 16.875 toneladas e R$ 27,2 milhões, 1.400 hectares de trigo, 560 de café arábica, 45 de alho, 390 de girassol. O valor total da lavoura passa de R$ 676 milhões. A pecuária tem 35.919 bovinos e 15.545 suínos, e a avicultura, 551.850 galináceos — o relatório ambiental de 2011 já anotava as parcerias de granjas de engorda e abate com empresas de Patrocínio e Uberlândia. Para a advocacia, o mapa de conflitos é legível: arrendamento e parceria rural, contrato de integração avícola e suinícola, crédito rural e cédula de produto rural, servidão e uso de água para irrigação, acidente de trabalho na colheita mecanizada e no barracão de beneficiamento, indenização por área alagada, ICMS e contribuição rural — e uma pauta trabalhista que não se resolve em casa, porque a reclamação do nova-pontense vai a Uberlândia.

Panorama jurídico

O desenho jurídico de Nova Ponte é o de uma comarca pequena que concentra tudo numa sala e manda quase tudo o mais para fora. Dentro: uma Vara Única que acumula cível, criminal, família, infância, violência doméstica, Tribunal do Júri e execução penal, sem resolução de competência a consultar, porque o artigo 10, § 1º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 só incide onde haja mais de um Juiz de Direito. O Júri é da comarca por força do artigo 9º, § 3º, da mesma lei e não desce ao distrito (artigo 3º, § 1º), de modo que o homicídio de Santa Juliana ou de Zelândia é julgado aqui. Fora: a investigação, que vai ao juiz de Estrela do Sul pelo par recíproco do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — prisões, cautelares, quebras de sigilo e audiência de custódia decididas a 83 km, com a secretaria permanecendo em Nova Ponte; o previdenciário, que deixou de poder ser ajuizado no fórum da cidade porque a comarca consta da coluna das que perderam a competência federal delegada no Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, pelo critério de distância do artigo 15, III, da Lei federal nº 5.010/1966; e a reclamação trabalhista, que vai a Uberlândia — ou a Araxá, se o trabalho foi em Santa Juliana. A execução penal merece cuidado porque a intuição erra: não havendo unidade prisional no município, a Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG faz a guia seguir o corpo do preso, e quem é preso na comarca passa a responder no juízo da comarca em que estiver recolhido, com os autos declinados a cada transferência (artigo 3º). O que resta à Vara Única é a execução de quem está solto e reside aqui — regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis, livramento condicional — e a defesa dos incidentes de quem saiu, que precisa ser feita onde o processo estiver. Há também uma peculiaridade de plantão que quase ninguém acerta: desde abril de 2026 o par de garantias da comarca e a sua microrregião de plantão deixaram de coincidir, porque a Resolução do Órgão Especial nº 1.148/2026 levou Estrela do Sul para outra microrregião. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio material de Nova Ponte é jovem por imposição: a cidade que se vê foi construída na década de 1990, e os prédios que costumam contar a história de uma cidade mineira — igreja matriz, casario, coreto, a ponte que deu o nome — ficaram debaixo de 13 bilhões de metros cúbicos de água. A concessionária construiu, na cidade nova, a prefeitura, igrejas, museus e ginásios, além das praças, segundo o relatório ambiental de 2011, e é por isso que os poderes locais dividem endereço: a Prefeitura no número 1001 e a Câmara no número 46 da mesma Praça dos Três Poderes. A toponímia guarda o que a topografia perdeu. O bairro da sala da OAB chama-se Grande Lago. O logradouro do fórum chama-se Governador Valladares, com a mesma grafia de dois L com que assina o Decreto-Lei nº 148/1938 o governador do Estado à época — quem o logradouro homenageia, porém, é dado que esta ficha não apurou, e o Guia Judiciário complica: grafa o nome com dois L no endereço do fórum e com um L nos endereços de três cartórios da mesma avenida. O calendário é o arquivo mais teimoso: entre os feriados municipais que o TJMG publica para a comarca está o 29 de setembro, dia de São Miguel, o santo do arraial de São Miguel da Ponte Nova que a Lei nº 843/1923 apagou do nome da cidade e que a água apagou do mapa; e o 17 de dezembro, a data do decreto-lei de 1938. O 15 de agosto é a terceira data do calendário e é também a da instalação da comarca, em 2005 — o que essa data comemora no município, esta ficha não conseguiu apurar. O reservatório, por fim, é patrimônio de outra espécie: o relatório do órgão estadual de águas classifica a qualidade das suas águas como muito boa e de baixo índice de trofia, e o plano de uso do entorno cria comitê gestor com reuniões semestrais — o que faz do lago, hoje, ativo econômico e objeto de regulação, no lugar de onde saiu uma cidade.

Curiosidades

Cinco coisas desmentem a intuição de quem pesquisa esta comarca. A primeira: o termo é maior que a sede. Santa Juliana tinha 15.734 habitantes no Censo 2022 e Nova Ponte, 14.598 — o fórum da cidade menor julga a cidade maior, e a diferença não é de arredondamento. A segunda: a comarca é partida na Justiça do Trabalho, e não por pouco. Nova Ponte pertence ao Foro de Uberlândia, com seis Varas do Trabalho e cinco leis de criação diferentes; Santa Juliana pertence à Vara do Trabalho de Araxá, criada pela Lei nº 7.729/1989 — dois foros, duas cidades, uma comarca. A terceira é a que nenhuma fonte de segunda mão registra: a microrregião de plantão de Nova Ponte encolheu em 2026. A Resolução do Órgão Especial nº 1.148/2026 transferiu Estrela do Sul da Microrregião IV para a LVII, deixando a IV com Coromandel, Monte Carmelo, Nova Ponte e Patrocínio — mas o Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/2025, inclusive na versão consolidada, continua listando Estrela do Sul na IV, e é dele que sai a informação que circula. O resultado é um desencontro fino: Estrela do Sul segue sendo o par do juiz das garantias de Nova Ponte e já não é a companheira de plantão. A quarta é de leitura de tabela: na consulta de municípios e distritos do Guia Judiciário, o distrito de Zelândia aparece com distância à capital de 426 km, 56 km MENOS que a sede da comarca, embora esteja 68 km mais longe do fórum — a coluna "Distância Capital" simplesmente não é confiável, e quem a copia publica geografia impossível. A quinta é a mais curiosa: a Resolução nº 476/2005, que autorizou a instalação da comarca, atesta o cumprimento do artigo 5º, II, "a", da LC 59/2001, que exige prédio público com condições para fórum, delegacia, CADEIA PÚBLICA e destacamento policial. O requisito é de condições do imóvel, não de unidade em operação — e, vinte e um anos depois, a relação estadual de unidades prisionais não registra nenhuma em Nova Ponte.

Educação e cidadania

Quem precisa da Justiça em Nova Ponte bate em portas diferentes conforme a matéria, e vale saber qual antes de sair de casa. Tudo o que é processo estadual — crime, Tribunal do Júri, família, inventário, infância, medida protetiva, execução de quem está solto — entra no Fórum da Comarca, na Avenida Governador Valladares, 2045, bairro São João, CEP 38160-000, telefones (34) 3356-1474, 3356-1475 e 3356-1478; a Vara Única atende por nvn1secretaria@tjmg.jus.br, a Administração do Fórum por nvnadm@tjmg.jus.br, cálculos e custas pela Contadoria em nvncontadoria@tjmg.jus.br, e acordo e conciliação pelo CEJUSC em cejusc.nvn@tjmg.jus.br. Advogado e sala da OAB: no próprio fórum, das 12 às 18 horas, (34) 3356-0846, novaponte@oabmg.org.br. Benefício do INSS negado, FGTS, tributo federal e crime de competência da União: Subseção Judiciária de Uberlândia — e não o fórum da cidade, porque a comarca perdeu a competência federal delegada; para atendimento presencial sem ir a Uberlândia, a Unidade Avançada de Atendimento de Monte Carmelo, na Avenida Brasil Oeste, 1705, uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br. Reclamação trabalhista: Foro de Uberlândia, foro.uberlandia@trt3.jus.br, (34) 3218-8000 — mas Vara do Trabalho de Araxá, vt.araxa@trt3.jus.br, se o trabalho foi em Santa Juliana. Causa de pequeno valor: a comarca integra o Grupo Jurisdicional JESP de Araxá e não tem Juizado instalado. Registro de nascimento, casamento e óbito, escritura, registro de imóvel e protesto: as quatro serventias da cidade e, nas outras localidades, as de Santa Juliana e Zelândia, todas no bloco de cartórios. Prefeitura e Câmara, na Praça dos Três Poderes, (34) 3356-8000 e (34) 3356-1666. Agora o que esta página NÃO diz, e por que não diz. Não há aqui endereço de promotoria, de delegacia de Polícia Civil, de zona eleitoral nem de unidade da Defensoria Pública para Nova Ponte: os três primeiros porque os portais do Ministério Público de Minas Gerais e da Polícia Civil não entregam o dado a leitura direta e o Tribunal Regional Eleitoral responde HTTP 403; o quarto porque a Defensoria não tem unidade no município e nenhuma unidade vizinha o declara entre os municípios que atende. Nenhuma dessas ausências significa que o serviço não exista — significa que esta ficha não conseguiu apurar a porta em 20 de setembro de 2026, e quem precisar deve procurar diretamente o órgão. Por fim, o que este site é: escritório de advocacia particular. Não é balcão, protocolo, ouvidoria nem canal oficial de tribunal, prefeitura, secretaria ou unidade prisional, e nada do que está publicado aqui substitui a consulta ao órgão competente.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em Nova Ponte, a informação mais importante é a que quase nunca está escrita: o preso não fica aqui, e o processo de execução também não. A relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp, lida município a município pelo campo de endereço, não registra estabelecimento em Nova Ponte nem em Santa Juliana, e o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG fixa a execução no juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido. Na prática isso significa que, depois da custódia, a pessoa é encaminhada a uma unidade de outra comarca — as mais próximas na relação estão em Araxá, Perdizes, Sacramento, Monte Carmelo, Patrocínio e Uberaba — e, a partir dali, progressão, remição, saída temporária, livramento e apuração de falta grave passam a ser decididos pelo juízo de lá, porque o artigo 3º obriga o juízo anterior a declinar e a remeter os autos imediatamente a cada transferência. A família que procura o fórum de Nova Ponte para saber de um pedido pode estar perguntando na comarca errada: o caminho é localizar a unidade em que a pessoa está e, por ela, o juízo da execução; a guia de recolhimento e o SEEU são o rastro. Duas advertências. A primeira: a audiência de custódia do flagrante ocorrido na comarca é do juiz das garantias, hoje o da Vara Única de Estrela do Sul, mas a medida protetiva de urgência da mulher em situação de violência não vai para lá — está excluída do rodízio pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 e cabe à Vara Única daqui. A segunda: a Defensoria Pública não tem unidade no município e nenhuma unidade vizinha declara atender a comarca, o que não significa ausência do serviço, e sim que a ficha não conseguiu apurar por qual porta ele entra.

Dados do município

Gentílico
nova-pontense
Mesorregião
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Microrregião
Araxá
Área (km²)
1111.011
População (Censo 2022)
14.598
Densidade demográfica (hab/km²)
13.14

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Nova Ponte

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Nova Ponte tem energia — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Nova Ponte como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Nova Ponte/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Nova Ponte
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
A comarca é jovem e a data tem ato com nome e número. A Corte Superior do TJMG autorizou a instalação pela Resolução nº 476, decidida na sessão de 22 de junho de 2005, assinada em 23 de junho e publicada em 25 de junho de 2005 — resolução curta, que registra estarem satisfeitas as exigências do artigo 5º, inciso II, alínea "a", da Lei Complementar estadual nº 59/2001 (prédio público estadual com condições para fórum, delegacia, cadeia pública e destacamento policial), o relatório de inspeção da Corregedoria-Geral de Justiça previsto no artigo 6º e o parecer favorável da Comissão de Organização e Divisão Judiciárias no Processo nº 466; o artigo 2º delegou ao Presidente do Tribunal a designação da data. O Guia Judiciário registra a instalação em 15 de agosto de 2005 — data que o próprio TJMG publica também como feriado municipal da comarca. São, portanto, quatro datas distintas para um mesmo fato: sessão, assinatura, publicação e instalação. Comarca instalada e em funcionamento, não é caso de comarca criada em lei e por instalar: perguntada ao Guia, a localidade responde com a ficha completa do fórum, e não com a fórmula "não é uma Comarca".
Classificação
Primeira entrância — e aqui as três fontes convergem, o que em Minas não é regra. O critério é aritmético (artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001: uma vara instalada é primeira entrância; cinco ou mais varas com 130 mil habitantes é especial; o resto é segunda). O Anexo I da LC 59, item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte —, traz Nova Ponte no número 116, com um Juiz de Direito e o cargo de código JPE-116. O Guia Judiciário imprime "Entrância: Primeira". E o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 também diz "Primeira" na linha da comarca. Vale dizer que a coluna de entrância dessa portaria é notoriamente pouco confiável em Minas — já saiu "Primeira" onde o Guia diz "Segunda" e vice-versa —, de modo que a coincidência aqui é confirmação, não fundamento: quem fundamenta é o Guia e o Anexo I da lei.
Estrutura
Vara Única, e a prova é tripla. O Guia Judiciário lista para o Fórum da Comarca apenas quatro blocos de órgão — Administração do Fórum e Direção do Foro (nvnadm@tjmg.jus.br), Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC (cejusc.nvn@tjmg.jus.br), Contadoria/Tesouraria (nvncontadoria@tjmg.jus.br) e a Vara Única, de sigla "V.única" (nvn1secretaria@tjmg.jus.br) —, muito abaixo do corte de dez blocos por página que costuma esconder varas na página 2 da consulta; a página 2, de fato, volta vazia. O Anexo I da LC 59/2001 prevê um único cargo de Juiz de Direito para a comarca. E a página de implantações do PJe do TJMG nomeia uma única unidade judiciária, "Vara Única". Todos os serviços do fórum funcionam no mesmo endereço, sem indicação de andar ou sala. No PJe, a comarca recebeu as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis e suas Turmas Recursais em 1º de julho de 2019 (Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019) e as classes da Lei nº 8.069/1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); o sistema em que tramitam os feitos criminais não consta dessa página e esta ficha não o afirma.
Endereço
Fórum da Comarca — Avenida Governador Valladares, 2045, São João, Nova Ponte - MG, CEP 38160-000
Telefone
Jurisdição
Dois municípios e um distrito judiciário. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve três linhas, e o que distingue município de distrito não é o texto, é a forma da célula: Nova Ponte (sede) e Santa Juliana saem em célula que atravessa as duas primeiras colunas; Zelândia sai em duas células estreitas, isto é, como distrito. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística confirma que Zelândia é distrito de Santa Juliana, e que Nova Ponte tem apenas o distrito-sede. O item 207 do Anexo II da LC 59/2001 traz exatamente a mesma composição — Nova Ponte e Santa Juliana —, sem divergência. Há uma terceira confirmação, de fora do TJMG: a página oficial da Unidade Avançada de Atendimento de Monte Carmelo, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, publica uma tabela Comarca × Municípios em que a linha "Nova Ponte" traz Nova Ponte e Santa Juliana. Distâncias do Guia: Santa Juliana a 38 km da sede da comarca, Zelândia a 68 km. A coluna "Distância Capital" da mesma consulta é inservível aqui, porque atribui 482 km à sede e apenas 426 km a Zelândia, que está 68 km mais longe do fórum — use a coluna da comarca.
Juizado especial
Não há Juizado Especial autônomo. A consulta própria de Juizados do Guia Judiciário devolve "sua consulta não retornou nenhum resultado", e a ficha do fórum informa que o Grupo Jurisdicional JESP da comarca é o de Araxá — não o de Uberaba, a que a região imediata do IBGE apontaria, nem o de Uberlândia, para onde vão a Justiça Federal e a do Trabalho. A ficha registra o dado sem inferir a quem cabe, dentro do fórum, cada causa de pequeno valor: as classes dos Juizados Especiais Cíveis entraram no PJe da comarca junto com as cíveis, em 1º de julho de 2019.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca e o juiz é o da Vara Única. A Lei Complementar estadual nº 59/2001 põe o Júri em cada comarca (artigo 9º, § 3º) e proíbe que ele desça ao distrito judiciário (artigo 3º, § 1º, que exclui da competência plena do distrito o Tribunal do Júri e as Execuções Penais). Homicídio, tentativa de homicídio, feminicídio, infanticídio e participação em suicídio ocorridos em Santa Juliana ou no distrito de Zelândia são julgados por Conselho de Sentença reunido no Fórum da Comarca de Nova Ponte, a 38 ou a 68 km do local do fato. E aqui não há a dúvida que atormenta as comarcas maiores de Minas: como existe uma vara só, não há resolução do Órgão Especial distribuindo o criminal entre varas para procurar — o artigo 10, § 1º, da LC 59/2001, que delega à resolução do Tribunal a fixação da competência, só incide onde haja mais de um Juiz de Direito. Em Nova Ponte o Júri, o cível, a família, a infância, a violência doméstica e a execução penal estão todos na mesma sala.
Execução penal
Nova Ponte não tem unidade prisional, e em Minas isso não afasta a comarca da execução penal: inverte quem responde por quem. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a do condenado solto ao juízo da comarca do endereço residencial. Como a relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp não registra estabelecimento em Nova Ponte nem em Santa Juliana — conferido por leitura do texto integral da relação, município a município, e não pelo nome das unidades —, o desenho prático é este: quem é preso na comarca cumpre pena fora dela, e o processo de execução vai junto, porque o artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, com as exceções já instruídas e o prazo de trinta dias do artigo 4º. As unidades mais próximas na relação estão nos presídios de Araxá, Perdizes, Sacramento, Frutal e Itapagipe e na Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira, em Uberaba — todas na 5ª Região Integrada de Segurança Pública —, e ainda em Monte Carmelo e Patrocínio (10ª RISP) e em Uberlândia (9ª RISP). O que fica com a Vara Única de Nova Ponte é a execução de quem está solto e mora aqui: regime aberto, penas restritivas de direitos, suspensão condicional da pena, livramento condicional e as respectivas revogações. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo — a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º) —, e a tramitação é no SEEU, o Sistema Eletrônico de Execução Unificado do Conselho Nacional de Justiça. A consequência que a família precisa ouvir é a da transferência: se o preso muda de unidade, muda o juiz que decide progressão, remição e falta grave, e ninguém avisa.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara, é rodízio entre comarcas, em vigor desde 25 de agosto de 2025 (Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026). O desenho de Nova Ponte é o mais simples dos seis catalogados no estado: par recíproco, de vara única a vara única. Na tabela vigente — o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, lido pela grade do PDF —, a 5ª Região traz duas linhas que se fecham entre si: a Vara Única de Nova Ponte é juiz das garantias da Vara Única de Estrela do Sul, e a Vara Única de Estrela do Sul é juiz das garantias da Vara Única de Nova Ponte. As duas são de primeira entrância e as duas têm uma vara só. Esse par não é invenção de 2026: ele já estava, com as mesmas duas linhas, no texto original da PC nº 1.709/PR/2025, publicado no Diário do Judiciário eletrônico de 26 de agosto de 2025 — a comparação foi feita contra o texto original, e não contra o PDF consolidado, que reproduz a tabela vigente duas vezes e faz qualquer par parecer inalterado. Na prática: prisão em flagrante, preventiva, temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia dos inquéritos distribuídos em Nova Ponte são decididas pelo juiz de Estrela do Sul — que fica a 83 km —, e a secretaria continua sendo a da Vara Única de Nova Ponte (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025). O artigo 3º da Resolução exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar contra a mulher, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e a competência originária de tribunal: o inquérito de homicídio de Nova Ponte não sai daqui, fica com o juízo do Júri da própria comarca. A atuação cessa com a denúncia, e não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (artigo 3º da PC nº 1.709/2025).
Plantao judiciário
O plantão de habeas corpus e de medidas urgentes é organizado por microrregião, e a microrregião de Nova Ponte mudou de tamanho em 2026 — fato que nenhuma fonte de segunda mão registra. Quem cria e compõe as microrregiões é a Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021 (artigo 1º, § 3º, e Anexo Único), não a Portaria Conjunta nº 1.709/2025. No Anexo Único vigente da Resolução nº 966, a Microrregião IV é composta por Coromandel, Monte Carmelo, Nova Ponte e Patrocínio — quatro comarcas. Eram cinco: a Resolução do Órgão Especial nº 1.148/2026, publicada em 29 de abril de 2026, transferiu a Comarca de Estrela do Sul da Microrregião IV para a Microrregião LVII (Araguari, Estrela do Sul e Tupaciguara), e o próprio considerando do ato declara essa finalidade. Para o caso de impedimento do plantonista, o artigo 6º, § 3º, inciso IV, da PC nº 1.709/2025 fecha um ciclo de três microrregiões, e ele tem direção: o juiz das garantias da Microrregião IV funciona como o da XXXIV, o da XXXIV como o da LXIV e o da LXIV como o da IV. Logo, quem cobre o plantonista impedido de Nova Ponte é o da Microrregião LXIV — Campos Altos, Carmo do Paranaíba, Ibiá, Rio Paranaíba, São Gotardo e Tiros —, e não o da XXXIV (Patos de Minas, Presidente Olegário e Vazante), que é quem Nova Ponte cobre. O plantonista fica impedido, pelo § 1º do mesmo artigo, quando o flagrante que recebe é de competência da própria unidade de origem.
Substituição comarca vaga
A consulta de substituição de comarcas vagas do Guia Judiciário devolve duas tabelas que não são simétricas, e a ficha registra as duas sem reconciliar. Na que lista quem substitui Nova Ponte, a ordem de preferência é Estrela do Sul (1º, 83 km), Monte Carmelo (2º, 72 km), Patrocínio (3º, 101 km) e Araguari (4º, 116 km) — note que a ordem não é a das distâncias. Na que lista as comarcas em que Nova Ponte substitui, aparecem Estrela do Sul (2º, 83 km), Araguari (3º, 120 km), Monte Carmelo (3º, 71 km) e Patrocínio (3º, 102 km): três ordinais "3º" na mesma tabela e distâncias que divergem da primeira em 1, 1 e 4 km. Que Estrela do Sul seja a primeira substituta e também o par de garantias é coincidência, não regra: as duas listas saem de atos diferentes e não se deduzem uma da outra.
Ressalva
Duas divergências de fonte, ambas dentro do próprio TJMG. A primeira é de composição de microrregião: o Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/2025, inclusive na versão consolidada de 62 páginas, continua listando Estrela do Sul na Microrregião IV, ao lado de Coromandel, Monte Carmelo, Nova Ponte e Patrocínio. A Resolução do Órgão Especial nº 1.148/2026 tirou Estrela do Sul de lá em abril de 2026 e a levou para a Microrregião LVII. Esta ficha adota a Resolução nº 966/2021 na redação da Resolução nº 1.148/2026, porque é a norma que cria e compõe as microrregiões, e trata o Anexo II da portaria como cópia não atualizada — registrando o efeito curioso disso: desde abril de 2026 o par do juiz das garantias (Estrela do Sul) e a microrregião de plantão de Nova Ponte deixaram de coincidir. A segunda divergência é ortográfica e está na mesma consulta: o Guia Judiciário escreve o logradouro do fórum como "Avenida Governador Valladares", com dois L, e o mesmo Guia, na consulta de serviços notariais, escreve "Avenida Governador Valadares", com um L, para três serventias da cidade. A ficha reproduz cada grafia onde a fonte a publica e não adjudica.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Nova Ponte
E-mail
Telefone
Estrutura
A relação oficial de setores, unidades e subseções da OAB/MG atribui a Nova Ponte uma única linha: sala no Fórum, com atendimento das 12 às 18 horas, telefone com prefixo 3356, que é o da cidade, e o e-mail institucional novaponte@oabmg.org.br. Não há, nessa relação, parlatório em Nova Ponte — o que é coerente com a ausência de unidade prisional no município — nem sala em comarca vizinha. Para comparação de vizinhança, a mesma relação registra que a subseção de Monte Carmelo mantém sala na Comarca de Estrela do Sul.
Ressalva
O documento é de 18 de fevereiro de 2021 e o endereço que dá para a sala do Fórum não coincide com o do Guia Judiciário. O número é o mesmo, 2045, mas o logradouro e o bairro divergem: a OAB situa a sala numa praça do bairro Grande Lago e o Guia situa o Fórum na Avenida Governador Valladares, bairro São João. Coerência interna do documento não prova endereço vigente; a ficha adota o Guia Judiciário e registra a divergência. O nome do logradouro que a OAB publica homenageia pessoa pública viva e por isso não é reproduzido aqui.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Uberlândia (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Nova Ponte; atendimento presencial na UAA de Monte Carmelo, uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br.
Justica trabalho
Foro Trabalhista de Uberlândia (TRT-3) — foro.uberlandia@trt3.jus.br, (34) 3218-8000. Para Santa Juliana, Vara do Trabalho de Araxá — vt.araxa@trt3.jus.br.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Nova Ponte nem em Santa Juliana. A verificação foi feita por leitura do texto integral da relação de unidades do Depen-MG/Sejusp, organizada por Região Integrada de Segurança Pública, procurando os municípios no campo de endereço de cada bloco — e não pelo nome das unidades, que em Minas engana: há presídio batizado com o nome de duas cidades e instalado numa só. Nenhuma das cinco ocorrências da palavra "Ponte" na relação se refere a este município: são o Presídio de São João da Ponte, o Complexo Penitenciário de Ponte Nova e um bairro chamado Ponte Alta, em Itajubá. As unidades da 5ª Região Integrada de Segurança Pública, a de Uberaba, são os presídios de Araxá, Frutal, Itapagipe, Perdizes e Sacramento e a Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira, em Uberaba; na 10ª RISP estão o Presídio de Monte Carmelo e a Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio; na 9ª, as unidades de Uberlândia. A relação não publica capacidade nem regime, e protege os e-mails das unidades por script, de modo que a ficha não os reproduz. A consequência jurídica está no bloco da comarca: sem unidade aqui, o preso da comarca executa a pena na comarca onde estiver recolhido, e não em Nova Ponte.
Ressalva
A Região Integrada de Segurança Pública a que o município de Nova Ponte pertence não é afirmada por esta ficha. A relação do Depen-MG agrupa UNIDADES, não municípios: ela diz em que RISP está cada presídio, e não em que RISP está cada cidade. Como não há unidade no município, a informação simplesmente não está lá.

Defensoria Pública Estadual

Contexto
A Defensoria Pública de Minas Gerais não tem unidade em Nova Ponte, e nenhuma unidade vizinha declara a comarca. A página de unidade da cidade responde HTTP 404; a relação de unidades do portal não traz Nova Ponte, Santa Juliana, Monte Carmelo nem Estrela do Sul. As unidades próximas publicam a lista de "municípios contemplados" e nenhuma inclui os municípios desta comarca: Araxá (Sede) contempla Araxá e Tapira; Patrocínio contempla Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Patrocínio e Serra do Salitre; Uberlândia contempla Uberlândia. A ficha não conclui daí que o serviço não exista — 404 não é "não atende" —, e por isso não publica endereço nem telefone de atendimento para a comarca.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Uberlândia — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe os dois municípios da comarca na linha da Subseção Judiciária de Uberlândia, ao lado de Uberlândia, Araguari, Araporã, Cascalho Rico, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara, Indianópolis, Iraí de Minas, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Romaria e Tupaciguara. Vale a observação, porque a comarca esteve partida até muito recentemente: a linha de Uberlândia traz uma nota "Novo: Santa Juliana", isto é, Santa Juliana entrou nessa subseção só na revisão de 27 de maio de 2026, feita conforme o Anexo II da Resolução Conjunta Presi/COGER nº 3, de 31 de março de 2026. A subseção a que Santa Juliana pertencia antes dessa revisão não foi apurada. Nova Ponte aparece na tabela grafada "Nova ponte", com p minúsculo — quem procurar por casamento exato de string perde a linha.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca a área de atuação dos Oficiais de Justiça da subseção, e na linha de Uberlândia apenas Uberlândia e Araguari o têm: nem Nova Ponte nem Santa Juliana. A própria página diz o que decorre disso — para as localidades não atendidas pelos Oficiais de Justiça, as comunicações de atos processuais são feitas pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória dirigida à comarca da Justiça Estadual que as abranja, o que aqui significa a Vara Única de Nova Ponte.
Competência delegada
Esta é a resposta que muda de lugar a ação contra o INSS, e em Nova Ponte ela é negativa: a comarca DEIXOU de exercer a competência federal delegada. A fonte é o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, lido pela grade da tabela. Na linha da Subseção Judiciária de Uberlândia a célula das comarcas que CONSERVAM a delegação está vazia — vazia é informação, não falha de leitura —, e a célula das que deixaram de possuí-la traz sete nomes, entre eles Nova Ponte: Uberlândia, Araguari, Estrela do Sul, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte e Tupaciguara. Nenhuma comarca dessa subseção conserva a delegada. O gatilho é de DISTÂNCIA, e não de estrutura: o cabeçalho do próprio Anexo III se intitula "Critérios de Aferição de Distância" e invoca o artigo 15, inciso III, e § 2º, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019 — dispositivo que só admite a ação previdenciária na Justiça Estadual quando a comarca de domicílio do segurado estiver localizada a mais de 70 quilômetros de município sede de Vara Federal, e que atribui ao próprio Tribunal Regional Federal a tarefa de indicar as comarcas que se enquadram no critério —, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705/2021. Em termos práticos: o benefício previdenciário ou assistencial negado ao morador de Nova Ponte ou de Santa Juliana não se ajuíza mais no Fórum da Comarca; a ação vai para a Subseção Judiciária de Uberlândia.
Acervo anterior
Quem já tem ação em curso não é alcançado do mesmo modo, e há aqui dois graus de certeza diferentes, que esta ficha não mistura. O primeiro está lido e é expresso: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 mantém no juízo estadual as ações previdenciárias ajuizadas antes de 1º de janeiro de 2020. O segundo é apenas atribuído: a regra sobre o acervo formado depois disso, no momento da cessação, é referida ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, cujo texto integral não está publicado no portal do TRF6 — por isso a ficha não afirma o destino de cada processo em curso e recomenda conferir a situação do feito antes de peticionar.
Atendimento local
Há um ponto de atendimento federal a 72 km, e ele cita a comarca pelo nome. A Unidade Avançada de Atendimento de Monte Carmelo, vinculada à Subseção Judiciária de Uberlândia, foi criada em 6 de junho de 2025 pela Resolução Presi nº 27/2025 e instalada em 15 de julho de 2025 pela Portaria Presi nº 211/2025, funciona na Avenida Brasil Oeste, 1705, Jardim Zeny, Monte Carmelo, com o e-mail oficial uaa.montecarmelo.udi@trf6.jus.br, e publica como sua jurisdição as comarcas de Estrela do Sul, Monte Carmelo e Nova Ponte — esta última com os municípios de Nova Ponte e Santa Juliana. A UAA é unidade de atendimento: a ficha não afirma que ela julga, nem que a sua instalação tenha sido a causa da cessação da competência delegada, que o Anexo III atribui ao critério de distância.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro Trabalhista de Uberlândia (Varas do Trabalho de Uberlândia)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Araporã, Monte Alegre de Minas, Nova Ponte, Tupaciguara e Uberlândia
Contexto
A Justiça do Trabalho parte a comarca em dois, e esta é a camada em que Nova Ponte e Santa Juliana se separam. O trabalhador de Nova Ponte ajuíza em Uberlândia, cidade que tem seis Varas do Trabalho, criadas em cinco leis diferentes — a 1ª pela Lei nº 3.492, de 18/12/1958, a 2ª pela Lei nº 7.471, de 30/04/1986, a 3ª e a 4ª pela Lei nº 8.432, de 11/06/1992, a 5ª pela Lei nº 10.770, de 21/11/2003, e a 6ª pela Lei nº 12.616, de 30/04/2012 — e todas com a mesma jurisdição de cinco municípios. Já o trabalhador de Santa Juliana, o outro município da mesma comarca, ajuíza na Vara do Trabalho de Araxá (Lei nº 7.729, de 16/01/1989), cuja jurisdição é Araxá, Campos Altos, Ibiá, Pedrinópolis, Perdizes, Pratinha, Santa Juliana e Tapira. Dois foros do trabalho para uma comarca só: quem assume que a reclamação segue a comarca erra em metade dos casos.
Vara santa juliana
Vara do Trabalho de Araxá, vt.araxa@trt3.jus.br, telefone (34) 98412-8069 — competente para Santa Juliana, município da Comarca de Nova Ponte.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.111 km² e um único distrito, com a sede a 482 km de Belo Horizonte e a 83 km da comarca vizinha mais próxima, sem presídio e com uma vara só para tudo. A pauta criminal que chega a essa vara é a de um município de agricultura intensiva e de reservatório: além dos crimes contra o patrimônio e da Lei de Drogas, aparecem o acidente de trabalho na lavoura mecanizada, o conflito de terra e de água numa área em que 58 mil hectares são colhidos por ano, e a pesca e a navegação no lago. O documento oficial que descreve o efeito social da usina sobre o município — o Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental apresentado ao órgão ambiental estadual em novembro de 2011 — registra, com base em pesquisa feita entre 1999 e 2003, que a migração iniciada a partir de 2000 veio acompanhada de aumento de ocorrências policiais de embriaguez, brigas familiares e pequenos furtos, sem acréscimo do efetivo da Polícia Civil e com redução do efetivo da Polícia Militar. É retrato de duas décadas atrás, e a ficha o apresenta como tal.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica e familiar contra a mulher correm na Vara Única de Nova Ponte, que acumula todas as competências da comarca, e ficam fora do rodízio do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — ou seja, a medida protetiva de urgência é apreciada pelo juízo daqui, não pelo de Estrela do Sul. Fora do horário de expediente, a medida protetiva está entre as matérias expressamente admitidas no plantão judiciário (artigo 3º, inciso IX, da Resolução do Órgão Especial nº 966/2021), que dispensa o comparecimento da vítima e se satisfaz com o encaminhamento dos autos administrativos pela Polícia Civil.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Nova Ponte
Endereço
Praça dos Três Poderes, 1001, Nova Ponte - MG
Telefone
E-mail
Site
www.novaponte.mg.gov.br
Contexto
O prédio da prefeitura é um dos que a concessionária da usina construiu na cidade nova, junto com igrejas, museus, ginásios e praças, conforme o relatório ambiental apresentado ao Estado em 2011. Prefeitura e Câmara ficam na mesma praça.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Nova Ponte
Endereço
Praça dos Três Poderes, 46, Centro, Nova Ponte - MG, CEP 38160-000
Telefone
Site
cmnp.mg.gov.br
Contexto
Funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h. O endereço, os telefones com prefixo 3356 e o CNPJ 21.241.542/0001-26 fecham entre si e com o município — não é rodapé de portal-modelo. O domínio, porém, não segue nenhum dos padrões usuais: não é novaponte.mg.leg.br nem camaranovaponte.mg.gov.br, que não resolvem, e sim a sigla cmnp.mg.gov.br.
Ressalva
A página "Nossa Cidade" do portal da Câmara reproduz um texto de terceiros com dados vencidos — população "estimada em 2020" de 15.800 habitantes, salário médio de 2018 — e não menciona a transferência da cidade. A ficha usa o portal apenas como fonte de contato institucional.

Cartórios

Estrutura
A consulta de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário lista seis serventias na comarca, distribuídas pelas três localidades. Em Nova Ponte: Registro Civil das Pessoas Naturais, na Avenida Floriano Peixoto, 590 (Caixa Postal 17), bairro São Francisco, CEP 38160-000, telefone (34) 3356-1297; Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, na Avenida Governador Valadares, 1558, Centro, telefone 3356-1089; Tabelionato de Notas, na Avenida Governador Valadares, 1100, sala 5, Centro, telefone (34) 3356-1412 e fax (34) 3356-1650; e Tabelionato de Protesto de Títulos, na Avenida Governador Valadares, 1670, Centro, telefone (34) 3356-0093. Em Santa Juliana: Registro Civil com Atribuição Notarial, na Avenida Ênio Gonçalves, 200, sala 2, Centro, CEP 38175-000, telefone (34) 3354-1933. No distrito de Zelândia: Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua São Vicente de Paula, 198, Centro, CEP 38175-000, com o mesmo telefone da serventia de Santa Juliana.
Ressalva
O telefone que o Guia publica para o Registro de Imóveis de Nova Ponte sai com o prefixo de área (35), repetido também no campo de fax. O prefixo do município é (34), e é (34) que aparece nas outras cinco serventias da mesma consulta. A ficha reproduz o número sem o código de área e registra que o DDD publicado é inconsistente com o da comarca.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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