História
Guaraciaba é filha do ouro e passou dois séculos mudando de dono. O verbete do IBGE atribui o povoamento às expedições do coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, que em 1704 teria descoberto ouro perto de onde o Rio Bacalhau encontra o Rio Piranga; o arraial que se formou ali chamou-se Barra do Bacalhau. A capela primitiva de Santa Ana — também chamada Santana dos Ferros — teve a construção autorizada por provisão episcopal de 1749 e foi abençoada em 1752, quando pertencia à freguesia de Guarapiranga; no mesmo lugar está hoje a Matriz de Santana. A freguesia de Barra do Bacalhau, criada em 1832 na Diocese de Mariana, passou a Santana de Guaraciaba por lei de 30 de outubro de 1884, e o distrito tomou o mesmo nome em 1911. Até quase a metade do século XX, registra o verbete, a localidade esteve ora sob Mariana, ora sob Piranga, ora sob Santa Rita do Turvo — a atual Viçosa —, ora sob Ponte Nova, voltando mais de uma vez a um ou a outro. A emancipação veio com a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que no Anexo nº 1 põe Guaraciaba no grupo dos "distritos emancipados", desmembrada de Piranga, e descreve as divisas do novo município com Mariana, Ponte Nova, Teixeiras, Viçosa e Piranga. A instalação solene foi em 1º de janeiro de 1949. Na vida judiciária, o caminho foi mais estável: o município responde à Comarca de Ponte Nova, instalada em 1892, cujo fórum fica a 34 km.