História
A história de Urucânia é a de um povoado que nasceu em torno de uma capela e cresceu em torno de uma usina. O verbete do IBGE, que declara como fonte a Secretaria de Cultura do município e o livro "Urucânia, sua história e sua gente", de 1974, conta que os primeiros moradores chegaram em meados do século XIX e que, por volta de 1869, Francisca Inácia da Incarnação mandou erguer uma capela e uma casa para o sacerdote em terreno que ela mesma doou; outros doadores completaram o patrimônio entre 1862 e 1873. O urucum abundante deu nome ao lugar, Urucu, e à capela, de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu. O mesmo registro dá o povoado como inaugurado em 13 de agosto de 1873, elevado a freguesia em 1887 e a distrito em 1891 — sempre no município de Ponte Nova —, e a paróquia como canonicamente instituída em 11 de julho de 1895. Em 1924 chegou a usina de açúcar, e com a cana o nome mudou para Urucânia. A emancipação veio com a grande lei de divisão administrativa de Minas, a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962: no seu Anexo nº 1, o município aparece no item 706 com um único distrito, Urucânia, e o Anexo nº 2 descreve as divisas com Santa Cruz do Escalvado, Piedade de Ponte Nova, Santo Antônio do Grama, Jequeri e Ponte Nova, quase todas por córregos, ribeirões e pelo Rio Casca. O município foi instalado em 1º de março de 1963. O segundo distrito, Bom Jesus de Cardosos, só viria em 1995. Na vida judiciária, a cidade respondeu à Comarca de Ponte Nova até 23 de maio de 2003, quando foi instalada a Comarca de Jequeri.