História
A história institucional de Jequeri é a de uma cidade que ficou oitenta anos sem juiz. O distrito foi criado pela lei provincial nº 875, de 4 de junho de 1858, subordinado a Ponte Nova, e passou por três nomes antes do atual — nos quadros do recenseamento de 1920 ele aparece como Santana de Jequeri. A emancipação veio pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, cujo item XVIII cria o município "de JEQUERI, constituído dos distritos de Jequeri (sede), Grota e Pirraça, desmembrados do município de Ponte Nova"; a instalação foi em 13 de janeiro de 1924. Pirraça virou Piscamba pela Lei estadual nº 921, de 24 de dezembro de 1926, e em 1938 o Decreto-lei estadual nº 148 transferiu de Viçosa para Jequeri o distrito de São Vicente do Grama. O quinto distrito, Pouso Alegre, é de 1991. Mas a comarca — o juiz, o fórum, o Júri — só chegou em 23 de maio de 2003, criada pela Lei Complementar estadual nº 59/2001 e instalada dois anos depois: até ali, o réu de Jequeri era julgado em Ponte Nova, a 42 km. É o inverso do caso mais comum em Minas, onde a comarca às vezes é mais velha que o município; aqui o município tem cem anos e o foro tem vinte e dois. E o desenho da jurisdição que nasceu em 2003 não mudou desde então: são os mesmos três municípios do item 154 do Anexo II da LC 59/2001.