História
A história de Guidoval começa num rancho à beira de rio e chega, pela lei, a 1948. O verbete do IBGE — a Monografia nº 333, de 1966 — conta que os primeiros habitantes da região foram os índios coroados, que subiram do vale inferior do Paraíba fugindo dos tamoios e, perseguidos depois pelos goitacazes, se aldearam perto dos rios Bagre e Chopotó. Quem fez contato com eles foi Guido Tomás Marlière, ex-oficial francês, comandante das Divisões Militares do Rio Doce e nomeado por D. João VI diretor-geral dos índios, que instalou o quartel-general na Serra da Onça. O tráfego entre a Serra da Onça e o aldeamento do Presídio de São João Batista — hoje Visconde do Rio Branco — se fazia por uma picada estreita, e Marlière mandou erguer às margens do Chopotó um rancho coberto de sapé para abrigar quem passava. Em volta do rancho nasceu o Arraial do Rancho de Sapé, depois só Arraial do Sapé. Os moradores doaram terreno para o patrimônio da igreja, e a povoação virou distrito de paz em 1851, com o nome de Sapé de Ubá, e freguesia de Santana do Sapé pela Lei provincial nº 758, de 2 de maio de 1856. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, simplificou o nome para Sapé; o Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, trocou-o por Guidoval, em homenagem ao fundador; e a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desanexou o distrito de Ubá e criou o município, instalado em 1º de janeiro de 1949. Em mais de setenta anos de autonomia, Guidoval nunca deixou a comarca de onde saiu: o verbete fecha com "Guidoval é têrmo da comarca de Ubá", e o Guia Judiciário diz o mesmo hoje.