História
O ouro fez o povoado e a falta dele o refez. O verbete do IBGE conta que a região era de índios Malalis e Coropós quando chegaram os paulistas em busca de ouro, e admite que não há documentação segura da data nem dos nomes dos primeiros desbravadores. Em 1852 o lugar já pesava o bastante para ser elevado a Distrito de Paz e Curato, com o nome que mantém até hoje — o ato é a Lei Provincial nº 575, de 4 de maio de 1852. A população cresceu até 1890, quando a sede beirava 8 mil habitantes, e despencou para 3.304 em 1900: é a data que o IBGE aponta para o fim da mineração, quando a agricultura e a pecuária passaram ao primeiro plano. Antes de chegar a Peçanha, o distrito esteve sob a dependência sucessiva dos municípios de Minas Novas, Serro e São João Batista; a partir de 25 de outubro de 1875 foi distrito de Peçanha. A emancipação veio com a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953 — a lei da divisão administrativa e judiciária do quinquênio 1954-1958 —, que criou o município com território desmembrado de Peçanha, deu à sede a categoria de cidade, descreveu seus limites rio a rio e serra a serra e o pôs, no quadro judiciário, na Comarca de Peçanha, ao lado de Coroaci e Virgolândia. A instalação solene foi em 1º de janeiro de 1954. Os dois distritos de hoje, Bom Jesus do Tabuleiro e São Judas Tadeu de Tabatinga, não existiam na lei de 1953, que não traz divisa interdistrital para o município.