História
A história de São Sebastião do Maranhão cabe em três leis mineiras e num sobrenome. O sobrenome é o de Antônio Maranhão, que o IBGE aponta como o primeiro homem branco de nome conhecido a se fixar na região, por volta de 1900 — "embora não se conheçam documentos positivos a respeito", ressalva o próprio verbete. Em 1907 chegaram outros moradores, que o IBGE nomeia: Francisco, conhecido como "Chico Margarida", Furbino Coelho e Antônio Soares Pimenta, este último, com o filho, à frente do pedido de elevação do povoado a distrito. A primeira lei é a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, a grande revisão de topônimos e distritos de Minas: ela criou o município de Santa Maria do Suaçuí e, dentro dele, o distrito de Morubáu, com sede na povoação de Maranhão. O nome oficial não pegou — o IBGE registra que a denominação "não conseguiu apegar-se ao uso local" — e a segunda lei, o Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, já lista o distrito como São Sebastião do Maranhão, ainda subordinado a Santa Maria do Suaçuí. A terceira é a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que fixou a divisão administrativa do estado: ela põe São Sebastião do Maranhão no grupo dos distritos emancipados, sob o número 64, cria no novo município os distritos de Mãe dos Homens e de Santo Antônio dos Araújos e desenha, rio a rio e serra a serra, as divisas com Itamarandiba, Capelinha, Santa Maria do Suaçuí e Peçanha, pelas serras Negra, da Boa Vista, da Noruega e do Grama e pelos rios São Félix e São Felinho. O verbete do IBGE e o portal da Prefeitura datam a emancipação de 1947; o texto da lei na Assembleia é de dezembro de 1948. Na Justiça, o município nunca saiu da órbita de onde nasceu: responde, até hoje, à Comarca de Santa Maria do Suaçuí, instalada em 1951, como termo judiciário do mesmo município de que foi distrito por um quarto de século.