História
A história de Sericita, como a Prefeitura a conta e o IBGE a reproduz, começa por volta de 1800, quando o Capitão Manoel da Costa Pereira e o genro, Alferes Cândido Ribeiro Rosa, chegaram de Conselheiro Lafaiete e tomaram posse das terras que hoje formam o município. As primeiras fazendas foram as dos córregos do Funil e da Serra, separadas pelo morro do Funil; ali se fabricava azeite, levado em lombo de burro até Ouro Preto para iluminar ruas e casas antes da energia elétrica, e se criavam porcos que saíam em carro de boi até Cajuri. Com a abolição, os antigos escravizados receberam do Capitão Costa catorze alqueires no lugar chamado Chácara Velha; liderados por Felisberto de Carvalho — o texto nomeia também Tia Eva e Sancha —, derrubaram a mata numa "aparente ilha" perto da foz do córrego do Arrozal e ergueram uma capela de pau-a-pique, coberta de esteira de taquara, para Santa Rita de Cássia. Ali está hoje o centro da cidade, e ali nasceu o povoado de Jequitibá. A sede do distrito ficava antes no povoado de Santana de Pedra Bonita, cujo Cartório de Paz e Notas foi criado em 1891 e instalado em 1892; em 1912 uma disputa entre os partidos locais, "Leão" e "Cruz", chegou ao Tribunal com pedido de nulidade do distrito, e a Lei nº 707, de 7 de setembro de 1917, transferiu a sede para Jequitibá, seis quilômetros ao sul — com um erro de nome corrigido pela Lei nº 716, de 16 de setembro de 1918. Em 1943 o distrito aparece na divisão estadual como "Sericita (ex-Itaporanga)", no termo de Abre Campo. A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e a instalação, em 1º de março de 1963; o primeiro intendente nomeado não agradou à UDN, que obteve a nomeação de um fazendeiro de Abre Campo, dono de máquina de beneficiar café em Sericita, e por isso tido como sericitense. O município saiu de Abre Campo e continua julgado por ela, a 22 km.