História
A história que o IBGE registra começa com a estrada. O verbete do município diz que o desenvolvimento de Cabeceira Grande "tornou-se mais acelerado com a construção de Brasília", a 120 km, e com a abertura da estrada Unaí– Brasília, que passa pela cidade e por Palmital. As primeiras doações de terra para o povoado vieram de dois moradores, Trajano Caetano Costa e Pedro Costa Filho — o primeiro dá nome à rua onde hoje funciona a Câmara Municipal. No papel, o lugar nasceu distrito de Unaí pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, a grande lei de divisão territorial daquele ano, que pôs Cabeceira Grande no item 705, ao lado de Garapuava e Santo Antônio do Boqueirão, e descreveu a divisa com a sede a partir do rio Preto, na foz do rio dos Arrependidos (o verbete do IBGE grafa o número da lei como 2.674, mas o texto da Assembleia e a página da Câmara dão 2.764). A emancipação veio mais de três décadas depois, com a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que criou dezenas de municípios mineiros e, no inciso de Cabeceira Grande, registrou o município remanescente e a comarca: Unaí e Unaí. A instalação foi em 1º de janeiro de 1997, com a posse da primeira Câmara. Palmital de Minas virou distrito por lei municipal, a de nº 059, de 1º de junho de 1999, e aparece na divisão territorial do IBGE desde 2001. A ligação judiciária nunca mudou: a Comarca de Unaí, instalada em 1955, julgava o distrito antes da emancipação e continua julgando o município.