Cidade de MG

Buenópolis

Buenópolis é sede de comarca de primeira entrância do TJMG, instalada em 21 de abril de 1955, com vara única no Fórum Doutor Alfredo Machado, e reúne três municípios: a própria sede — com o distrito de Curimataí —, Augusto de Lima e Joaquim Felício. O Júri e a instrução são do juiz da vara única; a fase de investigação, salvo nos crimes dolosos contra a vida, é do juiz das garantias, que fica em Bocaiúva. A execução penal não fica aqui quando o condenado está preso, porque não há unidade prisional no município e em Minas a execução acompanha o preso. Em contrapartida, Buenópolis é uma das poucas comarcas da Subseção de Montes Claros que conservam a competência federal delegada: a ação contra o INSS se ajuíza na própria cidade.

UF
MG
Porte
micro
População
9.150 hab.

Para questões judiciais em Buenópolis (MG), o juízo competente é da Comarca de Buenópolis — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Buenópolis/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Buenópolis/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Buenópolis: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A cidade é filha de um trilho. A antiga Fazenda do Riachão, da família Teixeira de Toledo, virou povoação quando a Estrada de Ferro Central do Brasil chegou, por volta de 1910, e o engenheiro Pedro Dutra desenhou ruas e praças sobre mata fechada, com a estação e a matriz como primeiros marcos; o conjunto de casas de alvenaria que nasceu junto à linha ficou conhecido como Residência. Inaugurada a estação em 4 de setembro de 1914, o lugar recebeu o nome de Buenópolis, em homenagem ao coronel Júlio Bueno Brandão, presidente do Estado. A escada institucional depois disso foi lenta, e tem uma inversão curiosa no meio: o distrito de Buenópolis nasceu pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, desmembrado do distrito de Joaquim Felício e subordinado ao município de Diamantina, e foi instalado em 19 de maio de 1927, ainda figurando como distrito diamantinense nos quadros territoriais de 1936 e de 1937. Hoje, Joaquim Felício é município autônomo que responde à comarca de Buenópolis, a 17 km — o distrito-mãe virou jurisdicionado do distrito-filho. A comarca própria só veio em 21 de abril de 1955, segundo o Guia Judiciário do TJMG, poucos anos depois da emancipação municipal. O verbete do IBGE não tem, para Buenópolis, o campo de formação judiciária que em outras cidades mineiras conta a história de comarca criada, suprimida e restaurada; aqui a única data de instalação disponível é a do Guia, e nada nas fontes lidas indica supressão anterior.

Economia

O retrato é o de um município extenso e rarefeito: 1.599,881 km² de área para 9.150 habitantes, densidade de 5,72 por quilômetro quadrado, e um produto interno bruto de R$ 191.748 mil em 2023, pelo SIDRA. Dividido pela população, dá algo próximo de vinte e um mil reais por habitante ao ano — número que não se traduz em renda de bolso, porque PIB municipal mede produção e não salário. O que a geografia diz é que aqui há muito chão e pouca gente, na borda entre a região geográfica imediata de Curvelo e o Norte de Minas, com a Serra do Cabral de um lado. Esse desenho tem efeito jurídico direto, e é o que interessa a esta página: uma comarca de nove mil habitantes não sustenta duas varas, e por isso a Vara Única acumula cível, criminal, infância, família, Júri e a competência federal delegada em matéria previdenciária. Esta ficha não abre valor por lavoura: a colheita da Produção Agrícola Municipal não foi lida nesta janela de trabalho, e sem o dado na mão não se escreve o que a cidade produz.

Panorama jurídico

Quem procura a Justiça em Buenópolis precisa guardar quatro endereços diferentes, e eles não são intuitivos. O primeiro é o de casa: o Fórum Doutor Alfredo Machado, na Praça Toval da Costa Sampaio, 71, no Centro, onde a Vara Única responde por tudo o que a comarca tem — e a comarca tem três municípios, porque Augusto de Lima, a 30 km, e Joaquim Felício, a 17 km, também são jurisdicionados aqui, além do distrito de Curimataí, a 41 km. O segundo endereço é Bocaiúva, e é o que mais surpreende: pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 o juiz das garantias de Buenópolis é o da 1ª Vara de Bocaiúva, de segunda entrância, de modo que a audiência de custódia e as decisões da investigação saem de outra comarca. O arranjo é um ciclo de três que mistura duas comarcas e duas entrâncias: Buenópolis vai para a 1ª Vara de Bocaiúva, esta para a 2ª Vara de Bocaiúva, e a 2ª Vara de Bocaiúva fecha o círculo voltando para Buenópolis — não há reciprocidade direta entre a vara daqui e a vara que funciona como sua garantias. Há uma exceção que muda tudo nos casos mais graves: o art. 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 retira o crime doloso contra a vida do rodízio, e por isso o inquérito de homicídio de Buenópolis fica com o juiz daqui desde o começo, o mesmo que depois presidirá o plenário do Júri no próprio fórum. O terceiro endereço é o da unidade prisional, e é o mais doloroso, porque não existe unidade em Buenópolis: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 a execução penal em Minas segue o corpo do preso, de forma que o condenado que sai da cidade para uma vaga em Corinto, a 68 km, ou em Curvelo, a 113 km, leva com ele a competência da execução, e a cada transferência o juízo declina de novo; quem cumpre pena em liberdade, ao contrário, fica com a Vara Única daqui, pelo parágrafo único do mesmo artigo. O quarto endereço é o trabalhista, em Curvelo, sede do Foro do TRT-3 que reúne os três municípios da comarca. E há uma boa notícia, a única que dispensa viagem: Buenópolis conserva a competência federal delegada no Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, com a redação da Portaria Presi nº 170/2026 — está na coluna das comarcas que a têm, ao lado de Grão Mogol, Itamarandiba, Salinas e São João da Ponte, enquanto Montes Claros, Bocaiúva, Pirapora e Várzea da Palma estão na coluna das que a perderam. A ação previdenciária contra o INSS, portanto, se ajuíza aqui mesmo, com recurso para o TRF6, e não a 275 km de distância.

Patrimônio

O patrimônio que a cidade guarda de si mesma está na origem ferroviária e na devoção que veio com ela. O núcleo urbano foi traçado por um engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil sobre mata fechada, e o conjunto de casas de alvenaria que surgiu em torno da linha ficou conhecido como Residência, nome que, segundo a prefeitura, ainda se usa. A estação, inaugurada em 4 de setembro de 1914, é o marco fundador. Na vida religiosa, o verbete do IBGE registra a chegada da devoção a Nossa Senhora do Carmo com Frei Henrique Ciulle, a construção de um convento carmelita e da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, e um deslocamento que também diz algo sobre a hierarquia entre sede e distrito: a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que tinha sede em Curimataí, transferiu-se para Buenópolis. Esta ficha não faz inventário de bens tombados: nenhuma das fontes oficiais consultadas aqui é fonte de tombamento, e sem essa consulta não se afirma proteção legal de imóvel algum.

Curiosidades

Duas cidades mineiras carregam o nome do mesmo homem, e as duas são comarcas de primeira entrância que aparecem coladas uma na outra na lei. O coronel Júlio Bueno Brandão, presidente do Estado de Minas Gerais na década de 1910, deu nome a Buenópolis, aqui no centro-norte, e a Bueno Brandão, no extremo sul do estado, a centenas de quilômetros de distância. No Anexo I da Lei Complementar nº 59/2001, que arrola os cargos de juiz de primeira entrância, elas são os itens 24 e 25; no Anexo II, que descreve a composição das comarcas, são os itens 44 e 45. A vizinhança alfabética é uma armadilha real de escritório: quem procura processo, distribuição ou intimação por busca parcial de nome acha com facilidade a comarca errada, no outro extremo de Minas. A conferência que evita o erro é pelo código da comarca — Buenópolis é 0092 no TJMG — e não pelo nome.

Educação e cidadania

Este é o endereçário mínimo de quem precisa resolver algo jurídico morando em Buenópolis, em Augusto de Lima, em Joaquim Felício ou no distrito de Curimataí. Para processo da comarca, inclusive Júri, família, infância e execução de pena cumprida em liberdade: Vara Única, no Fórum Doutor Alfredo Machado, Praça Toval da Costa Sampaio, 71, Centro, telefones (38) 3756-4100 e (38) 3756-4101. Para conciliação antes ou fora do processo, o CEJUSC funciona no mesmo prédio. Não há Juizado Especial instalado: a causa de menor complexidade corre pela vara única, e o enquadramento administrativo da comarca é no Grupo Jurisdicional JESP de Curvelo. Para ação contra o INSS, é aqui mesmo, porque a comarca conserva a competência federal delegada. Para reclamação trabalhista, o Foro de Curvelo. Para causa de competência federal comum, a Subseção de Montes Claros. Para inscrição, carteira e apoio à advocacia, a Subseção da OAB/MG de Buenópolis, com sede na Rua José Afonso da Cruz, 8, e sala no fórum. Para certidão de nascimento, casamento, óbito, escritura, procuração e protesto, as quatro serventias da sede e, para quem mora no distrito, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Curimataí. Três advertências honestas fecham a lista. A primeira: se o parente está preso, o pedido não corre aqui — corre na comarca da unidade em que ele estiver, provavelmente Corinto ou Curvelo, e muda de juízo a cada transferência. A segunda: se a prisão é recente e o caso não é de homicídio, a decisão da fase inicial é do juiz das garantias, em Bocaiúva, e só depois o processo se acomoda aqui. A terceira: o que esta página não afirma, não afirma porque não conferiu — a falta de uma informação aqui não significa que o serviço não exista na cidade, e a orientação sobre um caso concreto se obtém com um advogado, não em página de internet. Este é o site de uma advocacia particular, e não de órgão público.

Segurança e fronteira

A geografia manda na segurança pública e na prisão: são 1.599,881 km² com 5,72 habitantes por quilômetro quadrado e um distrito, Curimataí, a 41 km da sede. A área está na 14ª Região Integrada de Segurança Pública, que agrupa unidades prisionais de Capelinha a Várzea da Palma. Buenópolis não tem nenhuma delas: a relação do Depen-MG, conferida pelo endereço de cada unidade, não registra estabelecimento penal no município. Isso significa duas coisas concretas para quem tem parente preso. A primeira é que a visita exige estrada — as unidades mais próximas são o Presídio de Corinto, a 68 km, e o Presídio de Curvelo, a 113 km. A segunda é jurídica: junto com o preso viaja também o processo de execução, e é no juízo da comarca da unidade que se peticiona, não no fórum daqui. Todas as unidades da região são presídios, e não penitenciárias — pela Lei de Execução Penal a diferença é de regime de cumprimento, não de porte —, e é também por isso que a comarca não tem direito a vara especializada de execução penal: a Vara Única responde pelo que resta aqui, que é a pena alternativa, o sursis e o livramento condicional de quem mora no município.

Dados do município

Gentílico
buenopolense
Mesorregião
Central Mineira
Microrregião
Curvelo
Região intermediária (IBGE)
Belo Horizonte
Área (km²)
1599.881
População (Censo 2022)
9.150
Densidade demográfica (hab/km²)
5.72

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Buenópolis como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Buenópolis/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Buenópolis
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG, consultado na localidade Buenópolis (código 0092, MG_92), registra a instalação da comarca em 21 de abril de 1955 — vinte e oito anos depois de o distrito ser instalado e poucos anos depois de o município se emancipar. O fórum leva o nome de Fórum Doutor Alfredo Machado e fica na Praça Toval da Costa Sampaio, 71, no Centro, CEP 39230-000, com os telefones (38) 3756-4100 e (38) 3756-4101; o Guia não publica fax. Os feriados municipais informados para 2026 são 4 e 5 de junho, 8 de dezembro e 17 de dezembro.
Classificação
Primeira entrância, por duas fontes que se confirmam. O Guia Judiciário devolve "Entrancia: Primeira" na consulta da localidade, e o Anexo I da LC 59/2001 traz Buenópolis como item 25 da relação de primeira entrância, com um único cargo de juiz de direito, sob a sigla JPE-25. Vale a advertência de sempre: o Anexo I arrola cargos, não varas instaladas, e o rol de juízes por comarca do art. 10 da LC 59 está inteiramente revogado pelo art. 13, I, "a", da LC 166/2022, de modo que hoje o quantitativo de varas é matéria de resolução do Tribunal.
Estrutura
Vara única. A consulta de órgãos do Guia devolve, no Fórum Doutor Alfredo Machado, a Direção do Foro, a Sala da Administração, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, a Contadoria/Tesouraria, a Distribuição de Feitos, a Secretaria e um só bloco de vara — "Vara Única (V.Única)", com o endereço eletrônico bus1secretaria@tjmg.jus.br. A página 2 da mesma consulta volta vazia, sem nenhum órgão além do cabeçalho do fórum, e é essa página vazia que prova que não há segunda vara escondida pelo corte de dez blocos da página 1. O CEJUSC atende pelo endereço cejusc.bus@tjmg.jus.br e a Contadoria/Tesouraria por buscontadoria@tjmg.jus.br, o mesmo endereço que o Guia publica para a Administração do Fórum. A comarca não tem, na relação do fórum, bloco de Sala do Ministério Público nem de Cartório Eleitoral — ausência na lista do Guia, que em comarca pequena costuma vir curta, e não ausência do serviço na cidade. O prefixo "bus" dos endereços não se deduz do nome da cidade: foi copiado como o Guia o publica.
Endereço
Fórum Doutor Alfredo Machado — Praça Toval da Costa Sampaio, 71, Centro, Buenópolis - MG, CEP 39230-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios: Buenópolis, que é a sede, Augusto de Lima, a 30 km, e Joaquim Felício, a 17 km. O único distrito judiciário fora da sede é Curimataí, distrito de Buenópolis, a 41 km do fórum. A composição foi lida na consulta de municípios e distritos do Guia, separando município de distrito pelo colspan da linha e não pelo texto, e confere exatamente com o item 45 do Anexo II da LC 59/2001. Uma observação para quem usar a mesma tabela: a coluna de distância à capital sai imprestável para o distrito — Curimataí, que está a 41 km da sede, aparece com 431 km até Belo Horizonte contra 275 km da própria sede, um salto de 156 km que a geografia não sustenta. Só a coluna de distância à comarca foi usada aqui.
Substituição comarca vaga
A consulta de substituição de comarcas vagas devolve duas tabelas, e elas não são simétricas. Na primeira, que diz quem substitui Buenópolis quando a comarca está vaga: Corinto em 1º lugar, a 68 km; Curvelo em 2º, a 113 km; Pirapora em 3º, a 205 km. Na segunda, que diz onde Buenópolis substitui: Corinto a 69 km, Curvelo a 113 km e Pirapora a 210 km — e as três linhas trazem o mesmo ordinal, "2º". As distâncias do mesmo par divergem entre as duas leituras (68 contra 69 km para Corinto, 205 contra 210 para Pirapora). A ficha registra as duas sem tentar reconciliá-las. Nada disso é a ordem do juiz das garantias, que vem de outro ato: a coincidência entre a primeira posição daqui e o par de garantias não existe neste caso, porque o par é Bocaiúva, que não figura em nenhuma das duas tabelas.
Juizado especial
Não há Juizado Especial instalado na comarca: a consulta de juizados do Guia devolve "Sua consulta não retornou nenhum resultado". O que existe é o enquadramento administrativo — o Guia informa Grupo Jurisdicional JESP de Curvelo. As causas de menor complexidade correm, então, pela própria vara única, com o apoio do CEJUSC instalado no fórum.
Tribunal juri
Em comarca de vara única não há repartição possível, e isso é resposta, não lacuna: o julgamento de crime doloso contra a vida cometido em Buenópolis, em Augusto de Lima ou em Joaquim Felício é do juiz da Vara Única de Buenópolis, que preside o sumário de culpa e, pronunciado o réu, o plenário do Tribunal do Júri no próprio Fórum Doutor Alfredo Machado. Não se põe aqui a dúvida das comarcas de duas varas, em que é a resolução de instalação da segunda vara que reparte o criminal.
Execução penal
Não há unidade prisional em Buenópolis, e isso decide a pergunta mais frequente da família. Em Minas Gerais a execução penal segue o corpo do preso: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, art. 1º, o juízo competente é o da comarca em que o condenado estiver efetivamente recolhido; o parágrafo único manda para a comarca da residência quando a pena é cumprida em liberdade; e o art. 3º obriga a declinar a competência a cada transferência de unidade. Na prática: o buenopolense que fica preso responde à execução onde houver vaga, e as duas unidades mais próximas, lidas pelo endereço e não pelo nome, são o Presídio de Corinto (Rua Angélica Magalhães, 119, Centro, Corinto), a 68 km, e o Presídio de Curvelo (Av. Bias Fortes, 3.450, Vila São José, Curvelo), a 113 km — a execução dele corre lá, não aqui. Já a pena alternativa, o sursis e o livramento condicional de quem mora no município ficam com a Vara Única de Buenópolis, pelo parágrafo único do art. 1º. E porque na região há presídios e não penitenciárias, não se aciona a obrigação de vara especializada de execução penal por circunscrição do art. 10, § 3º, da LC 59/2001: a vara única responde por tudo o que sobra aqui.
Juiz das garantias
O juiz das garantias de Buenópolis é o juiz da 1ª Vara da comarca de Bocaiúva, de segunda entrância. É o que fixa o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, na 6ª Região: a linha cuja coluna COMARCA é Buenópolis traz a Vara Única, primeira entrância, e, como juízo das garantias, a 1ª Vara de Bocaiúva. O arranjo é um ciclo de três que atravessa duas comarcas e duas entrâncias: Buenópolis vai para a 1ª Vara de Bocaiúva, a 1ª Vara de Bocaiúva vai para a 2ª Vara de Bocaiúva, e a 2ª Vara de Bocaiúva fecha o círculo voltando para a Vara Única de Buenópolis. Ou seja, o juiz de Buenópolis é o juiz das garantias de uma vara de Bocaiúva, mas não daquela que é garantias dele — não é par recíproco, é ciclo. Consequência prática: a audiência de custódia e as decisões da fase de investigação de um caso de Buenópolis saem de um juiz que fica em Bocaiúva, e o processo volta para cá depois do recebimento da denúncia. Fora do rodízio ficam os crimes dolosos contra a vida, por força do art. 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025: o inquérito de homicídio de Buenópolis não muda de juiz, e é o mesmo magistrado que depois presidirá o Júri.
Ressalva
Na tabela da PC 1.818 a coluna que descreve o juízo do par chama a vara de Bocaiúva de "1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude", enquanto a linha própria de Bocaiúva, no mesmo anexo, nomeia a 1ª Vara como "1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais" e reserva a Infância e a Juventude para a 2ª. A ficha adota a designação que cada comarca dá a si mesma na sua própria linha e registra do par apenas o ordinal: 1ª Vara de Bocaiúva. Na mesma tabela, a coluna de entrância do par é fonte conhecidamente ruim; a entrância de Buenópolis afirmada aqui vem do Guia e do Anexo I da LC 59, não da PC 1.818. Quanto ao sistema, o PJe está implantado na Vara Única, e a página de implantações do TJMG registra duas datas, 15/07/2019 e 15/05/2020, sem que a leitura tenha permitido atribuir cada data à sua competência.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Buenópolis
E-mail
Telefone
Estrutura
A subseção tem duas portas na relação institucional da OAB/MG: a sede, na Rua José Afonso da Cruz, 8, Centro, aberta das 8h às 10h e das 12h às 18h, e uma sala no fórum, na Praça Toval da Costa Sampaio, 71, das 12h às 18h. As duas linhas trazem o mesmo telefone e o mesmo endereço eletrônico. O endereço da sala do fórum coincide, logradouro e número, com o endereço que o Guia Judiciário dá ao Fórum Doutor Alfredo Machado — duas fontes de origens independentes que fecham entre si.
Ressalva
A relação da OAB/MG usada aqui é de 18 de fevereiro de 2021. A coerência interna e a coincidência com o Guia tornam o endereço plausível, mas não provam vigência em 2026: telefone e horário podem ter mudado.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Montes Claros (SJMG/TRF6). Não há vara federal na comarca, mas Buenópolis CONSERVA a competência federal delegada: a ação previdenciária pode ser ajuizada na Vara Única de Buenópolis.
Justica trabalho
Foro de Curvelo (TRT-3), que abrange os três municípios da comarca.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Buenópolis não tem unidade prisional. A relação de unidades do Depen-MG/Sejusp, lida por endereço e não por nome, não registra nenhum estabelecimento no município, nem na sede nem no distrito de Curimataí. Na 14ª Região Integrada de Segurança Pública, que é a da área, as duas unidades mais próximas são o Presídio de Corinto (Rua Angélica Magalhães, 119, Centro, Corinto, telefones (38) 3751-1599 e (38) 3751-1755), a 68 km, e o Presídio de Curvelo (Av. Bias Fortes, 3.450, Vila São José, Curvelo, telefone (38) 3722-4519), a 113 km. A mesma região reúne ainda os presídios de Capelinha, Diamantina, Itamarandiba, Pirapora, Serro, Três Marias, Turmalina e Várzea da Palma. Em Bocaiúva, a comarca do juiz das garantias, há o Presídio de Bocaiúva (Av. Luiz Antônio Monteiro, 1.378, bairro Esplanada), já em outra região integrada. Todas são presídios, e não penitenciárias: pela Lei de Execução Penal, art. 87, a distinção é de regime de cumprimento e não de porte, e é por isso que nenhuma delas aciona a vara especializada de execução penal do art. 10, § 3º, da LC 59/2001.
Contexto
Para a família, a consequência é de logística e de endereço processual. O preso de Buenópolis não fica em Buenópolis: sai do município assim que há vaga, e com ele sai a competência da execução, pelo art. 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014. Visita, pedido de progressão de regime e pedido de transferência passam a correr na comarca da unidade, e a cada nova transferência o juízo declina outra vez, pelo art. 3º. É a unidade em que o preso está, e não a cidade onde ele morava, que determina onde se peticiona.
Ressalva
A relação prisional foi lida em cópia arquivada do texto integral do Depen-MG, porque o portal está indisponível por vedação eleitoral em 2026. As distâncias de 68 km e 113 km são as que o Guia Judiciário publica entre as comarcas de Buenópolis e as de Corinto e Curvelo, não distâncias rodoviárias medidas até a porta de cada unidade.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Montes Claros — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Buenópolis consta, sem asterisco, da relação de municípios da Subseção Judiciária de Montes Claros na tabela de jurisdições da SJMG. A vara federal mais próxima está em Montes Claros; não há vara federal em Buenópolis nem em qualquer município da comarca.
Competência delegada
Buenópolis CONSERVA a competência federal delegada — e essa é a notícia útil, porque a maior parte das comarcas da mesma subseção a perdeu. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, divide as comarcas de cada subseção em duas colunas. Na linha da Subseção de Montes Claros, Buenópolis está na coluna das comarcas que TÊM competência federal delegada, ao lado de Grão Mogol, Itamarandiba, Salinas e São João da Ponte. Na outra coluna, das que deixaram de possuí-la, estão Montes Claros, Bocaiúva, Francisco Sá, Coração de Jesus, Brasília de Minas, Januária, Minas Novas, Várzea da Palma, Pirapora, São Francisco e Turmalina. Em termos práticos: a ação previdenciária contra o INSS de quem mora em Buenópolis, em Augusto de Lima ou em Joaquim Felício pode ser ajuizada na própria Vara Única de Buenópolis, com recurso para o TRF6, sem a viagem de 275 km até a capital. O fundamento é o art. 15, III e § 2º, da Lei nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705/2021. O nome de Buenópolis vem sem asterisco no anexo, de modo que não está alcançado pela suspensão de eficácia noticiada na nota de rodapé sobre a Decisão PRESI nº 241/2026, que atinge apenas Carandaí e Poço Fundo.
Contexto
Duas coisas se confundem e conviria separar. A tabela de subseções diz a que vara federal o município pertence — Montes Claros. O Anexo III diz outra coisa: se o juiz estadual da comarca pode julgar, por delegação, a causa previdenciária. As duas respostas aqui são diferentes e as duas valem. E note que Bocaiúva, a comarca do juiz das garantias de Buenópolis, está do outro lado da tabela: perdeu a delegada. Comarca vizinha não serve de parâmetro, nem o par de garantias; cada linha se lê por si.
Acervo anterior
Para as ações já em curso vale um degrau firme e outro em aberto. O firme é o art. 4º da Resolução CJF nº 603/2019, pelo qual as ações previdenciárias ajuizadas antes de 2020 permanecem no juízo estadual em que foram propostas. O aberto é a regra de destino do acervo nas cessações de delegada por instalação de Unidade Avançada de Atendimento, atribuída ao art. 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado — e que, de todo modo, não alcança Buenópolis hoje, porque aqui a competência foi conservada.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Curvelo (Justiça do Trabalho)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
Abrangência
Augusto de Lima, Biquinhas, Buenópolis, Corinto, Curvelo, Felixlândia, Inimutaba, Joaquim Felício, Monjolos, Morada Nova de Minas, Morro da Garça, Paineiras, Presidente Juscelino, Santo Hipólito e Três Marias
Contexto
Aqui, por exceção, a Justiça do Trabalho e a Justiça estadual andam quase juntas: os três municípios da comarca de Buenópolis — a sede, Augusto de Lima e Joaquim Felício — estão todos na mesma relação de jurisdição, a do Foro de Curvelo, que reúne quinze municípios. Não é a regra em Minas, onde o TRT-3 não segue a divisão em comarcas e há comarca partida entre três foros do trabalho. A reclamação trabalhista do buenopolense corre em Curvelo, a 113 km, e não no fórum da própria cidade.
Ressalva
O número de varas do Foro de Curvelo, a lei de criação de cada uma e o endereço eletrônico e o telefone da atermação virtual do foro não foram lidos nesta janela de trabalho e por isso não se afirmam.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.599,881 km² com 5,72 habitantes por quilômetro quadrado e um distrito, Curimataí, a 41 km da sede — geografia que manda no policiamento tanto quanto na prestação jurisdicional. A área integra a 14ª Região Integrada de Segurança Pública. Um ponto que a família costuma descobrir tarde: a audiência de custódia de quem é preso em Buenópolis não é do juiz local, e sim do juiz das garantias, que é o da 1ª Vara de Bocaiúva, na forma do art. 2º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 combinado com o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026.

Cartórios

Estrutura
Na sede há quatro serventias. O Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas fica na Avenida Pe. Laerte Esperança Oliveira, 420, bairro Santa Luzia, CEP 39230-000. O Tabelionato de Protesto de Títulos, na Rua São Sebastião, 167, Centro, telefone (38) 3756-1222. O 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais, na Rua Eurico Evangelista Batista, 8, Centro, telefone (38) 3756-1413 — é onde se tiram as certidões de nascimento, casamento e óbito de quem vive na sede. O 2º Tabelionato de Notas, na Avenida Juscelino Kubitschek, 264, Centro. No distrito de Curimataí funciona o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua São Sebastião, 146, CEP 39235-000, telefone (38) 3756-3046, e é lá, não na sede, que se procura a certidão de quem mora no distrito. Nos outros municípios da comarca: em Augusto de Lima, o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua Wenceslau Brandão, 383, CEP 39219-000; em Joaquim Felício, o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua Eloizina Rabelo, 31, CEP 39240-000.
Ressalva
O telefone que o Guia publica para o 2º Tabelionato de Notas de Buenópolis vem malformado, com o código de área repetido dentro do número, e por isso não é reproduzido aqui. Vários dos números publicados são de telefonia móvel, e em três serventias o Guia repete o mesmo número nos campos de telefone e de fax — a ficha não trata fax como telefone.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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