História
A história de Santana de Pirapama é a de um porto do rio das Velhas que foi distrito por mais de cem anos e trocou de município-mãe antes de se emancipar. O verbete do IBGE conta que a povoação começou junto à barra do córrego Traíras, em terras das sesmarias do Padre Jorge Martins Curvelo de Ávila, e que o distrito de Traíras se estendia até a barra do rio Paraúna. A data de criação do distrito varia conforme a fonte — 1834 na narrativa do verbete, a Lei Provincial nº 471, de 1º de junho de 1850, no quadro de formação administrativa do mesmo registro, 1843 na página da Prefeitura —, e em 1850 foi criada a Paróquia de Santana de Traíras. A Lei nº 1.294, de 30 de outubro de 1866, tirou do distrito o território do novo distrito de Ponte do Paraúna. Traíras pertenceu a Curvelo até o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que o transferiu para o recém-criado município de Cordisburgo — o verbete registra que a mudança "não foi do agrado dos trairenses". O Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, trocou o nome para Pirapama. Veio então o movimento pela emancipação, que o verbete descreve liderado pelo vigário da freguesia e por uma comissão escolhida em assembleia popular, e a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, criou o município de Santana de Pirapama, desmembrado de Cordisburgo, instalado em 1º de janeiro de 1949. A última mudança de território veio com a Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962: o município recebeu de Conceição do Mato Dentro o distrito de Fechados e passou a ir do rio das Velhas ao Paraúna. Desde 1963, diz o verbete, é formado pelos dois distritos, e assim permanecia em 2007.