História
Rio Acima nasceu à beira do caminho do ouro. O verbete do IBGE descreve o lugar como nascido às margens da Estrada Real, que ligava o Rio de Janeiro aos centros mineradores — Vila Rica, hoje Ouro Preto, Sabarabuçu, hoje Sabará, e Santa Luzia —, e registra que já em 1717 eram numerosos os moradores donos de escravizados, pelo rol de cobrança dos quintos. Em 1736, segundo o mesmo texto, o povoado se formou em torno de uma capela erguida nas barrancas do Rio das Velhas, e floresceu em meados do século XVIII como arraial de bandeirantes, mineradores e comerciantes de tropas. A paróquia foi declarada colativa em 16 de janeiro de 1752, e a igreja de Nossa Senhora do Rosário foi erigida por provisão em 28 de janeiro de 1773 — uma provisão várias vezes suprimida e restaurada em definitivo em 7 de abril de 1841. Em 9 de fevereiro de 1831, conta o verbete, Santo Antônio do Rio Acima recebeu o casal imperial, D. Pedro I e D. Amélia de Leuchtenberg, numa das últimas viagens do imperador antes da abdicação, em abril daquele ano. A ferrovia chegou em 1º de junho de 1890, com a estação da Central do Brasil, e trouxe novo impulso econômico. O distrito de Santo Antônio do Rio Acima pertencia então a Sabará; criado o município de Nova Lima, passou a integrá-lo; em 7 de setembro de 1923 ganhou o nome de Rio Acima; e a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, o emancipou junto com Raposos, com vigência a partir de 1º de janeiro de 1949. Judicialmente, nunca saiu da casa: a Comarca de Nova Lima, instalada em 1939 segundo o Guia do TJMG, julgava o distrito antes da emancipação e continua a julgar o município hoje.