História
O verbete do IBGE conta que o arraial do Rio Abaixo nasceu na década de 1720, à beira do Rio Santa Bárbara e ao pé da Serra do Catunguí, de famílias vindas do Rio de Janeiro, de Salvador, de Guaratinguetá, de São Paulo, de Ouro Preto, de Mariana e, sobretudo, de Braga, em Portugal — daí o padroeiro minhoto, São Gonçalo do Amarante. O mesmo registro nomeia os primeiros moradores de que se tem notícia: José de Olanda Braga, que doou as terras da matriz; o capitão Manoel Teixeira Borges Aranda, fazendeiro do século XVIII; e o alferes Francisco Faria Brito. A ocupação, diz o verbete, veio menos do ouro do que da procura de terras férteis às margens do Rio Una, numa região de carestia, e o arraial não prosperou como os vizinhos auríferos — embora o território guarde obras feitas por braços escravizados. A formação administrativa tem as leis certas no arquivo da Assembleia, e elas corrigem o verbete. A Lei provincial nº 471, de 1º de junho de 1850, elevou a paróquia "o Curato de São Gonçalo do Rio abaixo no Município de Santa Bárbara, compreendendo os limites do mesmo Curato e Distrito". E foi a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a grande lei da divisão administrativa de Minas —, que criou o município, no item 619, com um só distrito, e lhe desenhou os limites com Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Itabira, Rio Piracicaba e Santa Bárbara, por serras e divisores de água entre os rios Santa Bárbara, Piracicaba, Una e Tanque. O município saiu de Santa Bárbara e ficou na comarca de Santa Bárbara, onde está até hoje.