História
A história de Bela Vista de Minas começa em fazenda e termina em loteamento. O verbete do IBGE e a página da Prefeitura contam que os primeiros donos de terra do lugar foram Belmiro Ferreira, Ricardo Rancheiro e José Modesto de Ávila, e que à beira do córrego da Onça, na fazenda deste último, junto à divisa com o então distrito de João Monlevade, formou-se um aglomerado com o nome do córrego. Uma capela a São Sebastião, erguida no alto, de onde se via uma "bela e agradável vista", deu ao povoado o nome de São Sebastião da Bela Vista. O que acelerou tudo não foi ouro nem café, foi aço: a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira instalou-se em João Monlevade, a cinco quilômetros, e os fazendeiros lotearam as terras — a fazenda de José Modesto de Ávila, registra o verbete, se transformou "em ruas, praças e avenidas". O nome sobreviveu na principal avenida da cidade, a José Modesto de Ávila, onde hoje estão o cartório, farmácias e um posto de saúde. O povoado pertencia a Nova Era, e foi de Nova Era que se desmembrou: a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou o município de Bela Vista de Minas, só com o distrito-sede. O Governador vetou o item. A Assembleia Legislativa derrubou o veto em 29 de abril de 1964 — a data que a Prefeitura adota como a da emancipação política —, e fez o mesmo, no mesmo dia, com o item de João Monlevade. As duas cidades vizinhas, a do aço e a que cresceu à sombra dele, nasceram como municípios juntas. Bela Vista de Minas saiu do município de Nova Era, mas não saiu da comarca: continua julgada pelo fórum de lá, a 14 quilômetros.