História
A história de Nova Era começa com dois irmãos guardando um segredo. Em 1706 o sertanista Antônio Dias de Oliveira entrou pelo sertão do Rio Doce levando na bandeira José e Antônio de Miranda, portugueses da Vila de Mirandela; ao tirar água de um afluente do Piracicaba que batizaram rio de Peixe, um deles achou no fundo da vasilha vestígios de ouro, combinou silêncio com o irmão e ficou. Antônio Miranda comprou as terras e ergueu a Fazenda Rio de Peixe, depois as sesmarias da Passagem, da Pedra Furada e dos Macacos. O ouro de aluvião durou pouco: em 1715 a junta convocada pelo governador da capitania unida decidiu cobrar dez oitavas de bateia, e o imposto asfixiou a cata. O arraial de São José da Lagoa virou curato em 1832 e freguesia em 1848, pertencendo sucessivamente a Caeté, Santa Bárbara, Rio Piracicaba e, por fim, Itabira. O que mudou tudo foi o trilho: a Estrada de Ferro Vitória a Minas chegou em 1932 e a estação da Central do Brasil em 1936. Dois anos depois, o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, emancipou o distrito com o nome de Presidente Vargas, e o município foi instalado em 1º de janeiro de 1939. Em 1942 vem a troca de nomes: Itabira fica com "Presidente Vargas" e o município recém-criado recebe "Nova Era", pela expectativa de progresso que o prolongamento da ferrovia até as minas prometia ao vale do Rio Doce. A comarca só se instalou em 15 de novembro de 1948, e em 1962 o município perdeu território para o vizinho que virou Bela Vista de Minas — que permaneceu na comarca, embora tenha saído do município. Hoje Nova Era conta somente com o distrito sede.