História
Novo Cruzeiro deve o nome a uma moeda, e não a um santo ou a um rio. O verbete do IBGE conta que o nome saiu de uma reunião local, por proposta de um morador chamado Olímpio Alves, aceita por unanimidade, em homenagem ao cruzeiro que em 1942 substituiu o mil-réis — o "novo" da moeda virou o nome da cidade nova. Antes disso o lugar era São Bento: capela mandada erguer em 1917 por ordem de frei Serafim Gomes Jardim, em terreno da igreja, com as primeiras casas rústicas ao redor; primeira missa em 1922; estação ferroviária inaugurada em 1924, também sob a invocação do santo. O bairro onde hoje funciona a Defensoria Pública ainda se chama São Bento. O território vem das sesmarias que, em 1880, chegavam às terras do então município de Araçuaí, e a história administrativa é de subtração: as vilas de Itaipé e de Catugi — hoje Catuji — eram distritos de Novo Cruzeiro na divisão territorial fixada pela Lei estadual nº 1.039, de 1953, que descrevia os limites "entre os distritos de Itaipé e Catugi"; na divisão de 1962, pela Lei nº 2.764, Novo Cruzeiro já aparece reduzido a quatro distritos — a sede, Lufa, Novilhona e Queixada — e Itaipé e Caraí figuram como municípios próprios, com limites descritos contra o município-mãe. É o desenho que sobrevive até hoje, invertido: o que a emancipação tirou do município, a comarca devolveu à jurisdição. Novo Cruzeiro julga hoje exatamente os vizinhos que um dia foram seus distritos.