História
A história que o IBGE registra para Chapada do Norte é a de uma cidade fundada por quem fugia. O ouro do Fanado foi achado em 1727 e 1728 pelos bandeirantes de Sebastião Leme do Prado, e o verbete do município põe os primeiros moradores à margem do rio Capivari por volta de 1728. Quando as lavras de Minas Novas decaíram, por volta de 1743, faltou comida, e a fome caiu com mais força sobre os escravizados, que além dela sofriam os castigos dos capitães do mato. Muitos fugiram e formaram quilombos no Macuco, na Bandeirinha e na Bandeira Grande; perseguidos, subiram o espigão junto ao Capivari, acharam ouro e fundaram ali a povoação de Santa Cruz da Chapada. O povoado foi extinto e restaurado em 1850. O mesmo verbete registra a versão do historiador Pizarro, segundo a qual dois povoados chamados Paiol e Itaipaba, formados por volta de 1728, quando se repartiu o ribeirão do Bom Sucesso, deram origem à cidade. Como toda a região do Fanado, o lugar esteve subordinado à capitania da Bahia a partir de 1729 e só depois passou ao governo de Minas, por causa das questões da extração de diamantes. Por dois séculos foi povoado e distrito de Minas Novas. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrou Chapada do Norte de Minas Novas, com Berilo e Francisco Badaró, e o município foi instalado em 1º de março de 1963. Em 1995, leis municipais criaram os quatro distritos de hoje. A emancipação administrativa não levou consigo a Justiça: seis décadas depois, os três filhos de 1962 ainda vão a Minas Novas para o fórum, para o Júri e para o cartório de imóveis.