Cidade de MG

Grão Mogol

Grão Mogol tem 13.901 habitantes (Censo 2022) espalhados por 3.885 km² no Norte de Minas, a 569 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 9 de maio de 1892, é de primeira entrância e tem Vara Única no Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo; respondem a ela Grão Mogol, Botumirim, Cristália e Josenópolis. Não há unidade prisional na comarca: pela Portaria Conjunta nº 344/2014, o condenado recolhido executa a pena na comarca da unidade que o receber, e só a execução de quem responde solto fica aqui. O juiz das garantias é o da Vara Única de Francisco Sá, em par recíproco (PC 1.818/PR/2026), e os crimes dolosos contra a vida ficam fora desse rodízio. A Justiça Federal é a Subseção de Montes Claros — mas a comarca CONSERVA a competência federal delegada, de modo que a ação previdenciária contra o INSS pode ser ajuizada no próprio fórum. A reclamação trabalhista, ao contrário, vai a Montes Claros.

UF
MG
Porte
micro
População
13.901 hab.

Para questões judiciais em Grão Mogol (MG), o juízo competente é da Comarca de Grão Mogol — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Grão Mogol/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Grão Mogol/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Grão Mogol: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Grão Mogol nasceu de diamante e de nome emprestado. O povoado da Serra de Santo Antônio do Itacambiraçu surgiu no fim do século XVIII, quando se descobriram diamantes na serra, e em 1839 já se chamava Arraial da Serra de Grão Mogol — topônimo importado do outro lado do mundo, do império mogol, como se o garimpo tivesse batizado a si mesmo pela grandeza que esperava. O comércio clandestino de pedras cresceu até incomodar a Coroa, que mandou um representante assumir o controle da exploração. Distrito pela Lei Provincial nº 184, de abril de 1840, o lugar virou vila pela Lei Provincial nº 171, de 23 de março de 1849, desmembrada de Montes Claros, e cidade pela Lei Provincial nº 859, de 14 de maio de 1858. A comarca veio depois, instalada em 9 de maio de 1892, segundo o Guia Judiciário — aqui o município é bem mais velho que o juízo, o contrário do que se vê em várias comarcas mineiras. O século XX foi de perdas territoriais em cadeia, e todas estão na legislação estadual: o Decreto-Lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938, levou Porteirinha, Gorutuba e Riacho dos Machados para formar o município de Porteirinha; o Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, criou o distrito de Botumirim e rebatizou Santo André como Catuni; a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, criou Barrocão; a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, emancipou Botumirim, Cristália e Itacambira de uma vez e criou os distritos de Josenópolis e Padre Carvalho; uma resolução de 1964 passou Catuni para Francisco Sá; e a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, emancipou Josenópolis e Padre Carvalho. De cidade mais importante do Norte mineiro, como o próprio verbete do IBGE a descreve, Grão Mogol passou a município rarefeito de um território enorme — e a comarca ficou com três dos filhos que o município perdeu.

Economia

A economia de Grão Mogol é o eucalipto, e o número que mostra isso não está na lavoura. A Produção Agrícola Municipal de 2023 registra R$ 14,3 milhões somando tudo — feijão (R$ 3,4 milhões), milho (R$ 2,3 milhões), mandioca (R$ 2,1 milhões), maracujá (R$ 1,9 milhão) e café (R$ 1,4 milhão) —, agricultura de escala pequena e diversificada. A Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura de 2024, no mesmo município, registra R$ 123,8 milhões: 84.800 toneladas de carvão vegetal de eucalipto, que respondem por 68,5% desse valor, e 485 mil metros cúbicos de madeira de eucalipto em tora, outros 31,4%. É quase nove vezes a lavoura inteira, num município cujo PIB de 2023 foi de R$ 817 milhões. A pecuária é de subsistência regional: 18.924 bovinos, 3.392 suínos, 62.600 galináceos. O desenho jurídico que sai desses números é reconhecível para quem trabalha no Norte de Minas: contrato de arrendamento e de fomento florestal, servidão e disputa possessória em áreas de plantio, acidente e vínculo de trabalho no corte e na carvoaria, terceirização em frente de serviço distante da sede, licenciamento e dano ambiental, inventário de propriedade rural em município de 3.885 km². E há um detalhe de competência que muda a rotina do advogado daqui: o contencioso previdenciário desse trabalhador rural cabe no fórum da cidade, pela competência delegada, enquanto o contencioso trabalhista do mesmo trabalhador cabe em Montes Claros, a 148 km.

Panorama jurídico

Em Grão Mogol um juiz só faz tudo — e, ainda assim, três das perguntas criminais mais importantes são respondidas por outras cidades. A comarca é de primeira entrância e de Vara Única: um cargo de Juiz de Direito no Anexo I da LC 59/2001, quatro blocos de setores no Guia Judiciário, segunda página em branco. Isso encerra de saída a dúvida que consome tempo em comarca maior: o Tribunal do Júri é da Vara Única, porque o Júri é órgão da comarca (artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001), não desce a distrito judiciário (artigo 3º, § 1º) e não há competência a distribuir — o artigo 10, § 1º, só manda o Tribunal fixá-la onde houver mais de um juiz. Quem procura resolução de competência numa comarca de vara única procura ato que não existe. A partir daí, o mapa se espalha. A investigação tem juiz das garantias em Francisco Sá, 97 km adiante, em par recíproco fixado pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — mas os crimes dolosos contra a vida estão fora desse rodízio (artigo 3º, II, da Resolução nº 1.109/2025), de modo que, no estado do Júri, o inquérito de homicídio de Grão Mogol é justamente o que não muda de juiz. A execução penal se espalha ainda mais: não há unidade prisional na comarca, e por isso o condenado preso executa a pena onde estiver recolhido, pela Portaria Conjunta nº 344/2014 — fica aqui somente a execução de quem responde solto. E o plantão de habeas corpus, quando o juiz local está impedido, vem de Montes Claros, por um ciclo de três microrregiões do artigo 6º, § 3º, I, da PC 1.709/2025. Contra essa dispersão joga um único fato, e é o mais valioso da página: a comarca CONSERVA a competência federal delegada, de modo que o segurado do INSS ajuíza na cidade. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Grão Mogol é o do diamante e o dos nomes. O município já se chamou Serra de Santo Antônio do Itacambiraçu e Arraial da Serra de Grão Mogol, e ficou com o nome do império do outro lado do mundo em vez do nome do santo — mas o santo continua no calendário do fórum: 13 de junho é feriado municipal na lista que o TJMG publica para a comarca em 2026, ao lado de 14 de maio, que é o dia exato da Lei Provincial nº 859, de 14 de maio de 1858, a que fez do arraial uma cidade. O verbete do IBGE descreve um conjunto de prédios históricos e manifestações culturais herdados da época em que o lugar foi a cidade mais importante do Norte de Minas, e a toponímia da comarca guarda o resto do inventário: Cristália, que já se chamou Nossa Senhora da Conceição da Extrema; Barrocão, criado por lei de 1948 com terras do distrito sede e de Itacambira; Botumirim, criado por decreto-lei de 1943 com terras de Cristália e Itacambira. Os serviços notariais e de registro da sede ficam todos em duas vias que levam o mesmo nome — Rua e Avenida Beira Rio — e na Praça Ezequiel Pereira, onde a relação da OAB/MG de 2021 ainda situa o fórum que hoje está na Rua Abner Martins.

Curiosidades

Três coisas que o mapa sugere e a fonte desmente em Grão Mogol. A primeira é a mais caríssima: Francisco Sá é a comarca vizinha mais próxima, é o par recíproco do juiz das garantias e é a primeira da fila de substituição em caso de vacância — e Francisco Sá perdeu a competência federal delegada, enquanto Grão Mogol a conservou, na mesma linha do mesmo anexo do mesmo ato. Quem deduzir a resposta do previdenciário pela vizinha erra por completo, e o erro manda um segurado pobre a 148 km sem necessidade. A segunda é que o município tem quatro distritos para o IBGE — Grão Mogol, Barrocão, Vale das Cancelas e Vila Sítio — e um só para o TJMG: Vale das Cancelas e Vila Sítio não constam nem da lista de localidades do Guia Judiciário, porque distrito administrativo e distrito judiciário são criaturas de leis diferentes. A terceira está numa lei de 1995: a Lei estadual nº 12.030 criou Josenópolis e Padre Carvalho no mesmo dia e mandou os dois para a Comarca de Grão-Mogol, com esse nome escrito no anexo — e hoje Josenópolis continua aqui, enquanto Padre Carvalho responde à Comarca de Salinas. A lei de criação diz a comarca do município no dia em que ele nasce, não a de trinta anos depois. De bônus, uma pequena incoerência do próprio Guia: a consulta de substituição de comarca vaga mede a mesma distância entre Grão Mogol e Coração de Jesus como 230 km numa tabela e 229 km na outra, e a de Montes Claros como 148 e 147.

Educação e cidadania

Quem mora em Grão Mogol e tem um problema jurídico precisa saber, antes de qualquer coisa, quantos quilômetros ele custa. Na cidade, na Rua Abner Martins, 255, Bandeirantes II, fica o Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo, telefones (38) 3238-1800 a 3238-1803: ali corre o processo criminal, o Tribunal do Júri, a execução penal de quem responde solto, o inventário, a guarda, o divórcio, a causa de família e, por causa da competência delegada, também a ação previdenciária ou assistencial contra o INSS — Vara Única pelo e-mail ggl1secretaria@tjmg.jus.br, CEJUSC por cejusc.ggl@tjmg.jus.br, Administração do Fórum por ggladm@tjmg.jus.br. A subseção da OAB/MG tem sala no mesmo fórum, telefone (38) 3238-1219, das 12h às 18h, e-mail graomogol@oabmg.org.br. O registro civil da sede está na Rua Beira Rio, 71-B; o tabelionato de notas e protesto, na Praça Ezequiel Pereira, 68; e cada um dos outros municípios e distritos da comarca tem seu registro civil com atribuição notarial. Fora da cidade, três destinos: reclamação trabalhista no Foro Trabalhista de Montes Claros, a 148 km (atermacao.montesclaros@trt3.jus.br, (38) 3224-7404); FGTS, tributo federal e crime federal na Subseção Judiciária de Montes Claros; e visita a preso onde estiver a unidade que o recebeu, que não é nesta comarca. A Prefeitura fica na Rua Geraldo Avelino, 60, telefone (38) 3238-1185, e a Câmara na Rua Santo Antônio, 120, telefone (38) 3238-1149. Falta dizer o que não está aqui, e por quê. Não há unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais em Grão Mogol, e o município não aparece entre os "municípios contemplados" das unidades de Francisco Sá, Montes Claros, Bocaiúva, Salinas ou Janaúba, que foram as consultadas — quem não tem como pagar advogado deve confirmar o atendimento com a DPMG antes de pegar estrada. Também não constam desta página o Ministério Público, a delegacia de Polícia Civil nem a zona eleitoral: os portais desses três órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 20 de setembro de 2026, e não ter o endereço aqui não significa que o serviço não exista na cidade. Por fim, o aviso que fecha: isto é o site de um escritório de advocacia privado. Nenhuma linha acima cria canal de atendimento de tribunal, fórum, presídio ou secretaria, e nenhum dos telefones publicados atende em nome deles.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em Grão Mogol, a informação que decide tudo é esta: o preso não fica na comarca, e o processo dele vai embora junto. A relação do Depen-MG/Sejusp foi lida inteira e não há unidade prisional em Grão Mogol, Botumirim, Cristália ou Josenópolis. As unidades da 11ª Região Integrada de Segurança Pública, que é a desta área, estão em Bocaiúva, Francisco Sá, Itacarambi, Janaúba, Januária, Manga, Monte Azul, Montes Claros, Porteirinha e Salinas — a única penitenciária entre elas é a de Francisco Sá, e penitenciária e presídio não são tamanhos diferentes da mesma coisa: são regimes diferentes, pela Lei de Execução Penal. Pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014, a guia de recolhimento vai ao juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido; pelo artigo 3º, a cada transferência o juízo declina da competência e remete os autos imediatamente. Ou seja: progressão, remição, livramento e falta grave do grão-mogolense preso são decididos por um juiz que não é o daqui, e que pode mudar mais de uma vez durante a pena, sem que ninguém comunique a família. Duas consequências práticas. A primeira é que, para saber onde está o processo, é preciso saber antes onde está o corpo — a guia de recolhimento e o SEEU são o rastro. A segunda é que nem tudo migra: quem cumpre em regime aberto, quem tem pena restritiva de direitos, quem está em livramento condicional ou em sursis responde na Vara Única da própria comarca, porque o parágrafo único do mesmo artigo 1º fixa a competência pelo endereço residencial. A audiência de custódia, por sua vez, é do juiz de Francisco Sá.

Dados do município

Gentílico
grão-mogolense
Mesorregião
Norte de Minas
Microrregião
Grão Mogol
Área (km²)
3885.294
População (Censo 2022)
13.901
Densidade demográfica (hab/km²)
3.58

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Grão Mogol como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Grão Mogol/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Grão Mogol
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra a instalação da comarca em 9 de maio de 1892 — trinta e quatro anos depois de o lugar ter sido elevado a cidade. Comarca instalada e em funcionamento: não é caso de comarca criada em lei e pendente de instalação, e a consulta do Guia responde pela comarca sem remeter a nenhuma outra.
Classificação
Primeira entrância. O critério do artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001 é aritmético — uma única vara instalada é primeira entrância; cinco ou mais varas somadas a 130 mil habitantes é entrância especial; o resto é segunda. O Guia Judiciário imprime "Entrância: Primeira", e o Anexo I da LC 59/2001 põe Grão Mogol no item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, número 67, com um Juiz de Direito e um só código de cargo (JPE-67). As duas fontes coincidem, o que aqui importa: a coluna de entrância das portarias do juiz das garantias erra com frequência e não foi usada.
Estrutura
Vara Única, no Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo (ggl1secretaria@tjmg.jus.br). Um juiz só responde por tudo: cível, criminal, Tribunal do Júri, execução penal, infância e juventude, violência doméstica, família e sucessões. No mesmo prédio funcionam a Administração do Fórum e a Direção do Foro (ggladm@tjmg.jus.br), a Distribuição de Feitos, a Contadoria/Tesouraria (gglcontadoria@tjmg.jus.br) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania — CEJUSC (cejusc.ggl@tjmg.jus.br). São quatro blocos de órgãos e setores na primeira página do Guia, bem abaixo do corte de dez que essa página usa para paginar, e a segunda página volta com o cabeçalho e nenhum bloco: as duas leituras juntas provam a vara única, e nenhuma delas sozinha provaria. A consulta própria de Juizados Especiais não devolve unidade em Grão Mogol, e a comarca integra o Grupo Jurisdicional JESP de Montes Claros. No PJe, a Vara Única recebeu todas as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis em 15 de julho de 2019 (Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019) e as classes da infância e juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); o sistema dos feitos criminais não consta dessa página e esta ficha não o afirma.
Endereço
Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo — Rua Abner Martins, 255, Bandeirantes II, Grão Mogol - MG, CEP 39570-000
Telefone
Jurisdição
Quatro municípios respondem ao Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo. O item 115 do Anexo II da LC 59/2001 lista Grão Mogol, Botumirim, Cristália e Josenópolis, e a consulta de municípios e distritos do Guia Judiciário devolve exatamente a mesma composição — as duas fontes fecham, o que em Minas não é regra. Perguntado por Botumirim, Cristália, Josenópolis, pelo distrito de Barrocão ou pelo de Adão Colares, o Guia responde que a localidade "não é uma Comarca" e "pertence à Comarca de Grão-Mogol". As distâncias à sede da comarca, pela medida do próprio Guia: Cristália 22 km, Adão Colares 47 km, Botumirim 51 km, Barrocão 58 km, Josenópolis 61 km e Santa Cruz de Botumirim 63 km. Quem mora no extremo da comarca dirige mais de uma hora para chegar ao fórum, e não há distrito judiciário com competência intermediária além de Barrocão.
Composição
A composição tem história legislável. A Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, criou de uma vez dezenas de municípios mineiros e, no Anexo I, disse a comarca de cada um: no item XXXVIII, Josenópolis — município remanescente Grão-Mogol, comarca Grão-Mogol; no item LVII, Padre Carvalho — município remanescente Grão-Mogol, comarca Grão-Mogol. Dos dois, só Josenópolis permaneceu: hoje o item 267 do Anexo II da LC 59/2001 põe Padre Carvalho na Comarca de Salinas, e o Guia Judiciário confirma ("pertence à Comarca de Salinas"). A lei que cria o município nomeia a comarca dele, mas não a congela — quem consultar a lei de criação para saber onde o processo corre hoje pode errar por trinta anos de diferença.
Substituição comarca vaga
Se a comarca vagar, a ordem oficial de substituição do Guia Judiciário é Francisco Sá (1º, 97 km), Montes Claros (2º, 148 km), Coração de Jesus (3º, 230 km) e Bocaiúva (4º, 193 km) — note que a ordem não é por distância. A mesma consulta devolve uma segunda tabela, que responde a outra pergunta: a posição que Grão Mogol ocupa na fila de cada vizinha — 2ª em Francisco Sá, 4ª em Bocaiúva, 4ª em Coração de Jesus e 4ª em Montes Claros. Ordinal repetido aí é normal, porque cada linha é a fila de uma comarca diferente. O que não deveria variar é a distância, e varia em um quilômetro em dois pares (Coração de Jesus 230 contra 229; Montes Claros 148 contra 147). Esta ficha registra as duas tabelas sem reconciliá-las.
Juizado especial
O Guia Judiciário não registra Juizado Especial autônomo em Grão Mogol e inclui a comarca no Grupo Jurisdicional JESP de Montes Claros. Em comarca de vara única, as causas de pequeno valor tramitam na própria Vara Única; o que o Grupo Jurisdicional organiza é a Turma Recursal que julga o recurso, e esta ficha não vai além do registro.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da própria comarca — artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 — e não desce a distrito judiciário, por força do artigo 3º, § 1º, da mesma lei, que exclui expressamente o Júri e as execuções penais da competência plena dos distritos. Em comarca de vara única a consequência é direta e sem dúvida: o homicídio praticado em Botumirim, em Cristália, em Josenópolis ou no distrito de Barrocão é julgado por Conselho de Sentença reunido no Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo, e quem o preside é o juiz da Vara Única. Não há resolução de competência a procurar: o artigo 10, § 1º, da LC 59/2001 só manda o Tribunal distribuir competência "nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito", e aqui há um. Em comarca de duas varas a pergunta "qual vara faz o Júri" é real e exige o ato do Órgão Especial; aqui ela não existe.
Execução penal
Em Minas Gerais a execução penal segue o corpo do preso, e em Grão Mogol isso decide a resposta pelo lado que ninguém espera. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a do condenado solto ao juízo da comarca do endereço residencial. Como não há unidade prisional em Grão Mogol, nem em Botumirim, Cristália ou Josenópolis, o condenado da comarca que vai para trás das grades sai da comarca — e a execução vai com ele, para a comarca onde ficar a unidade que o receber. Fica na Vara Única de Grão Mogol, e só ela, a execução de quem responde solto: regime aberto, penas restritivas de direitos, sursis, livramento condicional e prestação pecuniária de morador da comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). E a cada transferência de unidade o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" (artigo 3º), ressalvados os incidentes já instruídos sobre benefícios, integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas, com prazo de trinta dias para a remessa (artigo 4º). Para a família, a tradução é dura: o processo de execução do preso de Grão Mogol quase nunca está em Grão Mogol, e muda de cidade cada vez que ele muda de cadeia, sem que ninguém avise. A tramitação é pelo SEEU, do CNJ.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025, pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026. O artigo 5º, inciso I, dessa resolução manda a comarca de vara única compor com outras comarcas da mesma região, e a tabela que diz com quem é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da PC nº 1.709/PR/2025. Na 6ª Região, Grão Mogol forma par recíproco com Francisco Sá: o juiz da Vara Única de Grão Mogol funciona como juiz das garantias da Vara Única de Francisco Sá, e o de Francisco Sá como juiz das garantias da Vara Única de Grão Mogol. As duas linhas foram lidas, uma em cada direção, e o par foi conferido contra o texto original da PC 1.709/2025 publicado em 26 de agosto de 2025 — não contra a consolidação, que reproduz duas vezes a tabela vigente e por isso faz qualquer par parecer inalterado. Aqui ele realmente não mudou: era Francisco Sá em 2025 e é Francisco Sá em 2026. Na prática, o inquérito aberto em Grão Mogol tem prisão, cautelares, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia decididas pelo juiz de Francisco Sá, 97 km adiante, enquanto a secretaria continua sendo a da Vara Única de Grão Mogol (artigo 7º, § 1º, da Resolução). Oferecida a denúncia, o feito volta ao juízo natural. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do juiz das garantias os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e a competência originária de tribunal: o inquérito de homicídio de Grão Mogol não vai a Francisco Sá — fica com o juízo do Júri da própria comarca. E denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada pelo instituto (PC 1.709/2025, artigo 3º).
Plantao judicial
Para o plantão de habeas corpus e das medidas urgentes, Grão Mogol está na Microrregião LXXII, com Bocaiúva, Francisco Sá e Janaúba. As microrregiões não são criação das portarias do juiz das garantias: vêm do Anexo Único da Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021, alterada pelas Resoluções nº 1.148/2026 e nº 1.151/2026 — nenhuma das duas tocou na LXXII, que segue com as mesmas quatro comarcas. O que a Portaria Conjunta nº 1.709/2025 acrescenta é a escala de substituição entre microrregiões, para o caso de o plantonista ficar impedido por receber flagrante de competência da sua própria unidade (artigo 6º e §§ 1º e 2º). E a LXXII cai justamente na primeira das quatro exceções do artigo 6º, § 3º: em vez de par recíproco, um ciclo de três. O juiz das garantias da Microrregião LXI (Brasília de Minas, Coração de Jesus, São Francisco, São João da Ponte e São Romão) funciona pela XXIX (Montes Claros); o da XXIX funciona pela LXXII; e o da LXXII funciona pela LXI. Quer dizer: quando o plantonista de Grão Mogol está impedido, quem assume vem de Montes Claros — e não de Brasília de Minas, que é para onde o plantonista de Grão Mogol vai quando é ele que precisa cobrir alguém.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Grão Mogol
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
12h às 18h
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG traz Grão Mogol como subseção própria, com uma única sala, no Fórum, telefone (38) 3238-1219, funcionando das 12h às 18h, e-mail graomogol@oabmg.org.br. Não há linha de parlatório — o que é coerente com a ausência de unidade prisional no município — nem sala em comarca vizinha.
Ressalva
O documento da OAB/MG é de 18 de fevereiro de 2021 e dá para a sala do Fórum o endereço "Praça Ezequiel Pereira, s/n, Centro"; o Guia Judiciário situa o Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo na Rua Abner Martins, 255, Bandeirantes II. A ficha adota o Guia e trata o endereço da OAB como provavelmente anterior à mudança de prédio — note que a Praça Ezequiel Pereira é onde o mesmo Guia situa o Tabelionato de Notas. Coerência interna do documento (município, DDD e domínio do e-mail todos certos) não prova endereço vigente. O número ordinal da subseção não consta do documento nem dos blocos do Guia.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Montes Claros (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Grão Mogol, mas a comarca conserva a competência federal delegada: a ação previdenciária contra o INSS pode ser ajuizada na Vara Única, na própria cidade.
Justica trabalho
Foro Trabalhista de Montes Claros (TRT-3) — atermacao.montesclaros@trt3.jus.br, (38) 3224-7404.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Grão Mogol, nem em Botumirim, Cristália ou Josenópolis. A relação do Depen-MG/Sejusp, organizada por Região Integrada de Segurança Pública, foi lida por inteiro e nenhuma das quatro cidades aparece como endereço de unidade. A comarca está na área da 11ª RISP, e as unidades dessa região ficam todas fora dela: Presídio de Bocaiúva (PRBOC), Penitenciária de Francisco Sá (PFRS), Presídio de Itacarambi (PRIBI), Presídio de Janaúba (PRJNB), Presídio de Januária (PRJNR), Presídio de Manga (PRMNG), Presídio de Monte Azul (PRMAZ), Presídio Alvorada (PRALV) e Presídio Regional de Montes Claros (PRMOC), Presídio de Porteirinha (PRPOR) e Presídio de Salinas (PRSAL). Duas leituras importam para quem procura um preso: "penitenciária" e "presídio" não são graus de tamanho, são regimes distintos na Lei de Execução Penal, e a única penitenciária da região é a de Francisco Sá; e a unidade que fica mais perto no mapa não é necessariamente a que recebe o preso desta comarca — essa é decisão administrativa do Depen-MG, que esta ficha não afirma. O que a lei diz é o efeito: onde ele estiver, ali corre a execução.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Montes Claros — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Grão Mogol não tem vara federal. A tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais, atualizada em 27 de maio de 2026 conforme o Anexo II da Resolução Conjunta Presi/COGER nº 3, de 31 de março de 2026, põe Grão Mogol, Botumirim, Cristália e Josenópolis — a comarca inteira — na Subseção Judiciária de Montes Claros, ao lado de Bocaiúva, Francisco Sá, Coração de Jesus, Januária, Salinas, Itamarandiba, Pirapora, Várzea da Palma e outras dezenas de municípios do Norte e do Alto Jequitinhonha. É lá que correm FGTS, tributo federal, execução fiscal da União e crime de competência federal. A ação previdenciária é o caso à parte, e está no campo seguinte.
Competência delegada
Grão Mogol CONSERVA a competência federal delegada — este é o fato mais consequente desta página. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, tem duas colunas por subseção, e na linha de Montes Claros a coluna das comarcas que seguem COM competência federal delegada traz cinco nomes: Buenópolis, Grão Mogol, Itamarandiba, Salinas e São João da Ponte. Na coluna das que DEIXARAM de possuí-la estão Montes Claros, Bocaiúva, Francisco Sá, Coração de Jesus, Brasília de Minas, Januária, Minas Novas, Várzea da Palma, Pirapora, São Francisco e Turmalina. O fundamento é o artigo 15, inciso III, e o § 2º da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021: o critério é a distância entre o município e a sede da vara federal. Na prática, quem mora em Grão Mogol, Botumirim, Cristália ou Josenópolis e teve benefício previdenciário ou assistencial negado pelo INSS pode ajuizar a ação na Vara Única do Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo, na própria cidade, com recurso para o TRF da 6ª Região — não precisa ir a Montes Claros, a 148 km. Para trabalhador rural, segurado especial e idoso de um município com 3,58 habitantes por quilômetro quadrado, a diferença entre ajuizar no fórum da cidade e viajar até a subseção é a diferença entre ter e não ter a ação.
Contexto
A delegada não se deduz de nada além da própria linha do Anexo III, e Grão Mogol é a prova. Francisco Sá é ao mesmo tempo o par recíproco do juiz das garantias, a primeira comarca da fila de substituição e a comarca vizinha mais próxima — e Francisco Sá PERDEU a delegada, na mesma linha e no mesmo ato em que Grão Mogol a conservou. Vizinhança, par de garantias, ordem de substituição, microrregião de plantão e subseção federal são cinco mapas diferentes, e nenhum deles prevê o outro. Quanto ao acervo já formado, a regra provada é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: ação ajuizada antes de 2020 permanece no juízo estadual. O que se atribui à Resolução Conjunta nº 3/2026 a respeito do acervo das comarcas que perderam a delegação não foi lido em texto integral publicado, e esta ficha não o afirma.
Oficiais de justica
Na tabela da SJMG, o asterisco marca a área de atuação dos Oficiais de Justiça da subseção. Grão Mogol, Botumirim, Cristália e Josenópolis estão sem asterisco — Montes Claros, Mirabela, Patis, Glaucilândia, Juramento e Claro das Poções têm. A própria página diz o que decorre disso: nas localidades não atendidas pelos Oficiais de Justiça, as comunicações de atos processuais são feitas pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória dirigida à comarca estadual — isto é, ao Fórum Doutor Manoel Cristiano Rêlo.
Histórico
Minas Gerais deixou o TRF da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021. A Seção Judiciária de Minas Gerais lista hoje 26 sedes de subseção, Belo Horizonte incluída.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro Trabalhista de Montes Claros — 1ª, 2ª e 3ª Varas do Trabalho de Montes Claros
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Bocaiúva, Botumirim, Brasília de Minas, Campo Azul, Capitão Eneas, Claro dos Poções, Coração de Jesus, Cristália, Engenheiro Navarro, Francisco Sá, Glaucilândia, Grão Mogol, Guaraciama, Itacambira, Josenópolis, Juramento, Mirabela, Montes Claros, Olhos-D'Água, Padre Carvalho, São João da Lagoa, São João do Pacuí e Ubaí
Contexto
Aqui o TRT-3 acompanha a comarca inteira, o que nem sempre acontece em Minas: Grão Mogol, Botumirim, Cristália e Josenópolis vão todos ao Foro Trabalhista de Montes Claros, com as mesmas 23 cidades. O foro reúne três varas, criadas em datas distantes entre si — a 1ª pela Lei federal nº 5.310, de 18 de agosto de 1967, a 2ª pela Lei nº 8.432, de 11 de junho de 1992, e a 3ª pela Lei nº 10.770, de 21 de novembro de 2003 —, todas com a jurisdição territorial fixada pela Resolução Administrativa nº 26, de 4 de fevereiro de 2010. Quem corta eucalipto, faz carvão ou trabalha na fazenda em Grão Mogol e quer reclamar verba rescisória, registro de vínculo ou reparação por acidente de trabalho ajuíza em Montes Claros, a 148 km — e este é o contraste que a página tem de deixar claro: a ação contra o INSS fica na cidade, a ação contra o patrão não.

Segurança Pública

Panorama
Município de 3.885 km² com 13.901 habitantes e quatro distritos administrativos, sede a 569 km da capital e a 148 km da subseção federal. A geografia é o dado de segurança pública mais relevante: com 3,58 habitantes por quilômetro quadrado, a distância entre a ocorrência e o fórum, entre o fórum e o presídio, e entre o preso e a família é a variável que organiza tudo — inclusive a audiência de custódia, que é decidida por juiz de outra comarca, e a execução da pena, que corre em comarca terceira.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única da comarca e estão fora do juiz das garantias por força do artigo 3º, inciso III, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025: aqui a medida protetiva de urgência é decidida pelo juiz da comarca, não pelo de Francisco Sá.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Grão Mogol
Endereço
Rua Geraldo Avelino, 60, Centro, Grão Mogol - MG
Telefone
Site
graomogol.mg.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Grão Mogol
Endereço
Rua Santo Antônio, 120, Centro, Grão Mogol - MG
Telefone
Horário de funcionamento
Segunda a sexta, 7h às 18h
Site
www.graomogol.mg.leg.br
Ressalva
A página de contato da Câmara é um Portal Modelo do Interlegis com última modificação em janeiro de 2022 e publica dois telefones, (38) 3238-1149 e (38) 3238-1185, sendo o segundo o mesmo que a Prefeitura publica como seu. A ficha reproduz apenas o primeiro. Os dois endereços de e-mail que a página publica são de provedores comerciais e não são reproduzidos.

Cartórios

Estrutura
Na sede funcionam três serviços: o Registro Civil das Pessoas Naturais de Grão-Mogol, na Rua Beira Rio, 71-B, Centro, CEP 39570-000, telefone (38) 99729-6134; o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Grão-Mogol, na Avenida Beira Rio, 570, Centro; e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos de Grão-Mogol, na Praça Ezequiel Pereira, 68, Centro, telefone (38) 99854-3548. Nos demais municípios e distritos da comarca há Registro Civil com Atribuição Notarial: Botumirim (Rua 1º de Março, 01, Centro, CEP 39596-000), Cristália (Praça da Matriz, 50, Centro, CEP 39598-000), Josenópolis (Rua José Ramos, 109, Centro, CEP 39575-000), Adão Colares (Avenida Francisco Nassau, s/n, Centro, CEP 39597-000), Barrocão (Rua Beira Rio, 71-B, Centro) e Santa Cruz de Botumirim (Rua 1º de Março, 01, Centro). Duas dessas serventias dividem endereço e telefone com outra da lista — Barrocão com o Registro Civil da sede, Santa Cruz de Botumirim com o de Botumirim —, o que na leitura do Guia indica atribuição acumulada e não endereço errado.
Ressalva
O Guia Judiciário publica para o Registro de Imóveis da sede um telefone com um dígito a mais do que o padrão brasileiro; o número não é reproduzido aqui.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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