História
A história de Carbonita é a de um povoado que mudou de município antes de mudar de nome, e mudou de nome antes de virar cidade. O verbete do IBGE, sem fonte documental para os primeiros habitantes, reconstrói a ocupação pela história dos vizinhos: bandeirantes que subiam o Jequitinhonha e o Araçuaí atrás de ouro e pedras preciosas, por volta de 1750 a 1760, e depois famílias com escravos tomando posse das terras e abrindo fazendas. Às margens do rio Curralinhos, o fazendeiro Manoel Barreiros doou terra para uma capela de Nossa Senhora da Conceição, e o povoado que se formou em torno dela ganhou o nome de Santíssimo Coração de Jesus das Barreiras. Pertencia a Minas Novas até que a Lei Provincial nº 1.136, de 24 de setembro de 1862, o passou para o município de Itamarandiba — que então ainda se chamava São João Batista. Em 14 de setembro de 1870, pela Lei nº 1.658, virou distrito. Em 1911 o nome já tinha encolhido para Barreiras, e a homonímia com a Barreiras baiana obrigou a troca: a Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, criou o nome Carbonita. O município foi criado pelo artigo 3º da Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e instalado em 1º de março de 1963, desmembrado de Itamarandiba. Sessenta anos depois, a separação administrativa não se completou no Judiciário: Carbonita continua na comarca da cidade de que saiu, com Aricanduva, outra ex-distrito de Itamarandiba, emancipada em 1995.