História
A história de Claro dos Poções começa num pasto. O verbete do IBGE conta que a região foi, presumivelmente, desbravada por bandeiras atraídas pela riqueza das terras, e que as primeiras aglomerações conhecidas foram as Fazendas Santo Antônio, São José e Cachoeira, grandes propriedades de gado que o tempo foi subdividindo. No meio delas havia clareiras e poços que não secavam, e o gado sumido das fazendas costumava estar ali — "deve estar no Claro dos Poções", dizia-se, e o nome pegou antes de existir povoado. O povoado veio depois, e começou pelo cemitério: em 1920 os moradores precisaram de um, e em 1922 começaram uma capela, terminada em 1923 com a primeira missa. Vieram as casas, os botecos, o comércio. O texto paroquial publicado pela Prefeitura acrescenta o outro lado da mesma história: por volta de 1920 havia apenas o cemitério, a capelinha e alguns casebres; o padre vinha montado num burro, trazendo paramentos e alfaias, três vezes por ano, para as festas de São Sebastião em fevereiro, de Nossa Senhora de Lourdes em maio e do Senhor Bom Jesus em setembro, que também aconteciam nas comunidades de Pouso Alto, Água Boa e Boa Sorte; e a construção de um templo maior, ao lado da capelinha, começou em junho de 1962. Foi o mesmo ano da emancipação: a Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a grande lei de divisão administrativa do estado daquele ano —, criou o município de Claro dos Poções com dois distritos, a sede e "Vista Alegre (ex-Água Boa)", e descreveu os seus limites com Jequitaí, Coração de Jesus, Montes Claros e Francisco Dumont. O verbete do IBGE registra o desmembramento de Jequitaí; o portal da Prefeitura, fazendas que pertenciam a Coração de Jesus. A Prefeitura comemora o aniversário em 3 de março e celebrou 63 anos em 2025. Em divisão territorial de 1963, o município tinha os dois distritos, e assim permaneceu até 2007, diz o verbete. Em 2020 a Lei Municipal nº 499 criou o terceiro, Boa Sorte de Claro dos Poções — hoje registrado na base territorial do IBGE.