História
A história de Itaipé que o IBGE registra começa com uma frase honesta: os primitivos habitantes da região de Teófilo Otoni foram indígenas, "não se sabendo ao certo a que tribo pertenciam". Por volta de 1860 chegou ao lugar Francisco Ramos da Cruz, com a esposa, alguns filhos e serviçais, e se apossou de vasta área de terra devoluta para a exploração agropecuária. A primeira casa foi construída às margens do Rio Preto, e em torno dela começou o núcleo que é hoje a sede municipal. O que fez o povoado crescer, segundo o mesmo verbete, foi a soma de três coisas: a descoberta de lavras de pedras semipreciosas, a construção da capela — com as visitas de missionários que ela atraía — e um comércio ativo de madeiras. Em 1917 o lugar já contava com grande número de moradores. A partir daí a história é jurídica, e é uma história de mudanças de subordinação. Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911: cria-se o distrito de Rio Preto, em Teófilo Otoni. Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923: o distrito passa a se chamar Itaipé. Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943: Itaipé sai de Teófilo Otoni e entra na formação do novo município de Novo Cruzeiro. Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962: Itaipé se emancipa de Novo Cruzeiro, com os distritos de Itaipé e Catugi, e se instala em 1º de março de 1963. Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995: Catugi se emancipa de Itaipé, como Catuji. O resultado é um município que pertenceu a Teófilo Otoni, depois a Novo Cruzeiro, emancipou-se deste e, na Justiça comum, continua respondendo a ele. É em Novo Cruzeiro, o município de que se separou em 1962, que o itaipeense ajuíza a sua ação e é julgado pelo Júri.