História
A Prefeitura de Setubinha abre a história da cidade com uma frase que a documentação oficial confirma: a história do lugar "é mais antiga do que a história de Malacacheta". Segundo o portal municipal, por volta de 1830 a região era sesmaria de uma família de Setúbal, em Portugal; as primeiras casas foram construídas pela família Batista de Miranda por volta de 1840; em 1841 a povoação de Santo Antônio do Setubinha já servia de referência a viajantes, e por ela passaram, em 1847 e 1852, as expedições de Teófilo Benedito Otoni rumo ao Vale do Mucuri. A Igreja Imaculada Conceição foi iniciada em 1900 pelo imigrante italiano Nicolas Mazzinghy — cujo nome é hoje o de uma rua de Malacacheta — e inaugurada em 1905.
A formação administrativa tem duas versões oficiais que não coincidem. A Prefeitura dá o distrito de Santo Antônio do Setubinha como criado no município de Minas Novas pela Lei provincial nº 1.251, de 15 de novembro de 1865, com passagem para Teófilo Otoni em 1880. O verbete do IBGE registra o distrito criado pela Lei provincial nº 2.592, de 3 de janeiro de 1889, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, já subordinado a Teófilo Otoni. As duas concordam no que veio depois: a Lei estadual nº 843, de 1923, fez de Setubinha um dos quatro distritos do novo município de Malacacheta.
A emancipação teve duas tentativas. A primeira, em 1965, segundo a Prefeitura, foi derrotada nas urnas. A segunda passou por plebiscito em outubro de 1995, com mais de 90% dos votos válidos, e resultou na Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que criou Setubinha junto com dezenas de outros municípios mineiros — entre eles Angelândia, seu vizinho — e que escreveu, no inciso próprio, a comarca a que o novo município responderia: Malacacheta, o município de que se separava. A instalação foi em 1º de janeiro de 1997, depois da eleição do primeiro prefeito e da primeira Câmara em outubro de 1996. Em 2002 nasceu o distrito de Palmeiras do Vale.