História
Montalvânia é uma das cidades mais novas do mapa judiciário mineiro, e nasceu de um projeto explícito. O verbete do IBGE conta que Antônio Lopo Montalvão, incomodado com o poder dos coronéis de Manga, comprou uma fazenda e em 1952 lançou a pedra fundamental de um povoado que batizou com o próprio sobrenome; candidatou-se a prefeito de Manga, perdeu, voltou na eleição seguinte e venceu, e organizou a campanha de emancipação que só se consumou no governo do sucessor. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, fez o serviço: item 428 do anexo, município e distrito-sede Montalvânia, desmembrado de Manga, com os distritos de Pitarana, criado ali mesmo, e de São Sebastião dos Poções. A instalação foi em 1º de março de 1963. A mesma lei criou, no item 394, sob Manga, os distritos de Juvenília, Miravânia e Monte Rei — os três que depois viriam a ser, ou a pertencer a, municípios próprios. Em 13 de maio de 1976 a Lei estadual nº 6.769 deu a Montalvânia dois distritos novos, Capitania e Porto Agrário; Porto Agrário depois saiu, e o verbete do IBGE registra a saída deixando em branco o número e a data da lei que a operou. A história judiciária é ainda mais recente: a Lei Complementar estadual nº 38, de 13 de fevereiro de 1995, já traz a Comarca de Montalvânia entre as de entrância inicial, com um Juiz de Direito e um só município, mas o Guia Judiciário do TJMG dá a instalação em 20 de março de 1998. Nesse intervalo aconteceu o outro movimento: a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, criou o município de Juvenília com os distritos de Monte Rei e Porto Agrário e o entregou, por escrito, à Comarca de Manga. Quando a LC 59/2001 foi publicada, Juvenília já estava no item 191, sob Montalvânia. Em quarenta anos o povoado fundado para escapar de Manga passou a ser comarca, e recebeu de Manga o município vizinho.