História
Manga nasceu de um porto e de um pasto. O arraial de São Caetano, fundado no rastro das bandeiras que subiram o São Francisco no fim do século XVII, tinha a cinco léguas um porto no rio, no lugar chamado Mangas, e foi ali que se ergueu a primeira igreja da região. O povoado do porto cresceu mais que o arraial porque era passagem, e passou a vida trocando de apelido — "Manga dos Cachorros", "Manga do Amador" depois que Amador Machado fez um curral de gado vacum a um quilômetro, "Santo Antônio do Manga". No papel, era distrito de Januária com o nome de São Caetano do Japoré. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, resolveu as duas coisas de uma vez: criou o município de Manga com os distritos de Manga, Japoré e Matias Cardoso, desmembrados de Januária, e trocou o nome do distrito-sede. A instalação veio em 19 de outubro de 1924. Depois disso, a história de Manga é uma história de subtração territorial. Inhumas, distrito criado em 1926, virou Nhandutiba pelo Decreto-lei estadual nº 1.058, de 1943, e é o único distrito que resta. São Sebastião dos Poções, criado em 1938, saiu em 1962 para formar Montalvânia — e a mesma lei, a nº 2.764, de 30 de dezembro, criou em troca os distritos de Juvenília, Miravânia e Monte Rei. Matias Cardoso se emancipou em 1992; Juvenília e Miravânia, pela Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que chama Manga, nas duas passagens, de "Município Remanescente". Sobraram a sede e Nhandutiba. A comarca chegou tarde, em 23 de março de 1958 — até então Manga era termo de Januária —, e também ela encolheu: em 2020 perdeu Jaíba e a segunda vara no mesmo ato do Órgão Especial.