História
A história de Baldim começa, pelo verbete do IBGE, com três sesmarias. A primeira, chamada "Terras do Zebelê", foi doada pelo dono, na morte, ao Convento de Macaúbas, em Santa Luzia, e vendida depois em fazendas e sítios que deram origem às sedes distritais de Amanda e São Vicente. A segunda pertenceu a uma viúva, Dona Quitéria, que se casou já com oitenta anos com o jovem Capitão Bernardino Martins de Almeida, português, que herdou as terras. A terceira, a mais fértil, era de um português que uns chamavam de "Preto" e outros de Ubaldino ou Balduíno — o nome que o povo transformou em Baldim. Bernardino, mascate enriquecido, cumpriu um voto da esposa: ergueu à própria custa a igreja que hoje é a matriz da cidade e doou dezoito alqueires para ela. A construção começou em 1853; ele morreu em 1860 e a obra só terminou em 1873. Em volta da igreja vieram as primeiras casas e tavernas, em lotes doados pela paróquia, e a passagem de tropas a caminho do norte fez o resto. A Prefeitura conta a mesma origem na sua página de história. No papel, o lugar foi distrito antes de ser cidade. O distrito de Pau Grosso foi criado pela Lei Provincial nº 2.002, de 15 de novembro de 1873, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Santa Luzia do Rio das Velhas. A Lei estadual nº 703, de 17 de setembro de 1917, deu-lhe o nome de Baldim. O Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, tirou o distrito de Santa Luzia e o anexou a Jaboticatubas. A emancipação veio pela Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que desmembrou Baldim de Jaboticatubas e criou o município com dois distritos, Baldim e São Vicente, instalado em 1º de janeiro de 1949. Amanda, o antigo povoado de São Sebastião do Alegre, virou o terceiro distrito pela Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953. Houve também uma história industrial. Ainda no século XIX, o coronel José Dias de Carvalho fundou em São Vicente uma fábrica de tecidos com 93 teares movidos a água, com o maquinário trazido em carro de boi. Não deu lucro e fechou; em 1891 foi comprada pela Companhia Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, que retomou a produção. O verbete registra que a indústria têxtil e o algodão de São Vicente, a estrada de ferro Belo Horizonte–Sete Lagoas e a rodovia Belo Horizonte–Serro foram os alicerces do crescimento do município.